Do you remember me?
11 Encontro
Notas iniciais
Eu sentia medo, mais uma vez. Ao meu lado, Dave dirigia, pisando forte no acelerador. Não sabia dizer naquele momento se meu desespero era pelo fato do velocímetro marcar 120 Km/h ou as coisas que ele diria que faria quando encontrasse Laxus. Pedi que ele se acalmasse durante todo o caminho, mas ele não me dava ouvidos. Em um trajeto que eu demorava quarenta e cinco minutos para fazer, Dave fez com quinze minutos.
– Dave por favor... não faça nada... – pedi, puxando seu braço depois que ele desceu do carro. – Eu vou ficar bem. Já estou melhor por desabafar com você e ...
– Você está machucado Freed. Aquele filho da puta está dilacerando você! – ele disse mais alto, voltando sua atenção para mim. Estávamos caminhando para a portaria do prédio de Laxus e sabendo o quanto Dave era descontrolado quando estava com raiva, já esperava que o pior acontecesse.
– E-eu fiz besteira e por isso ele me machucou. Ele não me machuca quando eu obedeço...
– O que você é? Um animal? Nem com animais se faz uma coisa dessas!
Me deixando para trás, ele apressou seus passos. Tive que correr para alcança-lo e quando só consegui fazer isso quando ele chegou à portaria, exigindo que queria falar com o proprietário da cobertura. Mesmo ele insistindo, não disse o nome de Laxus, mas cabei por cometer uma gafe ao dizer qual era o prédio e o andar em que morávamos.
– Desculpe senhor, mas não posso permitir que suba. O senhor Dreyar não permite visitas. – disse o porteiro quando Dave exigiu falar com Laxus.
– Dreyar? – ele virou o corpo na minha direção, ignorando completamente meu desespero. – Então o responsável por isso é Laxus Dreyar? – ele respondeu, totalmente surpreso.
– Resolveu voltar?
Meu coração congelou ao ouvir a voz de Laxus. Tremi da cabeça aos pés, antes de direcionar meus olhos para ele. Um olhar irritado era voltado para Dave, como se ele fosse um inseto incômodo.
– Quero falar com você. – Dave respondeu, sendo irônico. – Se é que a majestade me permite.
– Não tenho interesse em você ou sua família medíocre. – ele direcionou os olhos para mim e não preciso dizer que estava confuso depois de perceber que ele tinha alguma relação com Dave.
– Quero falar sobre o que está fazendo com ele e tenho certeza de que esse não é o lugar oportuno, mas já adianto que não vou permitir que Freed fique com você.
– Dave, por favor... – disse já sentindo medo. O recepcionista observava aquilo, me deixando envergonhado com aquela situação. Laxus pouco se importava com escândalos, de forma que continuou a falar.
– Não compete a você decidir isso. Freed é quem irá escolher e sofrer as consequências.
– Por favor, parem com isso! – supliquei, já sentindo vontade de chorar novamente. Odeio a forma que sou tão sensível com certas situações. – Dave ... eu vou ficar bem, prometo. Por favor, não diga mais nada...
– Vai continuar com ele? – seu tom de voz estava alto demais. – Ele vai te destruir pouco a pouco, até que se torne mais um depressivo que caiu em suas mãos.
– Por favor Dave ... – me aproximei dele, de cabeça baixa. – Por favor, não continue com isso...
– Ele se importa com escândalos, caso não tenha percebido. – Laxus tornou a falar. Antes de dar as costas e apertar o botão do elevador. — Não tenho tempo para o drama de vocês.
Dave iria avançar sobre ele, mas me joguei na frente, o contendo. Laxus olhou para trás e riu, antes de me puxar pelo braço. Encostou a cabeça no meu ombro e beijou meu pescoço, tal como um playboy faz com a garota do baile diante do nerd que a ama. Uma comparação péssima e ridícula, mas ele fez desta forma.
– Por favor Dave ... – disse ainda nos braços de Laxus, me sentindo ainda pior do que antes.
Foi difícil convencê-lo, mas Dave acabou por me dar as costas. Trincando os dentes, ele tinha lágrimas nos olhos, antes de se virar e dizer algo que marcou tanto a minha mente quanto a de Laxus.
– Eu vou tirá-lo de você. Quando você menos esperar .... e vou dar à ele todo o amor que ele merece.
Senti meu coração apertar e Dave me lançou um olhar triste, antes de me dar as costas novamente e sair. Todos nós acompanhamos a saída dele com os olhos, antes que o elevador se abrisse atrás de nós. Laxus me puxou para dentro e apertou o botão do último andar. O medo me dominava novamente. Me puxando pelo braço, ele me manteve preso até chegar em seu andar e ao chegar, me puxou antes de abrir a porta e bater com força depois que entramos.
Esperava algum tipo de golpe, pancada, mas fiquei totalmente confuso quando fui prensado contra a parede. Laxus abriu meu moleton, antes de tirar minha blusa. Começou a beijar meu peito, sentindo o quanto minha pele estava fria. Mesmo com o corpo coberto, o frio do lado de fora castigava meu corpo.
– Seu corpo está gelado. – ele disse, soltando meu corpo. Puxou meu braço até que eu entrasse em meu quarto e me jogou na cama.
Por alguns segundos ele me olhou nos olhos. Não havia raiva. Não havia ironia. Havia algo, mas eu não sabia dizer o que. Ele puxou meu rosto devagar e uniu seus lábios aos meus, em um beijo lento que foi se intensificando aos poucos. Estava confuso, estava com medo até mesmo de falar ou fazer algo errado. Não queria sofrer, não queria apanhar.
Beijos e mais beijos. Tudo foi ficando mais intenso aos poucos, mas não havia brutalidade. Laxus estava sendo carinhoso. Estava... me pedindo desculpas pelo que havia feito? Não sabia dizer. Eu esqueci meu medo com seu beijo. Senti o coração dele bater forte, sendo acompanhado pelo meu. Beijos e mais beijos e por alguns minutos senti que ele me amava. Senti que ele não desejava apenas meu corpo. Senti que ele era meu, mas ele não era. Pelo menos, ainda.
Pouco a pouco ele me despiu. Minha calça e cueca logo foram tiradas. Eu estava excitado e ele sorriu. Não era um sorriso maldoso. Era um sorriso bom que fazia meu peito aquecer. Laxus se despiu na minha frente e me puxou, deitando-se sobre meu corpo. Nossos corpos se esfregavam e soltei alguns gemidos entre o beijo que ele me dava. Guiou seu membro até minha entrada e eu estremeci, antes que ele me penetrasse. Um gemido de dor escapou da minha boca, afinal ainda estava ferido por dentro. Pouco a pouco ele começou a se mexer, mantendo sua boca ocupada com a minha. Meu corpo não estava sendo marcado e suas mãos massageavam meu tronco. Considero a minha primeira vez com Laxus daquela forma. Uma forma mais sutil, prazerosa.
Os movimentos foram se intensificando e logo atingi meu limite, mas antes disso, me atrevi a abraça-lo. “Eu te amo. Por favor .. não me machuque mais!”, soou na minha cabeça, antes que eu jogasse a cabeça para trás e atingisse meu limite. Laxus atingiu seu limite em seguida, beijando meu pescoço ao fazer isso.
Suspiros pesados fizeram o ambiente deixar de ser silencioso. Laxus levantou o rosto e seus olhos se encontraram com os meus. Eu sabia que estava corado, mas tenho certeza que estava mais do que o normal. Ele riu novamente e levou os lábios até meu ouvido.
– Você será meu ... para sempre.
Aquelas palavras martelaram meu coração e fiquei ainda mais confuso ao ver a forma que ele me olhou antes de sair do quarto. Um olhar diferente, um olhar ... que eu não conhecia e apenas descobriria o que aquele olhar significava muito tempo depois.
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