Do you remember me?
8 Pedido de socorro
Notas iniciais
Meu corpo foi jogado na cama e soltei um gemido agoniado ao sentir meu traseiro bater, ainda com aquela coisa dentro, contra o colchão. Sem perder tempo, Laxus colocou a mordaça em minha boca, prendendo-a bem apertado na nuca. Uma bolinha de borracha forçava minha boca a ficar um pouco aberta, me impossibilitando de refrear qualquer gemido e antes mesmo que eu conseguisse respirar, ele se deitou sobre mim.
As mãos frias dele entraram lentamente por baixo da minha blusa, dedilhando minha barriga até meu peito. Arrepiava com seus toques e o contato frio de suas mãos contra seus mamilos, me mostrou que eu era mais sensível do que imaginava.
Uma risada soou, antes que ele puxasse minha blusa para cima, me despindo aos poucos. Sua boca desceu pelo meu peito, deixando marcas fortes de chupões até meus mamilos, os quais não foram perdoados. Fazendo uma pequena pausa, ele se sentou e tirou a própria blusa, jogando-a para o chão, antes de se deitar novamente e descer sua língua até meu umbigo, descobrindo um novo ponto sensível, que me fez gemer mais alto.
– Já está excitado? – ele riu, puxando minha calça para baixo. Eu já estava corado e sentia arrepios a cada toque.
Virei o rosto para o lado, tentando esconder a vergonha. Saliva já escorria por minha boca e um gemido mais alto foi abafado pela mordaça. Ele estava massageando meu membro, enquanto sua boca lambia minha virilha. Meu coração pulava dentro do peito e minha respiração se tornava ainda mais ofegante. Não sei dizer se foi por susto, mas acabei por levar as mãos até a cabeça dele, em uma tentativa desesperada de acabar com aquilo, o que foi uma péssima ideia.
Laxus não tinha misericórdia. Não se importava se eu era inexperiente ou se o contato íntimo era estranho, mesmo que prazeroso para mim. Ele queria o seu prazer, o seu divertimento e pouco importava se eu estava ferido, cansado, triste .... o que fosse. Descobri tudo isso da pior maneira.
Ele cravou os dedos na minha cintura, arranhando com sua unha curta, antes de subir e me puxar pelo queixo. Sua expressão irritada começou a me apavorar e ele pegou as algemas, antes de me prender à cama.
– Creio que está entendo as coisas erradas Freed ... – ele se deitou sobre mim, passando as costas da mão em meio peito, descendo a mão até minha cueca, antes de tirá-la. – Eu vou lhe explicar mais uma vez ...
Sem dizer mais nada, ele ficou de pé. Um olhar irritado moldava seus olhos. Pensei que ele me deixaria amarrado como punição e saiu do quarto. Sozinho, tentei mover meus braços presos, com a língua, girei aquela bolinha na minha boca, em uma vã tentativa de tirá-la. Meu coração batia rápido e me sentia envergonhado por ainda estar excitado.
– Eu vou te machucar até que você entenda. – ele voltou, chamando minha atenção para ele. Tinha em mãos uma faca e ao vê-la arrepiei da cabeça aos pés, prevendo o pior.
Ele subiu na cama e eu comecei a me debater. Mais lágrimas e alguns pedidos de socorro eram silenciados pela mordaça. Tentava me afastar com medo do que ele pudesse fazer, mas para me aquietar, ele fez um corte superficial na minha perna, antes de virar um tapa com toda força em meu rosto.
– Fique quieto para seu próprio bem....
Tremendo, acabei por obedecer. Meu coração socava meu peito, lágrimas embaçavam minha visão, enquanto em mente implorava que alguém aparecesse e me salvasse. Sabia que isso não aconteceria, mas em meio desespero foi o que consegui fazer. Não fazia ideia do que Laxus era capaz, mas com o tempo acabei por descobrir.
Utilizando sua força, ele virou meu rosto, mandando que eu olhasse para ele. Solucei, sentindo lágrimas escorrerem por meu rosto, antes de pouco a pouco abrir os olhos e direcionar minha visão para seu rosto. Diferente da outra vez, ele não estava sorrindo. Me olhava sério, com raiva. Sem saber o que fazer, continuei a olhar para seu rosto, apenas deixando que lágrimas escorressem pelo meu. Naquele ponto, meu corpo não expressava mais prazer. Havia apenas medo.
– Você vai ficar quieto a partir de agora. – ele moveu a faca para meu peito e eu arregalei os olhos. Antes mesmo que eu pensasse em me afastar ou debater, ele moveu sua mão livre para meu pescoço e o apertou. – Não se mexa e não grite.
Assenti, diante daquelas ordens, que mais pareciam ameaças. Meus olhos se moveram quando ele passou as pernas sobre mim, ficando com meu corpo entre suas pernas. Ele tombou o corpo e começou a beijar meu peito de forma delicada. Sua mão esquerda subiu até meu cabelo e o puxou devagar, em uma espécie de carinho. Sua mão direita, desceu despercebida pelo meu corpo, até chegar ao meu joelho. Beijando meu rosto, ele começou a fazer um corte acima do meu joelho, o estendendo até minha cintura.
Um gemido agoniado saiu de forma estrangulada pela mordaça e incapaz de controlar meu corpo, tentei me afastar novamente, em uma reação que é completamente normal quando se é machucado. Laxus mudou seus carinhos em um puxão forte em meu cabelo, mandando novamente que eu ficasse quieto. Como punição, um corte paralelo foi feito ao lado do primeiro e eu respirei fundo, no intuito de me conter.
Lágrimas e mais lágrimas pingavam no lençol, o deixando molhado. A cada corte, eu soluçava e pedia a Deus para que alguém me salvasse. Eu gemia e sentia meu coração ser lacerado, assim como minha pele. Não sei dizer quanto tempo durou tudo aquilo. A cada segundo, minuto ou hora, eu mantive meu olhos para Laxus, questionando em meio a minhas orações o por quê de tanta crueldade. Em certo ponto, parei de me mover, tremendo apenas de leve e controlando minha respiração a cada corte. Laxus parou apenas quando percebeu que eu já havia conseguido me controlar.
Não sei dizer se o que ele sentiu foi satisfação pelo que havia feito, mas colocou a faca na escrivaninha ao lado, antes de levar as mãos até as algemas e soltá-las. Dominado pelo medo, eu sequer me movi, acompanhando com os olhos cada movimento, fechando os olhos quando ele levantou minha cabeça, sentindo a bola de borracha afrouxar sobre a minha boca, antes que ela caísse sobre meu peito.
Um beijo silenciou meus soluços. Um beijo lento, delicado. Fiquei sem entender tudo aquilo, sentindo os cortes arderem pelo meu tronco e pernas. Laxus moveu novamente sua mão, amparando meu rosto, enquanto a outra voltou a deslizar sobre meu peito e me estimular. Suspiros entre o beijo mostrava que a dor aos poucos era amenizada e em seu lugar o prazer, um incrível anestesiante, tomava conta. O medo ainda existia, mas não prevaleceu.
As mãos desceram, assim como sua língua, que cutucava um pouco as feridas, as fazendo arder. Pouco a pouco ele desceu pelo meu corpo, beijando novamente minha virilha, ignorando completamente o sangue que me sujara. Meu membro despertou novamente e ele riu, antes de levar as mãos até o membro de borracha que estava no meu corpo. Sem nenhum aviso, ele o tirou e o colocou de volta, com extrema força.
Apertei minha boca, quase não conseguindo abafar um grito. Minhas mãos apertaram o lençol, tentando tirar forças de onde não seria possível. Meu membro latejou, ao ponto de me assustar e em resposta a minha reação, ele tornou a tirar e enfiar o membro dentro de mim, antes de finalmente tirá-lo para fora e jogá-lo no chão.
Não havia mais delicadeza. Ofegante, Laxus se deitou sobre meu corpo ferido, voltando a me beijar, totalmente necessitado. O beijo foi ficando cada vez mais promíscuo e levantando minhas pernas, ele as circulou sobre seu quadril, antes de se sentar, levando meu corpo junto. Separando minhas nádegas com as mãos, ele mordeu meu lábio inferior, antes de me penetrar sem nenhuma preparação. Trinquei os dentes e controlei a vontade de gemer de dor diante daquilo. Ainda estava ferido, tanto por fora, quanto por dentro.
– Você é tão apertado ... – ele sussurrou em meu ouvido e apenas apertei os olhos, levando as mãos ao meu próprio peito. Me guiando, Laxus levou minhas mãos até seus ombros, mostrando que deveria me segurar ali, antes de começar a se mover.
Gemidos de prazer escapavam de seus lábios e ele deixava mais marcas de chupões em meu pescoço. Sentia meu corpo e meu interior arder, mas o prazer ganhava e predominava. Sentia meus mamilos rígidos, tremendo de prazer e dor a cada estocada. A boca dele me fazia arrepiar e suas mãos me mantinham preso. Seus quadris batiam forte contra meu corpo e cansado, me arrisquei a encostar a cabeça em seu ombro, antes de atingir meu limite, sendo seguido por ele segundos depois.
Suspiros pesados preencheram o som do ambiente, enquanto silenciava os meus. Senti a vergonha e a dor voltarem, mas não me atrevi a me mexer. Já havia sido castigado e não queria que ocorresse novamente, porém, ele não tinha mais interesse em estar comigo daquela forma.
Me empurrando, ele se afastou, mantendo um sorriso no rosto. Voltei a sentar na cama e apenas naquele momento pude ver todos os cortes espalhados por meu corpo e pude ver que não eram tão fundos. Meu traseiro doía e envergonhado, me encolhi, a fim de tapar meu corpo. Não tinha coragem de olhar para o rosto dele.
– Que vadia ... gozando depois de ser punido .... – ele debochou, puxando algumas mechas do meu cabelo comprido, antes de tombar o corpo para cima de mim. – Logo logo você vai estar implorando por prazer, mas não se preocupe... – sua mão levantou meu rosto, apertando meu queixo forte. — vou foder você até o último dia deste contrato.
Meus olhos se encheram de lágrimas, o fazendo soltar uma risada. Sem dizer mais uma palavra, ele ficou de pé e saiu do quarto, sequer tendo o trabalho de se vestir. Me mantive de cabeça baixa, até escutar a porta se fechar, deixando que as lágrimas presas escapassem. Olhei os cortes em meu corpo e senti meu estômago revirar ao ver meu próprio sêmen respingado entre as feridas. Abracei meu próprio corpo, começando a soluçar, arrependendo mais uma vez da escolha que fizera. Escutei meu celular emitir um ruído de vibração e em meio ao desespero, o peguei ao lado da faca que continuava ali.
“Freed eu queria conversar.”
“Você não parece bem.”
“Me conte, o que há com você?”
Minha burrice e desespero não tinham tamanho. Esquecendo o mundo e do que Laxus era capaz, acabei por responder a mensagem de Dave, me condenando às consequências da ira do meu dono ao mandar uma resposta que sequer foi repensada.
“Por favor, me salve.”
Fale com o autor