Doce Loucura

13 O Rei, Conflitos e Algo Inesperado


Notas iniciais
Alguém aí? Me desculpem muitíssimo pela demora! Como recompensa, fiz um capítulo grandinho (nos meus padrões) e também vão acontecer coisas... Interessantes. Sem mais spoilers, delongas ou coisas desimportantes, boa leitura!

POV Link

Quando o sol já se escondia pela segunda vez atrás do horizonte desde que começamos a viagem, avistamos o Castelo de Hyrule.

O crepúsculo fazia as longas sombras do castelo e das árvores oscilarem, e o vento frio arrepiou os pelos do meu corpo. As mãos de Zelda seguraram minha blusa firmemente, e senti que era hora de entrar, de uma vez por todas. Para quem já enfrentou tanta coisa, falar com o pai da princesa não deve ser nada, não é mesmo?

-Link, vamos descer.

-Ainda temos que pensar em um plano para os guardas não nos verem.

-E para que isso? Por que eles não podem nos ver?

-Ah!- Coloquei a mão sobre o rosto, em um gesto de decepção. – Estou tão acostumado a entrar escondido no castelo que nem me lembrei que não preciso agora que você está comigo...

Ela sorriu como quem dissesse ‘‘como eu aguento esse Link’’ e descemos da Epona.

-Pode passear, garota. – Falei, e ela deu uma olhada para trás antes de sair cavalgando por aí.

-Vamos? – Estendi a mão para a princesa instintivamente, e ela segurou, delicada, olhando em meus olhos. Aquelas orbes azuladas pareciam me derreter por dentro, então desviei o olhar para não dar-lhe um beijo de tirar os pés do chão ali mesmo.

O castelo estava exatamente como eu me lembrava, passava uma sensação forte de imponência e nostalgia. Continuamos caminhando.

Os guardas imediatamente reconheceram a princesa e ficaram alertas quando me viram, mas Zelda falou com eles e não me expulsaram. Mas começaram a nos seguir até a sala do trono, com espadas em punho e prontas para ação, a qualquer sinal de movimentos suspeitos meus.

Nos deparamos com uma porta enorme e pesada de madeira maciça e detalhes de ouro. Quando entramos no aposento, a primeira coisa que avistei foi o Rei de Hyrule sentado em seu majestoso trono, que quase encostava em enormes cortinas avermelhadas. O lugar era grande, e exalava uma aura sombria, pelo menos naquele instante.

O Rei tinha uma barriga protuberante, um nariz redondo sob o qual brotava um bigode amarelado, era calvo, tinha orelhas pontudas e olhos com a mesma cor dos de Zelda, só que sem o brilho inocente. Segui seu olhar com e só então percebi que a mão da princesa estava junto a minha. Ah, por Nayru! Acho que ela quer me matar, só pode.

Ao mesmo tempo, o Rei levantou e começou a correr (andar rápido, eu diria, por conta de sua gordura) e eu olhei para Zelda como quem diz ‘‘E agora? Ferrou!’’. Mas ela apenas soltou minha mão e correu para seu pai, jogando seus braços ao redor daquele pescoço gordo e dando-lhe um abraço forte e carinhoso.

-Filha...! Eu senti tantas saudades! Achei que algo tinha acontecido com você.

-Não, papai, estou bem. Link me protegeu o tempo todo.

-Link...- Ele voltou-se para mim. – Então era com você que minha adorável filha estava.

-Sim, Vossa Majestade. – Abaixei a cabeça e fiz uma respeitosa mesura. Nada como uma boa primeira impressão, certo?

-Hm...- Ele coçou o queixo, os olhos estavam gélidos. – Muito educado para um desordeiro que me deixou desnorteado durante tanto tempo por ter capturado minha filha.

-Papai, ele não me capturou, o Link só...

-QUIETA, ZELDA! Estou falando agora, não me interrompa.

Dei um pulo para trás inconscientemente. O Rei com toda certeza tinha um temperamento instável.

-Continuando. Não ache que eu posso perdoar alguém insolente como você... E ainda tem a ousadia de vir ao meu castelo, até minha sala... Pelo menos não terei o trabalho de te procurar.

-Não é isso, deixe-me explicar...

-JÁ FALEI PARA PARAR DE ME INTERROMPER! O que este mentecapto imundo fez contigo afinal, Zelda? Está tão rebelde! Chega, está decidido. Amanhã, o julgaremos. Impa, leve-o até o calabouço.

O que?? Eu não podia acreditar nisso. Nem foi uma conversa!

-Vossa Majestade, isso é um engano! Eu não raptei a princesa, não precisa me prender, é só conversarmos um pouco que tudo ficará claro!

-Um Rei nunca volta atrás em suas decisões.

Impa surgiu na sala, que parecia ainda mais sombria do que quando eu havia entrado, e me olhou de soslaio. Em um microssegundo, soube que ela me ajudaria. Mas na frente do rei, ela tinha que fazer seu trabalho. Abriu um frasco brilhante e jogou o conteúdo em minhas mãos, que ficaram presas nas minhas costas, e com um chute me guiou para fora da sala. Com o canto do olho, só pude ver a princesa com os olhos marejados, tentando inutilmente me seguir, quando um guarda a impediu.

(...)

POV Impa

-Você ficou louco?! Como pôde vir até aqui com a princesa? Isso é suicídio!

Percebi que minha voz estava muito alta. Mas não tinha como me conter. Pode parecer que eu não tenho sentimento às vezes, mas eu gosto muitíssimo destes dois pequenos, e faria de tudo para protegê-los.

-Tudo deu errado, Impa...

Link estava sentado em uma cadeira velha de madeira. Aquela cadeira, uma cama dura com lençóis sujos, uma lamparina. Era tudo que havia naquele quarto. Mas qualquer coisa era melhor que o calabouço do castelo... Eu não me perdoaria se deixasse Link naquele lugar.

-Eu não sei exatamente o que você pretendia, mas o Rei é... Bem... Tem alguns problemas sérios de personalidade. Ele costuma ser bom, às vezes, e se importa muito com seus súditos e com sua filha, mas nem sempre as coisas são assim, como você deve ter percebido.

-E agora, Impa? Como eu vou sair daqui?

- O julgamento de que o Rei falava consiste em três provas físicas, se você passar em duas das três, você é solto.

-Esse ‘‘julgamento’’ não faz muito sentido pra mim.

-O Rei não faz sentido, mas se você quiser sair vivo, bem...- Dei de ombros.- É o jeito. De qualquer modo, tente dormir o melhor possível. Venho te buscar cedinho para que ninguém descubra que você está aqui.

-Não vou conseguir dormir.- Os olhos dele pareciam vazios.

-Você está pensando no que? Zelda?

Aquelas bochechas se encheram de sangue.

-N..nã..- Ele respirou fundo. – Não adianta mentir para você.

-Sabe... Vou te contar um segredo. Um quarto especial fica um lance de escadas acima. – O rosto de Link se iluminou.

-O quarto dela?

-Boa noite, Link.

Simplesmente bati a porta e fui embora, deixando o loiro imerso em dilemas. Eu estou ficando muito mole, só pode ser isso... Como posso dar essas informações? Talvez a loucura do Rei seja contagiosa.

POV Link

Tentei dormir. Rolei de um lado para o outro daquela cama. Minhas orelhas queimaram apenas com o pensamento. Mas era irresistível demais.

Meus pés moveram-se sozinhos. Eu ainda mancava um pouco por conta do acidente do rio, mas a tentação era maior que tudo. Abri a porta e olhei em volta, não avistei nenhum guarda, apenas uma escada caracol. Subi tentando fazer pouco barulho, e cheguei a uma porta branca.

Meu coração batia descompassado. E se não fosse o quarto dela..?

Uma girada na maçaneta.

CREC.

A luz fraca e esbranquiçada da lua. O cheiro indescritivelmente suave e aveludado. Uma loira deitada.

Mais passos. Agora a proximidade deixava a imagem mais vívida, o rosto angelical, os cabelos espalhados pelo travesseiro, a respiração lenta, a maneira como os lábios estavam levemente separados. Aquilo tudo. Eu precisava daquilo tudo.

Deitei-me ao seu lado, lentamente, tomando o cuidado de não fazer barulho ou de mover muito a cama. Naquela posição, eu podia ver seu rosto bem de perto. Não sei por quanto tempo a admirei, mas foi o suficiente para deixar meu coração mais abatido. Eu a amava, de uma maneira que não dá para explicar, e se eu morresse, nunca mais poderia vê-la assim...

-Lin..Link...- Ela sussurrou, os olhos ainda fechados.

Minha respiração falhou. Uma vez. Duas..

-HM?- Zelda teve um leve espasmo quando pressionei meus lábios com força aos dela, mas logo senti sua mão em meu pescoço, puxando-me para mais perto, aprofundando aquele beijo roubado.

Nossas línguas se encontravam em uma dança feroz, e eu sentia que a respiração da princesa ficava mais acelerada a cada segundo, assim como a minha. Separamo-nos por um momento.

-Link... Como você..?- Ela falou com dificuldade, o rosto vermelho denunciando sua excitação.

-Não importa.- Segurei seu rosto entre minhas mãos.- Se for minha última noite, quero passá-la com você.

POV ZELDA

Quente. Onde quer que Link encostasse, parecia deixar uma trilha de fogo. Eu estava tão acordada que nem parecia que minutos atrás estava dormindo. Aqueles olhos azuis tinham se escurecido um pouco pela luxúria. Suas mãos, grandes e fortes (pelo menos para mim) seguravam meu rosto com tanta firmeza e afeto que as palavras escaparam.

-Não vai ser sua última noite, não pode ser... Me recuso a acreditar nisso. Sobre meu pai, me descul...

Outro beijo, mais fervoroso que o antigo, me calou. E eu correspondi sem hesitar. Link acariciava meus cabelos com um desejo profundo, porém podia ver que ele o canalisava com perfeição, mesmo que por dentro estivesse quase em seu limite.

POV Link

Minha mão desceu até sua parte mais sensível. Os dedos traçaram caminhos trêmulos sobre a calcinha úmida. Senti minha pequena princesa se contorcer abaixo de mim, e eu aumentava a pressão dos dedos gradativamente. Quando senti que a calcinha a incomodava, tirei-a. Acho que ela estava tão compenetrada no prazer que nem percebeu. Até, é claro, eu me abaixar para dá-la mais prazer.

-Link!- Ela arfou. Segurando minha cabeça- Não faça isso, eu tenho vergonha!

-Não precisa ter vergonha de mim, esta noite somos um do outro. Eu vou fazer você se sentir bem melhor.

-Mas... AH!- Senti Zelda pulsando quando a penetrei com minha língua. Podia sentir seu gosto. Era estranho, mas de certa maneira, viciante.

As pernas da loira tremiam incessantemente e ela mordia a mão para não gritar. Uma cena realmente estimulante, se é que assim posso dizer. Eu sentia lá embaixo latejando, uma dor gostosa, mesmo que estivesse se tornando insuportável. Arranquei minha calça e acariciei meu membro para tentar me aliviar um pouco, o que Zelda não pôde deixar de notar.

-Eu também quero fazer você ficar feliz esta noite.- Ela falou entre gemidos.

Levei minha boca até ela novamente, dando-lhe um beijo que a fez sentir o próprio gosto.

-Você tem certeza do que quer?- Minha respiração estava pesada, a libido no ar.

-Sim. Só não sei como fazer...

Apesar da vergonha, senti que a princesa estava mesmo decidida. Sentei na cama e ela se posicionou na minha frente, ajoelhada. Era evidente a curiosidade em seus olhos dirigida ao grande volume da minha boxer.

-P..Posso pegar?

-Zelda.-Segurei seu queixo e a fiz olhar no fundo dos meus olhos.- Não precisa pedir, nem ficar com vergonha de nada. É uma questão de instintos, mas toda dúvida que tiver, pode perguntar.

-Certo. Quero fazer você sentir o mesmo que você me fez.

As mãos delicadas dela me tocaram por cima do tecido, dando arrepios que subiram furiosamente pelo meu corpo. Mas então, em um só movimento, ela tirou meu membro da boxer e segurou com firmeza.

-Ah.., AH!-Gemi alto, jogando a cabeça para trás. Ser tocado diretamente pela princesa foi algo tão intenso que minha vista ficou nublada. Senti profundamente, até uma pontada no meu tornozelo machucada. Por pouquíssimo eu não gozei.

-Fiz algo errado?!- A loira disse com tom preocupado.

-Pelo contrário. – Tentei me recompor, e olhei para ela, sorrindo. – Acho que esperei tanto por isso que estou muito sensível. Você vai poder me torturar muito.

-É tão grande...- seus olhos analisavam aquela área tão nova para ela.- E duro...

-Esta é minha Master Sword.- Sorri e ela caiu na gargalhada, deixando o clima leve. A princesa não perdeu tempo e começou a fazer movimentos para cima e para baixo com a mão, por toda a extensão. Agora era meu corpo que não parava de tremer, bem que dizem que tudo volta.

-Está gostando?- Seu rosto continuava com o semblante inocente de sempre, mesmo em tal situação.

Pensei em responder, mas tinha certeza que se eu tentasse falar alguma coisa acabaria gritando de prazer. Apenas consenti com a cabeça. Zelda parecia estar se divertindo com as expressões que eu fazia. Qual não foi meu desespero quando ela começou a lamber a cabeça do meu pênis?

-Argh.. Princesa, é melhor parar...- As palavras saíram esganiçadas, entre gemidos.- Eu vou...

Era um brilho sádico aquilo que correu por aqueles olhos azuis?

Ao invés de ouvir minhas súplicas, Zelda apenas colocou a extremidade do meu membro na boca e começou a chupar forte. Senti meu corpo convulsionar como nunca antes, e me senti nos céus.

POR NAYRU. SIM, SÓ PODIA SER UM BRILHO SÁDICO.

A princesa engoliu tudo, deixando um filete de sêmen solitário escorrer pelo canto da boca. Aquilo era tão sexy e tão errado que eu não sabia o que sentir.

-Seu gosto é como eu imaginava, Link...

Desde quando a princesa fala essas coisas? Mesmo com o corpo ainda trêmulo pelo orgasmo, senti meu sangue quente de novo.

-Então você nos imaginava fazendo isso?- Sorri, puxando-a de volta para a cama.

-Bem..- Zelda gaguejou enquanto eu ria e explorava seus seios macios.

-Eu te quero tanto, tanto, tanto, Zelda... Quero te amar a noite toda...

Ela segurou meu rosto e olhou no fundo de minha alma, agora com a expressão séria e serena.

-Então faça isso, é o que eu mais quero.- Senti pernas aveludadas segurando-me pela cintura, puxando meu corpo para perto.

Minha respiração parecia a de alguém que correu uma maratona. Sentia a energia em minhas veias, forte e implorando para ser liberada. Posicionei-me na entrada de seu corpo delicado, nossos dois pontos máximos de prazer se tocando, algo quente e úmido. A excitação era tamanha que eu estava temendo que meu sangue entrasse em ebulição.

-Isto provavelmente vai doer um pouco. Mas vou tentar fazer ser o mais agradável possível.

Comecei a penetrá-la, bem devagar. Zelda estava tão molhada que eu me sentia sendo sugado, a vontade de entrar totalmente era tão grande que eu sentia que a qualquer segundo eu poderia perder o controle e penetrá-la com força, de uma só vez. Sentia minha cabeça latejando, e quando eu estava quase me entregando ao desejo...

-O que foi, Link? – Zelda falou, confusa e totalmente ruborizada, quando eu a segurei pelos braços e inverti nossas posições, ficando deitado com ela em cima de mim.- Seus olhos estão com uma cor estranha.

-Vai ser menos doloroso para você assim, já que vai poder ir na sua velocidade.- Eu estava me sentindo tonto de tanta excitação, mas pelo menos consegui me segurar a tempo.

-Entendi...- A princesa olhou para mim, e depois levou meu pênis até sua feminilidade com a mão. Ela foi deixando seu corpo pesar aos poucos, e eu não podia me cansar daquela visão.

-Olhe para mim.

Ela atendeu meu pedido, e no mesmo momento senti que havia chegado em algum tipo de barreira. Percebi que os olhos de Zelda brilhavam com pequenas lágrimas, mas a dor não a fez parar e nem desviar seu olhar de mim.

Segurei suas mãos com carinho e as apertei junto ao meu peito.

-Eu te amo.- Sussurrei.

-Eu também te amo, Link.

Depois disso, minhas lembranças ficaram borradas. Só lembro de muito calor, muito prazer, muito amor. Aqueles olhos ingênuos haviam se imerso em luxúria, e encaravam os meus, a noite toda. Algo maravilhoso, inexplicável.

(...)

-Link.- Estávamos deitados, enquanto ela acariciava meu cabelo. – Sabe por que eu fugi aquele dia?

Demorei um pouco para raciocinar, minha mente ainda estava nas nuvens.- Ah, aquele dia... Achei que era porque você ainda não estava preparada, não sabia seus sentimentos por mim.

-Não. É uma história muito mais complicada. Algo de 5 anos atrás...

Apenas a abracei forte. Parecia ser algo complicado, será que... Não. Não posso nem imaginar.

-Me conte quando se sentir pronta. Não precisa se obrigar a nada.

-Tudo bem, não quero estragar a melhor noite da minha vida. –Nos desvencilhamos do abraço, e vi seus olhos cintilarem. –Não vá, fique aqui comigo, pelo menos até o amanhecer.

-Isso é muito perigoso, Zelda...

Não tem como discutir com uma princesa que saiba fazer com perfeição a carinha de cachorro pidão. Me rendi.

Ela apenas se aconchegou, usando minha barriga como travesseiro, e pareceu dormir em poucos minutos. Eu ainda fiquei algum tempo acordado, pensando no que me aguardava no dia seguinte. Antes que a luz do sol nos tocasse, eu já estaria longe dela. Por que tudo entre nós tem que ser tão difícil, pequena ?

Notas finais
E então, o que acharam? Tentei não detalhar muito, deixar com mais sentimento e menos ação, afinal é a primeira vez deles, nada como um romance água com açúcar.. Kkkkk
Dark Link: EU NÃO LIGO PARA ISSO! Quando eu vou aparecer de novo?
Autora: não faço ideia. Está triste porque não foi você que ficou com a Zelda, não é?
Dark Link: NÃO ESTOU. QUEM SE IMPORTA COM ELA! *Foge para que ninguém veja as lágrimas*
Bem, é isso pessoal.. Obrigada por lerem, espero que tenham gostado. Críticas, insultos, o que melhorar.. Sintam-se a vontade!