Do you remember me?

60 O que eu sou para você?


Notas iniciais
Digitei esse capítulo, revisei e quando percebi ele tinha ficado enorme o.o Mas tem lemon galera e uma pergunta deveras intrigante :B Boa leitura!

A água quente do chuveiro fazia com que o banheiro ficasse preenchido pelo vapor. Debaixo da água que caía, estava eu e Laxus, enquanto nossos lábios estavam unidos em um de vários beijos intensos que nos demos nos últimos dias.

Já havia se passado duas semanas que eu voltara da casa de Hector Dreyar. Meu corpo estava melhor, Laxus já estava quase curado da cirurgia e como dois apaixonados, não perdíamos a oportunidade de nos beijar e nos acariciar. Porém devido ao estado do meu corpo e do corte da cirurgia de Laxus evitamos ter relações sexuais, mas depois de duas semanas já estávamos loucos um pelo outro.

– Te-tem certeza que está tudo bem com você, Laxus? O corte pode abrir de novo... — disse me separando dos lábios dele, olhando com vergonha para seu abdômen para examinar o corte feito na cirurgia. Nos últimos dias Laxus conseguira abrir o corte, quase me matando de desespero ao vê-lo sangrar.

– Eu estou ótimo e louco para te tomar por inteiro! – ele respondeu antes de me abraçar, escorregando as duas mãos até minhas nádegas. – Tem certeza que seu corpo está bem também?

– S-sim... – respondi envergonhado ao ouvir seu sussurro no meu ouvido.

Sua boca logo começou a beijar meu pescoço e a água quente caindo sobre minhas costas não me impediu de sentir correntes de prazer subindo pela minha espinha. Seus lábios quentes subiram até minha orelha, sugando o lóbulo e suas mãos apertaram minhas nádegas, me enchendo ainda mais de desejo.

– Vamos para a cama? – ele questionou, desligando o chuveiro. Já havíamos tomado banho e estávamos ali apenas enrolando.

Assenti e ele piscou para mim de uma forma que me encheu de tesão. Pegando toalhas, secamos nossos corpos, indo juntos até a cama que já estava desarrumada por nossos amassos anteriores. Jogando a toalha para o lado, Laxus se sentou na beirada da cama, dando tapas leve na própria perna, demonstrando que eu deveria me sentar ali.

Nos últimos dias tomamos banho juntos quase todos os dias, mas eu ainda corava quando o via despido. Laxus tinha e ainda tem um corpo muito atraente e confesso que eu sentia minhas partes baixas se agitarem apenas de olhar para seu corpo nu. Com o rosto quente de vergonha, eu caminhei até ele, sentindo a toalha deslizar sobre minha pele quando ele a puxou.

Meu coração palpitava quando eu me sentei em seu colo, levando as duas mãos até seu pescoço. Laxus riu e segurou meu queixo, aproximando o rosto devagar para me beijar. Sua língua pediu passagem na minha boca e eu apenas dei um gemido baixo, antes de conceder a ele o que queria. Suas mãos subiram e desceram minhas costas com cuidado, já que ainda haviam cascas de algumas feridas maiores ali. Nossos lábios se separaram depois de alguns segundos e ele desceu seus beijos pelo meu queixo, fazendo uma trilha até o meu pescoço. Tombando meu corpo, ele continuou a descer pelo meu corpo com seus beijos, mas bastou que ele se abaixasse um pouco para soltar um gemido de dor.

– O que foi? Você está bem? – perguntei preocupado, vendo-o levar uma das mãos até as costuras do corte da cirurgia.

– Está sim... foi só uma fisgada... bem forte por sinal.

Preocupado, eu saí do seu colo, mas Laxus segurou minha mão, antes de ficar de pé. Tateando os dedos pelo meu rosto, ele voltou a me beijar, rindo entre seu beijo. Não precisei nem perguntar o que havia de errado, pois logo ele começou a falar.

– Parece que eu vou ter que ficar mais quieto enquanto você comanda o sexo dessa vez. – por ver minha expressão de pânico causada pela vergonha, ele continuou a falar. – Não se preocupe, eu te digo o que fazer.

Sem esperar uma resposta minha, Laxus me puxou pela mão, ajeitando algumas almofadas na cabeceira da cama antes de se sentar e apoiar as costas nelas. Com as pernas esticadas, ele me puxou, fazendo um sinal para que eu me sentasse novamente em seu colo.

O sangue pipocava nas bochechas quando eu me sentei sobre suas coxas, aproximando meu corpo. Me orientando, ele colocou minhas mãos em seu pescoço, abrindo um largo sorriso, antes de dar um beijo no meu queixo. Naquela posição eu ficava um pouco mais alto que ele.

Abaixando um pouco o rosto, uni meus lábios aos dele e percebi que Laxus me deixaria conduzir tudo aquilo. Conforme eu dançava com a língua em sua boca, ele retribuía, apertando de leve minhas nádegas. Na tentativa de me ajeitar sobre seu colo, acabei por mexer os quadris, recebendo um gemido de prazer da parte dele e entendendo que aquilo o excitava.

Seu membro estava abaixo das minhas nádegas e comecei a rebolar sobre ele, fazendo Laxus morder os próprios lábios e me olhar com puro desejo. Uma de suas mãos desceu para o meio das minhas nádegas, enfiando um dígito na minha entrada que me fez gemer baixo. Continuei a mexer os quadris, me atrevendo a mordiscar seus lábios, tendo nossas respirações ofegantes como melodia para tudo aquilo.

Não demorou para que todo o vigor de Laxus despertasse. Meus lábios estavam unidos aos dele quando senti seu membro subir, ficando entre minhas nádegas. Um gemido mais alto escapou da sua boca quando eu movimentei os quadris e suas mãos separaram mais minhas nádegas, fazendo aquele membro se acomodar no meu corpo. Ele não mexia muito o corpo para não se machucar, mas eu via que ele se continha para não me tomar por completo de uma só vez.

– Vamos lá Freed não me torture.... – ele disse impaciente, mordendo meus lábios inferiores entre nossos beijos. – Quero você cavalgando em mim logo....

Um gemido manhoso escapou da minha boca quando uma de suas mãos agarrou meu membro, fazendo movimentos circulares com o dedão sobre a minha glande. Joguei a cabeça para trás, gemendo mais alto e ao me recompor, vi que Laxus mordia os próprios lábios. Estávamos loucos para nos amar, mas tínhamos receios com o corpo um do outro e por isso precisávamos fazer isso da forma mais sutil possível, porém confesso que queria muito que Laxus me dominasse naquele momento.

Ofegante assim como, ele segurou seu membro e me mandou levantar os quadris. Eu obedeci e apenas naquele momento entendi o que ele queria dizer com “cavalgar”. Posicionando-o sobre a minha entrada, ele me mandou sentar novamente e assim o fiz, gemendo conforme sentia aquele membro entrar dentro de mim. Um gemido abafado saiu na minha boca quando cheguei ao fim e enquanto eu me recuperava, Laxus deitou na cama, levando as duas mãos aos meus quadris.

– Es-está muito fundo La-Laxus... – eu disse baixo, sem nem mesmo perceber. Senti suas mãos me apertarem e ao abrir os olhos, fechados antes pelo prazer, vi Laxus com a cara mais pervertida que já tinha visto na vida.

– E eu pretendo ir ainda mais fundo! – ele respondeu, olhando para baixo para me ver. – Mexa seus quadris para frente e para trás devagar. Você vai gostar...

Mordendo os lábios, eu apoiei as duas mãos em seu peito. Meu membro estava completamente ereto, mas o senti latejar quando mexi os quadris conforme Laxus mandara. Um gemido escapou de nossas bocas e eu fiz uma pequena pausa logo no primeiro movimento. Aquela posição fazia ele ir muito fundo e cutucar alguma coisa dentro do meu corpo. Algo que me dava prazer e me fazia perder as forças.

– Mais Freed... quero mais... – ele gemeu em protesto ao me ver parar. Olhei para ele com o rosto ardendo de vergonha, ainda sentindo ondas de prazer rodopiarem pelo meu corpo.

– Ca-calma La-laxus... se-seja paciente... – disse antes de movimentar o quadril mais uma vez, arrancando gemidos altos da minha própria boca e da dele. Ainda bem que escolhemos fazer aquilo depois que Eleonor fora embora.

Suas unhas curtas cravaram sobre meu quadril e eu achei um ritmo certo para continuar a me movimentar. Com a cabeça jogada para trás, eu continuei a mexer os quadris para frente e para trás, gemendo longamente sem me conter. Laxus gemia alto também e não demorou para mexer os próprios quadris, fazendo com que aquilo ficasse ainda mais prazeroso para nós dois.

Com as mãos em seu peito, continuei a me movimentar, como se realmente estivesse cavalgando. O membro de Laxus brigava por espaço dentro de mim e em alguns movimentos tocava no meu ponto de prazer, me fazendo gemer mais alto. Meu membro balançava entre nós, até que ele o tocou, bombeando-o sem piedade. Meus mamilos estavam duros e incômodos, me fazendo sentir falta da boca de Laxus sobre eles. Minha cabeça, corpo e alma, perderam a noção do mundo e da timidez, enquanto eu aumentei mais o ritmo dos movimentos. Nossos gemidos ficaram ainda mais repetitivos e gotas de suor escorreram pelo meu corpo, enquanto via Laxus gemer de olhos fechados, as vezes mordendo os próprios lábios para se conter. Ele foi o primeiro a chegar ao limite, despejando seu prazer no meu corpo, sendo seguido por mim, de tal forma que meu corpo deu alguns espasmos de prazer enquanto eu sujara seu abdômen.

Com o êxtase, curvei o corpo ainda mais para trás, sentindo o ar faltar ao gemer mais alto. Sem forças, deixei o corpo cair para frente, apoiando o peso do corpo nas mãos para depois me deitar sobre o abdômen de Laxus que ofegava tanto quanto eu. Fechei os olhos por alguns segundos para me recuperar, puxando o corpo um pouco para cima para que o membro de Laxus saísse do meu interior.

– Vem cá, eu quero te beijar. – Laxus falou, levando as mãos até meus ombros. – Mas que droga. Não faz ideia do quanto eu quero te pegar agora... – envergonhado, acabei por rir do comentário e ele arqueou uma das sobrancelhas, fazendo uma cara debochada. – Espera só até eu me recuperar! Vou fazer você gemer meu nome como um louco.

A minha vontade era de mandar ele me fazer aquilo naquele momento, mas eu não tinha e muito menos me sentia confortável ainda para dizer este tipo de coisa para ele. Laxus já tinha feito com que eu quebrasse e lutasse contra a maior parte da minha timidez, mas implorar por sexo era algo que eu ainda não estava pronto a fazer.

Nossos lábios se uniram e ele girou o corpo, fazendo com que eu ficasse abaixo dele. Mordendo meus lábios inferiores, ele levou a mão até meu membro, começando a massageá-lo sem piedade alguma. Um gemido manhoso escapou dos meus lábios e ele levou os lábios até minha orelha, voltando a sussurrar.

– Deita de bruços. Agora é minha vez de te enlouquecer. — meu rosto estava em brasas de vergonha e minhas mãos estavam em seu peito. Olhei novamente para o corte da cirurgia e antes mesmo que eu perguntasse se ele tinha certeza daquilo, ele continuou a falar. – Não se preocupe, não vai me machucar.

Assenti e virei de costas para ele. Apertei o lençol quando senti seus dedos frios tocarem minhas costas, puxando meu próprio cabelo para o lado para que ele pudesse me tocar melhor. Seus lábios molhados encostaram nas minhas costas e um gemido escapou da minha boca ao sentir sua língua deslizar pela minha pele. Suas mãos foram para o meio das minhas nádegas, me fazendo morder os lábios quando ele colocou um dedo dentro de mim.

– Você me deixa louco Freed.... – ele sussurrou no meu ouvido, encostando seu membro rígido nas minhas nádegas. – Adoro essa bunda empinadinha que você tem! – ele aumentou o tom de voz e eu apertei o rosto no colchão de vergonha.

Se posicionando, ele colocou seu membro na minha entrada. Ele ficava por cima de mim o tempo todo, apoiando o peso do corpo em uma das mãos. Era uma posição meio atrapalhada, mas era uma das poucas em que podíamos fazer aquilo sem nos prejudicar. Queríamos sexo mais do que tudo naquele momento.

– De-devagar Laxus... – gemi sentindo ele entrar no meu corpo. Minha preocupação era com ele, mas Laxus nunca foi de ser cuidadoso. Pelo menos não com ele mesmo.

Gemido manhosos escaparam da minha boca enquanto ele entrava dentro de mim. Chegando ao fim, senti um pouco do peso do seu corpo nos meus quadris, o que quase me fez revirar os olhos de tesão. Sua respiração pesada bateu contra a minha orelha e suas mãos seguraram meus quadris com força, antes que ele começasse a entrar e sair de dentro do meu corpo. Não tenho vergonha de dizer que eu cheguei a morder o lençol abaixo de mim, soltando gemidos mudos conforme ele se mexia.

Laxus se movimentou um pouco, antes de parar seus movimentos. Saindo do meu interior, ele levou a mão até minha cintura, virando o meu corpo para que eu ficasse deitado na frente dele. Vendo minha cara de vergonha, ele piscou para mim, o que me fez tapar o rosto. Escutei sua risada ainda com os olhos tapados e suas mãos puxaram minhas pernas para cima, até que a parte de trás dos meus joelhos se apoiaram em seus ombros. Descendo as mãos para o meu quadril, ele o posicionou sobre seu membro, voltando a me penetrar devagar, enquanto estava ajoelhado à minha frente.

– Bem melhor nessa posição... – Laxus disse entre um gemido rouco, começando a movimentar seus quadris devagar. – Quero ver seu rosto. Vamos não seja tímido. Me deixe te olhar! – ele disse entre risadas, já ofegante pelos movimentos que iniciara.

Balancei a cabeça, mas ele deu uma estocada mais forte que quase me fez atingir o meu limite e me fez gemer alto. Mordi os lábios e entendi que ele iria me torturar até conseguir o que queria. Escorregando as mãos para o meu próprio peito, eu abri os olhos devagar, sentindo meu rosto quente como o inferno. Laxus já sabia como me deixar louco, disso tinha certeza.

Pouco a pouco ele foi colocando mais força e se movimentando mais rápido. Mordendo os lábios, eu desejava imensamente beijá-lo, ainda mais quando o vi fechar os olhos e morder os próprios lábios. Nossos corpos se chocavam e um cheiro forte de sexo já nos cobria, assim como o suor e resquícios de prazer. O único som que se podia ouvir era de nossos gemidos e corpos se chocando, tendo os sons por fim silenciados quando chegamos ao nosso ápice, dessa vez, juntos.

Meu abdômen estava ainda mais sujo quando Laxus deitou em cima de mim com dificuldade. Senti sêmen escorrer pelas minhas pernas quando ele saiu de dentro de mim, dando um sorriso tímido ao ver que ele sorria para mim. Apoiando o peso nas mãos, ele me deu um beijo, antes de se deitar do meu lado com cuidado e me puxar para perto, puxando o cobertor sobre nossos corpos. Ainda estava muito frio naquele lugar.

– Está tudo bem Freed? – ele questionou, provavelmente por me ver esfregar os olhos. Sua voz saía baixa e apenas naquele momento eu escutei os latidos de Pingo na sala. Será que ele tinha escutado nossos gemidos? Provavelmente sim.

– E-está sim... só fiquei com muito sono agora... – disse antes de bocejar.

– Não pode fazer amor e comigo e depois dormir. Isso não é nada romântico! – ele debochou, enroscando meus cabelos entre seus dedos.

– Eu não vou dormir, pode deixar.... – ri, jogando minha franja para o lado. – Na verdade tem algumas coisas que eu queria te perguntar. Posso?

– Por mim tudo bem. – ele se apoiou em um braço, continuando a brincar com o meu cabelo com a outra mão. – Pode perguntar.

E realmente havia muita coisa ainda que eu queria saber sobre ele. Nos últimos dias falamos pouco sobre nós dois, nos focando apenas no que aconteceu. A pergunta de Hector Dreyar ainda martelava na minha cabeça e depois dos últimos dias eu ficara ainda mais apaixonado por aquele homem loiro. Laxus se demonstrou terrivelmente sério na maioria do tempo, mas sempre que estávamos a sós ele começava a brincar e a falar mais abertamente comigo. Isso me deixava dúvidas afinal eu precisava saber....

– O que eu sou para você?

Notas finais
O que será que Laxus vai responder? tãn tãn tãn tãn! E o lemon, gostaram? :3 Não percam o próximo capítulo dessa novela! Ibagem: http://40.media.tumblr.com/8f5523418dd9bb4704c7d505c55e4e2a/tumblr_nv9dlx6kdn1unjcv9o1_500.png