Consegui dormir até rápido demais na noite passada, acordando no dia seguinte com a mão de Eleonor em minha testa. Preocupada, ela me chamou pelo nome algumas vezes, me fazendo perceber que teria dificuldades para me concentrar naquele dia. Sentindo o corpo pesado, me sentei na cama com dificuldade, sentindo meu corpo bastante quente e minhas nádegas protestarem pelo peso do meu corpo.

Segurando uma das minhas mãos, ele chamou por Laxus que acabou vir até nós. Com um olhar impaciente, ele chegou perto da cama, arqueando uma sobrancelha ao olhar para mim. Com isso percebi que realmente estava muito mal.

– Freed precisa ir à um hospital. Veja, ele está ardendo em febre!

Laxus se aproximou mais e ela se levantou, antes que ele levasse a mão até minha testa. Olhar para ele era difícil, ainda mais com as pálpebras pesadas. Comecei a tossir, o que o fez recuar um pouco. Ele já estava arrumado para ir trabalhar.

– Levante e se arrume para que eu te leve.

Sua voz ainda irritada me fez levantar o mais rápido que pude. Saindo do quarto, Eleonor não disse nada, enquanto pegava algo para que eu pudesse comer. Entrei no banheiro e lavei o rosto, sentindo um alívio quando a água fria bateu sobre ele. Bastou que eu olhasse para meu reflexo para ver o quão vermelho e derrotado eu estava.

– Rápido! — Laxus gritou, me tirando dos meus devaneios antes de pegar a escova de dentes e fazer minha higiene bucal. Para trocar de roupa, fechei a porta, aproveitando de uma peça de roupas limpas que havia deixado no banheiro no dia anterior. Me arrumei o mais rápido que pude e ao terminar, caminhei até Laxus que ficou de pé. Assim que saímos do quarto, Eleonor apareceu com uma pequena garrafa de suco e alguns pães quentinhos dentro de uma vasilha. Me dando um beijo na testa, ela me desejou melhoras, antes que eu saísse do apartamento.

Fragilizado, encostei meu corpo á parede do elevador, apertando a vasilha e a garrafa contra meu peito. Mantinha meus olhos voltados para o chão, tossindo um pouco. Chegando à garagem, Laxus caminhou apressado até seu Porsche e tive que ignorar o quanto meu traseiro ainda doía antes de fazer o meu melhor para acompanhar seus passos. Entrei no carro, ainda com a vasilha em mãos e comecei a tossir sem parar, sendo amparado por Laxus que abriu a garrafa de suco e me entregou para beber. Depois que me recuperei, seguimos em silêncio para o hospital.

O atendimento foi rápido e ao constatarem que estava gripado, me levaram até outra sala e me puseram para tomar medicamento na veia, pois minha febre estava alta. Um sachê com meio litro de medicamento pingava sobre o tubo, aliviando aos poucos o peso do corpo, assim como a sensação quente. Laxus esteve ao meu lado o tempo todo, às vezes saindo para atender seu celular. Com fome, abri a vasilha com os pães e me pus a comer. Havia acabado de engolir o último pão quando resolvi dizer alguma coisa.

– Me desculpe Laxus...

Esfregando o rosto, ele desviou o olhar. Era nítido que ele ainda estava irritado e mesmo ele fingindo não me ouvir, continuei a falar.

– Eu fiz besteira, sei disso. Não vai se repetir, eu prometo. Por favor não faça nada contra Dave. Castigue a mim. Eu fui o culpado!

Antes que eu percebesse já havia começado a chorar. Isolados em uma sala, o único sinal de vida que podíamos ver ali eram enfermeiras passando em frente a porta, algumas vezes empurrando macas.

– Sabe ao menos por que seu amiguinho me conhece? — ele resolveu falar, cruzando os braços. Um sorriso safado surgiu em seu rosto, como se me desafiasse.

– E-eu não sei ... ele não me disse ... — respondi, ficando um tanto quanto assustado com a pergunta, o que o fez rir.

– Aquele a quem você resolveu ceder seu traseiro não aguentou sequer um mês do contrato. — meus olhos se arregalaram, me fazendo suar em segundos. Dave já se vendera para Laxus? Não podia ser verdade. Olhei para os lados confuso, o que fez Laxus segurar meu rosto e manter meu foco nele naquele momento.

– Ele era mais esperto que você e gemia feito uma vadia na cama. — ele falava bem próximo ao meu rosto, acariciando meus lábios com o polegar. — Não aguentou um castigo meu e foi chorar com o papai para pagar sua dívida. Eu devia ter filmado ... foi simplesmente ridículo ver os pais deles me ameaçarem enquanto ele chorava como ... — ele parou para pensar um pouco, revirando os olhos, antes de apertar minha boca com força. — ... como você!

Meu coração chegou a acelerar. O tubo ainda estava preso em meu braço e o remédio entrava em meu corpo. As mãos de Laxus apertaram meu queixo e ele mordeu os próprios lábios, antes de rir.

– Eu devia mesmo acabar com você, mas estou cansado desse joguinho de ter que remoer raiva e te ignorar. Quer salvar seu amigo? Te digo que já é tarde demais.

Ele tentou se afastar, mas no desespero, acabei por segurar em sua gravata, o mantendo perto. Seus olhos alternaram da gravata para meu rosto e um sorriso safado novamente surgiu em seu rosto.

– O que você fez? — disse aos soluços, derramando todas as lágrimas que possuía.

– Você vai descobrir. — ele puxou a gravata e endireitou o corpo. Antes que eu tentasse me levantar, ele me empurrou com o pé.

– Não precisa ficar agitado Freed. Se é sexo que você quer, eu vou te dar. Aconselho que durma enquanto termina de tomar seu remédio. Nós dois teremos um longo dia para brincar...

Notas finais
Altas tretas no próximo capítulo. Infelizmente, não vou poder postar com freqüência..... Mas, a fic não está parada. Só aumenta. Laxus vai mostrar pro verdinho quem manda nessa joça. Ô se vai..... Enfim, me desculpem e até o próximo capítulo!!!