Dois lados do amor
8 Você desperta o melhor de mim
Notas iniciais
Alexandra Woods Mills
Clarke Griffin foi nessa loira a ultima coisa em que pensei antes de dormir e foi nela a primeira que pensei quando acordei, até em meus sonhos ela se fez presente, só pode ter sido praga da alguma ex-ficante, não é possível que mesmo depois daquela discussão entre nos eu ainda a deseje, nunca tive problemas em ter a mulher que desejasse, sempre fui muito decidida em relação a minha sexualidade, o apoio de minha família foi crucial para isso. Minha mãe diz que não haverá mulher a altura pra mim espero que ela esteja errada, mas por enquanto posso afirmar que só existem duas mulheres em minha vida mamãe e Regina por elas eu faço tudo, mesmo tendo uma loira dominando meus pensamentos nos últimos dias.
Desde que conheci a loira meu apetite sexual se resumiu a ela, como uma noite com uma desconhecida pode ter me mudado tanto assim? Pior ela deixou claro que eu fui só uma noite para ela, algo inédito pra mim já que esse papel costumava ser meu, olho para meu celular a lista de mulheres que eu poderia ligar e sair era enorme, mas nenhuma delas era ela cheguei ao ponto de não desejar outras mulheres isso só pode ser bruxaria daquela loira. Nunca fui do tipo ciumenta, mas ontem agi feito uma criança. Preciso por minha cabeça em ordem e isso será minha prioridade, mesmo que para isso eu tenha que evitar a loira será isso que irei fazer. Sou tirada dos meus devaneios quando escuto meu celular tocar e vejo que é do hospital.
— Woods falando.
— Dra. Woods aqui e a enfermeira chefe Smit desculpe o incomodo, mas o hospital esta com uma demanda de pacientes no PS e precisamos da senhorita aqui.
— tudo bem Smit eu estaria aí o mais breve possível. – é lá se foi minha folga penso.
Levanto da cama com pressa, tomo um banho rápido, logo já estou pronta para sair quando Regina me aborda já na saída de casa.
— Lex aonde vai tão cedo? – Gina ainda estava com a cara amassada de sono os cabelos desgrenhados evidenciavam que ela tinha acabado de levantar.
— ligaram do hospital estão precisando de mim lá. – vou até ela e dou um beijo em sua testa.
— já tomou café?
— não, compro no caminho. – digo isso já saindo sei como minha irmã é cri cri com alimentação.
Passo em minha padaria favorita no caminho, mas quando entro dou de cara com Clarke e seu amiguinho, a loira arregala os olhos como se não acreditasse que eu estava lá. Noite passada tinha dito a ela que não a importunaria mais e era exatamente isso que eu faria, passei pela loira como se passasse por um desconhecido indo ao balcão fazer meu pedido, enquanto aguardava podia sentir que ela olhava pra mim, aliás ela não fazia questão de disfarçar. O amiguinho veio até onde eu estava me cumprimentar.
— Dra. Woods bom dia. – disse de forma simpática.
— bom dia Collins. – respondo de forma educada afinal sou filha da Cora Mills.
— Bom dia Lexa. – Clarke resolveu parar de me encarar e veio até onde estávamos.
— bom dia senhorita Griffin. — digo de forma fria, o que ela me disse na noite passada passou como um filme pela minha cabeça, por causa dessa loira minha noite de sono foi péssima. Acredito que ela não gostou da forma em que me referi a ela, noto que ela baixa a cabeça.
Escuto a atendente chamar meu nome, e dou graças aos deuses ficar ao lado dela e trata-la como qualquer uma não estava me fazendo bem, minha vontade era o oposto, Clarke precisava de alguém cuidasse dela.
— tenham um bom dia. – Digo isso e me retiro sem espera por resposta, pego meu pedido e vou em direção ao meu carro.
Clarke Griffin
Dormir naquela noite foi difícil, as palavras que tinha dito a Lexa estavam me corroendo, era ela que nos últimos dois dias estava ocupando meus pensamentos, aquele momento no quarto de descanso quando ela cuidou de mim como a muito tempo ninguém fazia, ao lado dela me senti segura, o que parece de certa forma uma loucura como uma pessoa em tão pouco tempo pode despertar tais sentimentos em mim, segurança poucas vezes pude me sentir assim, minha mãe sempre foi ausente, meu pai saiu de casa quando tinha cinco anos e nunca mais voltou, meu padrasto Marcus nunca contribuiu para muita coisa em minha vida, pelo menos agora que minha mãe está doente ele vem cuidado dela.
Acordei cedo, alias nem dormi direito, quando saio do quarto avisto Finn no corredor.
— hey Princesa bom dia. – me sorriu de forma reconfortante.
— Bom dia Finn. – meu tom desanimado não passou despercebido por ele.
— acho que sua noite não foi tão boa assim.
— vamos tomar café? – resolvo não entrar no assunto.
— Claro.
Sabe qual é o problema de mudança recente e que a dispensa nunca esta abastecida. Resultado sairmos para comprar o café da manhã, as meninas ainda dormiam feito pedra no sofá. Fomos a pé mesmo a uma padaria próxima a minha casa, o dia estava frio meio cinza assim como anda minha vida, enquanto Finn fazia o nossos pedidos a causadora da minha insônia da noite passada entra dando de cara comigo, confesso que fiquei surpresa, o destino gosta de pregar peças eu não estava preparada para encontra-la tão cedo, nossa discussão da noite passada ainda estava fresca em minha memória, o pior veio quando ela simplesmente me ignorou, fique sem reação Finn que tinha presenciado a cena veio falar comigo.
— vai lá é resolve isso de uma vez. – diz baixo próximo do meu ouvido.
— você viu a forma simpática e saltitante que ela me olhou. – retruco de forma irônica.
— qual é princesa depois do que você disse a ela espera o que? Clarke ela esta bem ali deixa de ser mole e vai falar com ela se você não for eu vou. – o que Finn falava ficou em segundo plano eu não conseguia tirar os olhos dela minha atenção estava só nela. Naquela manhã ela estava especialmente linda, aquele jeito dela despojado, aqueles olhos verdes que me faz perder o rumo, Lexa é linda, seu sorriso é lindo a forma que ela jogava o cabelo para o lado é lindo, só tenho uma certeza to perdida, não posso ter me apaixonado tão rápido assim. Saio dos meus devaneios quando vejo Finn cumprimentando ela. Tinha que ir até ela respiro fundo e vou até os dois.
A forma fria que Lexa me tratou foi de gelar todo meu ser senti meu coração se apertar, mas ouvir ela me chamar de Griffin e não de Clarke me doeu, logo depois o pedido dela foi entregue e ela saiu como se nada tivesse acontecido.
— Vai atrás dela loirinha. – Finn me cutuca.
— você viu a forma que ela me tratou não achou o suficiente o gelo que ela me deu? – digo de forma magoada, pois era assim que me sentia, a frieza que Lexa me tratou me magoou.
— deixa de ser cabeça dura, se ela te tratou assim é porque ela sente algo por você, Clarke não desperdice a ajuda do destino, você acabou de ganhar uma chance de se desculpar com ela. – Falou a ultima parte já me empurrando para fora da padaria.
Ela estava andando em direção ao seu carro, respirei fundo e fui correndo atrás dela, o máximo que poderia ocorre era ela me dá mais um gelo, quem sabe assim eu teria gelo o suficiente para um drink.
— Lexa. – noto que ela tomou um susto.
— senhorita Griffin você me deu um susto. – dessa vez seu tom não foi frio.
— desculpe não foi minha intenção. – a vejo suavizar a expressão.
— algum problema senhorita Griffin? – podia sentir magoa no seu tom de voz.
Respiro fundo precisava reunir coragem para dizer o que eu tinha ido fazer ali.
— eu vim... — Pigarreio as palavras pareciam travar em minha boca. – eu vim pedir desculpas pelo que te disso ontem. – a vejo mudar o semblante para surpresa Lexa não esperava por aquele pedido de desculpas, ela tentou falar algo mais eu não deixo. – olha Lexa eu falei o que não devia, aliás o que disse não era verdade. – digo me aproximando dela. – você não foi só uma noite, Lexa eu estou perdida, sou uma pessoa cheia de problemas e você sabe disso, sou insegura, indecisa, teimosa sou varias coisas negativas, mas você dia que estaria aqui então eu peço não me deixe fugir Lex, eu vivo em torre isolada e eu preciso que lute por mim. – Lexa em momento algum ela ousou me interromper me olhava de forma indecifrável, meu estômago parecia que tinha borboletas.
— eu disse pra você não fugir de mim. – ela falou fechando a distancia ente nos. – Clarke o que vou dizer vai parecer uma loucura, mas eu.. eu estou me apaixonando por você. – quando ela diz a ultima parte olhando fundo nos meus olhos pude sentir segurança no que ela falava, Lexa era minha rocha, meu coração batia tão forte que achei que ele fosse pular do meu peito.
— Lex eu .. – não sabia mais o que falar, aquela mulher tão segura de si estava me dizendo que estava se apaixonando por mim. – isso é uma loucura. – digo quebrando o pouco de distância entre nosso rostos e a beijo, um beijo totalmente diferente de que já aviamos dados, esse era calmo, terno, cheio de carinho mais logo passou a ficar intenso cheio de desejo nossas línguas travavam uma batalha nosso beijo tinha sabor de saudade, Lexa me despertava pra vida com ela me sinto viva mais do que nunca. O ar se fez necessário e aos poucos vamos encerrando o beijo, ambas estávamos ofegantes com as bocas levemente vermelhas, ela me olha com ternura e me sorri de uma forma única, meu sorriso posso dizer que ia de orelha a orelha, ficamos assim por um tempo quando o celular dela toca quebrando nossa bolha invisível. Ela se afasta para atende o celular me deixando com cara de boba para trás.
— era do hospital, já era para estar lá, podemos conversar depois? – ela me diz como se pedisse desculpas.
— vai logo teremos tempo para resolvermos isso – digo apontando para mim e ela — depois.
Ela me sorri e me rouba mais um beijo, Lexa tinha um poder sobre mim que deixava boba em seus braços. Encerramos o beijo com dois selinhos rápidos.
— podemos jantar hoje o que acha? – ela me pergunta com um sorriso travesso nos lábios.
— seria ótimo. – ela me da mais um selinho e entra no carro.
— só mais uma coisa Clarke. – diz me olhando mesmo depois de ter ligado o carro. – você desperta o melhor de mim. – dito isso ela vai embora me deixando com uma cara de boba apaixonada, era oficial estou completamente apaixonada por Alexandra Woods. Só me resta torcer para que ela junte cada pedaço meu e me faça uma pessoa melhor.
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