Doces Lembranças ACHELE

3 II - Coisas Despercebídas


Notas iniciais
Amei o retorno de vocês, e espero ter ainda mais depois deste. Capítulo não está grande, mas a intenção é essa mesma. Vou escrever proporcionalmente ao capítulo. EX: O terceiro será maior que este, e o quarto maior que o terceiro. Enfim. Mas não se preocupem, nada ficará monótono Enjoy babys

— Die!!! — Gritei

— Oi!

— Onde estão as taças?

Percebi o barulho inigualável dos seus pés apressados e sorri com isso.

— Você me matará? Sim ou claro que sim? — Perguntou arfando devido a leve corrida.

— Desembucha.

— Quebraram! — Coçou a cabeça.

— Como assim? Todas elas?

— É!

— Mas nem usamos Dianna!

— Digamos que escorreu da minha mão quando chegávamos do mercado. — sorriu. — E por favor, você me chamando de Dianna é péssimo.

— Você tem exatos 10 minutos para providenciar novas taças.

— Ou …!? — arqueou uma sobrancelha.

— Eu … — peguei a colher de pau. — vou … — fui andando em sua direção. — vou deixá-la … — percebi que enquanto avançava, Dianna recuava. — roxa! — Pronunciei a última palavra entre os dentes partindo pra cima dela.

Ela tentou correr, mas escorregou no tapete que ficava entre a cozinha e a sala, levando-me junto. Cai por cima dela, e começamos a rir exacerbadamente. Os risos foram morrendo aos poucos, e não sei por qual motivo eu ainda estava em cima dela, olhei nos seus olhos inconscientemente. E foi nesse momento … Nesse exato momento que todo o estrago, assim pensava, foi iniciado. Notei suas mãos presas a minha cintura e o abalo, ainda suave, dentro de mim, quando minha respiração voltou a acelerar e a tão famosa revirada se formar no meu estômago.

Glee estava sendo um grande sucesso, nossas contas bancárias nunca tinham visto tantos dólares. Eu e Dianna nos dávamos super bem, e construímos em pouco tempo uma amizade sólida e verdadeira. Nos apegávamos uma a outra cada vez mais. Algumas coisas despercebidas naquela etapa, são hoje notadas demasiadamente. Como por exemplo:

* Já tínhamos dinheiro o suficiente para cada uma ter sua casa. Por que nem cogitávamos mudar tal conjuntura?

* Cada uma possuía um carro. Por que sempre íamos no mesmo carro para todos os locais?

O fato era: Não conseguíamos nos afastar por muito tempo.

Mas, como acabei de contar-lhes, naquele momento, não eram percebidos por nós, tais questões. Ainda não.

— Acho melhor você adiantar com as taças, o pessoal está chegando. — levantei repentinamente cortando nossos olhares. — Vou olhar o frango. — Eu era uma ótima atriz quando se tratava do meu trabalho. Porém, na vida real, com emoções reais, eu definitivamente era e ainda sou, um desastre. Minha voz embargou em um momento crucial, e não passou despercebido. — Aproveite e compre mais um vinho. – Pigarreei logo em seguida.

— Tudo bem. — senti o nervoso presente na sua voz, e o ruído dos seus passos ficando distante a cada milésimo de segundos

Respirei fundo e me apoiei no braço do sofá quando ouvi a porta batendo.

“Não pode ser possível, não … Ela é sua colega de trabalho, sua amiga, sua companheira de lar. Por Deus, tira isso da cabeça Lea.”

Inocência a minha, uma vez que a cabeça nada tinha a ver.

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— Nem consigo acreditar que essa gororoba é boa.

— Não chame comida vegetariana de gororoba Naya. Gororoba é toda essa porcaria que vocês ingerem.

— Não exagera Lea. — Jenna cortou.

— Bom, eu fiz lasanha de frango com cream cheese para quem não quisesse experimentar minha culinária vegetal. Então sinta-se à vontade. -ofereci meu maior sorriso amarelo para Rivera.

— Vocês ainda vão descobrir que se amam. — Cory comentou. Engasguei propositalmente. Queria deixar claro o meu “apreço” pela ideia. — Lea, você é única.

Muitos riram, outros nem tanto. Cruzei os olhos algumas vezes durante a refeição com Dianna, que estava mais calada que o normal.

Depois de todos acabarem o dejejum, eu e Agron recolhemos os pratos enquanto os outros iam para parte externa, dando continuação ao nosso encontro. Todo o elenco era unido. Fazíamos festinhas e encontros todas as semanas.

— Você está bem? — a interroguei enquanto colocava as últimas taças na pia.

— Sim estou. E você? – enxugou a mão em um pano de prato.

— Também. – Não consegui encará-la.

— Não parece.

— Pois acredite. – me virei no intuito de sair, falhando miseravelmente.

— Não saia Lea. – Fechei os olhos. – Somos amigas certo?

— Sim nós somos.

— Então por que não consegue nem olhar para mim? – Respiração fugiu e o coração palpitou. – Lea?

— O que você quer Dianna? – virei e finalmente a olhei. Eu definitivamente precisava sair dali.

— O que eu quero? – riu ironicamente. – Me explique o que aconteceu mais cedo?

— O que aconteceu? Eu não sei do que está falando. Como...

— OK. Então nada aconteceu e está tudo normal? – Me cortou.

— Para mim está, para você não?

O silêncio se fez presente. Nos mirávamos. Dianna carregava um semblante pesado e impaciente.

Silêncio...

Olhos nos olhos...

— Meninas o que está acontecendo? Vocês não vêm?

Saímos do transe.

— Claro Amber, NADA aconteceu. – passou por mim deixando seu aroma para trás.

A ênfase no “nada” me causou um incomodo sem igual. Fiquei mais um tempo na cozinha tentando não enlouquecer e depois fui me juntar aos outros.

Cheguei na área externa e ela não estava.

— Hey pessoas! Onde está Dianna?

— Estava com você na cozinha não? Jenna respondeu.

— Eu a vi pegando as chaves do carro, deve ter saído para comprar algo.

— Claro... Obrigada Amber.

— Então vamos curtir ou não? Aumenta o som Naya! -Amber falou e todos se animaram dançando ao som de Alok.

E quanto a mim? Com certeza não consegui dançar. Então... Resolvi beber! E caros leitores, eu bebi muito!

Notas finais
Então? Reviews ^^