Doce Segredo

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Primeiramente obrigado a todos que comentaram e favoritaram a fic, acredite, em dias negros seu comentário vale ouro.
Desculpe por não postar antes é que minha mãe esta doente e estou cuidando dela. T.T
Peço uma tonelada de perdão caso esse capitulo for chato ou enfadonho, estou passando pela crise "fonte seca de inspiração", mas desejo que você, amigo leitor, goste!

Boa Leitura.

-Bom dia Edmund.

-Bom dia Susan. – Edmund cumprimentou a contragosto. Não esperava encontrar sua irmã em sua sala. Susan estava terrivelmente chata desde a chegada de Rabadash e sua corja. Ela levantou-se de sua cadeira e aproximou-se dele a passos curtos.

-Precisava conversar com você. – Ela não o olhava no rosto. – Peter me comunicou no desjejum que você ira me acompanhar até a Calormânia.

-Sim. – Edmund estava pouco a vontade com ela depois da conversa dele com Peter. Não sabia como impedir aquele casamento. – E como sou o Rei que cuida das leis e tratados irei somente para cuidar do acordo nupcial.

-Sei disto. – Susan o encarou com raiva. – Mas quero que cuide somente disto. Não quero que provoque brigas com meu noivo nem com os outros Tarcãas.

-Não provoco brigas com eles. – Edmund disse irritado, passou por Susan e sentou-se em sua mesa. — E mau olho na cara daquele crápula.

- Não o chame assim! – Susan esbravejou. – Sabe que só me casarei com ele por Nárnia, por nós!

-Sei que só se casará para esquecer os pensamentos lascivos que tem com Peter! – Edmund falou debochadamente e sorriu quando viu a cara de espanto de Susan.

-Não tenho os mesmos problemas que você tem! – Ela queria dar-lhe um tapa pela ousadia, mas não podia, por que sua consciência a acusava.

-Não tenho problema nem um irmã. – Edmund falava calmamente cruzando as mãos sobre a mesa. – Sei que se sente confusa, mas pense nisso. Amar é errado?

Ela lembrou-se de sua conversa com Lucy que fez a mesma pergunta para ela, mas não tinha língua para responder. Amar é errado? Sua mente ecoou a pergunta mais sabia que preferia não ter resposta.

Edmund a encarava com pena nos olhos. O irmão sorriu encorajador.

-Sei que se sente culpada. Também me senti assim com relação à Lucy, mas olhe para nós, Peter concordou com nosso casamento. –Edmund sorriu timidamente. – Não faça isso com sigo mesma Susan, sabe que ainda tem tempo para chutar o cachorro do Rabadash.

-Com licença. – Ela rapidamente saiu em direção à entrada. – Tenho afazeres.

Ela fugiu, como há muito tempo fazia.

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Edmund e Lucy iam lado a lado a cavalo para ver as justas. Peter ia mais a frente. Susan e Rabadash seguiam juntos. Durante o almoço que foi servido aos calormanos, Rabadash lançava comentários ácidos para Edmund que somente o encarava furioso.

Edmund por sua vez controlava-se para não matar aquela criatura adoradora de Tash. Lucy o olhava preocupado, pois sabia melhor do que ninguém sobre seu gênio.

Chegando ao campo das justas, Edmund tomou o lugar de juiz e ao seu lado Lucy. O noivado deles seria anunciado depois do casamento de Susan.

-Esta tudo bem? – Lucy perguntou sua voz macia e doce. – Esta com um rosto pensativo desde que deixamos o palácio.

-Não se preocupe Lucy. – Edmund afagou lentamente o rosto de sua jovem noiva com os dedos. – Só estou pensando em como engravidar você.

-Edmund! – Lucy falou chocada, ele apenas riu.

-Quando nos casar não vamos ter filhos? – Ele perguntou com a voz rouca encarando-a com desejo. – Quero ter uma menina com você.

-Edmund. – Ela estava constrangida. –Claro que vamos ter filhos, mas não agora.

Ele sorriu, um sorriso de quem aprontaria algo. Beijou Lucy suavemente nos lábios, beijando em seguida suas bochechas até sua orelha.

-Esta noite minha senhora, vamos praticar para a noite de núpcias. – Edmund sussurrou rouco. Lucy enrubesceu e afastou-se dele e as justas começaram.

Peter dominava as justas derrubou todos seus adversários e nem mesmo Rabadash conseguiu ser um adversário a altura. Depois de ser coroado com louros dourados, todos se dirigiram até o grande salão de Cair Paravel para comemorar em homenagem aos campeões. O fauno que vencera na noite anterior luta a corpo a corpo e Peter nas justas.

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Lucy andava desanimada pelo salão. Foi comunicado que amanhã os embaixadores calormanos e a corte narniana, Susan e Edmund, partiriam. Ela imaginou quanto tempo iria ficar sem Edmund. Pensou em Susan casada com Rabadash e estremeceu, queria que Susan fosse feliz com quem amava.

Lucy sentiu braços fortes s envolve-la e a segurar firmemente ao encontro de um corpo que ela conhecia bem.

-Esta uma linda noite não?- Edmund perguntou rouco, ela estremeceu ligeiramente ao sentir o desejo queimando em suas veias como se fosse veneno.

-Esta. – Ela disse com a voz fraca. Girou para encarar Edmund e o viu sorrir malignamente.

-O que acha de fugirmos daqui?

-E vamos para onde? – Ela olhava em seus olhos negros que brilhavam como chamas.

-Para o quarto. Para uma despedida.

Edmund e ela esgueiravam-se pelos corredores escuros e vazios de Cair Paravel. Chegaram até a porta do quarto dele e entraram rapidamente. Edmund fechou a porta enquanto Lucy tirava os sapatos e o encarava sorridente.

Edmund a jogou na cama, rapidamente tirou suas roupas de sedas e veludos e as botas. Encarou Lucy nos olhos e sorriu. Tirou as roupas dela depositando beijos quentes na pele sensível. Lucy o agarrava firmemente pelos cabelos negros.

Quando ambos ficaram pelados se encarando, a luz das velas brilhava de forma mágica sobre o jovem casal apaixonado.

-Lucy... – Edmund sussurrou olhando para a jovem deitada em sua cama. – Sabe que te amo, muito.

-Sei. – Ela disse beijou ele suavemente e falou. – Eu também te amo muito Edmund.

Os lábios se encontraram como em uma dança. Edmund beijava Lucy como se fosse à coisa mais preciosa do mundo, que para ele realmente deveria ser.

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Sr. Tumnús tentava se esgueirar para fora da festa quando viu Edmund e Lucy saírem do salão sem dar muitas explicações e tentou não pensar no que eles estavam fazendo àquela hora. Seguiu por uma sacada escura que dava uma bela visão do jardim de Cair Paravel. Olhou ao redor do jardim e viu duas silhuetas conversando. Reconheceu uma como Rabadash e a outra de um Tarcãa velho. Ambos falavam seriamente até que Rabadash gargalhou com gosto.

Sr. Tumnús, curioso aproximou-se e escutou um trecho da conversa.

-... Coradin já foi à frente para preparar a chegada dos bárbaros. Só é uma questão de tempo para...

Não deu tempo para ouvir o resto Sr. Tumnús foi chamado por um bando de dríades para fazer os brindes. Mas com certeza avisaria o Rei Edmund que estavam tramando algo.

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Lucy gemia enquanto descia e subia rapidamente por Edmund. Ele agarrava fortemente suas nádegas e suas coxas. Seu nome era dito como um mantra cada vez mais alto.

Ele sabia que logo chegariam ao ápice, rapidamente trocou de posições com ela. Ficou por cima e ergueu uma perna dela para cima de seus ombros, sorrindo de forma maliciosa. A penetrou profundamente, Lucy soltou um pequeno grito. Seus movimentos eram rápidos e profundos, em seus lábios, o nome de seu amante era dito cada vez mais urgente até que eles chegaram ao ápice juntos.

-Edmund, sei que quer ter filhos, mas isso não vai acelerar o processo. – Lucy falou de forma languida e sonolenta deitada sobre a cama, Edmund ao seu lado brincando com uma mecha de cabelo dela.

-Eu sei, mas espero voltar e encontrar você grávida. – Ele falou feliz a abraçando pela cintura. – Amanha vou para a Calormânia.

-Eu sei... — Ela disse triste. – Susan...

-Não se preocupe com ela. – Edmund beijava o queixo de Lucy. – Peter e eu fizemos um acordo e vou impedir o casamento de Susan.

-Como? –Lucy estava espantada. – E que acordo?

-Para nos casar. – Edmund sorriu. – E acho que ele gosta o suficiente de Susan para me pedir isso.

-Pela Juba do Leão Ed. – Lucy estava levemente feliz. – Meu sonho é que todos estejam juntos aqui em Nárnia e ninguém precise ir embora.

-Eu sei. – Edmund a puxou para mais perto de seu corpo. – Eu acho que nós dois poderíamos pensar em sermos nós três logo não?

-Ed. – Lucy o beijou animadamente. Abraçaram-se um ao outro e começaram novamente a trocar caricias.

Com as cortinas do quarto abertas, a Lua iluminava o jovem casal a cama amar-se sem medo.

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No píer de Cair Paravel, as despedidas entre os irmãos Pevensie eram tristes. Sr. Tumnús tentara desesperadamente falar com algum dos Reis, mas era impossível. Ambos estavam muito ocupados preparando as ultimas coisas para a viajem.

-Até logo* irmã, boa sorte. – Lucy falou suavemente enquanto abraçava Susan.

-Até logo Lu. Cuide bem de Peter. – Susan se afastou da irmã e a encarou nos olhos. Sorrindo virou em direção ao barco e encaminhou-se para ele.

Edmund abraçou Lucy e a beijou ternamente sobre o olhar reprovador da maioria ao seu redor. Rabadash encarava-os com curiosidade e maldade.

-Cuide-se e boa sorte. – Ela sussurrou afastando-se devagar. – E lembre-se que eu o amo.

-Sempre me lembrarei disso. – Ele sussurrou. – Espero que tenhamos companhia na volta.

Lucy sorriu. Beijou Edmund ternamente nos lábios.

-Caso tenhamos te enviarei uma carta.

-Até logo Lucy.

-Até logo Edmund.

Ela os viu partir no Esplendor Hialino, desejando que logo, sua irmã e seu amado voltassem.

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A viagem já durava algumas horas. O Esplendor Hialino ia a toda velocidade pelo mar. Já tinham aportado no Reino da Arquelândia para levarem junto o príncipe Corin e as corte. O barco calormano não era visto por que era mais lento. Mas o barco narniano já borbulhava com agitação do casamento e com a chegada em Tashbaan.

Sr. Tumnús entrou rapidamente na sala onde Edmund e o capitão conversavam. Edmund vestindo um gibão verde com o Leão vermelho no peito, espada na cintura e botas de couro não parecia um homem habituado a escrever leis e documentos.

-Majestade. – O fauno falou com pressa. – Desculpe por interromper, mas tenho algo importante para dizer.

-Então diga antes que pare respirar, Sr. Tumnús. – Edmund gracejou.

-Ontem durante a festa ouvi Rabadash e outro Tarcãa conversarem sobre Coradin preparar uma surpresa para bárbaros, que no caso somos nós.

-Tem certeza disso. – Edmund perguntou estranhamente animado.

-Sim meu senhor. Juro por Aslan – O fauno falou segurando seus chifres.

-Isso é ótimo! Se for uma armadilha poderei matá-lo! – Edmund estava animado. – Não conte nada a Susan o.k? Por enquanto ela não precisa saber de nada.

-Sim Majestade.

Dali a dois dias estariam em Tashbaan e naquela cidade calormana ninguém sabia seu destino.

Notas finais
Comentem e digam se odiaram ou gostaram. Digam-me suas humildes opiniões.