Do you remember me?
17 Surpresa
Notas iniciais
– Onde Laxus está? – Bickslow perguntou ao me ver. Tinha um estranho sorriso no rosto que me fez engolir em seco.
– Ele está no trabalho, eu acho ... – gaguejei, me questionando se ele estaria ali para me punir pelo que havia acontecido na biblioteca. Só de vê-lo, meu coração já estava disparado.
– Ele é mesmo um filho da puta! – Bickslow bravejou, tirando o celular do bolso, discando alguns números. Logo Laxus atendeu e ele começou a berrar no aparelho.
Aproveitando de sua distração, fui para meu quarto. Jogando a mochila em cima da cama, entrei no banheiro, tendo o cuidado de trancar a porta antes de me despir. Abri a ducha rapidamente e me joguei embaixo dela, afinal, ainda havia resquícios de sexo no meu corpo. Me limpei o mais rápido que pude, me enrolando em uma tolha. Saí correndo do banheiro, trancando a porta do quarto, antes de me vestir. Estava terminando, quando escutei uma batida na porta.
Minha espinha congelou e no desespero, terminei de me vestir, correndo para abrir a porta. Bickslow entrou e tinha um olhar irritado, antes de se despedir. Aquilo me deixou confuso e fiz o máximo que pude para fingir calma em sua frente. Demonstrando educação, o acompanhei até a porta, mas antes de sair, ele se aproximou de mim, puxando meu queixo.
– Quero só ver esse rostinho seu quando descobrir ... — eu fiquei ainda mais confuso. Bickslow riu e me soltou, antes de sair e fechar a porta, me deixando sozinho.
Durante horas, fiquei sozinho no apartamento, totalmente confuso com meus sentimentos e com as palavras de Bickslow. Pedi comida chinesa para o jantar, me lavei, respondi meus e-mails e fiquei por duas horas conversando com Dave no telefone. Evitei ao máximo que pude falar sobre o que houve na biblioteca. Dave até tentou tocar no assunto, mas acabei mudando o foco da conversa ao falar sobre uma matéria de prova. Depois de várias mensagens, nos despedimos e ele me fez corar ao enviar por mensagem as palavras “eu te amo”, antes que eu desligasse o aparelho.
Suspirando, encarei o teto, me sentindo mal por ter mudado nossa relação. Gostava da amizade com Dave, mas não sabia dizer se um dia chegaria a amá-lo. Laxus ainda mantinha uma forte posição em meu coração e mesmo depois de tudo que ele havia feito, tinha certeza que o amava.
Lembrando dele, senti minha espinha congelar. Será que ele sabia o que eu havia feito? Por que Bickslow disse aquilo? Levei as mãos até o rosto, antes de direcionar meus olhos para o despertador ao lado da cama. Já era quase meia noite e ele ainda não havia voltado.
Com um milhão de coisas na mente, desliguei a luz do abajur, no intuito de dormir. Não sei dizer quanto tempo demorei para isso, assim como também não consigo precisar quantas horas eram quando senti Laxus subir na minha cama.
Em sono profundo, eu abraçava o travesseiro, quando senti uma mão muito gelada acariciar minha perna. Me levantei no susto e senti as mãos frias dele taparem minha boca. Chovia do lado de fora e a luz de um trovão me fez enxergar seu rosto. Rindo, ele levou o dedo indicador até os lábios, fazendo um sinal para que eu ficasse em silencio, antes de me puxar para seu colo. O cheiro de álcool demonstrava o quão bêbado ele estava, além das suas roupas ensopadas.
– Você fica muito bonito dormindo! – ele riu, me apertando contra seu peito. Eu arrepiava com o toque frio de suas roupas e seu corpo, afinal meu corpo ainda estava quente pelos cobertores.
– O que houve Laxus? Você está todo molhado... – perguntei, ignorando seu comentário.
– Estava triste e tomei um banho de chuva!
Cada palavra que ele dizia era em tom de brincadeira. Aquilo me deixava confuso, afinal Laxus não falava daquela forma e muito menos o que sentia. Eu já havia aprendido isso.
– Você está muito bêbado. Vou preparar um café para você. – tentei me levantar, mas ele me apertou ainda mais em seu abraço, jogando o peso do seu corpo sobre o meu, até que eu me deitasse com ele por cima.
– Não quero. Quero é ficar com você.
Meu coração disparou e eu movi meus olhos assustados para ele. Laxus sorria e esfregou o nariz na minha bochecha. Ele estava muito frio e suas mãos ampararam meu rosto, me fazendo arrepiar. Descendo as mãos, ele desabotoou minha blusa, dedilhando meu peito ao ter terminado.
– Laxus ... você precisa trocar suas roupas. Pode ficar resfriado. – disse tentando tirá-lo de cima de mim.
– Você me ajuda?
Sorrindo, ele beijou meu esterno, antes de levar uma mão até meus cabelos, jogando minha franja para trás. Seu sorriso era tão adorável e brincalhão que quase me fazia acreditar que havia outra pessoa em cima de mim.
– S-sim. – foi o que respondi, ainda achando estranho tudo aquilo.
Seu sorriso ficou ainda maior e ele se levantou, antes de me pegar em seu colo. Tentando manter o equilíbrio, levei as mãos até seu pescoço e ele me deu um beijo na bochecha.
– Lá vem os noivos, todos de branco! – Laxus cantarolou, andando comigo nos braços até o banheiro.
Não preciso dizer que eu estava vermelho, quanto mais com as coisas que ele falava. Laxus ria, enquanto se despia e entrou debaixo do chuveiro. Tentei ignorar seu corpo, indo até a porta para pegar uma toalha, mas Laxus me puxou para debaixo do chuveiro com roupas e tudo. Me puxando pela cintura, ele começou a dar vários beijos seguidos na minha boca, antes de me colocar contra a parede.
– Quer ser minha esposa? – ele disse no meu ouvido.
A água quente escorria por seu corpo e meu pijama já estava grudado ao meu corpo. Estava frio e o vapor do chuveiro começava a preencher o ar. Em todo tempo, Laxus estava sorrindo, mas depois de sussurrar no meu ouvido, ele ficou sério. Eu sabia que ele estava bêbado, mas ainda sim fiquei intrigado com aquilo.
– O que disse?
– Eu gosto de você. Já moro com você e faço sexo com você. Quero que você seja minha esposa.
– Laxus, você está muito bêbado. – respondi, empurrando-o devagar. Minhas bochechas estavam coradas e aquilo fez meu coração bater forte, porém, procurei não me iludir com as confissões de um bêbado.
Ele não disse nada e apenas me abraçou, antes de rir. Foi difícil ajudar ele se lavar. Laxus não cooperava, voltando a jogar shampoo no próprio cabelo depois que eu terminava de lavar, passando sabonete no meu ... por fim, fiquei por muito dentro do banheiro com ele. Quando consegui, ele novamente me carregou nos braços, voltando a cantarolar sua música, antes de me colocar na cama. Tanto ele quanto eu estávamos despidos e diferente de mim, ele não tinha vergonha disso.
– Laxus, eu preciso me vestir e você também... – ele já estava deitado e me puxava para cima de seu peito. Deu-me um beijo na testa, voltando a jogar minha franja para trás.
– Não. Quero dormir assim com você. É bem propício para o caso de brincarmos de fazer bebês.
– O que? – perguntei assustado. Havia entendido o que ele queria dizer, mas ele fez questão de explicar.
– Sabe, fazer bebês. – ele me virou, até que eu ficasse deitado ao seu lado e passou uma das mãos em minha cintura. – Nós ficamos pelados, nos beijamos, a coisa começa a esquentar... – ele levou as mãos até minhas nádegas. – Eu coloco meu brinquedo no seu bumbum, deixo minha semente aí dentro e depois de alguns meses temos um bebê.
Era vergonhosa toda aquela situação. Estar pelado com Laxus, dar banho nele, estar tão perto dele na cama, mas naquele momento, comecei a rir. Ele falava de uma forma tão engraçada e estava sendo tão brincalhão que era quase impossível não rir. Ao me ver rir, ele fez o mesmo, antes de esfregar o nariz contra o meu.
– É a primeira vez que você sorri para mim. Seu sorriso é tão bonito...
Meu coração acelerou ao ouvir aquilo. Laxus tocou meu rosto e sorriu também. Não havia maldade, sarcasmo ou arrogância. Era o melhor sorriso que eu já vira Laxus dar. Seu rosto se aproximou do meu e ele me beijou. Um beijo diferente. Um beijo que eu não sabia explicar, mas que deixou meu coração como um louco no peito.
– Quer casar comigo? – ele disse quando se separou dos meus lábios e voltou a sorrir.
Não consegui responder. Meu coração batia forte demais e minhas bochechas ardiam. Ele me puxou para perto, até que minha cabeça estivesse em seu peito. Deu-me um beijo no topo da cabeça, mantendo um braço em volta da minha cintura.
Não houve mais trocas de palavras. Estava envergonhado, ainda mais por estar sem roupas com ele na cama, porém, seu pedido realmente mexera comigo, mesmo sabendo que ele estava bêbado. Ele me apertou mais contra seu peito e ficamos daquela forma, até que ambos pegássemos no sono. Naquele momento eu percebi. Percebi que Dave podia me deixar envergonhado, mas não daquela forma. E também, percebi que ele jamais conseguiria fazer com que meu coração batesse daquele jeito.
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