Notas iniciais
Adivinha quem deu as caras 8D Pois é, antes de sexta. Me amem. Como domingo vai ter capítulo especial, vou adiantar este u3u

Eu não sabia o que esperar ou mesmo fazer. Não consegui sequer cochilar naquela noite. Não demorou para o sol nascer e meu corpo estava destruído, tanto pelo cansaço, quanto por machucados. Vendo que já era de manhã, me levantei e caminhei para o banheiro, me despindo depois de trancar a porta. Caminhei até ficar de frente ao enorme espelho que havia no banheiro e senti uma agonia ao ver meu corpo. A mordida começara a cicatrizar, mas ainda estava ali, os cortes estavam avermelhados, marcas de chupões estavam espalhadas por meu corpo, até mesmo minhas coxas e virilha e as olheiras estavam mais escuras.

Assim que era o corpo de uma prostituta? Me questionei, antes de dar as costas ao espelho e entrar debaixo do chuveiro. A água quente começou a escorrer da cabeça aos pés e procurei tomar um banho mais caprichado que o último que havia tomado. Minha cabeça começou a fervilhar os acontecimentos do dia anterior, me voltando a vários questionamentos.

“Dave irá se afastar de mim? O que ele disse com aquelas palavras? Laxus ... por que ele fez aquilo depois que Dave ... o que ele quis dizer com ‘para sempre’?” – essas palavras castigaram minha mente a noite toda e continuaram a me perturbar pela manhã. Terminando meu banho, enrolei meu cabelo molhado na toalha e cobri minha cintura com outra toalha antes de escovar os dentes e ir para o quarto. Vestindo minha cueca, comecei a passar creme em meu corpo, não esquecendo de passar pomada nas feridas. Soltei meu cabelo molhado e comecei a sacudir a tolha na cabeça para secá-lo. Tive um susto ao tirar a tolha do rosto e ver que Laxus estava dentro do quarto.

– Está atrasado. Vista-se logo que já iremos sair.

Ele sorria, aquele mesmo sorriso safado de sempre. Vi que seus olhos subiam e desciam pelo meu corpo e o tapei com a toalha, já sentindo minhas bochechas esquentarem. Mesmo fazendo sexo com Laxus não conseguia deixar de sentir vergonha.

– Pode continuar ... – ele disse, se aproximando de mim e puxando a tolha. – o show está interessante...

As mãos dele já estavam no meu corpo, começando a deslizar de cima para baixo. Ele levou o rosto até meu pescoço, fazendo monção que iria me beijar, mas apenas sussurrou no meu ouvido.

– ... você é realmente atraente ...

Apertando os olhos, eu me encolhia, sentindo minhas bochechas quentes. Percebi que Laxus estava saindo do quarto e o chamei, antes de voltar a tapar meu corpo.

– E-eu vou ficar em casa hoje... não dormi nada na noite passada e estou realmente cansado.

– Ok... eu irei trabalhar e quero que fique aqui. Não saia desse apartamento, fui claro?

Assenti. Vi que seu semblante tentador logo se alterou para seu costumeiro tom mandão. Ele me deu as costas e saiu do quarto. Procurei me vestir o mais rápido possível, afinal não saberia se ele faria alguma coisa caso voltasse.

Procurei me vestir o mais confortável possível, afinal meu corpo precisava de uma trégua. Calças de moleton, uma camisa de mangas compridas finas e deixei meu cabelo solto. Logo fui para a cozinha, começando a tagarelar com Eleonor depois que percebi que Laxus havia saído. Conversamos boa parte da manhã, sobre vários assuntos, até que atingimos um ponto mais crítico.

– Quantas mulheres já estiveram nesta casa com Laxus?

– Várias meu filho ... várias. Nenhuma delas suportou até o final do contrato e hoje se matam para pagá-lo. O senhor Dreyar está pior a cada contrato ...

Me senti mal ao ouvir aquilo. Nenhuma havia conseguido? O quão cretino ele conseguia ser? Porém, a dúvida do por que ele fazia tudo aquilo falou mais alto.

– Por que ele faz essas coisas? – disse olhando para a xícara de café em minhas mãos. Eleonor limpava a cozinha e continuou a falar.

– Ele não teve uma infância muito boa ... os pais dele sempre o maltrataram e lhe instruíram a pensar em seus interesses apenas, como ele faz hoje.

– Isso é horrível ... – respondi, me lembrando da fama que ele tinha na escola. Depois que me salvara, comecei a pesquisar sobre ele e com isso descobri que ele era o garoto mais barra pesada do colégio. – E a família dele mudou ou continuam da mesma forma?

– Eles morreram. – senti meu coração apertar com a resposta. – Alguns assaltantes invadiram a casa e os mataram.

– La-laxus estava com eles? – meu coração afundou no peito apenas de imaginar. Eleonor parou o que estava fazendo e se sentou na cadeira, abaixando a cabeça.

– Sim. Eles o torturaram e fizeram a cicatriz que ele tem no rosto. Ele levou quatro tiros nas costas, mas ainda sim, sobreviveu. – ela esticou a mão até a minha e a tocou. — Laxus não teve uma vida boa Freed.... seus pais morreram cedo e ele teve de assumir tudo com dezesseis anos. Começou a beber, a sair com várias mulheres desde que era adolescente. A única coisa que ele se dedicou foi às faculdades que fez, fora isso, nunca se importou com nada.

– Meu Deus... – senti uma agonia muito grande com tudo aquilo. Tentava imaginar o quão deprimido ele deveria ser, mesmo por baixo daquele semblante dominador.

– Ele nunca recebeu amor de verdade Freed. E eu percebi uma coisa ... – ela fez uma pausa, antes de continuar a falar. — ... você gosta dele, não é?

Engasguei com o café, tossindo muito depois de ouvir o seu comentário. Eleonor falava calmamente, em sinal de respeito ao seu falar de algo triste, porém, vi um sorriso se formar em seu rosto ao me perguntar. Antes mesmo que conseguisse me recuperar e pensar em algo para responder, ela continuou.

– Você pode mudar a vida dele. Pode fazer ele sentir o que é amor de verdade.

Não soube o que responder. Ainda tossindo, levei a mão até a boca, já imaginando o quanto estava corado com tudo aquilo. Eleonor riu e ficou de pé, caminhando até onde eu estava, antes de me abraçar.

– Eu vou indo por hoje querido. Por favor, pense no que lhe falei. Tanto ele quanto você merecem ser felizes.

Não consegui dizer nada, abaixando a cabeça de vergonha. Era tão nítido que eu gostava de Laxus? Nem percebi Eleonor ir embora, perdido em pensamentos, me levantando após terminar meu café.

Durante o resto do dia tentei ocupar minha mente, afinal sabia que a sugestão de Eleonor apenas me deixaria mais desconcertado. Entrei no site de uma livraria e fiz a compra dos livros que precisava, indo para uma loja virtual para comprar mais roupas e sapatos. Tomei durante o dia vários copos de suco de maracujá, que além de me fazer ir ao banheiro diversas vezes, logo me fez pegar no sono, ainda com o notebook ao lado na cama.

Passou uma hora e Dave me ligou perguntando se eu estava bem. Pedi desculpas pelo que houve noite passada e tentei acalmá-lo, afinal ele estava muito nervoso. Me passou por e-mail os trabalhos e sonolento, pedi que conversássemos melhor no dia seguinte, voltando a dormir depois que terminamos de falar.

Devo ter dormido mais de sete horas direto. Dormi deitado de bruços, abraçando o travesseiro. Sempre tive mania de dormir daquela forma, desde que era criança. Não fazia ideia de quantas horas eram quando Laxus me acordou.

Sentado na cama, ele me encarava, ainda com a mão no meu ombro. Sonolento, bocejei antes de me sentar, esticando os braços para cima.

– Dormiu a tarde inteira?

– A-acho que sim ... – respondi esfregando os olhos, antes de olhar para ele e fiquei realmente impressionado com o que me deparei.

Usando um terno preto, Laxus estava completamente social. Tinha uma gravata vermelha bem escura e a camisa por baixo era incrivelmente branca. O terno lhe caía extremamente bem, valorizando seu corpo e o deixando extremamente bonito. Não contive meu espanto ao olhar aquilo. Foi a partir daquele dia que percebi que quando ele usava terno, eu ficava inquieto.

– Freed? – ele me chamou, me tirando do meu devaneio. Quando olhei para seu rosto vi novamente aquele sorriso tentador que ele conseguia fazer como ninguém. Meu coração chegou a pular algumas batidas. – Gostou de me ver de terno?

Não consegui responder. Ele se aproximou mais, antes de pegar uma das minhas mãos e levar até sua gravata. Seu rosto se aproximou do meu pescoço, enquanto uma de suas mãos subiu por minha perna, me lembrando que eu havia dormido apenas de cueca e camiseta.

– Quer tirar ele do meu corpo? Está realmente incômodo ...

Um gemido escapou da minha boca quando sua mão agarrou meu membro e sem saber o que fazer eu ainda segurava sua gravata. Seu rosto se aproximou mais e antes que ele fizesse alguma coisa, seu telefone tocou. Soltando um suspiro irritado, ele sentou na cama, antes de atender a ligação. Envergonhado, puxei o cobertor para meu peito, tapando meu corpo. Por alguns segundos ele discutiu no telefone com alguém, antes de suspirar e desligar. Olhei a tudo aquilo em silêncio, ainda envergonhado.

– Levante e vá se vestir. – ele disse ficando de pé. Não estava sorrindo mais e ao que parece, desistiu de fazer qualquer coisa comigo. – Temos uma festa para ir.

Notas finais
Tuts tuts quero vê ;D Festa, festa, festa! Novas pessoas irão aparecer na história, é claro. Este capítulo foi mais light, exatamente, por que no especial, terão muitas calorias hehehehehe Até domingo pessoas ;D