Do you remember me?

62 Volta para casa


Notas iniciais
Pessoal ainda não sei falar a data em que será o final da fic, mas assim que eu programar tudo aviso quando estiver próximo. Não falta muito!

Namorados. Toda vez que eu pensava nessa palavra sentia que iria rodopiar de felicidade. Meu coração batia quente e forte no peito, me deixando totalmente “aéreo” nos dias seguintes. Não conseguia focar ou prestar atenção em nada.

Laxus se recuperou e as cascas das feridas em meu corpo foram sumindo. Eu simplesmente não esqueci o que aconteceu, mas resolvi focar minha atenção e dedicação à felicidade que me era oferecida e na possibilidade de construir uma nova vida ao lado da pessoa que eu gostava.

Depois de semanas em repouso, Laxus e Yakumo resolveram alinhar o que fariam da vida. Yakumo pediu demissão no dia em que Laxus entregou a empresa, alegando que preferia morrer do que trabalhar com Hector. Ele ainda tinha muito dinheiro, o suficiente para três gerações não precisarem trabalhar, porém ele mesmo afirmou que não conseguiria ficar em casa sem fazer nada e por fim decidiram montar uma empresa de consultoria. Yakumo também era engenheira e ambos montaram um projeto de empresa em poucos dias, mas que lhes renderam muito trabalho duro.

Com a recuperação, acabei por perder o início do semestre da faculdade, mas Laxus deu um jeito de trancar o semestre para mim. Eu fiquei um pouco prejudicado, mas sabia que não daria conta de estudar estando tão machucado quanto eu estava no começo.

Os dias se passaram. Eu e Eleonor tagarelávamos o dia todo com Pingo sempre pulando ao nosso redor e por fim, chegou o dia de voltarmos para casa.

É egoísta e eu nem mesmo sei que palavra usar para descrever o meu total esquecimento sobre Dave. Depois da confissão de Laxus, eu simplesmente esqueci de sua existência, me lembrando dele apenas quando já estávamos de volta ao Japão.

O táxi nos levava para o centro da cidade e Laxus estava do meu lado, tendo Pingo dentro de uma daquelas caixas de viagem para cães. Por causa da viagem, ele acabou ficando quieto, creio que por cansaço.

– Você prefere ficar no meu quarto ou ficar em um quarto separado? – ele questionou, tirando seu celular do bolso para ver as horas. – Antes de irmos para casa vamos à um restaurante.

– E-eu quero ficar na minha casa Laxus. – respondi, recebendo um olhar desconfiado que poupou Laxus de me questionar o motivo. – Eu tenho que fazer minha própria vida, assim como você está fazendo a sua.

– Não posso te deixar sozinho Freed ...sabe que é perigoso.

– Hector não tem mais motivos para me procurar. Ele conseguiu o que queria. – olhei para a janela do carro, dando um suspiro ao ver o caminho que eu fazia para a faculdade todos os dias. – Além do mais eu quero me organizar sabe.... se-se realmente vamos na-namorar e-eu quero que seja de forma tradicional... ca-cada um com a sua casa.

– Que papo é esse? – ele estava muito sério naquele momento. Laxus era brincalhão, mas a sua seriedade ganhava em disparada na maior parte do tempo. — Nós já estamos namorando.

–S-sim e-eu sei, mas é que eu realmente quero ter o meu espaço e não quero ficar dependente de você. Vou procurar um emprego e guardar dinheiro.

– E quando você voltar a estudar? – ele questionou, colocando uma mão sobre a minha coxa.

– Um problema de cada vez!

Dei de ombros à pergunta dele, voltando a olhar para a janela. Laxus soltou um suspiro impaciente, antes de falar o endereço da minha casa para o taxista, alterando nosso destino. Tocando no meu cabelo, ele me chamou a atenção, dando um beijo de leve na minha testa, antes de passar um braço em volta da minha cintura.

Não preciso dizer o quão estranho foi voltar. Com minhas malas nas mãos, segui Laxus conforme ele subia as escadas, tendo a caixa com Pingo dentro em meus braços. Tive de pedir à síndica a chave do meu apartamento, pois ela trancara após meu sumiço. Inventei uma desculpa e ela me repreendeu, falando que já haviam registrado na polícia o meu desaparecimento. Pedindo desculpas, eu prometi a ela que resolveria isso depois, caminhando totalmente sem graça pela situação até meu apartamento.

Uma poeira fina cobria os móveis e o cheiro de casa abafada invadiu minhas narinas. Estava quente no Japão e aquilo me deixou com o corpo ainda mais mole pelo cansaço. Abrindo a caixa onde Pingo estava, o soltei em casa e ele pareceu reagir à mudança de temperatura, caminhando devagar até o tapete em frente à minha cama e deitando sobre ele.

– Tem certeza que quer ficar aqui Freed? – Laxus questionou colocando as malas com as roupas que eu comprara sobre a cama, arqueando uma sobrancelha ao ver Pingo tão preguiçoso sobre meu tapete. – Acho que Pingo não está curtindo muito o clima daqui.

– Ele vai se acostumar! – respondi, tirando meus sapatos para calçar um chinelo. – tenho que ir até a delegacia e dar baixa no meu desaparecimento. Não faço ideia do que vou dizer lá.

– Não se preocupe, eu resolvo isso. Descanse um pouco já que você não dormiu nada no avião.

Sem responder eu puxei o lençol empoeirado da minha cama e o joguei no chão, antes de me deitar na cama sem cobertor algum no meio das malas. Esfreguei os olhos e senti um lençol fino cair sobre mim. Laxus o pegara no guarda roupa.

– Quer comer alguma coisa? – ele questionou, sentando na beirada da cama. Eu me sentia muito indisposto e sabia que era pela falta de sono.

– Nã-não... só quero dormir Laxus... – aproveitando a situação, estiquei a mão, mostrando para Laxus que queria que ele deitasse comigo. Nos últimos dias ficamos junto apenas a noite e às vezes Laxus estava tão cansado que apenas dormíamos juntos.

– Não poderei ficar. Tenho duas reuniões ainda hoje, mas a noite venho para cá para ficar com você, ok? – ele se abaixou e me deu um beijo sobre a cabeça, bagunçando meu cabelo. – Cuide bem dele, ouviu Pingo?

Ao ouvir seu nome ser chamado, Pingo apenas mexeu as orelhas, nos olhando com cansaço e ainda deitado sobre meu tapete. Me despedi de Laxus e ele saiu, travando a porta por dentro, para que ela se trancasse ao fechar.

Os minutos se passaram e eu caí em sono profundo. Dormi durante horas, acordando horas mais tarde com um barulho alto de batidas na porta. Sem noção das horas, pensei que Laxus tinha voltado e abri a porta, chegando a ficar boquiaberto ao ver Dave na minha frente.

Notas finais
E agora? Eu no lugar do Freed não iria nem falar nada, porque olha ta tudo errado. '-' Me cobraram as fotinhas no final dos capítulos e vou voltar a postar. Segue uma que eu adoro: http://36.media.tumblr.com/d2b52e38bbb75c5e9368b54e19c301da/tumblr_inline_nuadmkZVLK1qh5nuh_500.png