Do you remember me?

25 Apenas o início de uma viagem


Notas iniciais
Sei que hoje não é sexta, mas segue em tempo. As coisas estão começando a mudar!!!

Lembro de ter dormido com várias coisas rondando a mente, mas percebi que meu sono fora muito pesado ao acordar no dia seguinte. Eram quase dez horas da manhã quando acordei e levei um tremendo susto ao ver Laxus dormindo de frente para mim. Tentei me levantar sem acordá-lo, o que não funcionou.

Um largo sorriso se formou no rosto dele ao me ver. Fiquei congelado por alguns segundos, enquanto ele me puxava pela cintura. Levando o rosto até minha orelha, ele deslizou a mão até minha bunda, apertando-a.

– Bom dia! – ele sussurrou, colando minha cintura a dele, antes de tirar todo meu fôlego com um beijo e se levantar.

Meus olhos o acompanharam, ainda confuso com o que ele fazia. Balancei a cabeça para os lados ao ver que poderia estar sendo iludido, afinal conhecia muito bem os atos daquele homem. Enquanto ele estava no banheiro, peguei meu celular, enviando uma mensagem para Dave. Fiquei surpreso com o número de mensagens que ele havia me enviado e logo tratei de responder cada uma.

– Não vai levantar? – assustei ao ver Laxus me encarando. Percebi com o tempo que ele não gostava me ver mexendo no celular, afinal, sabia com quem eu conversava.

Mandando uma mensagem de despedida para Dave, me levantei em silêncio e Laxus me acompanhou com os olhos. Em passos rápidos, passei por ele, entrando no banheiro. Ao fechar a porta, respirei fundo. Estava desacostumado a ser um pau mandado e Dave, com suas histórias, me deixara rebelde o suficiente para ficar incomodado com aquilo. Porém, sabia que minha revolta dificilmente se manifestaria perto dele.

Fiz minha higiene matinal e ao sair do quarto, me vesti de acordo com o clima. Uma bermuda, blusas sem mangas e um par de chinelos foi meu look do dia. Laxus já havia saído do quarto e fiz o mesmo ao terminar, não ficando nem um pouco surpreso ao vê-lo no restaurante do hotel.

– FREED! – um berro por parte da Evergreen anunciou minha entrada para todos. Fiquei com o rosto vermelho em instantes, abaixando a cabeça antes de caminhar na direção deles. Todos no lugar me olhavam enquanto Yakumo gargalhava e Laxus mandava Evergreen ficar quieta.

– Como você é magrinho! – ela continuou, ignorando a cara impaciente de Laxus. Yakumo continuava a rir e eu apenas me sentei junto a eles, antes de perceber que era o que mais usava roupas ali.

Laxus usava uma bermuda e estava sem camisa. Do lado esquerdo do peito tinha uma série tatuagens novas, a qual eu podia afirmar que não estavam ali antes. Yakumo e Evergreen usavam biquínis, mas apenas Yakumo se preocupou em se tapar com uma canga.

Falatórios e mais falatórios. Durante o café da manhã todos ali falaram muito. Na verdade de tudo um pouco, enquanto eu saboreava algumas frutas. Quando terminamos, Evergreen deu um salto, antes de puxar Laxus pelo braço para que fossem nadar. Yakumo e eu observamos em silêncio e depois que saíram, ela resolveu falar comigo.

– Não precisa ficar com ciúme ta? Alguém diferente conseguiu conquistar a fera!!

Confuso. Era o resumo da minha situação desde o dia anterior e depois do que Yakumo disse fiquei ainda mais. Antes mesmo que eu perguntasse ,ela saiu andando e fui atrás dela, afinal, não conhecia aquele lugar.

Há muito tempo eu não via o mar e havia me esquecido do quão bonito ele era. A vegetação dava um contraste maravilhoso com o céu tão límpido e azul, assim como o mar. Yakumo me guiou até um quiosque, onde ela pediu uma água de coco. Ao longe, podíamos ver Evergreen levar tombos por causa das ondas e confesso que tive de me conter para não rir. Laxus ria e gargalhava dela, tentando ajuda-la, mas acabou que ambos levaram alguns tombos juntos.

Aquele Laxus me surpreendeu. Depois de cair, ele riu ainda mais, puxando Evergreen para protegê-la de uma onda que quebrou sobre eles. Fiquei um tanto perplexo com aquilo. Então realmente existia compaixão ou mesmo o simples sentimento de amizade dentro do coração dele. Aquela cena cômica durou algum tempo. Yakumo até chorava de rir do meu lado, até que Evergreen ralou o joelho em uma pedra e desistiu de toda a brincadeira. Tanto ela, quanto Laxus chegaram gargalhando até nós e eu passava filtro solar, quando Laxus molhou meu cabelo com suas mãos.

– Quer entrar também?

Risadas acompanharam sua pergunta e Evergreen mesmo machucada, continuou a rir. Neguei com a cabeça, mas Laxus não se deu por vencido e me puxou pelas mãos, afirmando que tinha algo para me mostrar.

Por um tempo escutei as risadas escandalosas das duas enquanto caminhava atrás de Laxus. Pensei que ele me levaria ao mesmo local em que brincara com Evergreen, mas estava errado. Andamos muito, chegando a nos afastar totalmente do quiosque em que estávamos e fomos para um local deserto.

Uma enorme pedra finalizava a praia e Laxus começou a caminhar em direção ao mar. Fiquei receoso ao ver que a água ultrapassava meus joelhos e cheguei a puxar a mão a qual Laxus segurava.

– O que foi? – ele disse, com um sorriso no rosto.

– Eu não sei nadar. – respondi receoso.

Ele estava estranho. Sabia disso, porém tive certeza quando ele me colocou nos braços e entrou na água. Devido a um quase afogamento na infância, passei a ter medo do mar, o que me fez agarrar Laxus com todas as forças que tinha. Ele sorriu, antes de entrar mais para o mar, até que a água batesse em meu pescoço. Com medo, passei os braços em volta do seu pescoço e Laxus continuou a andar, ainda me segurando. Demorou alguns minutos, até que finalmente chegou à beira de um córrego. Envergonhado, soltei seu pescoço assim que ele saiu para terra firme.

Não tive nem mesmo tempo para ter vergonha. Laxus segurou minha mão e me puxou, subindo o córrego. Demorou algum tempo, até que chegamos a uma cachoeira. Meus pés doíam e confesso que era sedentário o suficiente para ficar muito cansado com aquela caminhada. Ofegante, levei uma mão até o peito enquanto ficava maravilhado com o lugar.

– Bonito não é? – Laxus parou ao meu lado, retirando alguns galhos do caminho. A floresta ali era muito fechada e aparentemente, ninguém ia ali.

– Sim... muito bonito.....

E para variar, apenas para variar, eis que Laxus me empurra contra uma árvore e começa a me beijar. Um beijo quente, cheio de segundas intenções, que tirou todo meu ar. Uma mão puxou meus cabelos, enquanto a outra mantinha minha cintura grudada ao seu corpo.

Não sou muito alto, o que obriga Laxus se curvar para me beijar, porém, ele sempre resolve esse problema da altura. Descendo seus beijos até meu pescoço, suas mãos puxaram minhas pernas até que meu corpo ficasse mais alto. Apertando forte minhas coxas, ele voltou a me tirar o pouco fôlego que ainda tinha, o que me obrigou a enlaçar seu pescoço com minhas mãos.

A única coisa que podíamos ouvir era o barulho da cachoeira e nossas respirações pesadas. Quando o beijo foi terminado, olhei para Laxus com o rosto ardendo de tanta vergonha. O beijo dele sempre foi daquele jeito? Não conseguia me lembrar. Era tão bom, tão....

– Se você soubesse o quanto me atrai... – ele riu, antes de me soltar. Me segurei em seus braços para descer e quando meus pés tocaram o chão, movi minha cabeça para cima, olhando em seus olhos.

Nossos olhos se encontraram e descobri naquele momento que seus olhos eram cinza. Havia um brilho... algo diferente. Tentei não me iludir, mas sentia que um Deus grego estava na minha frente naquele momento. Sua mão direita se perdeu entre meus cabelos novamente e seu rosto se aproximou, antes que sua boca fizesse um caminho lento por meu pescoço. Meu coração galopava no peito quando joguei meu pescoço para trás e a simples aproximação de seus lábios aos meus me deu uma certeza.

Eu queria que ele me beijasse.

Notas finais
Gente! Esqueci de falar sobre minha ida ao Friends. Foi mágico, foi lindo. Conheci a KF Boros lá. Essa linda. Pensei que iria apanhar quando ela perguntou quando eu postaria mais :') Mas enfim, amei conhecê-la. *u* É tão bom estar frente a frente com alguém que admira seu trabalho :3