Doce Segredo

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Capitulo especialmente dedicado á Sara Hyuuga Uzumaki que recomendou a fic! Fiquei pulando de alegria por horas quando li o que escreveu sobre meu xodó! XD
Obrigada super caloroso a todos que comentam a fic e espero que esse capítulo não decepcione ninguém.
Boa Leitura!

*trechos do livro, moldados para caber na fic e não perder a personalidade do personagem. XD

Fazia um calor infernal quando o Esplendor Hialino aportou em Tashbaan. Quando Edmund viu a ilha/cidade ao longe imaginou uma bela cidade, com jardins suspensos, grandes palácios, terraços, uma maravilha arquitetônica. Mas quando o Esplendor Hialino aportou e ele e sua corte, foram para a casa onde estavam destinados a ficar hospedados, Edmund observou que a cidade era abarrotada de gente, tinha um grande mau – cheiro, lixo nas ruas e as mesmas, eram estreitas demais.

O palácio onde eles ficariam era com cômodos grandes e aconchegantes. Ficava numa parte silenciosa da cidade. À noite Tisroc daria uma festa em homenagem à chegada da Rainha Gentil e dali a quatro semanas seria o casamento dela com Rabadash. E Edmund só de pensar na chatice da música e poesia calormana revirava os olhos.

Edmund desde o começo odiou a cidade, não suportaria a idéia de ficar ali por quatro semanas. A não ser, ele pensou, se eu impedir o casamento de Susan. Edmund que era um homem calculista e prático, já tinha um plano traçado para impedir essa loucura. Era só botar em prática.

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-Não agüento mais esse inferno! – Edmund rosnou. Estava tomando café da manhã com Corin, Lorde Peridan e Sr. Tumnús. Desde a chegada a cidade, trocará farpas com Rabadash. — Vai fazer três semanas que estamos aqui e nada da surpresa de Coradin!

-Majestade, com certeza eles se acovardaram! – O fauno falou.

-Duvido! – Edmund levantou-se da cadeira. Três semanas e Lucy não mandará nem uma carta, nem uma resposta a sua grande ambição. – Desde que chegamos, Rabadash tem mostrado as unhas e isso o esta afastando cada dia mais e mais de Susan.

Corin, Peridan e o fauno levantaram-se e seguiram Edmund que ia para uma grande sala. Ele sentou-se em uma mesa e suspirou.

-Hoje à tarde terei de ir ao um encontro com Rabadash. – Ele olhou para os três que o observavam atentamente. – Corin e Peridan vão comigo. Sr. Tumnús ficará com Susan e ficará atento a aquelas criadas calormanas. Tenho a sensação de serem espiões.

-Sim majestade. – O fauno se curvou e se retirou da sala. Corin sentou-se a frente do rei.

-Majestade, o que faremos hoje à tarde com no encontro com Rabadash? –Corin perguntou ansioso.

-Conversaremos sobre tratados comerciais. – Edmund pensou em botar seu plano em pratica naquela mesma tarde, mas...

-Majestade, o casamento de sua irmã será em nove dias e... – Peridan começou mais foi cortado

-E Coradin não mostrou nem um movimento. – Edmund levantou-se. – Eu sei que ele e Rabadash vão aprontar algo, mais eu realmente não sei o que será. E como será.

-Temos que ficar atentos, meu Rei. – Peridan olhou para a porta que estava aberta, ao longe uma criada calormana varria o chão.

-Sim temos. –Edmund concordou. – Temos que estar prontos para tudo.

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O palácio de Tisroc era o maior de Tashbaan. Grandes salas, piscinas, jardins, etc. Edmund foi acompanhado pelo grão-vizir até a grande biblioteca e entrou sozinho na sala. A sala era enorme e vazia. Nem uma viva alma lá dentro. Edmund ouviu uns ruídos e seguiu por um corredor de pergaminhos velhos e poeirentos. Encontrou Rabadash sentado em sua mesa.

-Boa tarde Rabadash. – Edmund disse cordial enquanto atravessava a sala de estudos encarando Rabadash, que estava bem sentado em sua cadeira com os pés em sobre a mesa. – O que quer conversar?

-Vamos falar de negócios horas. – Rabadash deu um sorriso seboso, pegou uma folha qualquer em cima da mesa e deu uma olhada fugaz, amassou e jogou o papel ao chão. – Vamos falar de sua irmã.

-Minha irmã?- Edmund rosnou em um fio de voz. Sentiu a ira em seu corpo que se controlava para não arrancar o coração de Rabadash com as mãos.

-Sim – Ele deu um risinho. – Não entendo o porquê de o chamarem de Rei Justo, sendo que esta sendo inconveniente estes dias.

-Rabadash meu caro, não se preocupe, não irei interferir nas escolhas de Susan, mas, lembre-se ela ainda não assinou o contrato de casamento. – Edmund deu um sorriso debochado. Ato que não foi perdido por Rabadash que se controlada para não fazer suas costumeiras caretas. – Então ele ainda pode não acontecer.

-Me disseram em ante mão que, Coradin do Castelo de Tormunt viu você e sua irmã Lucy em atos inapropriados para dois irmãos. – Rabadash soltou de vez. Ele levantou-se da cadeira e encarou Edmund de frente. – Quero saber se você ou o Grande Rei fazem a mesma coisa com Susan.

Com essas palavras Edmund avançou para cima de Rabadash dando um soco em seu maxilar. Com o impacto, Rabadash caiu ao chão, Edmund o levantou pelo pescoço e olhou em seus olhos. Os olhos de Edmund brilhavam caoticamente negros de ódio, seu queixo travado indicava que ele estava pronto para matá-lo.

-Não ouse falar assim de Lucy ou de qualquer outro de minha família! – Edmund rosnou enquanto, dava um soco na boca do estomago de Rabadash. – Por que eu juro por Aslan que eu o mato! EU MATO VOCÊ E MATO TODOS OS SEUS PARENTES!

-Edmund pare! – A voz de Rabadash soou dolorosa enquanto debilmente se erguia do chão. Edmund o chutou fortemente no abdômen o fazendo guspir sangue. Logo passos foram ouvidos e Lorde Peridan segurava Edmund. Soldados calormanos entraram pela porta e ergueram Rabadash do chão. Ele encarou Edmund que estava enfurecido.

-Isso não ficará assim! – Rabadash rosnou e rapidamente saiu da sala.

Edmund foi solto por Peridan e suspirou firmemente. Lorde Peridan encarava o Rei com apreensão.

-Fale logo Peridan! – Edmund exclamou irritado.

-Príncipe Corin sumiu majestade! – Peridan olhou nos olhos de Edmund e viu o caos se formar neles. – Provavelmente fugiu do castelo.

-Como assim sumiu? – Edmund rugiu, seguiu para a saída da biblioteca e a encontrou cheio de guardas calormanos. Do caminho do castelo de Tisroc até a residência onde estavam hospedados, foram seguidos por guardas.

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Lucy estava sentada em umas das varandas de Cair Paravel. E de novo encontrava-se em outra despedida. Peter ia para o Norte, para lutar contra gigantes. Não enviara nem uma carta para Edmund porque não tinha certeza de que estava grávida.

Ficaria como Rainha Regente em Cair Paravel e sua única corte era faunos e dríades. Suspirou, sentia saudades de Edmund, mas caso Susan se casa-se com Rabadash, ela não se casaria com Edmund. Daqui nove dias tudo mudaria em seu futuro.

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Já se passara um dia completo e nem um sinal de Corin. Um mensageiro calormano enviara um pedido de desculpas ao Rei Justo. Edmund não se sentia nem um pouco arrependido de quase ter matado Rabadash. Ele e sua corte foram até o castelo de Tisroc e Edmund pediu “desculpas” formais a Rabadash que aceitou com um floreio.

Depois de um dia inteiro de choro por parte de Susan por Corin ter sumido e uma manha de balburdia, Edmund sentia-se tentado a matar qualquer calormano que estava em seu caminho. Conversou com Rabadash e suspeitou que não saísse dali tão fácil como pensava.

Estavam a caminho de seu castelo, quando o viu jogado no chão. Corin estava parecendo um escravo calormano. Edmund apontou para ele meio irritado e gritou!

-Aqui esta ele o fujão! – Agarrou “Corin” pelo ombro e deu um tapinha. – Que coisa feia! Que vergonha! Susan esta com olhos vermelhos de tanto chorar. Passara uma noite toda fugido. Onde esteve?*

“Corin” olhava para os lados como se estivesse assustado. Edmund o observava e olhou para Peridan.

-Pegue uma das mãos dele Peridan, que eu pego a outra. Vamos. Susan esta nos esperando. Vai sentir um grande alivio ao rever o fujão são e salvo.*

Edmund e Peridan arrastaram “Corin”. Edmund ia interrogando Corin que não respondia nada.

-Não vai dizer nada?* — Edmund perguntou irritado. – Francamente Corin, este silêncio esta piorando a imagem de sua nobreza do que a própria fuga! Um garoto travesso talvez fuja mais um príncipe da Arquelândia deveria confessar sua culpa e não abaixar sua cabeça como um escravo calormano. *

Arrastando “Corin” pela mão eles chegaram até a casa e entraram no recinto onde se encontrava toda a corte e tripulação narniana. Susan ao ver “Corin” correu ao seu encontro e o abraçou.

Edmund e Susan ralharam com Corin. O garoto que na verdade era Shasta apenas os olhavam assustado. Sr. Tumnús chamou a atenção ao fato do garoto estar desorientado por causa do forte sol de Tashbaan. Shasta foi levado ao um sofá e Edmund aproveitou para fazer uma reunião formal.

-Susan, já faz três semanas que estamos nessa cidade. Está decidida a se casar com Rabadash ou não?* – Edmund questionou. Olhou para a expressão decidida de Susan e pensou acho que no final, eu não precisei fazer quase nada, apenas insinuações.

-Não Edmund.* — Susan respondeu firmemente. – Nem por todas as jóias de Tashbaan!*

Edmund sorriu, tinha conseguido o que queria.

-Sinceramente Susan, perderia meio respeito por você caso fosse outra sua resposta.* – Edmund sorriu debochado. – Devo confessar desde que Rabadash e seus cupinchas foram hospedes em Nárnia, nunca consegui entender como você pode perder tempo com ele.*

Susan baixou a cabeça. Tinha vergonha de confessar a verdade.

-Insensatez de minha parte.* — Susan não admitiu. Edmund sorriu maldoso. — Mas lembre-se de que Rabadash tinha uma conduta diferente do que aqui em Tashbaan. Comportou-se com graça e cortesia durante aquela semana e aqui tem mostrado a outra face.*

A corte e companhia narniana falaram em concordância. Susan os cortou.

-Assim sendo, vamos partir de Tashbaan hoje mesmo.*

-Ai que esta o problema Susan.* — Edmund suspirou. – Não é bem assim para sair. Peridan, por favor, veja se as criadas calormanas estão nos espionando.

Todos ficaram em silêncio.

-Ah alguns dias eu e Rabadash temos conversados e sei que ele não permitira que você sairá daqui sem ser casada com ele. – Edmund suspirou cansado. Passou as mãos pelos cabelos. – Estive com ele hoje de manhã e ele não tem o habito de ser contrariado e anda muito aborrecido por sua resposta. Fiz algumas provocações e ele ficou enraivecido.*

-Quer dizer que ele pretende se casar comigo a força?* — Susan perguntou horrorizada.

-Provavelmente!

-Mas terá coragem para isso? Achara que o Grande Rei ignorará essa transgressão? Ignoram o faro de que há espadas em Nárnia?* — Peridan perguntou.

-Acho que eles não tem muito medo de Nárnia. Somos um país pequeno e países pequenos sempre são odiados por grandes países.* – Edmund falou entediado. – Talvez o príncipe fosse até Cair Paravel apenas para ter uma ocasião para abocanhar Nárnia.*

Todos naquela sala comentaram sobre rotas de ataque a Nárnia, mas até que abordaram a questão, como sairiam dali ?

-A única dificuldade é chegarmos até nosso navio.* — Sr. Tumnús falava respirando fundo. –Se pudermos carregá-lo sem sermos vistos...

Edmund tinha uma expressão pensativa, com todos esses fatos unidos tinha uma boa idéia da surpresa de Coradin.

- È isso! Precisamos de algum pretexto para levar a carga para lá!* – Sr. Tumnús olhou para Edmund. – Se vossas Majestades convidassem Rabadash para um grande banquete no Esplendor Hialino, não achariam estranho ficarmos lá o dia todo!

-Boa idéia! – Edmund exclamou. – E até hoje à noite estaremos a caminho de Nárnia!

Algumas horas depois, quando olharam novamente para Corin ele estava mudado. Tinha alguns hematomas e suas roupas estavam diferentes. Contava uma historia fantástica de ter encontrado seu gêmeo e arrumar brigas com calormanos. Edmund deu uma bronca nele, e ponderou se aquele garoto não seria um príncipe perdido.

Em algumas horas estavam todos embarcados no Esplendor Hialino. Iam em direção ao Norte e provavelmente em quatro dias chegariam a Nárnia.

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No dia seguinte em Tashbaan, os gritos de Rabadash podiam ser ouvidos por toda a cidade. Ele rogava pragas e maldições a todos os narnianos. Agora sua única opção era colocar seu plano em pratica.

Coradin contou que Edmund e Lucy tinham um relacionamento incomum. E tudo se confirmou quando Edmund quase matou Coradin no corpo a corpo.

Desde o começo, o plano de Rabadash era se casar com Susan para conseguir Nárnia. Pensou em usar os sentimentos de Edmund e de Lucy, contra Peter ou Susan. Não conseguiu isso então mandou Coradin ir primeiro a Calormânia arrumar um exercito. Seus leais companheiros que jamais negariam lutar uma batalha ao lado do futuro Tisroc. Quando os narnianos chegassem, ele se casaria com Susan e daria Edmund para Coradin o matar.

Mas os narnianos foram mais espertos, fugiram levando Susan. Agora ele poria seu plano em prática. Já havia falado com seu pai, e ele dominaria a Arquelândia e depois Nárnia. Tudo seria seu e ele enforcaria a Rainha Gentil na frente dos irmãos.

Agora ele só tinha uma opção, Tash faria chover rios de sangue sobre eles. Agora só teria Guerra!

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Já fazia três dias que estavam ao mar. Edmund sentia-se ansioso para ver Lucy. Pensará nela todos os dias em Tashbaan. Sentia-se confuso por ela não o escrever. Estava ansioso para encontrá-la.

Ele estava no tombadilho da popa quando avistou a encosta de Cair Paravel. Com certeza Lucy o estaria esperando por ele. Ancoraram no píer do palácio e Edmund foi ansiosamente encontrar Lucy. Desceu rapidamente do barco e seguiu pelo caminho que o levaria até as escadarias do grande salão. Entrando nesse parou quando uma voz o chamou.

-Edmund! – Lucy saiu correndo o abraçando. Os lábios se tocaram, beijaram-se de forma saudosista e carinhosa.

-Fiquei com tanta saudade de você! – Ele sussurrou ao ouvido dela sem a largar. – Por que não me mandou nem uma carta?

-Por que não queria decepcioná-lo! – Lucy o depositou um selinho nos labios. — Eu não tenho certeza se estou grávida ou não.

-Ah Lucy sabe que nada sobre você me deixaria decepcionado. – Ele a beijou e seguiu uma linha de beijos até a orelha dela. – Temos que recuperar o tempo perdido, passei tempo demais longe de você.

Lucy se arrepiou, não podia deixar Edmund a distraí-la então se afastou dele a contragosto.

-Depois faremos isso. – Ela sorriu ao ver a careta dele. – Temos problemas mais urgentes.

-E qual seria? – Edmund perguntou cansado.

-Rabadash.

-O que? – Edmund olhou para Lucy e viu-a empalidecer.

-Rabadash e duzentos homens seguem em direção a Arquelândia.

Então Rabadash quer guerra? Edmund pensou maligno. Sorriu maldosamente para Lucy.

-Se ele quer morte, darei a ele de bom grado.

Notas finais
E então como será que Edmund, nosso galá, estripara os calormanos? Comentem! E me falem de como gostariam de certas mortes! XD