Do you remember me?
57 Nas mãos de Hector - Parte 1
Notas iniciais
Descobri tempos depois que eu fiquei cerca de um dia desmaiado. Ao acordar com muita dor de cabeça, vi que estava em uma mansão enorme, cujo teto parecia ter mais de três metros de altura. As janelas eram grandes e altas. Vasos de flores, móveis com aspecto caros... várias coisas ali me fizeram perceber que o dono daquela casa realmente era muito rico, porém, não tive minha atenção voltada para a decoração por muito tempo.
Uma espécie de mordaça tapava meus lábios, enquanto algo com o formato cilíndrico estava dentro da minha boca e ele era grande o suficiente para me fazer engasgar dependendo da forma que eu respirasse. Meu peito estava exposto e minhas partes intimas estavam cobertas por uma calcinha preta muito apertada com cintas liga na barra que ligavam a meias vermelhas que iam até o meio das minhas coxas. Algemas mantinham meus braços presos nas bordas da cama, assim como meus tornozelos. Se aquela situação não me deixara apavorado o suficiente, comecei a me debater ao notar a presença de um homem ao lado da cama que ria do meu desespero.
Havia algo de Laxus nele, pude perceber quando ele se levantou. O corpo dele era exagerado de tantos músculos, sua pele era bronzeada e seus cabelos uma mistura de loiro com fios brancos, partido de lado. Seu rosto era muito parecido com o de Laxus e ele tinha mesmo olhar demoníaco de quando eu seria castigado ou estuprado. Seus olhos azuis pareciam uma assombração para o meu medo.
Sem dizer uma única palavra ele se aproximou da cama, começando a tirar o terno que usava lentamente. Ao me ver debater na cama, ele apenas sorriu mais ante ao meu desespero. Não demorou para que ele ficasse despido e quando ele subiu na cama eu já chorava e soluçava. Suas mãos grandes e pesadas foram até meu pescoço e ele enfiou a ponta do dedo no corte do meu pescoço, abrindo-o mais e fazendo minha pele rasgar até que eu ficasse quieto de dor.
– Shhh.... – ele fez um barulho com a boca para que eu ficasse quieto e eu apertei os olhos, quase engasgando com aquela coisa na minha boca ao soluçar. Eu tremia de medo e pavor da cabeça aos pés, chegando a não sentir mais dor de cabeça, além de não conseguia conter as lágrimas que saíam dos meus olhos.
Suas mãos desceram pelo meu peito quando fiquei quieto e ele abaixou o rosto, respirando fundo ao encostar a ponta do nariz sobre minha pele. Me senti ainda mais apavorado quando ele voltou a dar aquele sorriso demoníaco, lambendo de leve meu esterno.
– O cheiro está aprovado.
Suas mãos tatearam até meus mamilos para em seguida desceram pelos lados do meu corpo. Eu arqueava meu tronco não de prazer, mas pelo medo conforme ele me tocava. Eu já imaginava que ele iria me estuprar, mas tive certeza quando ele puxou a calcinha que eu usava para lado, chegando a marcar minha pele ao rasgar o tecido.
– É com isso que você tem comido o rabo de Laxus?!
Segurando a ponta do meu pênis com descaso, ele apertou, me causando dor. Meus gemidos de medo e angustia eram abafados pela mordaça, enquanto eu mexia meus pés e braços sem parar. Ele riu e virou meu corpo, fazendo com que eu ficasse de bruços na cama. Eu parecia um boneco nas mãos de uma criança de dois anos e me senti ainda pior quando ele me virou de bruços.
– Vamos ver se esse seu rabo é realmente bom mesmo.
Sendo cínico, ele apertou meus braços, beliscando a pele ao redor das minhas costelas para que eu parasse de me debater. Não adiantou muito e isso o enfureceu. Ao contrário de Laxus, ele não simplesmente me machucaria e faria o que ele queria. Ele queria a mais completa e total submissão e os dias que passei nas mãos dele eu acabei descobrindo da pior forma. Forçando minha cabeça sobre a cama e me sufocando, pude ouvir o barulho de uma gaveta sendo aberta. Com meu corpo ainda de bruços, ele me puxou pelo cabelo com ignorância, até que eu fiquei ajoelhado no chão, com os braços esticados pelas correntes. De costas para ele, eu não conseguia ver o que ele fazia e ao virar o rosto pude ver ele brincar com um chicote comprido nas mãos.
Nenhuma palavra foi dita. Suas ações eram suas palavras. Meu coração batia forte. Eu chorava e tinha gritos e soluços de medo abafados pela mordaça. Chamava por Laxus em pensamento, pedindo para que ele me acordasse daquele pesadelo que infelizmente, era real.
Eu já estava no limite do desespero, mas comecei a me debater ainda mais quando o chicote bateu nas minhas costas. Um grito de dor saiu da minha boca ao ter minha pele dilacerada, o qual mal foi ouvido por causa da mordaça em minha boca. Praticamente deixei meu corpo cair de lado, não tateando no chão pelas algemas. Outra chicotada se seguiu e eu apertei os lençóis, vendo aquele sol forte do lado de fora, pedindo a Deus que se lembrasse de mim naquele momento, mas nenhum pedido meu foi atendido.
O mundo parou, assim como as horas naquele momento. Eu gemi e contorci de dor por muito tempo, levando diversos golpes que cortaram a minha pele. Com o tempo, eu perdi as forças e apenas chorava e apertava os olhos a cada golpe. Continuava a chamar pelo nome de Laxus em pensamento, até que por fim eu desabei na cama. Eu beirava a inconsciência quando ele se aproximou, puxando meus quadris para cima. Afundei o rosto no lençol, sentindo o corpo tremer e os cortes nas costas latejarem, mas a minha “disciplina” não havia sido terminada.
Hector Dreyar era e ainda é, um homem sem escrúpulos. Sádico, maníaco, doentio. Apenas de me castigar ele ficara excitado e logo ele tratou de fazer o que ele realmente queria. Tentei mexer as pernas, soluçando quando ele separou minhas nádegas, posicionando a ponta do seu membro e em uma única estocada, entrando por completo dentro de mim.
Toda a ideia de que ele teria compaixão, de que aquilo era um pesadelo ou mesmo a esperança de que Laxus poderia me salvar se foi com o grito de dor que saiu abafado pela mordaça em minha boca. Sem forças, eu tremi o corpo todo, enquanto ele continuou a estocar forte dentro de mim, chegando a jogar o meu corpo cada vez mais para frente com seus movimentos brutos. Lembro vagamente de sentir as fortes batidas do meu coração e de deixar o rosto cair sobre o colchão antes de receber o abraço da inconsciência.
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