Doce Segredo
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Espero que gostem deste capitulo!
Boa Leitura.
Ambos atacaram um ao outro.
As espadas se chocaram, formando uma bela canção. O Tarcãa brandia a cimitarra e Edmund defendia-se e esquivava-se ficando fora do alcance de Coradin. Ambos se afastaram por alguns segundos e o jogo mudou. Edmund o atacava com a ferocidade de um leão, Coradin empunhava bem sua cimitarra e girava ao redor do Rei Justo como em uma dança.
Alguns minutos se passaram. O lugar estava silencioso, todos ouviam a nota insistente que tocava, era o hino da morte. Os dois homens que se enfrentavam sabiam que um deles sairia machucado daquele pátio. Até que um guincho de dor parecido com o guincho de um porco, foi ouvido e o som de um corpo caindo pesadamente ao chão.
Coradin começou bem atacando Edmund, mas como era já velho, rapidamente cansou da disputa. Ao se separarem, Edmund o atacou e como era jovem e muito mais habilidoso, levava vantagem. Coradin viu-se encurralado, girando ao redor de seu adversário tentando distrair Edmund, com raiva do Rei soltou essa frase. Frase que assinou sua condenação.
-Então Jovem Rei, já fodeu aquela puta que chama de irmã, o vai se casar com ela primeiro?
Edmund sentiu a fúria assassina tomar conta de seu ser. Brandindo a espada contra o Tarcãa, o cortou na cocha o deixando mais lento, cortou a bochecha esquerda, destruiu a parte de cima do escudo que Coradin usava estupidamente para defender-se, e estocou fortemente ele no lado do coração, mas a ponta da espada pegou no ombro. Edmund sabia que o Tarcãa não agüentaria muito tempo, com o punho da espada, Edmund quebrou seu nariz e com a força, Coradin guinchou como um porco, seu corpo velho caiu ao chão. Edmund começou a chutá-lo, Peter e um grande minotauro seguraram o rei Justo enquanto o Tarcãa gritava.
Sr. Tumnús que era o juiz declarou Edmund o vencedor da luta.
-Eu me rendo! – Sua armadura estava destruída, sangue escorria de suas feridas e seu nariz era um ponto vermelho e inchado. Um criado calormano ajudava seu senhor a erguer-se enquanto Edmund espraguejava e ameaçava. Edmund acalmou-se com as palavras de Peter.
-Acalme-se ou vamos começar uma guerra.
Respirando profundamente Edmund acalmou-se, largou o cabo da espada que segurava com força e olhou para onde os calormanos o fuzilavam com os olhos. Ele só precisava fazer um gesto de civilidade.
Edmund soltou-se e caminhou até onde estava Coradin, estendeu a mão e o calormano a aceitou para erguer-se desajeitadamente do chão.
-Isto não acabou! – Edmund rosnou baixo para ele, segurando-o fortemente pelo braço e encarando-o no fundo dos olhos. – Ainda me deve uma pedra.
Coradin foi sensato de fugir do pátio para lamber as feridas. Passou por Rabadash que lançou a ele um sorriso amigável e lembrou-se da conversa que tiveram. Os planos já estavam formados. A música já ia tocar, só faltava os narnianos dançarem.
Lucy olhava amorosamente para Edmund, que se aproximava de onde ela estava sentada. Ele aproximou-se dela e se beijaram. Susan que estava do lado da irmã os encarou constrangida com a tamanha demonstração do afeto do casal. De longe Peter observava triste.
-Fiquei preocupada. – Lucy segredou baixinho.
-Não precisa se preocupar Lu sabe disso.
-Mas aquele homem parece que o odeia. – Ela passou carinhosamente as mãos pelo rosto jovem de Edmund. – E você quase o matou.
-Não se preocupe Lu, da próxima vez eu o mato! – Ele sorriu vitorioso, aproximou-se da orelha dela e sussurrou de forma sensual. – Espero ganhar meu premio por esta vitoria esta noite minha senhora!
Lucy ruborisou e Susan os olhou intrigada. Edmund afastou-se delas e fuzilou Rabadash com os olhos, sabia que o calormano aprontava algo mais não sabia o que era. Rabadash retribuiu o olhar e sorriu de forma angelical. Mais dois dias na corte narniana e poderia botar seu plano de conquista em pratica.
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A noite de lutas passou lerda, Lucy bocejava enquanto via Peter, premiar o campeão. Um fauno com a armadura feita de cascas de árvore. Ela levantou-se e seguiu junto à irmã para dentro do castelo. Ia para seu quarto quando Susan a chamou.
-Lucy – Sua voz era fraca. – Daqui dois dias irei para a Calormânia me casar com Rabadash.
-O que? – Lucy estava espantada. Sabia da corte, mas não pensava que daria casamento tão rápido. – Mas estão mal estão noivos.
-Preciso fazer isso Lu. Por mim, por você e Ed, por... Peter. – Susan não queria pensar em Peter, tinha medo dos pensamentos perigosos que tinha. – Esse casamento trará uma boa aliança para Nárnia.
-Susan... – Lucy tentou tocá-la, ela afastou-se a passos lentos.
-Boa noite.
A Rainha Gentil saiu pelos corredores, pálida como um fantasma. Lucy sentia em seu íntimo que precisava ajudar sua irmã. Seguiu o caminho para o seu quarto. Abriu rapidamente a porta e encontrou Edmund lá, sentado, mexendo em seus desenhos*, já sem armadura e roupas de disputa, usava um roupão preto com detalhes em dourado.
Edmund chegara primeiro ao quarto de Lucy, por sair mais cedo da competição. Um criado preparou um maravilhoso banho e ele relaxou na banheira de Lucy. Saiu do banho e vestiu somente um roupão. Foi para o quarto e esperou até sua Lucy entrar pela porta.
Edmund largou os desenhos e levantou-se. A agarrou pela cintura e clamou os lábios dela com fervor. Levou-a nos braços até a cama onde a jogou. Ele deitou-se por cima dela e rapidamente desfez os nós do vestido o arrancando e jogando longe junto com as roupas intimas. Gemidos e sussurros desconexos eram ouvidos. Sua ereção já era visível e pulsava de forma incomoda por alivio. Ela abriu timidamente o roupão dele, passando a mão pelos músculos fortes do peito, mas lembrou-se de sua aflição e parou o beijo que Edmund dava em seu pescoço.
-Ed pare tenho algo importante para dizer...
Ele parou abruptamente e a encarou nos olhos sorrindo.
-Esta grávida? – Ele parecia animado, ela gargalhou. – Lu não ria de mim.
-Não estou grávida seu bobo. – Lucy arfava de rir. Edmund deu uma mordida no ombro dela. – É Susan, estou preocupada com ela.
Edmund suspirou. A tristeza dela tinha nome e esse era Rabadash ou Peter. Ele sabia que de uns tempos para cá sua irmã tinha alguns problemas sentimentais. Com a chegada de Rabadash, ele esperou que melhorasse.
-Lu, amor, não vamos falar de Susan logo agora que vamos fazer amor. – Ele beijou o canto da boca dela. – E se me lembro bem, quero reivindicar meu premio.
Ele a beijou, lenta e profundamente. Lucy o abraçou, deu um sorriso divertido e o olhou nos olhos.
-Que premio meu Rei?
-Aquele que ganhei chutando o cachorro de Rabadash – Ele sorriu maldoso. – E comemoração de que amanhã assinaremos, Peter e eu, o contrato do nosso casamento.
Eles beijaram-se novamente. Edmund desceu os beijos para os seios de Lucy que estavam rijos. Sugou um lentamente enquanto ela se contorcia de prazer. Seus gemidos eram baixos mais o volume aumentou enquanto sentia um dos dedos dele a invadindo-a. Ela sentia-se úmida e com uma enorme vontade de aliviar-se. Protestou quando ele parou a massagem em seu ponto secreto.
Edmund sorriu malignamente. Beijou o ventre de Lucy de forma molhada deixando na pele dela rastros de calor. Chegando perto da feminilidade, ele sugou de forma cruel seu ponto de prazer. Lucy contorcia-se e gemia descontroladamente, ele sentiu quando ela chegou ao ápice com um gosto distinto nos labiois.
Olhando-a nos olhos ele a penetrou. O ritmo era forte e selvagem, Edmund aprofundava-se dentro dela, de sua boca, saia o nome dela. Lucy quase gritava de prazer, estocando-a profundamente ele inverteu as posições. Lucy ficou por cima, ele tinha agora uma visão privilegiada dos seios dela. Ela começou a movimentar-se devagar até encontrar o ritmo certo. Ambos arfavam de prazer até que não agüentaram mais e juntos chegaram ao ápice.
Lucy despencou sonolenta sobre o peito de Edmund. Ele a abraçou pela cintura e ficaram quietos por um tempo.
-Amanha você vai assinar o contrato então?- Ela soltou um bocejo.
-Sim Lu. – Abraçando-a mais forte ele depositou um beijo no topo da cabeça. – E faremos nossos planos também. Vou levar Susan para a Calormânia. Você ficara aqui enquanto Peter se prepara para ir ao Norte guerrear com gigantes.
-Quanto tempo você vai demorar?
-Quanto mais rápido Susan casar, mais rápido eu volto. – Ele beijou a bochecha dela. – Quem sabe nos casamos na volta?
-Ainda quero ajudar Susan, Ed. Não há nada que podemos fazer por ela? – Lucy aninhava-se contra o peito dele.
-Infelizmente não. Todo esse circo com Rabadash esta nas mãos dela. — Ele de um selinho nela e perguntou docemente. – Vamos dormir?
-Vamos.
Adormeceram um nos braços do outro, como faziam desde crianças.
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Edmund entrou na sala de Peter sem bater. Estava num dia de raro bom humor. Seu irmão estava sentado com um gibão em tons de vermelho e dourado.
-Bom dia majestade. – Edmund sorriu debochado a careta que Peter fez.
-Bom dia Edmund. – Peter indicou uma cadeira. – Sente-se. O que faz em minha sala há essa hora?
-Vim assinar o contrato.
-Que contrato? – Peter questionou docemente.
-O CONTRATO DE CASAMENTO COM LUCY – Edmund rugiu as palavras.
-Vai ainda continuar com aquele assunto absurdo de guerra? – Peter o encarou mal humorado.
-Viu o que fiz com o calormano ontem irmão. Faria o mesmo com você se precisasse. — Edmund devolveu prontamente.
-E se eu não quiser deixar você assinar este contrato. – Peter puxou duas folhas de dentro de uma pasta, os papeis estavam com varias assinaturas e dentre elas a dele.
-Peter não brinque com minha paciência. – Edmund o fuzilava pronto para matá-lo.
-Não quero uma guerra civil, ficaríamos suscetíveis a ataques de outros países. — Peter avisou.
-E não terá se me deixar casar com Lucy. – Edmund respondeu.
-Então faremos um acordo. – Peter disse animado chegando mais próximo de Edmund.
-Que acordo? – Edmund estava desconfiado.
-Se casara com Lucy, mas com uma condição... – Peter estava decidido, iria impedir de sua família destruir-se e impediria Susan de cometer uma loucura.
-Que condição? – Edmund desconfiava do que viria a seguir, mas seus pensamentos se confirmavam com as próximas palavras do irmão.
-Impeça o casamento de Susan com Rabadash.
-E que garantias me da que manterá sua palavra? – Edmund estava analisando a situação. Peter parecia ofendido com a pergunta.
-Sou o Grande Rei, já é uma garantia. – Peter explodiu estas palavras, não gostava que o achassem indigno.
-hahaha, que engraçado majestade. – Edmund respondeu sarcástico.
-Impedira ou não? – Peter parecia impaciente.
-Impedirei, mas quero que jure por Aslan e por sua honra que assinara o contrato hoje. – A fisionomia de Peter era de quem mataria Edmund com as mãos nuas. Mas levantou-se e com a dignidade do Grande Rei encarou Edmund.
-Juro por Aslan e por minha honra como Grande Rei e Cavaleiro Da Muy Nobre Ordem do Leão da Mesa que o contrato será assinado hoje. – Os homens apertaram as mãos.
Peter estendeu os dois papeis já assinados por ele, só faltava às assinaturas de Edmund que assinou prontamente. Um documento ficaria com Grande Rei e o outro com Edmund. Peter olhava o irmão com ar desafiador.
- O que foi aquilo ontem?
-Aquilo o que? – Edmund perguntou irritado.
-Você quase matando um grande Tarcãa na frente do filho de Tisroc. –Peter guardou o contrato de casamento. Olhou para Edmund, que tinha um sorriso maldoso nos lábios. – Coradin voltou para a Calormânia aos primeiros raios de Sol.
-Isso é bom, vai apreender a não mexer com quem esta quieto e a não fuçar onde não deve. –Edmund ficou ligeiramente feliz com isso.
-Se continuar assim, nem um embaixador da Calormânia ira nos visitar mais. – Peter estava irritado com o irmão, Edmund deu um sorriso sarcástico.
-Melhor ainda. – Edmund levantou-se e caminhou para a porta. – Tenho que ir revisar algumas leis, até o jantar.
- Hoje terá justas para participar Edmund, não se esqueça de comparecer. – Peter parecia cansado, mas sorriu. – Você não ira participar hoje.
-Como se eu quisesse. – Edmund rosnou as palavras. – Ah, quase me esquecia não fique encarando Susan e Rabadash o tempo todo. As pessoas podem desconfiar que esta tentando passar a perna em nossa irmã.
Peter falou uma série de obscenidades a Edmund que saiu rindo da sala.
Edmund caminhou para o corredor e chegou à biblioteca real, onde estudava leis, escrevia documentos e analisava casos. Ao aproximar-se de sua mesa encontrou quem menos desejava ver sentado em sua cadeira.
-Bom dia Edmund.
*sempre imaginei Lucy com o talento de desenhar
Notas finais
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