Notas iniciais
Hey ... Vai mais um! Enjoy Babys

Levantei começando a entrar em desespero. Senti seu olhar sobre meu corpo. É, eu ainda estava sem roupas.

— Você pode por favor parar de me olhar assim?! Estamos muito ferradas.

— Não consigo me concentrar te vendo assim. Vista-se. — Catei as peças espalhadas e me recompus.

— Eu estou muito desesperada agora.

— Ok.

— Ok?

— O que você quer que eu faça? Apagar as visões de cada colega? Teremos que esperar até amanhã.

— Eu não consigo. Vou resolver isso agora.

E então, caros leitores, o segundo e não menos importante fato ocorreu. Estava cega de medo, na minha mente imatura, eu perderia todas as chances de ser um sucesso mundial em todos os aspectos almejados. Então, o que eu fiz? Fui ao quarto onde Amber estava, ninguém dormia, conversavam. Imaginem qual era o assunto? Pensar nisso não me ajudou.

— Posso participar da conversa? Aliás, deveria ser obrigatório a minha presença, uma vez que o assunto é a minha vida!

— Como pode entrar aqui nos acusando dessa forma? — Naya se manifestou.

— Assim como você invadiu meu quarto mais cedo.

— Eu não te acusei de nada senhorita mimada! — Elevou a voz e aquilo foi demais para mim.

— Quem você pensa que é para me chamar assim? — Igualei meu tom de voz. — Não me conhece, não sabe nada sobre mim. — Me aproximei.

—Sei o suficiente!

Com toda a certeza eu partiria para cima dela, mas antes que pensasse nisso, senti duas mãos na minha cintura e Cory junto com Kevin entre nós duas.

— Lea, mas que merda é essa? — Dianna que ainda segurava minha cintura sussurrou ao meu ouvido. Virei-me para ela percebendo que todo o elenco já estava no local. Meu corpo relaxou somente por saber que estava em seus braços.

— Ela começou. — Olhei nos seus olhos que estavam tão assustados quanto os meus.

— Pessoal. — Amber chamou despertando a atenção de todos. — Não precisamos travar uma batalha. Naya e Lea, controlem-se. — Ia pestanejar, mas esta não deu espaço. — Somos amigos e trabalhamos juntos, mas a vida pessoal de cada um aqui não nos diz respeito.

— Em momento algum pensei em me meter em algo. Mas a forma que Lea chegou aqui … — Olhou para mim. — Não é assim que se resolve as coisas Lea. E pode dormir tranquila que tenho certeza aqui que ninguém vai abrir a boca para contar a quem quer que seja.

— Lea, somos uma equipe, e mesmo que não fôssemos, você acha que faríamos qualquer coisa para prejudicar a todos? — Kevin falou.

— Todos? — Perguntei acalmando-me um pouco mais.

— Sim, se seu medo é o Ryan ou a Fox descobrir esse seu rolo …

— Não é um rolo! — Dianna o cortou surpreendendo os presentes, principalmente a mim. Voltei a encará-la, parando apenas quando ouvi a voz de Kevin outra vez.

— Ok. Desculpem. Como ia dizendo, se o medo é a Fox ou o Ryan descobrir o namoro de vocês, — gelei nesse momento, nunca tínhamos rotulado nosso relacionamento, e ouvir aquilo realmente causou-me uma sensação nova. E eu gostei. — e com isso cancelarem o contrato, também será o nosso infortúnio. Se cancelarem seu contrato o seriado acaba e todos nós nos prejudicamos.

— É, e também meninas, já desconfiávamos a muito tempo.

— Ok Cory, você nos pegou em situações complicadas. — Direcionei-lhe a palavra.

— Eu nunca constatei nenhuma situação constrangedora, mas sempre desconfiei. — Mark falou.

— Gente! A questão é. Sejam felizes, somos todos amigos. — Amber falou, causando um sorriso enorme nos lábios de Dianna e nos meus.

— Ok pessoal. Perdoem-me a histeria, mas eu não sei nem como agir perante isso. — Confessei. — Mas é bom saber que somos todos ligados. Minha reação foi movida completamente pelo medo.

— Se eu fosse você nem me preocupava muito com Ryan, o problema são os caras da Fox. Você leu o contrato? — Jenna perguntou.

— Não.

— Em algum parágrafo, que não me recordo, diz que é proibido envolvimento dos atores enquanto a série estiver sendo gravada. — Respirou fundo. — Sério que só eu li o contrato?

— Que ótimo. — exclamei ignorando a pergunta de Jenna.

— Calma Lee, desespero não libera substâncias que conduzam a inteligência. — Cris falou.

— Onde leu isso?

— Ora Cory, não precisa ser muito culto para saber tais coisas.

E mais uma vez as vozes foram ficando distantes, e me perdi em pensamentos. Quando dei por mim estava sendo levada pelo corredor por mãos brancas e muito, por mim, conhecidas. Voltamos ao nosso quarto e antes que pudesse falar qualquer coisa, senti seus lábios sobre os meus. E mais uma vez minha infantilidade e egoísmos se fizeram presentes.

— Como pode pensar nisso com tanta coisa acontecendo? — Perguntei cortando o beijo e me afastando.

— Lea, não podemos mudar nada, eu só quero aproveitar esse tempo com você.

— Você entende que nossa carreira está em jogo?

— E você entende que não podemos fazer nada em relação a isso? — Bufou.

— Sempre existe algo que possa ser feito.

— E o que você sugere?

No momento exato em que a tal “solução” tomou a minha mente, senti um violento enjoo, ficando pálida sentindo a necessidade de escorar-me na cabeceira da cama. Dianna que me conhecia muito bem, soube o conteúdo que rondava na minha mente, e não hesitou em perguntar:

— Então é isso?

— Eu não disse nada. — Sentei na cama.

— Não será necessário, já entendi. — Falou andando em direção a porta.

— Você vai me deixar aqui? — Perguntei observando-a parar. Respirou fundo e virou-se para mim.

— E você Lea? Vai me deixar?

Sua voz saiu tremida e percebi que ia chorar. Tentei falar, mas a voz embargou junto com as lágrimas que já brotavam dos meus olhos, olhos estes que presenciaram a retirada daquela que era o motivo de toda a felicidade que cabia em mim.



—___________________________________xxx________________________________



Pela manhã tomamos café em silêncio e arrumamos nossas coisas no mesmo estado. Dianna estava muito magoada comigo e eu estava distraída por dentro. Na hora de entrarmos nos carros, foram 3 ao total, Agron deixou bem claro sua dor:

— Naya. — Chamou.

— Eu.

— Lea quer trocar de lugar com você. – Dianna falou fazendo meu coração parar por alguns instantes.

— Eu?- A olhei incrédula.

— Então você vem comigo ok? – Falou para Rivera sem ao menos olhar para mim.

— Die ... – Naya protestaria, mas esta não deixou.

— Você pode Naya? – A encarou.

A morena que outrora havia discutido me olhou como um pedido de desculpas.

— Tudo bem. – Confirmou e entrou no carro.

Amber se aproximou tocando no meu ombro.

— Vai ficar tudo bem Lee. – Os outros estavam próximos e notaram a lágrima que caiu dos meus olhos. – Você quer que eu troque de lugar com Cris para ir com você?

— Sim, por favor. – Percebi que meu choro se intensificaria, então andei o mais rápido possível para o carro que foi determinado a mim.

A viagem seguiu em silêncio. Amber ficou abraçada a mim por todo o caminho.

Quando chegamos em casa, esta estava vazia.

— Quer que eu fique aqui com você?

— Não, tudo bem Amber. Você já fez muito. – Sorri. – Eu vou ficar bem. – Menti descaradamente.

— Eu sei que vai. – Apertou minha mão. – Estou aqui sempre que precisar Lee.

— Obrigada por isso.

Amber retirou-se, e com ela todo o meu controle. Subi ao meu quarto e desabei na cama em um choro sôfrego e infantil. Depois da angústia inicial ter se dissipado por hora, resolvi ir ao quarto da responsável pelo meu estado emocional. Tamanha foi minha surpresa quando visualizei sua mala em cima da cama. Ela tinha estado em casa. Sem processar direito a questão ética, comecei a abrir o zíper e tocar em cada coisa. Lembro-me de achar um vestido vermelho embolado (Dianna não era muito organizada, rs), e em um ato involuntário o levei ao nariz, aspirando o cheiro dela. Permaneci com os olhos fechados, sentindo meu coração martelando com toda a força dentro do peito. Eu estava perdidamente apaixonada.

— Você é muito burra Lea. – Falei a mim mesma, percebendo o que causara por puro medo, por tão pouco.

Não seria a última vez que esse sentimento, medo, me dominaria. Mas eu não sabia disso.

Levantei ansiosa, peguei meu iPhone e disquei seu número. Com algum tipo de milagre fui atendida, mas não por ela.

— Lea, ela está dormindo agora.

— Heather? – Fiquei surpresa, porém prossegui. — Ela está em sua casa?

— Não.

— Onde vocês estão?

— Não sei se devo falar, mas acho que devo. – Pausou.

— Pelo amor de Deus … Fale de uma vez!

— Estamos na casa do Cory.

Não precisei me despedir nem pensar no que fazer. Peguei a chave do meu carro que estava na garagem, uma vez que viajamos no de Dianna, e dirigi em direção a casa declarada por Heather.



—________________________________xxx____________________________________



Cheguei pouco tempo depois a casa do Cory e constatei o estado da que eu procurava. Dormia um sono tranquilo, fazendo meu coração enternecer. Só consegui deitar ao seu lado e esperar. Durante esse tempo, observei seus traços finos e delicados e a forma que seu peito subia e descia de serenamente. Contornei sua boca com a ponta do dedo e sorri com a reação que um simples ato desencadeou no meu coração. Cheguei mais perto sentindo sua respiração no meu rosto.

— Eu com certeza, amo você. — Sussurrei assustando-me quando Dianna abriu os olhos de uma só vez. — Ho my God! — Sentei na cama e coloquei a mão no peito.

— Não quis te assustar.

— Você estava acordada o tempo todo? — A mirei.

— Despertei quando tocou nos meus lábios. — Sorriu fino. — O que faz aqui?

— Vim te buscar. Vamos para casa.

— Eu vou me mudar. — Falou levantando da cama.

— Como? — Levantei e fui em sua direção. — Que merda você está dizendo?

— Lea, você deixou bem claro ontem a sua solução para o nosso problema. — Virou-se para mim. — Não vou ficar na mesma casa que você.

— Eu ao menos disse uma palavra sobre isso, você tirou suas conclusões. — Apontei para seu rosto.

— Claro. Só que tem uma questão Lea! Eu não sou uma criança. Eu entendi tudo. E eu entendo você não se preocupe.

— Die, pelo amor de Deus. — Segurei seus ombros. — Não sai de casa, da nossa casa. — Percebi que seus olhos marejavam. — Eu não quero deixar de viver o que estamos sentindo. Desculpa de eu passei isso em algum momento, mas tudo o que eu quero hoje é estar com você.

Nos olhamos por mais alguns segundos para logo depois nos beijarmos. Dessa vez a iniciativa foi minha. Não resistia a nada que envolvesse aquela mulher, mulher esta que não hesitou em descontar sua frustração da noite anterior naquele beijo. Mordia e chupava de maneira selvagem e intensa a ponto de deixar uma pequena mancha nos meus lábios, que só seria percebida alguns minutos depois.

— Não vai me deixar Lea!

— Não, não vou.

E … Nos beijamos outra vez.

(…)

Descemos as escadas de mãos dadas.

— Olha, as pombinhas resolveram dar o ar da graça. — Cory foi o primeiro a se manifestar, causando vermelhidão na face de Dianna e na minha. Ainda era tudo muito novo. — Calma meninas, está tudo certo.

— Obrigada por ter me deixado aqui por algumas horas.

— Tudo bem Die, sempre que precisar.

— Ela não vai precisar. — Apertei ainda mais sua mão.

— Que delícia. — Kevin falou causando riso nos presentes. — Inclusive o negócio foi bom lá em cima certo? — Percebendo nossa confusão e constrangimento, continuou: — Nunca tinha reparado nessa manchinha roxa no seu lábio inferior Lea.

Corei no mesmo instante, e todos riram. Quis desconversar, mas não tinha o que dizer.

— Precisamos ir. — Falei ansiosa. — Amanhã nos encontramos no Set.

— Até amanhã Girls, e não abusem muito hoje pois amanhã teremos muitas cenas entre vocês — Naya falou.

— Naya, as vezes você se assemelha muito a sua personagem. — Dianna falou e todos concordamos.

— Eu a adoro. Isso foi um elogio.

— Sim com certeza foi. — Olhou para mim. — Vamos? — Concordei com a cabeça e nos despedimos de todos.

(...)



Não preciso falar que fizemos amor pelo resto do dia, parando apenas para comer e beber. Naquele dia estávamos fortes, nossos amigos sabiam e nos apoiavam, além da certeza que tivemos do quanto dependíamos uma da outra. A depender do ponto de vista, isso é algo positivo. Até certo momento.





—__________________________________xxx____________________________________



A semana passou muito rápido, ensaiávamos e gravávamos pelo menos 12 horas por dia. Era muito prazeroso fazer aquilo, principalmente as cenas com Dianna, direta ou indiretamente. Trocávamos olhares a todo tempo, gravando ou não e eu me deliciava com aquilo. O elenco se reunia depois dos ensaios e era tudo muito natural.

O terceiro capítulo foi ao ar e era só elogios. O número de fãs só fazia crescer, junto com a minha felicidade. Fomos convidados para participarmos de diversas sessões de fotos, e entrevistas. Eu, como toda garota de vinte e poucos anos, me empolgava a cada chamado, sentia-me sortuda e abençoada. E meu amor por Dianna?

Só fazia crescer... E crescer (…)

Foi a época mais feliz da minha vida, faria tudo para voltar no tempo. Mudaria tantas coisas … Mas, não vamos nos adiantar certo? Vocês saberão de tudo.

Até mais.







Notas finais
A partir do próximo capítulo as coisas vão dar uma acelerada :D Comentem Comentem Comentem Comentem :D