Dois lados do amor

2 Nada é tão ruim que não possa piorar


Notas iniciais
boa noite pessoal, aí esta o segundo capitulo, relevem os erros. alguns capítulos serão ponto de vista dos personagens.

Clarke Griffin

Sabe aquele dia que tudo parece dar errado? Acho que hoje é um dia desses, alias dia não semana toda. Quando cheguei a Boston para começar minha residência em cirurgia, achei que as coisas começariam a melhorar, mas foi só ilusão. Começando pelo idiota do meu ex-namorado Bellamy, que ate o começo da semana era namorado, mas esse infeliz jogou cinco anos de relacionamento com uma noite com uma vagabunda com mechas vermelhas no cabelo, quem é que usas mechas vermelhas hoje em dia? Peguei os dois se pegando no nosso apartamento chutei o pau da barraca e terminei tudo com ele, na mesma semana sai do apartamento que dividíamos com a irmã dele minha amiga Octavia que também faria residência comigo. O jeito foi ir para casa que minha mãe tem na cidade, já que Abby agora mora em Londres, a semana toda só foi problemas, sábado Octavia me chamou para sairmos para algum bar da cidade, o problema de sair com a pequena Blake é que ela provavelmente ela vai arranjar alguém e eu vou ficar só, mesmo com a probabilidade quase certa de ficar como vela resolvi ir com a ela. De toda essa semana teve algo positivo, algo não, alguém. Nunca fui de fazer loucuras, beber de mais ou sair com pessoas que não conhecia, mas nesse dia algo mudou em mim, aquela noite foi única.

Octavia e eu estávamos na segunda rodada de tequila, se era pra enfiar o pé na jaca seria com tudo que eu tinha direito. O lugar estava animado homens e mulheres bem interessantes por todo lado, o bar era próximo ao hospital que iriamos trabalhar. E o que eu temia aconteceu minha amiga arranjou um paquera, e pelo andar da carruagem ela se daria bem naquela noite. Foi quando eu vi a vaca de mechas vermelhas, sabe aquele ditado “Nada é tão ruim que não possa piorar”, pois é, ver a mulher que estava montada literalmente no meu ex a duas mesas da minha era demais. Ela estava acompanhada de duas morenas e uma loira, o papo da mesa parecia animado, vaca de mechas notoriamente se jogava para a morena de olhos verdes, já que as outras duas pareiam um casal, aquela cadela só pode estar no cio, não parava de alisar a outra dava até nojo, fiquei enjoada de olhar para aquela canina, levantei e fui ao banheiro, nem dei o trabalho de avisar a minha amiga porque essa estava atracada na boca do rapaz.

Quando voltei minha fiel amiga já tinha vazado e eu nem de vela serviria essa noite, resolvi me encaminhar até o balcão do bar, iria tomar mais algumas doses e ir pra casa, foi nesse momento que a vida resolveu me dá uma trégua nessa maré de moleza, a morena que a cadela estava se jogando me encarou na maior cara dura, e como a bebida já fazia parte da minha corrente sanguínea a Clarke santinha, desanimada ficou em casa resolvi encara-la. Vi quando ela falou alguma coisa no ouvido da vadia e seguiu ao banheiro. Sabe aquele diabinho que fica dando bons conselhos, pois é o meu me disse para ir atrás dela ter uma conversa inocente com moça. Pouco tempo depois que ela passou, virei às duas doses de tequila que estavam na minha frente e fui atrás da morena, chegando ao banheiro ela estava lavando as mãos, santa aquela lá também não era pois desde o momento que entrei que ela me encarava pelo espelho, meu celular tocou quando vi o nome no visor o finado do meu ex, resolvi rejeitar a chamada, percebi que ela já tinha virado de frente pra mim, me encarava descaradamente, já que era para ser descarada sustentei o olhar, me aproximei da pia com inocente intenção de lavar a mãos, foi quando ela resolveu quebrar o silêncio.

— noite difícil? — Disse sem tirar os olhos de mim.

— semana difícil. — a encarava pelo espelho.

— sua amiga te deixou sozinha, minha irmã já vai embora com a namorada e eu não quero voltar para aquela mesa. — oi? é isso mesmo que eu entendi? ela não que voltar pra companhia da vadia de mechas vermelhas? Minha diva interior esta adorando isso.

— aquela lá quando arranja um esquece até dos amigos, mas eu já esperava por isso, mas você não tem uma acompanhante na mesa o que faz aqui conversando com uma estranha? – dei um sorriso e ela encarava minha boca descaradamente.

— mas não é ela quem eu quero, ela é só uma colega do trabalho não é nada demais. — A essa altura ela já estava bem próxima a mim, pode ver seus olhos bem de perto, são lindos, são tão verdes que parecem mais duas joias.

— Lexa. — Falou entendendo a mão em minha direção.

— Clarke. — Só tive tempo de falar meu nome, ele me puxou de jeito selando nossos lábios, céus que loucura é essa que estou fazendo? Me agarrando com uma mulher, nada contra até porque não seria minha primeira vez, mas todas as vezes antes foi insignificante, das outras vezes foram só beijos, mas com Lexa meu corpo agia sozinho, ela tinha as duas mão na minha cintura e segurava com força, meu Deus essa mulher tem uma pegada que não sei o que será de mim essa noite, quando percebi já estava sentada na bancada da pia com ela entre minhas pernas, aquilo não era um beijo estava mais para atentado violento ao pudor, minha blusa que tinha botões na frente já estava a metade aberta, minhas pernas a abraçaram as suas colando mais nossos corpos, nos estávamos tão perdidas na bolha que criamos naquele banheiro que não notamos a porta sendo aberta.

— Lexa você est.. — demos um pulo, ela ficou na minha frente enquanto eu descia da pia me recompondo, e tentado ajeita minha blusa que estava até a metade aberta.

— viu Rê eu disse que ela estava bem. — A loira que estava na mesa com ela falou quebrando o clima.

— Lex nós já vamos. – a morena falou com cara de poucos amigos.

— tudo bem eu vou ficar e fazer companhia a Clarke. — Nesse tempo eu já tinha me recomposto como pude só assim sai de traz dela. As duas me olharam de cima abaixo, a loira com sorriso travesso, mas morena com a cara fechada.

— oi, sou Emma. — A Loira me cumprimentou, olhei para a morena esperando que ela fizesse o mesmo, mas acho que ela realmente não foi com minha cara.

— prazer, sou Clarke Griffin. — Sabe aquela situação constrangedora que se instala, foi o que aconteceu.

— Essa é minha irmã Regina. — Já que a morena que me metralhava com os olhos não se apresentou, Lexa fez as honras.

— Lex a Ruby encontrou um amigo, ela disse que iria te esperar, mas vou dizer que você esta com uma amiga especial e que foi embora, aquela lá já esta meio alegre e você sabe como ela é. – eu sei bem como ela é, vadia, vagabunda, cachorra e por ai vai. Respondi só em pensamento mesmo.

— Lexa deu um sorriso maroto. – Valeu cisne te devo essa.

— Lex cuidado, e boa noite senhorita Griffin. — a irmã da Lexa resolveu para de ignorar minha presença.

As duas foram embora, quanto eu Lexa voltamos para o bar, mas ficamos no balcão mesmo bebendo mais alguns drinks, não vi mais a vadia de mechas vermelhas, mas nessa altura pouco me importava se ela estava lá ou não, Lexa é tão encantadora que ficamos umas duas horas lá, nada ao nosso redor nos importava, não falamos sobre trabalho ou família o assunto era só Clarke e Lexa. Não lembro bem como fomos parar na minha casa nem como foi a noite com ela, só tinha alguns flashes, mas acordar com ela em meu carpete foi tentador, ela estava completamente nua deitada de bruços, tinha uma bunda linda, mas fiquei chocada com as marcas de unhas que tinha em toda a extensão de suas costas, Lexa tinha algumas tatuagens, ela era linda, parecia um anjo dormindo, mas sou puxada pera a realidade, transei com uma desconhecida, a trouxe para casa da minha mãe, e sabe lá Deus o que fizemos, posso até imaginar mas prefiro que não, só de pensar me da um calor, então melhor nem alimentar esse tipo de pensamento. Com toda dificuldade do mundo consegui que ela fosse embora, pois se ela demorasse mais provavelmente estaríamos entregues nuas naquele sofá, porém hoje é meu primeiro dia de residência e já estava pra lá de atrasada. Chego atempo ainda de pegar o discurso de boas vindas do Dr Gold que é um velho amigo do meu pai.

Sabe o ditado “nada é tão ruim que não possa piorar”, pois é, e eu achando que essa fase azarada da minha vida tinha passado, mas não, a primeira cara que dou dentro do hospital é a vadia de mechas vermelhas, ela estava conversando com Emma, só podia ser piada do destino, trabalhar no mesmo local que aquele ser desprezível é da mais pra mim, será possível que pode piorar?

— Clarke Griffin! – sim pode piorar! Aquela voz eu conheço muito bem, era ela, Lexa, e pior com o uniforme do hospital, ou seja, além de trabalhar com aquela vaca, ainda vou trabalhar com ela, eu devo ter dançado salsa na santa ceia.

— Lexa o que faz aqui? — Serio? Que eu perguntei isso ela mesmo vendo ela vestida naquele uniforme. Sua anta! paciente é que ela não é.

— sou residente de ortopedia. – Lexa tem um sorriso encantador, um olhar que desmonta qualquer uma, mas não esse que ela estava me dando era aquele que te diz “eu te vi nua”.

— que parar de me olhar assim! — e o que ela fez? Aumenta mais ainda o sorriso.

— olhar como? – cínica é isso que Lexa é.

— esse olhar e sorrisinho de quem me viu nua.

— mas eu vi! E por mim eu veria de novo, vamos sair? – Clarke Griffin você esta ferrada completamente, dormiu com uma residente que com certeza esta perto de terminar a residência, ou seja, sua superior.

— Não Lexa, nós não vai mais rolar – falei apontando pra mim e ela. — não transo com quem trabalho.

— você não ta achando que nos rezamos o terço ontem a noite não é?- me diz com aquele sorriso cínico dela. — Posso afirmar que não. – eu sei exatamente qual foi a cartilha que nos rezamos, mas prefiro não lembrar se não sou capaz de agarra-la aqui mesmo.

— Lexa é serio não vai rolar. – falo saindo a deixando para traz, se ficasse mais um pouco cederia aquele sorrisinho.

Destino, com certeza que esse cretino não gosta de mim.

Blake, Griffin e Collins o residente de vocês é Dra Woods, procurem ela no PS, ela foi bipada agora pouco. — O chefe dividiu os novos residentes.

Sabem que é a Dra Woods, é ela, Lexa que descobri que seu nome é Alexandra Woods Mills, esta no ultimo ano de residência, segundo algumas enfermeiras é a queridinha do chefe, fora que todos falam que é extremamente competente. Sabe a irmã dela é a chefe da Cardiologia, a namorada da irmã é a chefe da neuro e vaca de mechas vermelhas é chefe da pediatria. Destino só pode ter algum problema pessoal comigo.

Então aquele ditado “nada é tão ruim que não possa piorar” pois é, ele faz total sentido.

Notas finais
espero que tenham gostado, quanto aos erros me avisem. comentários, criticas o que for.