Dois lados do amor

12 A saia justa


Notas iniciais
boa noite mais um capitulo confesso que de todos esse foi o que eu menos gostei então peço desculpas antecipadamente.

Alexandra Woods

Cora Mills minha mãe, a mulher mais inteligente que já conheci em toda minha vida, sua destreza e perspicácia dela são impressionantes, minha mãe nunca dá um ponto sem nó, por isso que estou preocupada com essa súbita ideia de chamar Clarke para jantar com a gente, o jantar será na casa da Emma, além de lá ter mais espaço Christian ficará mais confortável.

Regina esta empolgadíssima com o jantar era o primeiro jantar com quase toda família só faltava papai, agora como oficialmente noiva, já Emma sua empolgação vai depender de como minha mãe a tratar elas duas tinham o estranho costume de trocam farpas, até hoje ela não engoliu toda a fase instável das duas, minha mãe e do tipo que mexeu com uma das filhas dela ela vira uma fera já meu pai é aquele tipo de homem pacato, de todos foi o primeiro a perceber que Regina sentia muitos mais do que ódio por Emma.

Estávamos todos a espera de nossos convidados, Clarke e o Collins, outra coisa que não faz o menor sentido, o que é que aquele bobão vem fazer aqui? Isso só mamãe poderá me responder.

Quando eles chegaram Collins teve a cara de pau de levar o mesmo vinho que eu havia indicado a Clarke há alguns dias atrás, mamãe adorou a gentileza.

— Meu jovem vejo que tem bom gosto apara vinhos. – comenta mamãe.

— espero que seja do seu agrado Cora a safra desse vinho é ótima. – mas que cara de pau, o bobão é só sorrisos, era só o que me faltava. Como assim Cora? Desde quando eles têm essa intimidade toda?

— com certeza, as chuvas fora ideais para a safra das uvas, o tempo de maturação foi excelente, só alguém de muito bom gosto poderia escolhê-lo. – Comenta mamãe toda empolgada, e o cretino ainda teve a cara dura de rir pra mim.

Clarke me cumprimenta ainda meio sem jeito, ela estava linda cheguei a conclusão de que ela não tem como ficar feia. Minha irmã estava só sorrisos com a noiva e o pequenino, nunca pensei que Regina fosse se transformar nessa mulher tão radiante, devo dar crédito a loira Emma a faz feliz, por um momento temi que com a chegada desse menino fosse abalar o relacionamento delas, mas foi o oposto o garotinho parece gostar da minha irmã, desde que ele chegou não quer saber de mais ninguém. Acho que Emma perdeu o filho para a minha irmã.

Vou para cozinha, tinha deixado o jantar no forno para que se mantivesse aquecido. Cozinhar esse posso afirmar com toda certeza que é o meu robe favorito, se não seguisse a carreira de médica minha outra opção seria gastronomia, cozinhar é minha válvula de escape, sempre que me sinto perdida, estressada e principalmente triste meu consolo era cozinhar, não importa o que seja aquele ambiente era mágico para mim.

— o Jantar está servido. – Regina chama os convidados que estavam na sala que apreciavam o vinho que Collins tinha levado.

As mulheres e o homem acompanham Regina até a sala de jantar, Emma se senta na cabeceira com Regina ao seu lado direito e a futura sogra ao esquerdo, seguida por Clarke e Finn, Lexa se sentou a frente de Clarke. Cora observa cada reação de sua filha caçula.

— espero que gostem de Faisão, quem preparou quase tudo foi a Lexa. – Regina comenta Clarke e Finn a olham surpresos.

— Lexa meu anjo suas mãos fazem maravilhas. – Cora comenta provando da refeição que a filha mais nova preparou. Ao dizer isso Clarke que estava bebendo do vinho engasga na mesma hora, fazendo com que Collins risse discretamente.

— que foi querida o jantar não esta do seu agrado. – Cora pergunta a loira que estava vermelha.

— não ... o jantar esta ótimo, parabéns Lexa. – fala visivelmente constrangida, Lexa que evitara a olhar a loira a todo custo sabia que sua mãe estava analisando cada gesto das duas.

— ah querida Lexa é uma mulher cheia de talentos você nem imagina. – gabava-se da filha.

— Realmente Lex hoje você se superou, algum motivo especial? – Emma provoca a quase cunhada, fazendo a Mills mais nova lhe lançar um olhar mortal.

— cozinhei como sempre, não fiz nada de extraordinário. – responde tentando passar frieza, mas falhando miseravelmente.

— Lex.. Dra. Woods esta tudo ótimo, fazia muito tempo que não apreciava um jantar tão maravilhoso – Finn ia se pronunciar quando se deu conta que a chamaria informalmente logo se corrigindo.

Por um breve momento a mesa se fez silencio, o único barulho que se ouvia era dos talheres Christian que balbuciava alguma coisa mais ainda era tudo muito desconexo, o garotinho estava sentado entre Emma e Regina no cadeirão.

— Então senhorita Griffin sua família é daqui mesmo de Boston? – pergunta a matriarca Mills.

— não senhora, eu sou Australiana, meus pais mudaram para América eu ainda era apenas um bebê de colo, minha infância foi em uma cidade pequena no interior do Maine. – a loira responde tentando não aprofundar o assunto.

— mais uma coisa em comum entre você e meu bebê. – Comenta a mais velha. Clarke olha para Lexa surpresa.

— moramos por cinco anos em Sydney, os primeiros anos da minha infância foram lá. – Regina que até então assistia tudo de camarote resolve entrar no assunto.

— Lembro-me daquele dia como se fosse hoje. – Cora fala nostalgicamente, olhando para suas duas filhas. – Eu e Henry fomos fazer uma doação de natal para um orfanato nos arredores de Sydney, quando chegamos foi uma festa as crianças ficaram muito animadas acredito que deveria ser assim sempre que recebiam visitas, em certo momento vi uma funcionária entrar com um pacotinho rosa, era tão pequeno que não me contive e fui ver aquele bebezinho. – Diz olhando para filha mais nova com um sorriso amoroso. – naquele dia acreditei que anjos realmente existiam, Lexa era a coisa mais linda, acredita que ela era carequinha. – Diz com os olhos marejados, lembrar-se do primeiro dia em que viu sua caçula, aquelas lembranças sempre mexiam muito com a mais velha. – Ali naquele instante eu me apaixonei por ela, em meu coração ela já era minha. – suspira ao lembrar, Lexa que até então apenas ouvia já estava com os olhos marejados, Regina segurava sua mão que em cima da mesa. – no mesmo dia entramos com o procedimento para adota-la. – ao finalizar, Clarke, Regina e Lexa estavam com os olhos marejados.

— o dia em que mamãe entrou com aquela bebezinha carequinha em casa pela primeira vez eu fiquei tão feliz, sempre quis uma irmãzinha, meus pais nunca achavam o melhor momento, Lexa quando era bebê era muito chorona. – diz Regina que olhava para a irmã, que sorriu com a observação.

Uma lágrima rolou pelo rosto de Lexa, o amor de sua família sempre foi muito forte elas sempre foram muito unidas.

— poucos nascem para ser mãe Cora. – comenta Clarke que ao escutar a historia lembrou-se de sua infância, lembrou-se do abandono de seu pai a forma fria que sua mãe a trata.

— infelizmente tenho que concordar com a Griffin, veja o meu caso saí de casa aos quinze anos, embora não tenha brigado com meus pais sempre os senti distantes. – Emma comenta da distância emocional entre ela e os pais. – mesmo nos falando sempre por telefone o jeito frio de ser deles me manteve distante.

O restante do jantar ocorreu de forma leve, Finn fora responsável pelos momentos mais descontraídos da mesa, contava sobre suas traquinagens quando ainda era menino.

No final das contas o jantar estava sendo agradável para o grupo, a sobremesa foi servida na sala enquanto conversavam sobre suas carreiras profissionais.

— senhorita Griffin já sabe qual área pretende se especializar. – indaga Cora.

— sempre sonhei em ser cardiologista, mas após começar a residência a pediatria tem me encantado, sempre tive muito jeito com crianças – aponta para Christian estava em seu colo.

— vejo que leva jeito com crianças esse menino só saiu do colo de Regina para o seu. – Diz cora vendo a interação dos dois.

— que tal tomarmos um pouco de licor? – sugere Swan, sendo aceito por todos menos Lexa.

Quando todos estavam sentados apreciando de suas bebidas Cora olha para o dedo da filha mais velha, já sabia do noivado alias foi a primeira saber do pedido, e resolveu cutucar a futura Nora.

— Então senhorita Swan finalmente você decidiu parar de enrolar minha filha e a pediu em casamento. – Cora fala na maior naturalidade, dessa vez foi Emma quem engasga com a bebida.

— Mamãe. – Regina chama a atenção de sua mãe indo ao socorro da noiva.

— o que foi querida, eu não falei nada mais que a verdade.

— Sra Mills jamais pensei dessa forma creio que “enrolar sua filha” não seja adequado. — responde Emma quando se recompõe.

— que seja. – diz cora dando de ombros.

— e você Alexandra quando vai arrumar uma namorada? – pela segunda vez naquela noite Clarke tem problemas com sua bebida. Todos na sala a olharam, a loira que já estava vermelha feito um tomate.

— mamãe o assunto aqui era a Emma esta ou não enrolando a Regina não minha vida pessoal. – diz em um tom calmo como se a pergunta não tivesse sido para ela, Clarke que agora dava atenção ao bebê rezando aos deuses que a senhora Mills não prorrogasse o assunto.

Finn que se divertia com toda a situação, só observava a Sra Mills deixando todas as mulheres em uma saia justa.

— Clarke já resolveu o problema com sua amiga? – a loira gelou ao ver que seria aproxima a ser indagada, nesse momento a vontade de matar seu amigo tinha voltado com tudo, se ele não falasse demais ela não estaria prestes a passar por uma saia justa. — agora me lembrei da conversa que você e o meu querido Finn estavam falando. – Clarke assim que entendo onde a sra Mills queria chegar se levanta.

— Finn esta ficando tarde! Melhor nos irmos. – Diz ignorando a pergunta da mais velha, ficando visivelmente nervosa.

— esta é? – ele rir do nervosismo evidente da amiga.

— sim está. — diz com um olhar de quem pede socorro.

— tem razão Princesa. – ele sabia que chamar a loira de Princesa provocaria Lexa, que o olhou com cara de poucos amigos.

— ah que pena que tenham que ir. – a mais velha se pronuncia.

— foi um jantar maravilhoso, espero vê-la novamente Cora. — Diz ele de forma animada.

— claro meus queridos quem sabe marcamos um almoço. – o sorriso simpático da senhora Mills estava chamando a atenção das duas filhas, desde quando ela é Collins eram assim tão próximos.

— Lexa querida os acompanhe até a porta. – pede Cora.

Os dois se despedem de todos na sala, Lexa os leva até o lado de fora, assim que chegam ao carro do rapaz ela puxa a mão da loira para que ela virasse em sua direção.

— me desculpe por hoje, mas minha mãe quando quer alguma coisa ninguém e capaz de convencê-la do contrário. – fala segurando a mão da loira, seus corpos estavam em uma distância curta. Lexa a olhava de forma carinhosa.

— posso dizer que essa foi a maior saia justa da minha vida. – a loira diz com um meio sorriso. Finn que aguardava dentro do carro observa a interação das duas.

— sobre o que ela ia falar que levou você a sair da casa quase correndo?

— sua sabe que temos alguma coisa, mesmo nos não sabendo o que é ela sabe. – diz olhando nos olhos da outra.

— mamãe tem um instinto materno forte. Clarke, quero que saiba que não vejo você como a garota do bar. – Lexa diz levando suas mãos a lateral do rosto da loira, Clarke por um momento fecha os olhos ao sentir o toque suave.

— o que fará amanhã? – a vontade que Lexa tinha era de beija-la, abraça-la, mas algo a segurava, todas as emoções que Clarke despertava nela era novidade para Lexa.

— organizar minha casa, algumas coisas minhas Raven e O, vão leva-las amanham. – Lembra que as amigas vão buscar o restante de suas coisas que está no apartamento do ex.

Lexa beija a testa da loira que aproveita aquele momento de carinho, ela se sentia acolhida protegida nos braços da outra, não resistindo a loira puxa a outra para um abraço, ficaram assim por um breve momento, mas para Lexa sentir o corpo da loira assim colado ao seu era mágico, o cheiro de Clarke era o melhor que ela já havia sentido, após o abraço Clarke trata logo de entra no carro toda aquela proximidade com Lexa mexia com seu ser, as borboletas voltavam a povoar seu estômago, assim que ela entra Finn da partida saindo em direção a casa da loira, a Mills mais nova fica do lado de fora observando o carro se afastar até dobrar a esquina.

Lexa que caminhava lentamente de volta para casa, lembrava-se do ultimo momento que teve a sós com a loira, como possuiu o corpo da loira, só com aquelas lembranças sentia seu corpo formigar.

Lexa para de caminhar e volta seu olhar para rua, bate a mão em seu bolso e nota que suas chaves não estão lá, entra rapidamente na casa vê as três mulheres conversando enquanto Regina segurava o bebê no colo.

— Vou sair, creio que não volto hoje. – ela diz de forma rápida tentando não dar chances para perguntas.

— querida. – chama sua mãe. – Diga a senhorita Griffin que volte mais vezes. – Lexa sai sem dizer mais nada, embora a forma que sua mãe esta agindo era novidade, em outro momento ela teria feito o oposto.

A mais nova sorriu saindo logo em seguida.

— mamãe o que foi isso?- questiona Regina.

— não sei do que esta falando querida, Swan me mostre o quarto de hospedes acho que já esta na hora de me retirar. – Cora sabia que sua filha mais velha não desistiria do assunto achou melhor se retirar.

— boa noite queridas. – vai até o menino que insistia em morder a girafa de pelúcia. – e você pequenino. – diz pegando o loirinho do colo da filha, o pequeno Swan aparentemente não gostou muito da mais velha, pois assim que ela o pegou nos braços ele fez um bico de choro estendendo seus bracinhos em direção de Regina para que ela o pegasse. – Esse não nega que ser filho Swan. – as três riram do comentário da mais velha.

No caminho para casa Finn achou melhor respeitar o silêncio da amiga, Clarke estava com o olhar perdido olhando para o lado de fora da janela do seu lado. A loira tentava entender qual era o propósito da mãe das Mills, ao chegar a casa ela se despede do amigo, que espera que ela entre em casa para partir. Pouco tempo depois a Loira escuta batidas na porta, imagina que Finn deva ter esquecido alguma coisa, mas a surpresa foi maior ao abrir a porta e dar de cara com uma surpresa.

— Você!

Notas finais
prometo compensar no próximo capitulo.