Do you remember me?

9 Alguém que me ama


Notas iniciais
Sexta feira e ... I'm here James ~ Semana passada fui cretina, deixando vocês na curiosidade, mas agora temos mais hehehehe

Assim como me lembro do dia em que vi Laxus, me lembro do dia em que soube que eles haviam partido. Nunca fui rico e meus pais sempre trabalharam duro para me dar o básico para sobreviver. Lembro do quão feliz e ansiosa minha mãe estava com a promessa de uma vida melhor. Quando eles se foram, o dia estava claro e ensolarado.

Me dando um beijo, tanto minha mãe, quanto meu pai se despediram, antes de entrar em um caminhão que os levaria até a fábrica onde haviam conseguido emprego. Durante o dia de trabalho, uma vizinha, uma senhora muito idosa, cuidaria de mim. Esse era o combinado

Não passou do meio dia, quando alguém voltou, procurando por mim. Um homem vestido de preto e um semblante terrivelmente sério me chamou, anunciando, como alguém que conta uma história, que uma explosão ocorrera e meus pais estavam entre os mortos. Eu tinha nove anos ...

O mundo parou de girar naquele momento. Um peso enorme caiu sobre mim, me esmagando juntamente com minhas lágrimas que pareciam pesar, uma a uma. Eveline, a senhora que me adotaria depois disso, caiu de joelhos no chão em prantos e sem saber o que fazer, fugi de volta a minha casa ao lado, gritando por meus pais ao abrir a porta. Não queria acreditar, não conseguia. Cai de joelhos no chão ao chegar no cômodo inacabado, onde dormia juntamente com os meus pais. Lágrimas e gritos foram o questionamento da minha alma, mas o silêncio foi a minha resposta.

–x-

Minhas lágrimas se fundiam a água do chuveiro. Uma vadia. Era isso o que minha existência significava para ele. Eu gostava tanto dele e durante a vida, tivera tanto sonhos e devaneios onde me declarava, mas agora estava ali, ferido e sendo usado como um objeto sexual.

Soluços e mais soluços. Minhas lágrimas embaçavam minha visão, me deixando com dificuldade para lavar meu corpo. Lavei meu cabelo o mais rápido que pude e saí do chuveiro, pronto para me vestir. Usei uma pomada nas feridas, tanto no corpo e a específica para assadura nas nádegas. Não conseguia parar de chorar. Vesti um conjunto de moleton, arrancando a etiqueta da roupa nova, depois de vestir minha cueca. Não tive ânimo para passar creme no corpo e quanto ao cabelo, apenas passei o pente, antes de secá-lo com a toalha. Desesperado para sair dali, coloquei o cartão e o celular no bolso, antes de abrir a porta do quarto.

– Aonde você pensa que vai?

Sequer coloquei os pés para fora do quarto e fui questionado. Usando uma calça de moleton, Laxus estava sentado no sofá em frente à tv, assistindo ao telejornal. Seu olhar era desconfiado e ele tinha o controle remoto em mãos.

– E-eu queria sair para comer ... – menti, movendo meus olhos para o chão. Dentro do bolso sentia meu celular vibrar, provavelmente Dave estava confirmando sua chegada à Praça Central, local onde havia combinado de nos encontramos. Depois das minhas mensagens, ele havia ficado ainda mais preocupado que já estava.

– Mentira. – eu não sabia dizer se realmente era um péssimo mentiroso ou se ele tinha algum tipo de detector de mentiras. – O que pretende fazer?

Ele ficou de pé e veio em minha direção. Eu iria apanhar de novo? Senti vontade de correr, mas o medo me paralisara. Logo ele estava a minha frente e tinha um braço barrando meu caminho.

– Por favor Laxus, eu não farei nada errado. – respondi, tentando ao máximo não chorar mais.

– O que está escondendo? – ele questionou, demonstrando que estava ficando irritado. – Levante a cabeça e olhe para mim.

Era doloroso. Tanto me entregar a ele, ser ferido, mas nada se comparava a ver a pessoa que eu amava me assustando tanto. Em poucos dias, ele já me deixara totalmente amedrontado com sua presença e ver aqueles olhos tão cinza quanto os resquícios de um incêndio, tinha a impressão que minha alma seria carbonizada pouco a pouco, até o fim daquele contrato.

– Vou perguntar de novo e pela última vez ... – ele fechou o punho na parede. – Aonde você vai?

Mentir era inútil, eu sabia. Mesmo que o convencesse ali, depois ele acabaria descobrindo. Respirei fundo e mesmo com medo de apanhar, acabei por criar coragem.

– Vou encontrar com meu amigo...

– Dave Cartland?

– Sim...

Eu já estava me preparando para apanhar, mas sabia que desabaria se isso acontecesse. Meu corpo estava cansado e sentia meus olhos mais sensíveis depois de derramar tantas lágrimas. Estava um trapo, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Minhas mãos estavam no peito, como se protegessem o meu coração, a qual se despedaçava a cada ato do homem a minha frente.

– Você é tão ingênuo. – ele gargalhou. — Assim que ele te levar para a cama, nunca mais vai querer saber de você.

Lágrimas que eu acreditei não possuir mais, pinicaram em meus olhos. Meu coração bateu mais forte, me fazendo sentir uma pontada de raiva.

– Ele não faria isso ... – mesmo com raiva, controlei meu tom de voz, pois sabia que só pioraria a situação se gritasse.

– É mesmo? – ele riu.

– Ao contrário de você, ele gosta de mim.

Arregalei os olhos depois de dizer isso, mal acreditando no ponto que minha raiva chegara. Pensei que levaria um tapa e abaixei a cabeça, batendo minhas costas contra a parede ao dar um passo para trás. Houve silêncio e Laxus corrigiu sua postura, antes de dizer algo que me doeu mais do que qualquer ferida em meu corpo.

– Você tem razão. Eu jamais amaria uma vadia oferecida como você.

Um suspiro e duas lágrimas escaparam dos meus olhos. Movi meus olhos de encontro aos dele e senti meu coração afundar no peito ao ver seu olhar enojado.

– Vá ... mas esteja avisado que se fizer algo com aquele cara a multa será o menor dos seus problemas.

Me dando as costas, ele subiu para o segundo andar em passos pesados. Fiquei um tempo parado, questionando a mim mesmo se deveria fazer aquilo, mas acabei por decidir. Corri até a porta e sequer hesitei antes de abrí-la. Com todas as forças que tinha nas pernas, corri até o ponto de ônibus, tomando um ônibus para o centro e correndo para fora dele quando cheguei ao meu destino. Meu coração batia forte no peito. Precisava de alguém. Alguém bom que consolasse naquele momento. Corri em meio a uma multidão que preenchia as ruas naquela noite, gritando por Dave ao vê-lo de costas. Meu coração batia forte e sequer lembrei da minha timidez ao me jogar em seus braços.

– O que houve? – ele questionou, acariciando minha nuca devagar, antes de afastar meu corpo. Vi seu olhar preocupado se intensificar ao ver que eu chorava.

Novamente o abracei e afundei a cabeça em seu peito. Minha alma, coração e corpo estavam lacerados, feridos. Precisava de um abraço. Precisava saber que não estava sozinho e tudo que precisava naquele momento era de uma pessoa que realmente gostasse de mim.

Notas finais
Vou mostrar a história do Freed bem aos poucos, conforme andamento da história (: Deu dó dele, mas gente ... Laxus tem ciúme demais dele, vocês não fazem ideia hahahaha E Dave será um amorzinho, do inicio ao fim :3 Obrigado pelos reviews, os quais não consegui responder, mas vou responder sem falta na postagem de domingo a noite. Sim, domingo a noite tem mais =D