Doce Loucura
11 Noite com uma Princesa Bêbada
Notas iniciais
Agora, ao capítulo: o título deixa bem claro o que vai acontecer, não? Hahaha, mas não vão se animando muito, porque... Ah, bem, chega de falar. Boa leitura! :D
Depois de tentar me aliviar um pouco na floresta (isso mesmo, TENTAR, porque com uma fada te olhando não dá para fazer muita coisa) um aperto no meu coração me lembrou que era hora de procurar a princesa. Vai saber em que problemas ela pode ter se metido, mesmo que em tão pouco tempo?
Corri por toda Kakariko Village, perguntando para todo mundo que eu via pela frente se eles haviam visto uma garota loira (talvez eu tenha incluso a palavra linda). A resposta era quase sempre a mesma: não. Às vezes eles ainda me lançavam um olhar torto, como se pensassem ‘’será que ele é um pervertido?’’, mas fora isso, não ganhei informação nenhuma.
Eu já começava a entrar em desespero, quando me lembrei do único lugar que ainda não tinha olhado. Mas... era muito pouco provável, não era? Porém, eu não tinha nada a perder.
Abri a porta do único bar da vila com o coração na mão e um fiapo de esperança. Mas então, meu olhos focalizaram algo amarelo num canto meio apagado do lugar. Não podia ser...?
Corri até lá, o coração a mil.
-Zelda?!
Quando ela levantou a cabeça para ver quem a chamava, me deparei com uma princesa em um estado que eu nunca antes tinha imaginado. Os olhos dela estavam vermelhos e inchados, e isso não era porque ela estava transformada em Sheik, já que ela vestia as roupas que eu a havia dado.
-Você estava chorando? Ah, minhas deusas, me desculpe...
-Que? Você... Anda falante demais, parede.
Zelda já não olhava mais para mim. Ela estava virada para a parede, falando com ela. As coisas estavam mais sérias do que eu pensava.
Me aproximei um pouco dela e pude sentir o cheiro forte de bebida.
-Vou te levar embora daqui, princesa. Você não está normal.
-Mas eu... Quero ficar aqui! E.. Se eu voltar e encontrar o Link?- Ela falou arrastadamente. Com certeza, ela havia bebido muito. Eu apenas suspirei e puxei-a pela mão, mas ela ficou em pé por menos de dois segundos e desabou. Se eu não tivesse a amparado em meus braços, ela teria ido direto para o chão.
Os olhares de todos do recinto ficaram sobre nós.
-Já estamos de saída... Quanto é a conta?
-200 rupees.
-O QUE? Como ela pode ter gastado tudo isso aqui?
Decidi dar logo os rupees de minha pobre carteira e levar minha Zelda bêbada dali, antes que nossos corpos derretessem por conta dos olhares fixos daquelas pessoas.
Quando saímos do bar, coloquei-a no meu colo e a princesa me olhou, mas parecia não me ver. Os olhos dela estavam totalmente fora de foco e continuavam vermelhos. Não pude deixar de me sentir culpado.
-Zelda, isso tudo é minha culpa não é? O motivo de você estar assim...
-Hahahaha!-Ela abraçou meu pescoço bruscamente- Zelda, que nome estranho!
-Conversar realmente não vai levar a nada agora...
Entramos no hotel e eu deitei-a com cuidado na cama. A princesa rolou e caiu no chão. Repeti o processo três vezes, e o resultado foi o mesmo, como se ela estivesse brincando comigo. Na quarta vez, deitei a cabeça dela na minha barriga e segurei-a para que não se movesse. Achei que ela precisava dormir um pouco, mas Zelda parecia ter outros planos.
-Me solte... Eu nem te conheço...- Ela falou enrolado, tentando se soltar, mas estava sem forças por causa do álcool.
-Você me conhece, sou eu, o Link.
-Link...Link...Link...(umas dez vezes)
-Sim, Link.
-Eu conheço um Link... Mas ele é loiro. E...-Zelda riu.
-E o que?
-É segredo..-Ela continuou rindo.
-Me fale, eu sei guardar segredos.
-Tá, mas não conte pra ninguém. E me solte primeiro.
-Tá certo, tá certo.
Libertei-a dos meus braços e a loira ficou de joelhos sobre mim. Aquela posição era perigosa. Depois, ela colocou os lábios em minha orelha e falou:
-Sabe esse tal Link?Eu...
Senti meu coração bater rápido. Será que ela ia se declarar? Mesmo estando bêbada, dizem que as pessoas falam grandes verdades quando estão bêbadas.
-Eu... Acho ele muito gostoso... Haha! Dá vontade de morder aquelas orelhinhas pontudas... Assim...
E Zelda mordeu minha orelha, só que não foi uma mordida amorosa: senti como se ela tivesse arrancado um pedaço. Na mesma hora eu abafei um grito e afastei o rosto da Zelda de mim. Vi que tinha um pouco de sangue nos lábios dela. Que mulher doida, tá virando vampira?!
-Não conta pro Link...-E ela deitou sobre mim.
-Princesa, acho que vou buscar um café sem açúcar pra você. Ouvi dizer que é bom para cortar o efeito do álcool. E aproveitar para dar uma olhada na minha orelha...
Estava triste por ela não ter dito que gostava de mim, triste por ter minha orelha brutalmente machucada, triste por ter deixado a Zelda bêbada e com medo do que eu poderia fazer com ela caso continuasse tão perto de mim.
-Não vá... Não sei quem é você, mas tem um cheiro parecido com o dele...
-Princesa, eu já falei que sou o Link. Você não me reconhece?
Ela tirou a cabeça do meu peito e apertou os olhos enquanto observava meu rosto. Zelda parecia estar fazendo bastante força para pensar.
-Parece... Mas... Tem dois Links?
-Dois?
Então agora ela estava vendo as coisas duplicadas? Pelo menos ela viu que sou eu.
-Ah, não importa..Estou com muito calor.- Zelda começou a tirar a blusa, mas eu segurei seus braços para tentar impedi-la.
-Não, princesa! Deixe-me sair do quarto e então você pode por uma roupa mais fresca ou...
-Não! Eu quero tirar agora, seu bobo. Nunca viu o corpo de uma mulher, em?
-Pare com isso Zelda, não fique me provocando...
-Se eu quisesse mesmo te provocar...-Ela sorriu e ajoelhou na cama, na minha frente. – Eu faria isso.
E então a mão dela parou lá. Sim, lá onde você está pensando. Ela apertou forte e começou a massagear. Meu corpo se curvou sem minha permissão e eu gemi, apesar de tentar me conter.
-Hmm.. Não faça isso... P-pare, princesa..
-Você não parece querer que eu pare. Seu amiguinho aqui, muito menos.- Ela colocou a mão dentro da minha calça, e sim, eu poderia ter impedido, mas ela tinha dito a verdade: eu não queria que ela parasse.
Então era assim que a Zelda ficava quando estava bêbada: muito tarada. E eu gostava dessa Zelda também.
Os dedos dela foram mais além, e conseguiram tocar meu membro. A pele macia dela me deu um calafrio forte e eu senti que já estava duro. A princesa não pareceu se importar com o tamanho agora, para dizer a verdade, não parecia se importar com mais nada. Ela apenas sorriu de um modo pervertido, como eu nunca tinha visto antes, mas caía muito bem no rosto dela.
Coloquei a mão na parte de trás da cabeça dela e roubei seus lábios em um beijo intenso e com gosto leve de álcool. A mão dela começou a se mover e quando me dei conta, percebi que eu gemia abafadamente por baixo do beijo. Meu corpo estava quente, e eu queria tocá-la também. Isso não estava certo... Ela não estava tendo total consciência do que fazia, estava? Não podia me aproveitar de um momento de fraqueza da princesa. Tirei forças de só as deusas sabem onde e rolei na cama, deixando-a por baixo de mim. Tirei, ainda que relutante, a mão dela da minha calça e segurei-a, para que não se movesse. Ficamos parados por um momento, com as respirações descompassadas e ela olhava para mim, com os olhos grandes e pidões:
-O que foi? Não estava gostando? Pensei... Que você me quisesse.
-Sim, mas não desse jeito... Ah.
Sentei na beirada da cama e afundei o rosto nas mãos. Estava tudo errado, e eu não sabia o que fazer.
-Link...
-O que foi, Zelda?
-Eu estou me sentindo meio estranha..
A princesa se sentou e inclinou a cabeça para o lado.
-Estranha como?
-Como se...
E então estávamos cobertos de vômito. Vômito real, mas ainda era vômito.
-Aaaaaaah não, Zelda...!
-Me desculpe... Também estou me sentindo meio fraca...- O corpo dela balançou um pouco para os lados e ela fechou os olhos. A loira havia dormido sentada.
-Você não pode dormir suja assim...-Falei inutilmente. Tentei acordá-la, mas o corpo dela tombou sobre o colchão e aí sim, Zelda dormiu profundamente.
Eu não ia conseguir acordá-la e trocar as roupas dela enquanto ela dormia... Isso estava fora de questão. Ia ser muita tentação para uma noite só. Fui falar com o dono do hotel, que me deu uma troca de roupas (da sessão de achados e perdidos, mas era do meu tamanho, então ainda considero como sorte)e me perguntou se eu estava passando mal. Falei que não e saí de perto do homem, que agora devia estar confuso. Apesar de tudo o que tive que passar, por que eu não fico com raiva de você, princesa?
Voltei para o quarto e percebi que não havia espaço na cama para mim, já que a loira estava toda esparramada. Tudo bem, é para isso que serve o chão, certo?
Deitei no piso gelado com uma certeza: amanhã ela ia me dar explicações. E tomar um banho também.
Notas finais
D. Link:-Acho que merece uma punição. *olhar sexy de sadomasoquista*
Zelda:*sente arrepio*
*a wild Link aparece*:-Tá fazendo o que aqui?
D.Link:-Qual é... Só porque não estou mais na história, não posso falar nas notas finais?
Link:-Eu gostaria muito que não pudesse.
D.Link:-No fundo você gosta de mim. Vocês dois na verdade. Ah, e eu troco a roupa da Zelda, já que você não tem coragem.
Link:-Sai daqui, seu pr*diálogo censurado por poder conter indícios de racismo*
Autora:-Chega dessa briga aqui! Até o próximo capítulo pessoal. (:
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