Notas iniciais
Aeae o> Super feliz com os três comentários e apoio do pessoal. Tive que parar de escrever a fic, pois meu namorado chegou aqui e dificilmente fico no notebook quando ele está em casa :p A partir de quarta continuo a escrever e revisar os capítulos digitados. Obrigado a todos

Um ano. Durante um ano teria de me submeter, sexualmente, às ordens daquele homem. Apenas de pensar na ideia sentia medo, mas como já disse várias vezes: não havia outra opção. Ele, a quem deveria chamar intimamente de Laxus a partir de agora, sequer se lembrava de mim. De que me salvara um dia e que iria me “salvar” mais uma vez. Ele se transformara no tempo em que fiquei sem vê-lo. Seu corpo adquiria músculos, seu semblante ficara ainda mais sério e uma cicatriz em forma de raio cortava um de seus olhos. Mas eu sabia que no fundo ... ainda sentia aquele estranho amor que desenvolvera por ele no passado.

– Aqui está seu cartão. É um cartão de débito. Compre tudo o que precisar com ele. Não precisa trazer nada de sua casa. Compre roupas, sapatos, o que mais precisar novos. – ele falava enquanto colocava tanto o exame e o contrato em uma pasta. — Será debitado um milhão em sua conta a cada mês, referente ao seu pagamento. No fim do prazo do contrato, um bilhão será depositado em sua conta conforme combinado.

Assentia, sem conseguir olhar para ele. Engolia em seco ao imaginar como deveria pagar por todo aquele dinheiro. Ele continuou a repetir termos do contrato que eu já havia lido e relido, a fim de garantir que eu não recusasse algo quando o tempo passasse.

– Quando devo vir para cá? – outra coisa que me incomodava era o fato de que deveria morar ali.

– Já ficará aqui por hoje.

Arregalei os olhos. Hoje? Eu não havia preparado meu apartamento e nem mesmo meu espírito para ... de toda forma, não poderia ficar ali tão de repente.

– Algo errado? – ele questionou, provavelmente por ver minha expressão de pânico.

– É que eu não preparei meu apartamento ainda ...

– Ok, você terá até o final do dia. – ele disse como um sargento passa uma missão a um soldado. — Volte para cá com roupas, sapatos e resolva o problema do seu apartamento até às 20:00. Quero você aqui neste horário.

– S-sim! – disse me sentindo um verdadeiro escravo. Logo me despedi e me coloquei para correr dali, mas antes de fechar pude ver que ele se continha para não rir da minha cara.

O restante do meu dia foi uma verdadeira correria. Como as lojas fechavam cedo, tive de ir ao shopping comprar algumas roupas e sapatos. Comprei cosméticos e produtos de higiene pessoal que tinha costume de usar, assim como um telefone, o lindo smartphone que eu cobiçava há meses e um notebook novinho em folha. Com um mundo de sacolas em mãos, fui até meu apartamento, desliguei os aparelhos elétricos e cobri tudo com lençol branco, antes de trancá-lo. Combinei com a senhora Rita que continuaria a pagar pelo aluguel, alegando que ficaria um ano fora a estudos. Peguei o telefone e a conta do banco dela e logo voltei a correr, de volta ao meu “novo lar”.

Ao chegar ao prédio, o recepcionista me ajudou a subir com as inúmeras sacolas e 19:45 eu já estava de volta. Estava todo suado e sujo, mas estava de volta. Laxus nem pareceu dar ideia para o horário em que eu havia retornado, mantendo sua atenção a revista que estava lendo, antes de me apontar onde era meu quarto. Sequer esperei que ele dissesse alguma coisa e entrei no quarto, já tirando minhas roupas para tomar um banho. Tendo o cuidado de trancar a porta, tomei um banho caprichado e escolhi um dos melhores conjuntos que havia comprado para me vestir. Fiz meu ritual rotineiro de hidratar tanto meu corpo quanto meus cabelos. Sempre fui muito vaidoso comigo mesmo. Podia não ser rico, mas sempre estive com o cabelo e pele impecável. Realmente, tinha tudo para ser uma garota....

Quando terminei, me dediquei a guardar o que tinha comprado. Nunca fui bagunceiro e não queria dar a impressão de que era um. Coloquei o chip do meu antigo celular no meu smartphone e o larguei no quarto, antes de voltar a sala onde Laxus estava.

– Por que demorou tanto? – ele disse impaciente, demonstrando que estava me esperando há algum tempo.

– Desculpe, eu precisava de um banho ... – disse receoso. Era estranho ter que justificar tudo que fazia. Não fazia isso desde que meus pais morreram, quando eu tinha nove anos.

– Que seja. Vamos logo. – ele ficou de pé, com pequeno molho de chaves nas mãos.

– Aonde iremos?

– Jantar. Pare de perguntar e apenas me obedeça.

Não pronunciei nenhuma palavra a mais depois dessa resposta. Segui mudo do apartamento ao restaurante e do restaurante ao apartamento. Demonstrando seu claro poder de aquisição, ele escolheu um Porsche entre vários outros carros caríssimos que estavam em vagas de estacionamento com seu nome. Saímos desfilando pela cidade, até chegar a um dos lugares mais caros e pedir algum prato estrangeiro, que por sinal, tinha um gosto horrível. Quase pedi que ele parasse em alguma barraquinha de cachorro quente na volta, pois ainda continuava com fome.

– Qual é o horário das suas aulas? – ele quebrou o silêncio, quando já estávamos de volta, dentro do elevador.

– De 08:00 à 16:00, de segunda a sexta. – respondi. Ainda estava sem graça pela resposta que ele me dera antes.

– Entendi. Como a sua faculdade não é longe daqui, lhe darei até as 17:30 para estar de volta. Volto do trabalho neste horário.

– Sim senhor. – abaixei a cabeça e o silêncio voltou a perpetuar. Caminhamos para dentro do apartamento e Laxus fechou a porta atrás de mim. Não esperava que ele fosse me puxar e me prensar contra a parede.

– Três coisas ... – ele disse, apertando meu corpo contra a parede com o corpo dele. Senti o sangue subir para o rosto, sentindo um calafrio percorrer meu corpo. A respiração dele batia contra meu rosto. – Primeiro, pare de abaixar a cabeça para falar comigo. Faz você parecer um verdadeiro capacho humano.

Ele não mede suas palavras e as soltava como pedras em cima de um prédio. Dane-se quem fosse atingido.

– Segundo, me chame de Laxus. Não sou velho para você me chamar de senhor e terceiro... – ele aproximou o rosto do meu e sussurrou no meu ouvido. – Quero ver se amanhã a noite você vai corar assim, quando eu possuir seu corpo!

Meu coração acelerou ainda mais, se é que é possível. Ele apenas se afastou, soltando meus pulsos, a qual ele havia segurado. Não disse mais nenhuma palavra e foi para seu quarto. Engoli em seco ao ver sua silhueta sumir. Eu tinha apenas um dia para me preparar.

Notas finais
Entããão ... se prepara Freed hohoho Lemon ta quaaase chegando :9 Eu simplesmente AMO descrever o Laxus com esse ar de sedutor e o Freed todo timido -v- Já deu pra perceber ... afinal faço isso em todas as fics :'D Em breve postarei mais o>