Do you remember me?
4 Primeira vez
Notas iniciais
As horas passaram como minutos. Durante o restante do dia, fiquei trancado no quarto, não tendo coragem ou mesmo ânimo para tirar meu notebook da caixa. Revirei na cama, o resto do dia, imaginando mil coisas que poderiam acontecer. Aquilo era muito vergonhoso e minha vontade de fugir as vezes me dava vontade de chorar. Eu tenho que suportar. Eu tenho que suportar ... lembro de repetir para mim mesmo.
Não tardou para a noite chegar. Com as cortinas abertas, via os prédios aos poucos acenderem as luzes, demonstrando a chegada da noite. Afundei meu rosto no travesseiro, antes de escutar batidas na porta. Mesmo receoso, abri e uma sacola de compras foi empurrada para meu rosto.
– Vista isso e me espere na cama. Voltarei em alguns minutos e quero você pronto.
Mal peguei a sacola e ele me deu as costas. Imagino se viu as lágrimas que eu tinha nos olhos, mas se as viu, ignorou completamente.
Tornei a fechar a porta e entrei para o banheiro, respirando fundo. Enquanto me lavava, tentava em vão me acalmar. Deixei meu corpo hidratado, como sempre fazia e peguei a sacola, a fim de ver o que havia lá dentro. Minhas bochechas arderam e senti minha visão expandir um pouco, provavelmente por arregalar os olhos.
Dentro da sacola, havia uma espécie de corpete, que apertava apenas minha barriga, deixando meus mamilos expostos. Na ponta, havia uma cinta liga, que se prendia em uma cueca box extremamente pequena e apertada. Na parte de trás, havia uma espécie de clips para prender um rabo falso de gato, assim como orelhas para serem presas em meu cabelo e um gizo para prender em uma coleira de couro no meu pescoço. Totalmente envergonhado e desconfortável com aquilo, me vesti. Senti minhas bochechas esquentarem ao ver meu reflexo no espelho, que refletia meu corpo naquela roupa sensual. Não estava feio, mas sentia meu corpo exposto demais.
Obedecendo as ordens que me passaram, sai do banheiro e fui para a cama, tendo o cuidado de antes fechar as cortinas do meu quarto. Sentindo o coração pular dentro do peito, cobri meu corpo com o lençol, pedindo em pensamento que tudo aquilo acabasse rápido. Não chegou nem mesmo a fazer dois minutos que eu estava na cama quando Laxus entrou no quarto.
– Que Deus me ajude... – disse baixinho ao ver ele entrar e fechar a porta.
Com o celular em mãos, ele apertou um botão lateral para desliga-lo, abrindo um largo sorriso ao me ver na cama. Em passos rápidos, chegou até a beirada, antes de começar a engatinhar na minha direção. Sua camisa estava aberta e ele usava apenas uma calça de moleton.
– Que gatinho adorável ... – a voz dele saía em um tom provocativo e ele sequer se importou com meu nervosismo, antes de puxar o lençol que tapava meu corpo. – Vamos ... venha cá...
Engoli em seco. Era agora. Respirei fundo, tentando ignorar o quanto seu corpo parecia tentador e arrastei meu corpo para perto dele. Laxus puxou minhas pernas, até que eu sentasse em seu colo. Um sorriso safado estava estampado em seu rosto e ele não esperou um segundo sequer para começar o que queria.
Durante meu tempo de espera pela noite, pensara em diversas ocasiões, chegando ao ponto de até mesmo de me iludir com a ideia, afinal perderia minha virgindade com o homem que gostava. Depois que ele me beijara na cozinha, imaginava que não seria usado como uma vadia, daquelas que sequer é beijada, porém estava terrivelmente enganado.
Beijos e chupões iniciaram o ato. Puxando meu cabelo com uma das mãos, Laxus marcava e chupava meu pescoço, alternando seus beijos para mordidas que chegavam a arder um pouco. Sua outra mão alisava minhas coxas, as vezes deslizando por cima do meu membro, me fazendo tremer ainda mais do que já estava, antes que meu corpo fosse deitado na cama.
Descendo seus beijos, ele lambeu e deixou marcas por todo meu peito, circulando meu mamilo direito com a língua quando o alcançou. Minhas bochechas estavam quentes como o inferno e um gemido involuntário escapou da minha boca quando ele sugou com mais força. Antes mesmo que eu levasse a mão até minha boca para não gemer, ele a segurou.
– Não controle nenhum gemido. Quero ouvir esse gatinho miar para mim! – seu sorriso ficou mais largo e eu assenti, antes tornar a abaixar minhas mãos.
As mãos dele continuaram a percorrer meu corpo, sem o menor pudor. Quando atingiu a cinta liga, ele a puxou, até que uma ponta se arrebentou e a outra estalasse sobre a minha pele. Um gemido de dor escapou da minha boca, sequer o comovendo. Fez o mesmo com a outra cinta, até que minha cueca não estivesse mais presa. Um volume demonstrava que meu corpo não concordava com minha mente, entregando-se apenas ao prazer de cada toque e à excitação de ter aquele corpo próximo ao meu. Laxus riu ao ver que eu estava excitado e mandou que eu abrisse os olhos. Minha cueca escorregou por minhas pernas conforme ele puxava, deixando meu membro livre e completamente ereto.
– Que adorável ... você realmente não tem nenhum pêlo aqui. – Respirei fundo com o comentário, suplicando em mente que ele parasse de dizer aquelas coisas, até que começou a brincar com a ponta do meu membro, enquanto sua boca mordia e chupava minhas coxas com força. Alguns segundos depois ele puxou meu tronco, me fazendo sentar, antes de sussurrar em meu ouvido para que tirasse as roupas dele.
Sentia como se tivesse uma britadeira no peito. Eu já começara a suar e me sentia incomodado com os movimentos de sua mão, que massageavam meu membro, as vezes me incapacitando de controlar meus movimentos. Laxus ria, perguntando o que havia de errado com seu gatinho, antes de distribuir beijos pelo meu pescoço, me deixando ainda mais excitado. Totalmente inexperiente, não demorou para que eu desabasse sobre seu corpo, sendo amparado pelo seu peito largo, depois de sujar suas mãos com a prova do meu prazer.
O silêncio perpetuou, antes que me levantasse, totalmente envergonhado pelo o que ocorrera e por cair em seu peito. Arfando, movi meus olhos de encontro com os seus, a fim de me desculpar, mas um empurrão foi a minha resposta. Eu sequer conseguira tirar sua camisa, antes de me desfalecer em suas mãos.
– Adorável ... mas você não fez o que lhe mandei gatinho ... – ele puxou a coleira presa no meu pescoço, fazendo o gizo preso emitir um som. Aquele sorriso não sumia de seu rosto, demonstrando o quanto estava se divertindo com tudo aquilo. Sorrindo, ele se despiu em minha frente, depois que soltou minha coleira. Meus olhos arregalaram ao ver o enorme instrumento que ele tinha entre as pernas. Eu chegava a parecer um garoto de doze anos em comparação com o tamanho dele.
– Não precisa cobiçar tanto ... – ele chamou a minha atenção, provavelmente por me ver encarar aquela coisa enorme. – Logo ele vai estar todinho dentro de você!
Fazendo um sinal com as mãos, ele indicou que deveria me aproximar, mas neguei com a cabeça. Estava com medo. Aquilo podia me rasgar no meio! Laxus não ficou feliz com a minha imposição e me puxou pela coleira sem a menor delicadeza, até que meu rosto estivesse a centímetros do membro dele.
– Sua obrigação aqui se resume a acatar às minhas ordens. – não havia mais brincadeira em seu tom de voz. – Agora dê alguma utilidade para essa maldita boca.
– Por favor ... – a vontade de chorar já me prendia de novo, misturado a vergonha que ainda me culpava. O êxtase do prazer se desfez com sua grosseria. – Isso não ...
Laxus não me respondeu. Soltou a coleira e levou a mão até meu cabelo, puxando-o com muita força, até que me sentasse e mantivesse a cabeça para trás. Sem cerimônia alguma, ele levou a boca até minha clavícula e cravou os dentes em minha pele, dando uma mordida funda. Soltei um gemido alto de dor, tentando afastá-lo com as mãos, mas ele apenas parou quando sentiu seus dentes encostarem no osso da minha clavícula. Pouco se importando com minha agonia, ele cuspiu o sangue que estava em sua boca, como se fosse a pior coisa que já havia experimentado.
– Acho que me equivoquei a seu respeito. – escárnio era a definição de sua expressão. – mas sei muito bem domar vadias desobedientes.
Outro empurrão e eu caí de lado na cama. Laxus limpou o sangue que escorria de sua boca com as costas da mão, antes de pegar o lençol e rasgar uma tira. Com dor, levei as mãos até a ferida, segurando lágrimas que pinicavam em meus olhos. A única coisa que pude fazer foi implorar quando ele voltou a me puxar, desta vez, amarrando meus pulsos em um nó apertado na cabeceira da cama. Incapaz de fugir, ele passou as pernas sobre meu corpo, levando seus quadris para perto do meu rosto, antes de esfregar seu membro excitado contra minha bochecha.
– Abra sua boca.
No fundo, senti vontade de gritar por ajuda, mas sabia que seria meu fim. Mesmo sentindo cada célula do meu corpo repudiar aquilo, abri a boca devagar, sentindo aquele enorme membro escorregar por minha língua e tirar todo meu ar ao bater fundo na minha garganta. Laxus forçou mais os quadris, mas percebeu que estava me sufocando, de forma que teve de deixar uma parte daquilo tudo para fora. Sem se preocupar se eu seria engasgaria ou não, ele começou a movimentar os quadris para frente e para trás, mandando que eu mexesse e trabalhasse sobre o membro dele com minha língua.
O barulho que o gizo emitia dava uma melodia ridícula para tudo aquilo. Me sentindo humilhado, fechei os olhos, não conseguindo conter minhas lágrimas. Sentia vontade de vomitar, enquanto aos poucos sentia um líquido escorrer por minha garganta. Implorava que o tempo passasse ou que eu acordasse daquele pesadelo, porém, percebi que estava preso na realidade quando ele gozou em minha boca.
Ânsias de vômitos fizeram meu peito se mexer e depois que ele tirou seu membro da minha boca, ele forçou a mão sobre ela, mandando que engolisse cada gota. Tremendo e fazendo vômito, com muita dificuldade consegui engolir aquele líquido horrível e nojento, recebendo como recompensa a liberdade para recuperar meu fôlego e tossir um pouco.
Enquanto me recuperava, Laxus tornou a deslizar e a explorar meu corpo com a boca, arrancando um pouco de sangue dos meus mamilos ao mordê-los. Rindo dos meus gemidos agoniados, ele levou suas mãos até meu membro, beliscando-o e puxando a pele, me dando uma sensação totalmente diferente da que sentira antes. Não havia mais prazer nenhum para mim em tudo aquilo. Um riso escapou de seus lábios ao levar as mãos até minha entrada e sem cerimônia alguma, ele enfiou um dedo dentro dela.
– Ora ora ... — ele moveu o dedo dentro dela, me fazendo arquear o corpo de dor. – que lugar apertadinho ....
Um segundo dedo fez companhia ao primeiro e logo três ... quatro. Meu coração afundava no peito, enquanto em mente eu confessava meu amor por ele, entre súplicas para que ele parasse com aquilo.
– Vou adorar deixar esse lugarzinho beeem largo ... – outra risada e eu já rezava em pensamento.
– Por favor ... Laxus ... – foi a primeira vez em que o chamei pelo nome. – Não me machuque mais ....
Soluços e lágrimas faziam parte da minha súplica, mas ele sequer se comoveu. Levando a mão até o próprio membro, ele começou a estimulá-lo, enquanto ria das minhas súplicas. Logo aquela coisa enorme estava ereta de novo e ele levantou minhas pernas, antes de dar um delicado beijo em minha coxa direita.
– Que isso sirva de lição ...- a ponta de seu membro bateu forte contra minha entrada. — ... nunca mais me desobedeça!
Um grito escapou da minha boca quando senti ele começar a me violar. Preocupado com os vizinhos, ele levou uma mão até minha boca e a tapou, tal como um estuprador silencia sua vítima. Abafando meus gemidos, ele forçou os quadris de uma vez, me penetrando totalmente no seco. Um grito de dor foi abafado e eu comecei a chorar, sentindo sangue escorrer por minhas pernas. Não tenho palavras para descrever a dor física que senti, mas nada se comparava ao desespero angústia de ter meu coração despedaçado.
Um gemido alto de satisfação, era a prova que ele não se importava comigo e muito menos com as minhas lágrimas. Me atrevi a olhar para baixo e puder ver que meu sangue sujara também as coxas dele. Laxus sequer deu atenção, começando a movimentar os quadris, antes mesmo que eu recuperasse da dor que estava sentindo.
A cada estocada, tudo doía mais e incapaz de fugir ou apartá-lo, virara a cabeça para os lados, tentando em vão me livrar do nó apertado dos meus pulsos. Gemidos e súplicas saíam da minha boca, enquanto em mente me arrependia de ter aceitado tudo aquilo.
– Dói... dói ... por favor Laxus ... por favor pare! Dói ...
Ele não respondia, sequer chegando perto do meu rosto, que ainda tinha resquícios da primeira vez que ele atingira seu limite. Incomodado com minhas palavras, ele sequer se deu ao trabalho de mandar que me calasse, apertando meu pescoço até que eu entendesse que deveria ficar quieto. Lágrimas molhavam meu rosto, não aliviando o forte calor que existia em minhas bochechas e incapaz de ver a pessoa que eu amava violar meu corpo, me rendi a escuridão ao fechar os olhos.
Meu corpo se movia para frente e para trás, em um ritmo frenético e doloroso. Cada estocada era mais forte, mais funda e tudo doía mais. Pedia a Deus em pensamento que tudo acabasse logo, mas os minutos se arrastaram até que Laxus finalmente atingisse seu limite e despejasse seu líquido dentro do meu corpo.
Toda a dor e ardência caiu ainda mais forte sobre mim quando ele saiu do meu interior. Meu coração batia rápido e parecia chorar junto comigo a cada batida. Forcei os lábios e virei o rosto para o lado oposto onde ele estava, abafando meus gemidos de agonia. Sem dizer uma única palavra ou mesmo ter a decência de tapar meu corpo, ele se vestiu e saiu do meu quarto, me deixando sozinho e preso. Deixando alguns gemidos escaparem da minha boca, arrastei meu corpo cansado e ferido para cima, até que conseguisse me livrar dos nós que prendiam minhas mãos. Minhas mãos dormentes, não tinham força o suficiente para manter o peso do meu corpo e eu joguei meu corpo de lado, afundando a cabeça no travesseiro antes de deixar todo o choro preso no meu peito escapar. Chorei e me derramei lágrimas até pegar no sono, me entregando a inconsciência depois de ser violado pelo homem que eu tanto amava.
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