Dois lados do amor
1 A garota do bar
Notas iniciais
Boston 5:15.
“... bom dia Boston, aqui a seu fiel companheiro de todas as manhãs...”
Os olhos verdes abrem com dificuldade, o rádio relógio na cabeceira da cama, já informava que mais um dia se iniciava, mais uma dia de plantão que só acabaria trinta e seis horas depois, a loira desliga rapidamente o rádio temendo que a outra acorde, hoje só ela ria trabalhar, mesmo com toda a obrigação não poderia deixa de admirar a bela mulher ao seu lado, já faz dois anos que estavam juntas, a morena que dormia serenamente não podia ver que sua namorada a admirava, era sempre assim, a loira sempre observava a outra dormir.
Emma Blanchard Nolan Swan, neurocirurgiã do Boston Hope hospital, Emma é natural de Londres, mas já faziam vinte nos que morava em Boston, mesmo a contra gosto dos pais, ela nunca mais voltou ao país de origem. Namora há dois anos Regina Woods Mills chefe da cardiologia, ambas se conhece desde a residência quando entraram no Boston Hope, mas nem sempre a convivência foi pacifica, segundo Emma Regina “tinha o gênio do cão” e segundo a morena a loira era “teimosa e petulante” sempre foi assim, entre brigas e picuinhas, como já diziam entre o amor e o ódio à linha é tênue, foi durante uma festa em que o hospital promovia anualmente para barganhar fundos que elas cruzaram a linha do ódio para a do amor, bem não amor propriamente amor na época foi mais para a do sexo, sexo esse que segundo Regina dizia que nunca mais iria acontecer, os ânimos foram se acalmando e o amor aflorando e estão juntas já fazia dois anos, Emma queria dar um passo adiante mas temia pela reação da namorada.
***
Boston Hope hospital.
— Bom dia Swan – Ruby Lucas amiga inseparável de travessuras de Emma na época da faculdade. Vinha saindo de um dos elevadores dando de cara com a loira.
— Hey loba – loba era o apelido que Emma deu a Ruby na época da faculdade, segundo ela Ruby era devoradora de homens e mulheres.
— cadê a toda poderosa? – Emma revira os olhos ao escutar o a forma com que Ruby mencionava sua namorada, era sempre assim uma implicava com a outra, o irônico era que antes de Emma e Regina se acertarem as duas morenas eram amigas, e agora devido o ciúme da Mills ficam de implicância uma com a outra.
— Se por acaso estiver falando da minha linda namorada uma hora dessa ela esta dormindo.
— quando foi que você ficou tão panda assim em Swan? Que mel é esse que a Mills tem? – Ruby pergunta, mas com aquele sorriso malicioso, não precisava de resposta sabia perfeitamente o que a Mills fazia para sua amiga ficar tão “mansa”.
Emma apenas riu das insinuações da loba, sempre era assim segundo ela se chegasse animada era porque Mills tinha cumprido com suas “obrigações de namorada” se fosse o contraria era o “castigo”, para Ruby Lucas tudo girava em torno de sexo.
— ta sabendo da novidade? Perguntou Lucas?
— Não. — Emma respondeu enquanto caminhavam para os vestiários.
— hoje é dia de carne nova no pedaço. – Uma Lucas falava com o sorriso cafajeste no rosto.
— é hoje, já tinha ate esquecido? – não dando muita importância ao assunto.
— sim, já vi umas de longe. – Ruby não conseguia esconder sua empolgação. — ah Swan bons tempos àqueles que você era a loira arrasa corações do hospital, hoje você esta mais para panda de estimação da Mills. – Ruby até hoje não se conformava com o estilo de vida caseiro que sua amiga agora levava.
— eu imagino, mas prefiro minha morena. – Dito isso Swan entra nos vestiários. Mais um dia corrido começava devido a chegada de os novos residentes.
O Dr Robert Gold chefe da cirurgia do Boston Hope hospital, estava como sempre impecavelmente a postos a espera de seus novo residentes, Gold tinha orgulho de cada cirurgião que terminava o programa, pois sabia que eram um dos mais difíceis do país.
Uma hora antes
Roupas espalhadas pelo chão da sala, uma garrafa de alguma bebida já quase no final, também fazia parte do cenário dois corpos nus marcas de arranhões e marcas arroxeadas compunham agora as aparências físicas delas, uma deitada no chão e outra sobre o sofá. As evidencias não poderiam ser negadas, aquelas duas mulheres tiveram uma noite regada de luxuria e prazer.
A loira desperta lentamente, os raios de sol que invadiam o ambiente, fez com que a loira resmungasse horrores, a cabeça parecia que tinha sido pisoteada por uma manada de elefantes, os cabelos loiros todos desgrenhados, aos poucos o que restou de Clarke Griffin da noite passada foi ser reerguendo, com muita dificuldade ela se sentou no sofá, os olhos ainda se acostumava com a claridade da sala, ao se dar conta seu sua nudez ela não pode deixar de se questionar “o que foi que aconteceu noite passada?” não se lembrava de muita coisa, mas da morena de olhos verdes ela lembrava, aos poucos fleches da noite passada foram invadindo sua mente, da noite quente que elas tiveram. Ao percorrer com os olhos a sala não pode deixar de notar aquele corpo perfeito deitado no chão de sua sala. Era ela a morena que virou sua cabeça noite passada, ela estava ali completamente nua para o deleite da loira, mas quando se deu conta que dormiu com uma completa desconhecida, quase entrou em pânico, se sua mãe a renomada Abigail Griffin as visse naquela situação Clarke tinha certeza que seria seu ultimo dia de vida, com o um rompante de coragem levantou jogando a primeira coisa que viu por perto na morena na tentativa inútil de cobrir sua nudez, quando a almofada bateu nos glúteos da outra a acordando num susto. Ao se dar conta que acordara a outra ela pega uma manta e cobriu sua nudez.
— Não precisa cobrir seu lindo corpo, pois já tenho cada detalhe dele gravado na minha mente. — falou com um sorriso malicioso nos lábios, deixando a loira ruborizada.
— olha acho melhor você ir embora, eu tenho que ir trabalhar e já estou mais do que atrasada. — Clarke queria se livrar daquele monumento que agora estava de pé totalmente nua a sua frente.
— que tal uma quinta rodada, já que ontem à noite pelas minhas contas foram quatro. – a outra com um sorrisinho malicioso devorava Clarke de cima a baixo.
— olha isso. – disse fazendo um gesto com a mão apontando uma para outra. – não vai mais rolar sabe, sou só a garota do bar e você... é?
— Lexa.- falou estendendo a mão em direção a Clarke a cumprimentando. Lexa não tirava o sorriso presunçoso do rosto, já a loira estava totalmente sem jeito.
— prazer Lexa, sou Clarke.
— pode apostar que sim, mas já que ambas temos que ir trabalhar, foi um enorme prazer conhecê-la. Dito isso Lexa a puxa para si selando seus lábios nos da loira, um beijo nada inocente, e com mãos nada comportadas que apertavam a cintura da loira. O beijo foi ficando mais intensos, a mãos de ambas já percorriam seus corpos, a respiração de ambas já ficava ofegante demonstrando o quanto ambas estavam aproveitando aquele momento. Vendo onde todo aquele amasso iria as levar Clarke corta o beijo se afastando de Lexa.
— acho melhor você ir. Clarke disse já se encaminhado à escada que levava ao andar de cima onde ficavam os quartos. – e quando eu voltar acho que você não vai mais estar então, adeus Lexa.
— Clarke! – Lexa a chama, mas a loira subiu as escadas praticamente correndo, deixando para traz uma Lexa, ofegante com a boca vermelha depois do ultimo beijo delas e o principal excitada.
***
Clarke já estava atrasada, por sorte o transito não estava ruim conseguiu chegar ao Boston Hope hospital a tempo de pegar o discurso do chefe dos cirurgiões.
— Bem vindos, hoje vocês chegaram aqui com esperança de entrarem no jogo, há um mês estavam na faculdade de medicina, tendo aulas com médicos, hoje vocês são os médicos, os sete anos como residentes de cirurgia serão os melhores e os piores de suas vidas, vão ser testados até o limite. Olhem ao redor, cumprimentem seus adversários, oito de vocês vão mudar para uma especialização mais fácil, cinco não vão aguentar a pressão, dois serão convidados a se retirarem do programa. Este é o ponto de partida, esta é a sua arena, como vão jogar? Aí é com vocês. — Gold finalizou o discurso de boas vindas olhando apara seus novos residentes, dentre aqueles rostos um lhe chamou a atenção, uma jovem loira que se parecia bem com um velho amigo.
O que se passava na cabeça de Clarke era simples “to ferrada”.
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