Doces Lembranças ACHELE

10 IX - Festa, Ciúme e Mistério


Notas iniciais
Então ... Amei todos os comentários, especialmente os de Nat que me fez sentir como tivesse escrevendo meu primeiro capítulo da minha primeira história la em 2014 *_* Obrigada por isso. Esse capítulo narra a primeira etapa da trilogia citada no anterior; Enjoy Babys

Quando Dianna me ligou aos gritos informando que foi chamada para fazer o filme “ Eu sou o número quatro”, minha felicidade foi imensa. Lembro-me das pessoas me encarando devido a reação “exagerada” que tive. Digamos que fiquei pulando e gritando no meio da rua, com muitas sacolas em uma mão e o celular no outro. Precisávamos comemorar! E nossa …!

Let's go!

(…)

— Hey!!! Achei que não viria mais!

— Você acha mesmo? — Questionei Amber, a abraçando.

— A Dianna está surtando. — Falou quando nos separamos.

— Onde ela está? — Perguntei passando os olhos pela casa que tanto conhecia.

— Na área externa.

— Certo. — Lhe entreguei duas garrafas de vinho. — O Merlot você guarda, o outro pode abrir para bebermos agora.

— Humm, essa noite …

— Não termine por favor. — Rimos e nos abraçamos mais uma vez. — Vou até ela. — Amber concordou silenciosamente e se direcionou a cozinha.

Cumprimentei todos que estavam presentes, além dos colegas de gravação, alguns colegas da Dianna também compareceram, e não, eu não os conhecia.

— Boa noite senhorita! — Senti sua voz doce ao meu ouvido, causando um dano imenso na minha respiração. — Já estava achando que não vinha.

— Die … — Virei-me para encará-la e não consegui terminar corretamente a minha frase. — Linda!!! Eu viria claro. — Fechei os olhos a fim de concentrar-me. — Você está linda. Perfeita. — Mirei-a dos pés ao rosto. Estava com aquele sorriso, lembram? — Die … Não queira que eu faça uma grande merda aqui mesmo!

— O que eu fiz? — Ironizou. — Não vai me dar um abraço?

— Claro! — Afirmei e me atirei nos seus braços, onde fiquei por um bom tempo. — Dessa forma o Ryan vai matar a gente.

— Xiii … — Sussurrou. — Só mais um pouquinho. Você também está perfeita.

— Olá?! — Ouvimos e na mesma fração de segundos nos separamos. — Desculpa não queria assustar vocês.

— Tinha que ser você Naya!

— Lea meu bem, por que você me ama tanto?

— Não comece vocês duas. — Dianna cortou-nos.

— Estão requisitando a sua presença, senhorita Agron. — Naya falou e direcionou o olhar a mim. — Por isso interrompi o momento nada revelador de vocês.

— Eu já disse que as vezes você e a Santana parecem ser as mesmas, certo?! — Dianna falou e Rivera mostrou-lhe a língua, para logo depois a primeira se afastar e se direcionar ao local convocado.

A primeira hora depois disso, passei bebendo vinho e conversando com Chris, Jenna e Mark. Entre algumas palavras escutadas e proferidas, olhava impaciente para onde Dianna estava, assistindo sua interação com um grupo desconhecido por mim. Segurava uma taça com um pouco de vinho branco, e sorria espontaneamente. Um dos seus colegas tocava nela demais ao falar, e isso me incomodou bastante. Respirei fundo, esquecendo completamente que Jenna ainda falava alguma coisa importante.

— Lea?!

— Oi. — Pisquei algumas vezes saindo do transe.

— Você não estava me ouvindo certo? — A encarei um pouco sem graça.

— Desculpa. — Olhei novamente para a cena que encarava a poucos. — Eu vou pegar mais vinho, vocês querem? — Todos aceitaram.

Direcionei-me a cozinha, que logicamente era americana, logo a visão era ampla. Abri um IL BRUCIATO, um dos meus vinhos italianos prediletos, enchi minha taça e me permiti observar o diálogo tão íntimo da minha então namorada com seus amigos inexplorados por mim. Uma aflição crescia paulatinamente dentro de mim. A bebida com toda certeza tinha grande culpa por tal sentimento. Pensamentos e infagações pairavam sobre mim.

“Ela nem me apresentou, nem que fosse como amiga.”

“Nunca falou deles para mim.”

“Esse garoto fica de gracinhas e ela permite.”

“Uma hora já se passou …”

— Esperando o vinho até agora Sarfati!

— Nossa!!! — Levei a mão ao peito. — Qual é o problema com vocês? — Perguntei ainda assustada encarando Chris, que sorria vitorioso.

— Onde foi parar o seu senso de humor?

— Perdi a um tempo!

— Até já imagino. — Falou e serviu sua taça, virando e encarando a mesma pessoa que a mim antes. — Ciúme baby? — Não respondi. — Por que você não vai até lá?

— Você sabe que não posso! Não sei o que deu na Dianna para chamar essas pessoas. Não são do nosso convívio. Sei lá! Tira toda a nossa privacidade. — Mordi o lábio inferior. — Eu sei que é um momento especial para ela, e que ela merece e pode chamar quem ela quiser. Mas...

— Se fosse você, com certeza pensaria nessa questão e não convidaria.

— É … — Mordi o lábio inferior. — Estou sendo egoísta? — O encarei.

— Não acho. Mas vamos mudar de assunto, pois o alvo está se aproximando.

Olhei para frente e constatei o que o outro afirmara a pouco. Dianna se aproximava com um sorriso leve nos lábios. Meu coração como sempre, descompassou, mas tratei de controlar-me.

— O que tanto conversam? — Perguntou direcionando o olhar a mim.

— Coisas que todos conversam em festa. — Chris se adiantou em responder.

— Sei. — Pegou a garrafa do vinho e se serviu.

— E você o que tanto conversava? — Perguntei tentando ser o mais descontraída possível. Chris se afastou.

— Contando aos meus antigos colegas como as coisas aconteceram tão rápido. — Sorriu e balançou a cabeça negativamente. — Você acredita que chegaram a perguntar se o famoso Achele é real?

— E o que você respondeu? — Dianna desmanchou o sorriso me encarando.

— O que você acha que respondi Lea?

— Não sei, me diga você.

E lá se foi toda a encenação. Lembram? Ótima atriz, quando tal função não está relacionada a minha vida pessoal.

— Por que está falando assim comigo?

— Depois conversamos. Não podemos dar bandeira e você tem outras pessoas para dar atenção. — Coloquei mais vinho, uma vez que minha taça se encontrava vazia. — Qualquer coisa estarei lá fora. Licença.

Antes mesmo que pudesse andar, senti suas mãos no meu braço, impedindo que me locomovesse.

— Não faça isso. — Olhei para baixo. — Olha pra mim

— Tem pessoas olhando.

— Não tem ninguém olhando Lea.

— Sempre tem alguém olhando. Seremos pegas, o seriado será cancelado e todas as nossas chances no meio artístico também, então, por favor. — A encarei. — Depois conversamos.

Dianna me soltou em silêncio. Fui para onde disse que iria, encontrando Cory e Chord conversando e fumando. Sim nós fumávamos de vez em quando, e essa questão eu não abordarei a fundo, vocês devem saber o porquê.

— Preciso mesmo de um cigarro. — Falei aproximando-me deles.

— O que houve? — Cory perguntou enquanto tirava um cigarro da carteira e me oferecia.

— Dianna. — Falei e encarei Chord, que ainda não era íntimo a mim como os outros. — Problemas. — Dei de ombros aceitando quando Cory estendeu o isqueiro. — E vocês, do que falavam? — Traguei e soltei a fumaça no ar.

Os meninos me absorveram na conversação, e me deixei levar. Riamos muito, e em uma altura elevada, visto que todos já estavam alterados. Amber se juntou a nós depois de um tempo trazendo mais vinho. A música não estava tão alta, mas nos esforçávamos um pouco para nos tornarmos escutáveis. Passava da meia-noite quando Dianna foi chamada para um discurso, afinal a festa era dela. A música cessou para dar lugar a sua voz.

— Boa noite pessoal. — Todos responderam, e esta abriu um enorme sorriso. — Não tenho palavras suficientes que descrevam minha felicidade! O que tenho para dizer são apenas agradecimentos a todos vocês que estão aqui hoje. Vocês são de suma importância na minha vida. Minha vida realmente deu uma revira volta do último ano para este em que estamos, em todos os aspectos. — Olhou para mim, e não pude deixar de sentir um frio subindo pela espinha. — Cada pessoa presente aqui contribuiu de uma forma ou outra com a realização dos meus sonhos. Então é isso, aproveitem a festa, pois ainda têm muito vinho. — Obrigada mais uma vez.

Muitos aplausos foram escutados de forma distante por mim, pois só conseguia mirá-la, e esta vinha em minha direção.

— Preciso falar com você. — Pisquei algumas vezes. — Pode ser?

— Humrum. — Concordei tentando não entregar o nervosismo que sentia.

Enquanto a seguia, olhei ao redor para ver se alguém observava a cena, notei alguns olhares curiosos, mas o que mais chamou a minha atenção foi a concentração que aquele colega da Agron, que a tocava em todos os momentos possíveis e impossíveis, direcionava a nós. Tentei não pensar nisso e continuei acompanhando seus passos. Subimos as escadas e entramos em um dos quartos, o primeiro que esta viu.

— Pronto. Agora não tem ninguém olhando pode falar! — Colocou a mão na cintura.

— Eu não tenho o que falar.

— AAAA... Você tem sim Lea.

— Eu já esqueci, está tudo bem.

— Não está não, você sabe disso. — Puxei uma longa respiração. — Você me tratou mal lá embaixo.

— Desculpe-me por aquilo. Olha eu só achei que você me cortou completamente, e me ignorou.

— Te ignorei? Lea pelo amor de Deus! — Elevou um pouco o tom, e estremeci um pouco com isso. Ela percebeu. — Desculpa. — Confirmei acenando positivamente com a cabeça. — Lee... — Se aproximou e segurou minha mão. — Eu amo você. Eu só estava tentando ser natural. Aqueles colegas meus são curiosos e poderiam ferrar tudo.

— Então por que os convidou?

— Dois deles foi quem me indicou ao diretor do filme. As duas mulheres são suas respectivas acompanhantes. E o loiro é o meu primo que chegou na cidade exatamente ontem. Minha mãe me ligou contando e me passou o número dele. Então achei melhor convidá-lo.

— E aquele que te pegava em todos os segundos existentes? — Perguntei recebendo uma gargalhada como resposta. Retirei minhas mãos das suas e andei para o outro lado do quarto.- Por que não estou rindo também? Me conta a piada.

— Ciúme amor?

— Responde Dianna!

— Ele é o acompanhante do meu primo. Parece que são colegas de apartamento. Vieram juntos. — Quando percebeu que não mudaria muita coisa aquela informação, aproximou-se e selou nossos lábios. — Eu amo você Lea, — disse enquanto cortava o beijo. — se quisesse outra pessoa, estaria com outra pessoa. — Aquilo me iluminou de uma forma incrivelmente mágica. Só consegui sorrir. — Você sabe que nossa situação é complicada. — Abraçou-me.

— Eu sei. — Admiti já rendida. — Mas sou feita de carne e osso como todos os seres humanos, logo…

— Também pode sentir tudo isso. — Completou minha frase. — Tenho ciência disso amor. — Nos olhamos mais uma vez. — Vou confessar uma coisa.

— Hum …?

— Você com ciúme fica ainda mais gostosa! — Sussurrou ao meu ouvido.

Instantaneamente meu corpo sentiu o peso daquelas palavras.

— Die … Não fala assim. Eu posso não resistir. — Falei já embolando as palavras, pois os arranhões em minha nuca já se faziam presentes.

— Então não resista. — Atacou meu pescoço.

Permiti-me sentir a umidade brotando em minha calcinha, os mamilos ficando ouriçados e ouvir o balbuciar desconexos de palavras saindo pela minha boca.

— Alguém pode notar nossa ausência duradoura. — Falei em meio a gemidos. — Die.

— Que se foda todos eles, eu quero você agora! — Falou penetrando suas esmeraldas em forma de olhos nas amêndoas dos meus.

Digam-me por favor, como negar a tal pedido, vindo de quem veio e da forma que foi apresentado? Não meus amores, não tinha nenhuma hipótese disso acontecer.

A agarrei com todo o desejo que percorria pelo meu corpo. Esta por sua vez me suspendeu direcionando-nos até a cama. Caiu por cima de mim distribuindo beijos, lambidas e mordidas pelo meu queixo, pescoço, colo … Enfiou as mãos por baixo do meu vestido, arranhando minhas pernas até chegar a minha calcinha. Pressionou dois dedos no meu ponto pulsante, fazendo movimentos circulares. Eu simplesmente amava fazer amor com aquela mulher.

— Preciso de você dentro de mim.

Não precisei pedir de novo, ágil como era (e ainda deve ser), chegou minha calcinha para o lado e entrou em mim da forma mais deliciosa possível. Estocava várias vezes de forma forte e lenta enquanto trocávamos juras de amor através do olhar. Éramos cúmplices, amantes, amigas, namoradas, tudo! Tudo que um sentimento tão puro e verdadeiro pudesse definir. Eu a amava... Em algum momento entre este que está sendo narrado, minha mente, sempre paranóica, deu um estralo fazendo-me questionar algo que não me recordava. E o expus.

— Você trancou a porta? — Perguntei observando-a estancar, parando os movimentos.

— Merda!

Recolheu os dedos cuidadosamente e levantou direcionando-se ao objeto mencionado a fim de fazer o que deveria ter feito no momento em que pisamos naquele maldito quarto.

— Hum... Lea?! — Me apoiei na cama com os cotovelos a fim de atender seu chamado. — Você a fechou quando entramos certo?

Estranhei a pergunta, para logo depois entendê-la. A porta estava entre aberta.

— Sim?! — Confirmei a encarando, e com o coração já castigando dentro do peito. Medo! — Die?

— Deve ter sido as meninas certo? — Falou mais para si que para qualquer outro.

— Acho melhor voltarmos a festa.

— Tava tão bom. — Fez biquinho.

— Você deve ter sido uma criança muito linda.

— Sim eu fui.

— E convencida.

— Também. — Rimos. — Então vamos descer mesmo?

— Com certeza!. — Falei levantando e me ajeitando. — Vamos. — Segurei sua mão e a puxei pelo corredor.

Decidimos não perguntar aos meninos do elenco se foram eles, pois estavam muito bêbados. Todos eles estavam na verdade. Preferimos esquecer, e acreditar que não fechei a porta direito.

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Notas finais
Então ... ??? O que vocês esperam que aconteça? Até o próximo ♥