Notas iniciais
Estou vendo os reviews, mas irei responder a partir da postagem do próximo capítulo, quando tiver tempo. Obrigado a todos pelo apoio *--*

A fome chegou a sumir, assim como o sono. Revirei a noite inteira, sendo atormentado por ideias e coisas que já havia ouvido sobre sexo. Me senti uma garota virgem, apreensiva com a sua primeira vez, porém, ela não seria feita por amor, como algumas garotas faziam e até mesmo homens. Seria por dinheiro.

Pensei em inúmeras coisas com medo, me sentindo confuso ao me lembrar do que sentira quando ele prensara na parede. Laxus era um homem muito bonito, fazia sentido me sentir atraído, mas ainda sim, achava tudo aquilo estranho. Sequer havíamos nos beijado e ... meu estômago se contorceu. Será que eu seria tratado como prostitutas de ruas? Aquelas que segundo dizem, não se devem beijar? Senti o coração afundar no peito. Eu gostava dele. Gostava há anos e ficaria muito feliz com o menor carinho por parte dele, mesmo que dinheiro estivesse envolvido.

Confuso, abracei o travesseiro, como se ele pudesse me consolar. Ouvi um barulho, em meio aquela escuridão e pude ver meu celular acender a luz. Estiquei a mão e o peguei, tentando me distrair ao aprender a mexer e instalar aplicativos. Não demorou que eu instalasse um aplicativo para receber uma mensagem de Dave.

Um sorriso enfeitou meu rosto. Dave era meu amigo desde que comecei na faculdade e juntos estudávamos e aprendíamos as matérias. Sabia que ele não me via apenas como um amigo e mesmo ele tendo se declarado uma vez, decidimos continuar a ser amigos. Dave, ao contrário de mim, não era um aluno bolsista. Seus pais eram ricos, talvez tanto como Laxus, mas eu nunca tive coragem de lhe contar que passava por necessidades. Sempre acreditei no bom e velho esforço que cada um deve fazer.

“O que houve com você? Você sumiu!” foi a primeira mensagem que recebi. Aparentemente ele estava online, provavelmente bêbado ao sair de alguma boate. Respondi que estava resolvendo alguns assuntos, afinal, jamais teria coragem de contar para ele que estava vendendo meu corpo.

Conversei com ele por horas e antes que me desse conta já era de manhã. Uma enorme parede de vidro era a frente do meu quarto e como não fechara as cortinas na noite passada, tinha uma linda visão do nascer do sol. Os móveis estavam nas paredes laterais e havia apenas a cama em frente aquela linda visão. Tanto a visão, quanto a decoração do quarto era maravilhosa. Extremamente moderna, sem exageros.

Levantei da cama, ainda sem sono algum, mas com o corpo cansado pela minha correria do dia anterior. Imaginava que Laxus dormiria até tarde, mas me assustei ao vê-lo acordado, com roupa de quem iria praticar algum exercício físico, acompanhando de uma senhora, que preparava o café da manhã.

– Bom dia ... – disse entrando na cozinha, chamando a atenção de ambos para mim.

– Dormiu com essas roupas? – ele sequer respondeu ao meu cumprimento, antes de virar um copo grande de vitamina na boca. Apenas naquele momento reparei que havia ficado deitado com as roupas que usei no jantar. – Se precisar, posso lhe dar dinheiro para comprar um pijama.

– Desculpe, foi descuido meu ... – disse dando um riso sem graça pela minha gafe, mas logo voltei minha atenção para a senhora que estava ali. – Bom dia senhora, como se chama?

– Eleonor. – Laxus respondeu.

Eleonor é aquele tipo de pessoa que você conhece e ama. Carinhosa e extremamente divertida, ela é conselheira e lhe trata como uma verdadeira mãe. Naquele dia a conheci e descobri nela, uma grande amiga. Carinhosamente, ela se apresentou, elogiando minha aparência. Tive medo que ela tivesse repulsa de mim por ser gay ou mais um escravo sexual, afinal eu não era o primeiro, porém ela jamais demonstrou preconceito comigo.

– Ela limpa e faz o café da manhã. Ela fica aqui todos os dias na parte da manhã. – Laxus explicou, antes de pegar uma torrada e levar à boca.

Sempre fui uma pessoa tímida, mas quando converso bastante com uma certa pessoa, acabo por perder a timidez. Ao final da manhã Eleonor já me contava sobre sua terra natal, suas filhas e até mesmo seu gato desajeitado. Eu ria e respondia algumas perguntas que ela me fazia. Ainda não me sentia confortável para contar sobre minha vida para ela. Laxus nos abandonou na cozinha e foi malhar na academia que existia no segundo andar do prédio. Mesmo aquele apartamento sendo uma cobertura, ele abriu mão de uma academia privada para colocar uma piscina gigantesca na área livre.

Logo chegou 11:30 e Eleonor teve de ir. Demonstrando carinho, ela me abraçou antes de se despedir, descendo pelos andares abaixo. Laxus a proibira de fazer o almoço desde o dia que ele queimara uma das mãos com óleo. Ao menos com ela, ele demonstrava algum afeto.

Sem ter o que fazer e aflito para ocupar a mente, comecei a mexer na cozinha para verificar o que havia ali para fazer o almoço. Resolvi preparar uma refeição bastante saborosa, afinal minhas refeições anteriores se resumiram a macarrão instantâneo. Usando o salmão que havia na geladeira, fiz um almoço ao estilo japonês regado de sushi, sashimi, salada de kani ... vários tipos de opções. Fazia pequenas porções, afinal havia apenas duas pessoas ali. Distraído, continuei a cozinhar, não percebendo quando Laxus entrou na cozinha. Em silêncio, ele se aproximou e começou a falar, quase me matando de susto.

– Não faz parte do contrato você cozinhar.

– E-eu sei ... – quase engasguei para responder, devido ao susto. – mas como eu gosto e já estava no horário do almoço ... espero que não se importe ... – movi meus olhos para ele e senti meu corpo paralisar.

Apenas com um short apertado, Laxus estava com o corpo úmido, provavelmente havia nadado na piscina e não notei. Tinha uma toalha em mãos e passava em sua nuca para secar o cabelo. Eu não sei se o que senti foi tesão, mas meu coração acelerou e engoli em seco ao ver o volume nada normal que tinha entre as pernas. Ele provavelmente deve ter percebido, pois abriu um sorriso safado no rosto.

– Gosta do que vê? – riu, me puxando pela cintura. Não consegui sequer responder e dei conta da minha situação quando ele disse que eu parecia um tomate. – O que foi, perdeu a voz?

Ele estava perto. Perto demais. Sabia que ele ultrapassaria qualquer limite naquela noite, mas não conseguia me preparar mentalmente. O corpo úmido dele tocou o meu, molhando minha roupa de leve. A comida já estava pronta e senti um pouco de alívio por estar de avental. Ainda não tinha me preparado pra sentir aquele volume.

Paralisado era a definição da minha situação e senti meus músculos travarem ainda mais quando ele me beijou. Não foi um beijo delicado ou lento. Laxus puxou meu rosto de uma vez e bateu os lábios contra os meus. Senti um arrepio subir pela espinha e tentei empurrá-lo, mas isso só o fez rir baixo antes de forçar a língua na minha boca, até que eu cedesse passagem. Percebi que aquele beijo duraria bastante tempo quando ele empurrou meu corpo, até que encostasse na bancada atrás de mim. Suspiros escapavam por minha boca, nos poucos segundos de liberdade que possuía, enquanto perdia meu primeiro beijo.

– Você é péssimo nisso. – disse se separando dos meus lábios e dando aquele sorriso sarcástico, que parecia nunca sumir de seu rosto. – Com quantos homens já praticou antes?

– Ne-nenhum ... – disse levando as costas da mão até a boca, respirando com dificuldade. Laxus conseguira tirar todo o meu ar.

– Foi ... o seu primeiro beijo? – ele deu uma risada. – Que adorável ... você consegue ser mais puro do que várias mulheres que dormiram comigo ...

Os dedos dele continuavam a apertar o osso do meu quadril, circulando-os com os polegares. Minhas partes baixas estavam coladas às dele e eu respirava fundo, tentando repelir qualquer sinal de prazer do meu corpo. Descobriria mais tarde, que meu corpo é extremamente fácil de se excitar.

Ele aproximou o rosto novamente e voltou a me beijar. Desconfortável, tentei empurrá-lo, mas tive meus pulsos presos apenas por uma de suas mãos. Sua mão livre subiu e enroscou os cabelos da minha nuca, puxando-os forte e mantendo imóvel, mas de uma forma que não incomodava, mas me excitava. Não tinha dúvidas que ele sabia muito bem o que estava fazendo.

O beijo foi longo e nem um pouco suave. Senti minha boca ser violada por sua língua, mas ele apenas parou quando percebeu que eu já estava totalmente sem ar. Terminando o beijo, ele apenas riu, antes de dar as costas e sair da cozinha. Com dificuldade para respirar depois daquilo, levei as mãos até o peito, sentindo minhas bochechas quentes de tanta vergonha. Um calafrio me fez tremer da cabeça aos pés quando constatei que aquilo era apenas uma demonstração do que me esperava à noite.

Notas finais
ABAIXEM ESSAS ARMAS que o lemon é no próximo. Eu AMO descrever um beijo entre esses dois. Na verdade, amo fazer tudo com eles :3 Dave não é ruim, já avisando. Ao contrário dos outros personagens das minhas fics, ele está ali para ajudar Freed, mesmo que também goste dele. u.u No mais .... até sábado ou sexta a noite ... se tudo der certo (: