Notas iniciais
Postagem antes de sexta, pois sexta não estarei aqui. Estou sem internet por tempo indeterminado e no momento, aproveitando uma pausa entre os milhores de trabalhos que tenho de fazer. Obrigado a todos que estão lendo e comentando. Estou muito agarrada no momento, mas assim que puder, irei responder aos reviews.

O barulho alto de despertador nos fez acordar em um pulo. Assustado e com uma forte ressaca, Laxus levou as duas mãos até a cabeça, gritando para que eu silenciasse o despertador ao lado da cama. Desesperado, joguei o cobertor para o lado, antes de me esticar e pegar o aparelho, desligando.

Estávamos nus. Eu. Ele. Laxus me olhou sem entender, antes de olhar para os lados e não acreditar onde estava. Envergonhado, puxei o cobertor para tapar meu corpo, enquanto ele esfregava o rosto.

– Por que estou no seu quarto?

Senti meu coração afundar no peito com sua pergunta. Ele mantinha uma mão sobre a cabeça, demonstrando a dor que estava sentindo, enquanto me olhava irritado. Apertei as bordas do lençol que ainda estava em minhas mãos, olhando em seus olhos. Não conseguia acreditar que ele não estava brincando.

– Não se lembra?

– Se te perguntei é por que não lembro e responda a droga da pergunta. – ele se aproximou, ficando com o rosto próximo ao meu. – Porque estou na sua cama?

Engoli em seco, segurando as lágrimas de humilhação. Seus olhos demonstravam sua raiva costumeira, o que me fez constatar que o Laxus brincalhão da noite anterior havia ido embora.

– V-você chegou aqui todo molhado pela chuva e pulou na minha cama. Te convenci a tomar banho e de-depois que saiu do banheiro, você se deitou aqui. – respondi, mantendo meus olhos fixos aos dele. Seu olhar me dava medo, muito medo. – E-eu não quis te acordar e estava muito frio ...

Cada palavra saía da minha boca com dificuldade. Eu gaguejava e seus olhos se estreitaram, antes que ele olhasse para os lados, como se tentasse se lembrar do que havia acontecido. Com vontade de chorar, abaixei o rosto quando seus olhos pararam de me encarar, soluçando baixo ao lembrar do quão feliz havia ficado com o pedido de casamento que havia recebido há horas atrás.

Laxus não disse nenhuma palavra a mais. Irritado, ele ficou de pé e saiu andando, sem roupas como estava, batendo a porta ao sair. Sequer se preocupou se Eleonor o veria sem roupas e saiu marchando pela casa até seu quarto. Sozinho, abracei minhas próprias pernas, encostando minha testa no joelho para pensar. Ele realmente não se lembrava de nada? Ele sabia sobre a biblioteca? O que Bickslow queria dizer? A cada dia, um questionamento novo surgia na minha cabeça, me deixando confuso com meus sentimentos e minha situação.

Deitei novamente na cama, respirando fundo ao perceber que seu cheiro ficara impregnado no travesseiro. Tive vontade de abraça-lo, mas me contive. Não sabia dizer se devia ou não manter minha admiração e amor por ele.

No fim, acabei por levantar da cama, me vestindo antes de sair do quarto. Já era tarde e Eleonor estava de saída. Pela forma que ela se despediu, percebi que ela não havia visto Laxus sair do meu quarto e muito menos sabia o que estava acontecendo.

Faminto, fui até a cozinha, pegando dois pedaços de bolo, junto com um copo de leite quente. Estava frio e o inverno já marcava presença em toda a cidade. Com a comida em mãos, caminhei até a área da piscina, sentando no chão, em um pequeno pedaço em que o sol aquecia. Todo o lugar tinha paredes de vidro que impediam que os ventos fortes congelassem o lado de dentro do apartamento. Me ajeitando, comecei a comer enquanto observava a linda paisagem do alto do prédio, ficando distraído por algum tempo. Ao terminar fiquei de pé e antes que eu juntasse o copo e o prato, senti uma mão forte apertar a gola da minha camisa, me puxando para trás.

Demorei cerca de dez segundos para entender o que havia acontecido. Meu corpo foi jogado para dentro da piscina, cuja água estava muito fria. Desesperado, comecei a bater os braços dentro da água, uma vez que não sabia nadar e a temperatura parecia congelar meus músculos.

A mesma mão que me empurrou foi a que me tirou de lá. Em uma explosão de raiva, Laxus segurou meu cabelo pela beirada e me puxou para fora, arrancando vários tufos do meu cabelo ao fazer isso. Jogando meu corpo no chão, não demonstrou piedade alguma dos meus gemidos de dor.

– Espero que a água fria diminua esse fogo no rabo que você está. – ele disse com escárnio, já eu tossia sem parar, cuspindo água e com o queixo tremendo de tanto frio. Suas mãos novamente me puxaram pelo cabelo até que eu ficasse de pé, me arrastando.

Durante o trajeto implorei que ele parasse, que ele me soltasse. Ele havia descoberto e nem mesmo foi necessário uma explicação. Tentei resistir e até mesmo fugir, mas recebi um soco no estômago que quase me fez vomitar, antes que eu fosse empurrado para dentro do meu quarto e fosse jogado sobre a cama.

Tosses e mais tosses saíam da minha boca, enquanto afundava minha cabeça no travesseiro, já temendo o pior. Laxus demorou alguns segundos, antes de me virar e pegar um comprimido, forçando-o até que entrasse em minha boca. Minhas mãos tentaram em vão deter as suas, mas ele tapou minha boca, abrindo um sorriso demoníaco ao ver que em meio ao desespero, eu acabei por engolir o comprimido.

Um copo de água, extremamente gelado foi jogado na minha cara e pude ver que suas mãos estavam cheias de fios de cabelo meu. Eu olhava com medo e tremia por conta do frio, mas Laxus sequer se importou. Indo até a escrivaninha ao lado direito, ele abriu uma gaveta que desde que eu chegara àquela casa, estava trancada. Pude ver os objetos que estavam ali e tentei fugir, mas novamente tive meus cabelos puxados e minha cabeça foi levada à parede, batendo forte contra ela.

Um zumbido me deixou surdo por algum tempo e a tontura durou tempo o suficiente para que ele me algemasse na cabeceira da cama. Lágrimas e gemidos de dor escapavam da minha boca e incapaz de processar qualquer palavra de desculpas naquele momento, optei pelo silêncio. Um pouco de sangue começou a escorrer por minha testa, mas minha visão de terror se mantinha fixa naquele que me olhava com desprezo naquele momento.

Suas mãos, tão frias como meu corpo, tiraram minhas roupas, sem a menor delicadeza. Pegando diversos objetos na escrivaninha, ele começou a colocar um por um em meu corpo, tendo o cuidado de me silenciar antes de começar.

Uma mordaça grande me impediu de falar, enquanto pregadores foram colocados sobre meus mamilos, machucando-os. Meu corpo tremia muito em suas mãos, tanto de dor, quanto de frio e medo, porém, ao ver o enorme vibrador que ele tinha em mãos, arrepiei até o último fio de cabelo que possuía. Mais uma vez com aquele sorriso demoníaco no rosto, ele enfiou o objeto em meu corpo, rindo ainda mais ao me ver contorcer e ter meus gritos de dor abafados pela mordaça. Sentia como se um braço me rasgasse por dentro, mexendo o corpo para tirar aquilo de mim, porém, um tapa forte que fez com que meu lábio inferior fosse cortado, acabou por me fazer entender que deveria ficar quieto.

A coleira foi colocada no meu pescoço, tão apertada que chegava a me sufocar um pouco. Uma série de tiras de couro, como uma cinta, apertavam toda a extensão do meu membro, me deixando incomodado e como se finalizasse uma obra prima, ele colocou uma venda em meus olhos.

– Eu deveria matar você. – suas mãos me machucavam a cada toque e ele não se importou de bater novamente minha cabeça antes de continuar a falar. – Mas creio que um dia de castigo seja suficiente. Ao menos para você...

Meu coração batia forte enquanto meu corpo dava pequenos espasmos de frio. Me soltando, ele me deixou preso à cama, diminuindo a temperatura do ar condicionado, para me torturar ainda mais. Soluçando, sentia cada peça me machucar, implorando a Deus por misericórdia naquele momento.

Não sei precisar o tempo em que rezei, chorei e me arrependi em pensamento. O frio e a dor me torturaram por um tempo, até que pouco a pouco meu corpo começasse a esquentar. Tentei me livrar de todas as formas possíveis, chegando a marcar meus pulsos ao fazer isso, porém percebi que a minha tortura sequer começara quando comecei a me sentir excitado. Tudo aquilo era apenas o início do meu tormento e para Dave, Laxus reservava algo ainda pior.

Notas finais
Digam adeus à magia do capítulo anterior :') Laxus ia descobrir, mais cedo ou mais tarde, isso era fato. Sobre a reação da bebedeira dele ....adivinhem! hehehehe Esse capítulo foi bem pesado, mas vão entender os motivos para frente. Enfim ... até quando eu puder postar novamente ç.ç E rezem por mim. Minha faculdade está me matando :')