Do you remember me?

37 Quero te amar


Notas iniciais
Eu falei que ia rolar o lemon 8)

A sensação fria no meu peito aumentou estrondosamente depois do que eu disse, mas procurei dar mais atenção ao que Dave fazia naquele momento comigo. Eufórico, ele chegou a me carregar e distribuía uma porção de beijos sobre meu rosto, enquanto dizia repetidamente que me faria a pessoa mais feliz do mundo. Cheguei a rir pela reação que ele teve e o sorriso que ele tinha no rosto... eu nunca o tinha visto tão feliz.

Depois de muitos beijos e abraços, Dave se acalmou e envergonhado, eu não sabia o que fazer. Segurando uma das minhas mãos, ele me puxou de volta ao banheiro e se agachou na minha frente, antes de puxar a barra da minha blusa para cima, me despindo. Envergonhado, levei minhas mãos até o peito e ele as puxou devagar até seu rosto, beijando-as. Curvando o corpo, ele tornou a me beijar, enquanto suas mãos desceram, desabotoando minha calça que caiu sobre meus pés. Fez o mesmo com a dele e logo estávamos os dois de cueca.

Com os lábios unidos aos meus, Dave me empurrou devagar até que eu entendesse que deveria dar alguns passos para trás, entrando junto com ele dentro do box de vidro. Sua boca beijava a minha com intensidade, me deixando sem fôlego algum. Minhas costas encostaram na parede fria e ele quebrou nosso beijo para ligar o chuveiro e logo voltou a me beijar.

Trovões e raios faziam barulho do lado de fora e mesmo correndo o risco de sermos eletrocutados por algum raio, sequer preocupamos com aquilo. Rapidamente nossas peças íntimas ficaram ensopadas e um gemido baixo de Dave na minha orelha fez com que eu começasse a sentir um calor entre as pernas que não era da água quente, porém, não tinha intenção de fazer sexo com ele naquele momento.

Era muito cedo para me entregar à ele e quando percebi que ele estava descendo suas mãos eu o empurrei, com as bochechas totalmente vermelhas. Eu sentia algo ruim fazendo aquilo. Era prazeroso, não podia negar. Meu corpo reagia aos beijos e toques dele, mas sentia uma angústia no peito que me dava vontade de chorar. Respirei fundo e desviei o olhar quando nos separamos. Dave então me abraçou, antes de me dar um beijo na bochecha.

– Desculpa, eu não quero forçar a barra, mas você é realmente sexy! — ele riu, antes de se separar de mim, bagunçando meu cabelo como ele adorava fazer.

Dei uma risada sem graça, que cortou totalmente o clima em que estávamos antes. Dave sugeriu que tomássemos banho um de costas para o outro e assim fizemos. Foi vergonhoso e confesso que as vezes olhava para ele despido. Ele tinha o corpo bonito mas ... na minha cabeça só se passava a imagem de Laxus.

Dave acabou por tomar banho antes de mim e virei o corpo para que ele não me visse despido quando ele saiu do box. Fiquei de costas até que ele se secasse e fosse para o quarto, deixando meus ombros caírem quando percebi que estava sozinho. Nossas cuecas molhadas estavam jogadas em um canto do box e desviando meu olhar delas, olhei para meu próprio corpo, vendo alguns sinais da minha última noite com Laxus.

Sabia que cedo ou tarde iria transar com Dave, mas eu tinha vontade de chorar quando ele me tocava. Sabia que aquilo não era carência. Sabia que o meu coração o acolhia apenas como um irmão e que Laxus estava na minha cabeça.... o tempo todo. Fiquei pensando por muito tempo, até terminar de me lavar e enquanto me secava resolvi tomar uma medida. Uma medida extrema.

Com uma toalha na cintura, saí do banheiro, sentindo o coração acelerar apenas em repensar na ideia da minha cabeça. De costas, Dave estava de cueca e camiseta, enquanto secava seu cabelo com a tolha. Respirei fundo e andei rápido até ele, lhe dando um susto ao passar em sua frente e puxar seu rosto até o meu. De início, ele apenas retribuiu meu beijo, mas o fiz entender o que queria ao puxar suas mãos para o meu quadril e com as mãos trêmulas, tirar a toalha da minha cintura.

Ele iria entrar à força no meu coração e eu estava disposto a cooperar para isso.

–x-

O ar chegava a fazer falta entre nosso beijo. As mãos de Dave subiam e desciam pelas minhas costas, até que ele chegou às minhas nádegas, apertando-as de leve. Me empurrando novamente, ele me guiou até a cama, deitando-se sobre mim depois que eu deitei.

Nossas bocas se conectavam e quando mais vazio eu sentia no peito, mais eu o puxava para perto. Dave gemia baixo entre seus beijos e suas mãos deslizaram pelo meu corpo, até atingir meu membro. Dessa vez, o gemido escapou da minha boca o que fez com que eu quebrasse o beijo. Senti a boca dele descer pelo meu queixo, dando beijos pelo caminho até chegar aos meus mamilos que já estavam rígidos àquela altura. Sua língua circulou sobre meu mamilo direito, brincando com a ponta dela por alguns segundos, antes que ele começasse a sugar. Me fazendo lembrar de sua mão, ele voltou a massagear meu membro, descendo a língua por minha barriga até chegar no meu umbigo.

Minhas mãos apertavam os lençóis e eu gemia baixo a cada contato. Envergonhado, eu apertava os olhos, virando o rosto para os lados a cada contato mais intenso. Calafrios de prazer subiam em ondas pelo meu corpo, me deixando louco, porém, não contive um gemido mais alto ao sentir Dave colocar meu membro em sua boca. Levando uma mão até a boca, eu a tapei, chegando a sentir os calafrios se intensificarem ao olhar para baixo e ver ele fazendo aquilo. Meus gemidos se intensificaram e ele voltou a subir, distribuindo beijos pelo meu peito até voltar à minha boca. Tive um pouco de nojo por ele me beijar depois daquilo, mas tive a atenção totalmente tomada quando senti suas mãos em minhas coxas, abrindo minhas pernas.

Sabia o que estava por vir e em vez de optar pelo medo ou deixar a sensação estranha no peito tomar conta, deixei que todo o desejo que sentia naquele momento prevalecesse. Minha tala chegou a atrapalhar, mas puxei seu pescoço o máximo que pude, repetindo com a língua, os mesmo movimentos que ele fizera antes na minha boca.

Ofegantes, nos separamos e ele se sentou na cama. Dave tinha um sorriso no rosto e tomou um pouco de fôlego antes de novamente deitar sobre mim, beijando meu pescoço enquanto suas mãos levantaram minhas coxas. Senti a ponta do seu membro já úmido e rígido encostar na minha entrada e apertei os olhos forte, puxando seus cabelo de leve até que ele entendesse que eu queria que ele me beijasse e assim ele fez.

Estremeci de prazer ao sentir que ele esfregava a ponta do seu membro na minha entrada para lubrificá-la. Suspiros pesados escapavam de nossas bocas e alguns gemidos de dor escaparam da minha. Dave não sabia muito bem como preparar outra pessoa para sexo e quando ele chegou ao fim, sentia que iria gritar de dor a qualquer momento. Sendo paciente, ele distribuiu beijos pelo meu rosto, antes de sussurrar no meu ouvido, questionando se estava pronto. Assenti, segurando forte em seus braços que estavam posicionados ao lado do meu corpo.

Lentamente, senti ele entrar e sair de dentro de mim. Foi doloroso no começo, mas se tornou prazeroso pouco a pouco. Dave mexia os quadris devagar, indo fundo cada vez mais. Ele gemia um pouco alto e eu o puxei de volta para meus lábios, afinal as paredes eram finas e os vizinhos poderiam escutar. Pouco a pouco, ele aumentou a força em seus quadris, mantendo sua boca unida à minha. Suas mãos subiam e desciam pelo meu membro, brincando com a ponta e me estimulando cada vez mais. Depois de alguns minutos, uma estocada mais forte fez com que eu me desmanchasse e sujasse suas mãos com meu prazer. Meu corpo chegou a arquear na cama e um estalo na quebra do nosso beijo fez Dave chegar ao seu limite também, preenchendo meu interior.

Quando acabou, apenas nossas respirações ofegantes foram ouvidas. Dave se mexeu, saindo do meu interior, antes de se sentar ao meu lado, acariciando meu rosto. Havia um sorriso de satisfação no rosto dele que me fez sentir mal com tudo aquilo que fizemos.

– Você está bem? — ele perguntou, brincando com da minha franja ao enrolá-las nos dedos.

– E-estou... — envergonhado, puxei o lençol para cobrir meu corpo e ao meu sentar, recebi um beijo na testa.

– Eu te amo Freed! — ele disse com um lindo sorriso no rosto, antes de puxar meu rosto e dar um selinho demorado.

Cheguei a travar, pensando que ele esperaria uma resposta minha, mas ele me puxou para perto e me abraçou. Com o rosto em seu peito eu respirei fundo, sentindo aquele frio no peito, que sumira com o êxtase do sexo, voltar pouco a pouco enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas.

"Eu quero te amar!" — lembro de ter repetido para mim mesmo.

Notas finais
Nhac :v Imaginei como cena de filme esses dois se pegando. Aquele clima romântico em que o casal chega ao climax quase/ou junto e tals.... Mas eu ainda prefiro meu loirão master. Por falar no Laxus em breve ele vai dar as caras de novo. Aguardem!!