Notas iniciais
VOLTEI. Amém. Aplaudam irmãos!! Finalmente devolveram meu pc, depois de um mês inteiro. Acho que algum funcionário apaixonou pelos yaois do meu pc, só pode ¬¬ Capítulo grande. Porque sim e porque eu quero.

Já deitado na minha cama, comecei a me questionar o motivo da existência daquela foto. Eu nem mesmo sabia que ela existia. Na imagem eu estava visivelmente mais jovem, sentado na biblioteca com uma porção de livros e cadernos ao meu redor. A imagem bem pequena parecia ter sido tirada de um celular antigo, característico da época. Não sabia como reagir quanto aquilo, mas a ideia de que eu estava sendo vigiado há muito tempo começou a me assustar. Mesmo com um milhão de ideias e possibilidades na cabeça, acabei por me render ao sono, sendo acordado pelo despertador no dia seguinte.

Os dias foram se passando. Um a um. Dave e eu continuávamos juntos, mas evitávamos o máximo de contato físico possível. Possivelmente, um detetive me vigiava e passava as informações para Laxus, conclusão que eu e Dave tiramos de tudo o que acontecera comigo e também com ele. As aulas se passaram, assim como as provas e o final do semestre chegou.

Já faziam quase dois meses que Laxus havia viajado e confesso que cheguei a sentir sua falta, porém, Dave ocupou um espaço considerável na minha cabeça neste meio tempo. O contato físico era praticamente nulo, porém, quando não estávamos juntos, as mensagens eram infinitas. Piadas, gracejos e até mesmo fofocas ocupavam meu tempo livre, além dele também me ensinar várias matérias. Para mim, era angustiante ficar sem conversar com ele, mesmo que fosse por mensagem.

O último dia de aula chegou, para meu alívio. Dave não estava muito feliz, pois isso significava que não nos veríamos por quase dois meses. Lembro do final da aula, assim como também me lembro do meu telefone tocar, enquanto caminhava com ele para fora do campus.

– Suas aulas acabaram hoje? – educação passa muito longe e Laxus foi direto ao perguntar o que queria saber.

– Sim. – foi o que me limitei a responder, com a mesma falta de educação dele. Ele estava muito longe para brigar comigo por isso.

– Pois bem. Mandarei entregar sua passagem de avião. Evergreen irá encontrar com você para virem para cá. Arrume suas malas. Ela irá lhe buscar amanhã de manhã.

Nem mais uma palavra foi dita e antes mesmo que eu perguntasse para onde iria, ele desligou o telefone. Um suspiro pesado escapou dos meus lábios, o que fez Dave estranhar aquilo.

– O que houve?

– Parece que .... – olhei o aparelho, fazendo questão de salvar o número de Laxus na minha agenda. – Amanhã irei viajar.

–x-

Dave não gostou nada dessa ideia da viagem, mas não cabia a nenhum de nós dois questionar o que Laxus fazia. Nesse meio tempo em que fiquei longe dele, repensei várias vezes minhas atitudes e mesmo que estivesse disposto a obedecer, não seria mais um capacho em suas mãos. O tempo foi suficiente para que meu corpo se recuperasse e eu conseguisse cuidar melhor da minha saúde.

O relógio marcava nove horas em ponto quando Evergreen apareceu. Hiperativa e escandalosa, ela dizia a todo momento o quanto estava ansiosa para viajar comigo e que eu iria adorar o lugar para onde estávamos indo. Me surpreendi ao ver ela me entregar um passaporte com meu nome e fiquei um tanto quanto surpreso ao ver que estávamos indo para o Caribe.

Reunindo as poucas peças de verão que possuía, coloquei tudo em uma mala e juntos seguimos para o aeroporto. No caminho, ela tocou em diversos assuntos, ressaltando várias vezes que Laxus devia estar morrendo de saudades de mim. Tive vontade de rir ao ver ela dizer aquilo, mas me contive o máximo que pude. Já imaginava muito bem do que ele estava sentindo falta.

Dave me mandava inúmeras mensagens e eu respondia, tentando acalmá-lo, o que não adiantava muita coisa. Antes de entrar no avião me despedi, afirmando que voltaria a mandar mensagens assim que pisasse em terra firme novamente.

Horas e horas se passaram. Evergreen falou o trajeto inteiro, o que me rendeu uma bela dor de cabeça. Cheguei ao ponto de ter de fingir que estava dormindo para ela se calar, mas ela logo tratou de arrumar alguém para conversar.

A janela do lado de fora mostrava o céu já escuro. Faltava pouco para chegar e eu estava exausto. O que dormira na noite passada não foi o suficiente para sanar meu cansaço de final de semestre e tinha plena consciência de que a mudança de fuso horário iria acabar comigo. Acabei por cair no sono, sendo acordado pela minha companheira de viagem quando chegamos.

O ar e principalmente a temperatura me deixaram um tanto quando desnorteado quando saí do avião. Vi Evergreen correr e se jogar nos braços de Yakumo que fez uma cara feia. Ao seu lado, Laxus estava de braços cruzados e abriu um largo sorriso ao me ver.

Ele estava um pouco bronzeado, mas fora isso, sua aparência não mudara em nada. Usando roupas mais leves, ele arqueou uma sobrancelha ao ver que eu usava uma blusa de frio. Não tive vontade e nem mesmo ânimo para ser formal, me limitando apenas a um “oi” quando vi que ele me encarava.

– Onde é nosso hotel? Estou com fome e cansada. – Evergreen interrompeu o silêncio, tirando as palavras da minha boca.

– Iremos para lá. Pela cara do Freed você deve ter falado o trajeto inteiro!!! – respondeu Yakumo que tentava tirá-la de perto.

Gritos por parte da Evergreen assustou todos nós e Yakumo deu as costas, sendo seguida por ela quando começou a andar. Deixei os ombros caírem ao ver aquela cena, chegando a achar graça da situação. Laxus logo me fez lembrar da sua presença, pegando a mala que eu carregava e me chamando para que saíssemos do aeroporto.

A noite estava quente e dentro de um dos carros que Laxus comprara, seguimos para hotel. Yakumo e Evergreen discutiam e tagaleravam sobre as férias que teriam e em meio a essa discussão percebi que Laxus e eu estávamos inclusos nessa bagunça toda.

– Ah Laxus, achei tão fofo você chamar o Freed! Se ele vai ser seu marido, ele realmente precisa passar mais tempo conosco!!

Cheguei a corar ao ouvir aquilo, sendo agarrado por Evergreen que começou a esfregar o rosto no meu. No banco da frente, Yakumo começou a gargalhar e pelo retrovisor, pude ver Laxus revirar os olhos, demonstrando que não tinha paciência para aquilo.

Chegando ao hotel, quase deixei meu queixo cair. Os quartos pareciam uma espécie de quiosques gigantes. Na verdade, eram cabanas extremamente luxuosas que ficavam na beirada da praia. A que Laxus escolhera ficava um pouco mais para frente, precisamente a última e a maior de todas que estavam ali.

Evergreen e Yakumo logo deram um jeito de entrar para dentro de uma cabana, afirmando que tinham muito a fofocar. Laxus suspirou aliviado ao ver as duas desaparecerem e fazendo um sinal com a mão, ele me guiou até onde ficava nossa cabana.

Uma ponte ligava todas as cabanas e abaixo dela, a água do mar ia e voltava. Senti um calafrio só de imaginar cair ali, mas tive a atenção totalmente tomada ao entrar em nosso quarto.

Toda de madeira, haviam pequenas janelas que podiam ser cobertas pelas cortinas. O quarto era grande, tendo no centro uma cama de casal. Móveis e cômodas ficavam aos lados, deixando espaço no centro para o quarto, que tinha um formato oval. No banheiro, havia uma banheira média, cuja uma das paredes era de vidro e permitia uma linda vista para o alto mar.

– Gostou? – foi o que Laxus questionou, provavelmente por ver minha cara de surpresa. Tudo ali era muito bem planejado, além de ser lindo.

– S-sim...

Sem nem mesmo olhar para ele, continuei a olhar o lugar, ficando encantado com cada detalhe. Antes mesmo que eu percebesse, Laxus se aproximou, trazendo toda minha atenção para ele ao me puxar e colar seus lábios aos meus.

Com os lábios unidos ao meus, ele começou a andar devagar, fazendo com que eu andasse de costas, até que minhas costas batessem contra a parede. Laxus me beijava com intensidade e logo suas mãos subiram por baixo da minha blusa. Chegava ao ponto de ter dificuldade de retribuir um beijo tão necessitado.

– Senti sua falta... – ele sussurrou ao desgrudar os lábios dos meus, encostando os lábios no meu pescoço.

– Falta de mim ou do meu corpo? – respondi irônico, mesmo ofegante depois daquele beijo.

Ele sequer respondeu de início. Me puxando pela mão, ele me jogou na cama antes de deitar sobre meu corpo. Se isso não fosse o suficiente para me deixar corado, senti o sangue ferver nas bochechas com sua resposta.

– E se eu lhe disser que senti falta dos dois?

Um sorriso acompanhou sua resposta e ao me ver corado, ele novamente uniu seus lábios ao meus, iniciando um beijo quente. Durante minutos ficamos daquela forma. Os beijos de Laxus foram se intensificando, pouco a pouco, me deixando louco. Repetia na minha mente que não deveria me iludir, porém meu coração batia feito um louco e eu sabia que não era só pelo seu beijo.

Era estranho tudo aquilo, pois depois do que eu disse, ele diminuiu a intensidade de seus atos. Uma de suas mãos segurava minha cintura, enquanto e outra enroscava meu cabelo, me enlouquecendo ainda mais. Mesmo com todas as filosofias pensadas durante sua ausência e tentativas de não me entregar ao prazer, não demorou para que meu corpo se manifestasse, me deixando totalmente envergonhado.

– Apenas com beijos? Como você é adorável.... – ele disse baixo entre risadas, provavelmente por sentir meu membro rígido.

Virei o rosto para o lado oposto e ele riu ainda mais, antes de levantar minha blusa devagar e beijar minha barriga, descendo inesperadamente para baixo com a língua. Joguei a cabeça para trás sentindo sua boca. Percebi que ele também abaixara minha calça, mas não esperava.... jamais, nunca ..... em nenhuma possibilidade o que ele iria fazer.

Abaixando minha cueca o suficiente para que meu membro ficasse livre, Laxus o enfiou em sua boca, usando sua língua na ponta do meu membro. Um gemido alto escapou dos meus lábios e movi meus olhos em sua direção, não acreditando que faria tal coisa. Sorrindo, ele parou o que estava fazendo e envergonhado me sentei na cama, encostando as costas na cabeceira cheia de almofadas. Encostei as costas da mão na boca, ofegando bastante depois daquilo, ele tornou a se aproximar e segurou meus joelhos. Tentei fechar as pernas e ele as segurou, antes de falar baixinho.

– Me deixe te dar prazer.

Fechei os olhos quando Laxus tornou a se aproximar e ele lambeu minha orelha. Apertando uma perna contra outra, fechei os olhos de uma vez, como se tentasse me proteger. Sua mão logo foi de encontro ao meio das minhas pernas, massageando meu membro. Minhas mãos estavam fechadas sobre meu peito e eu me encolhia, como se tentasse evitar uma pancada. Segurando minhas mãos, com uma delicadeza que me fazia estranhar a pessoa à minha frente, distribuiu beijos pelo meu peito, antes de tornar a falar baixo.

– Vamos Freed.... me deixe te dar prazer....

Levei as duas mãos até o rosto, totalmente envergonhado e ofegante. Aos poucos, deixei que ele abrisse minhas pernas. Não sei nem mesmo dizer o por quê....

Os beijos dele novamente desceram até minha virilha, a qual ele sugou com um pouco de força. Deslizando a língua, ele novamente colocou meu membro em sua boca, deslizando sua boca e língua por toda extensão.

Extasiado, mordi as costas da minha mão direita, enquanto a esquerda apertava e puxava o lençol. A luz do quarto iluminava aquele ato vergonhoso, me fazendo quase delirar ao ver Laxus fazer tudo aquilo. Percebendo que faltava pouco para meu limite, ele subiu seus beijos, circulando meus mamilos com a língua enquanto sua mão bombeava meu membro devagar.

Meus gemidos aos poucos ficaram mais altos. Quase fora de mim, jogava a cabeça para trás, chegando a causar uma ferida em minha mão para evitar gritar quando atingi meu ápice. Laxus apenas parou o que estava fazendo ao sentir meu sêmen em sua mão e com sua mão limpa, ele jogou minha franja para trás.

Por alguns segundos ele me observou, antes de sorrir. Se aproximou novamente e deu um beijo leve em minha testa. Antes mesmo que ele fizesse alguma coisa, Evergreen bateu na porta.

– Ei vocês dois, está na hora do jantar!!!

– Estamos indo! – Laxus respondeu, dando uma piscada para mim que quase, repito, quase, me fez derreter por dentro.

Ofegante, vi ele entrar para o banheiro e fechei o zíper da minha calça, tentando entender o que estava acontecendo. Eu não sabia dizer o que acontecera com Laxus no último mês, mas suas atitudes pareciam ser de uma pessoa diferente. Eu estava enganado? Isso apenas o tempo poderia me dizer.

Notas finais
Então, chegamos à parte confusa da fic. O que Laxus está fazendo? Freed, sua tentativa de não amar ele não está funcionando. Dê seu jeito criatura. Fica com quem? hein, hein? HOHOHOHO ~ sexta teremos MAIS!!! Então sobre a vida enrolada da autora.... Vou tentar responder todos os reviews. Aos poucos.... são muitos!!!! *u* Avisando que a data de postagem voltará a ser na sexta feira. Oremos para que nada dê errado. OREMOS.