Do you remember me?
26 Desejo
Notas iniciais
A vegetação abaixo de mim faziam minhas costas pinicar de leve, porém, mantinha meus olhos fixos a ele. Acima de nós, o céu ameaçava uma chuva de verão, a qual não nos inibiu de nossas vontades.
Os lábios de Laxus começaram a distribuir beijos por meu pescoço, subindo e mordendo de leve o lóbulo da minha orelha, enquanto suas mãos desciam ao cós da minha bermuda. A ideia de que faríamos sexo ali não me agradou muito, afinal, não sabíamos se alguém poderia aparecer.
– La-laxus, aqui não! — disse enquanto o empurrava, o que não adiantou muito.
Senti um calafrio de excitação subir pela espinha ao ver Laxus segurar uma das minhas mãos e sugar meu dedo indicador. Para me deixar ainda mais constrangido, ele piscou para mim, antes de puxar minha bermuda e me deixar apenas de cueca.
– Aqui sim! — ele respondeu baixo, deitando sobre meu corpo, voltando a atacar meu pescoço com seus beijos.
Lentamente, ele fez um caminho até minha boca, me impedindo de protestar contra qualquer coisa. O chão de terra abaixo de mim incomodava, mas logo eu não sentia mais nada. Apenas desejo.
Alguma coisa estava estranha ou pelo menos, diferente do que eu me lembrava. A forma como Laxus me tocava, até mesmo seu beijo parecia ter mudado. Estava mais necessitado, quente, com uma leve pitada de promiscuidade que sem dúvida alguma, faria o mais santo a cair nas suas tentações.
– La-laxus é perig- um gemido alto me interrompeu ao sentir sua boca descer para meus mamilos. Tal reação apenas o fez rir, enquanto sua mão entrou em minha cueca.
– Parece que alguém está precisando de atenção aqui embaixo....
Não me atrevi a dizer mais nada. Mesmo receoso, eu já estava excitado com tudo aquilo. Pedi tanto à Deus que eu não me entregasse à ele, mas minha carne pareceu não jurar, me condenando a uma grande fraqueza perante àquele que eu não queria mais amar.
Os minutos passaram. Laxus em momento algum teve pressa, até mesmo para me despir ou me estimular. Pouco a pouco ele me jogou entre sua luxúria e com a mente confusa, me tornei um expectador das ações do meu próprio corpo.
Minhas mãos puxavam seu cabelo com força e ambos estávamos ofegantes. A vegetação ao nosso redor estava amassada, tamanho descontrole de nossos desejos. Pingos de chuva caíam aos poucos sobre nós, mas em momento algum paramos o que queríamos.
Sua boca violava a minha, enquanto eu tentava fazer o mesmo com ele. Minhas mãos subiam e desciam de seu cabelo para sua nuca, enquanto as mãos de Laxus apertavam forte minha cintura. Suspiros pesados eram dados de ambas as partes e não demorou para que todas as peças de roupas fossem tiradas.
Assim como nossos beijos, a chuva ficou mais intensa. Despidos, nos sentamos á beira de uma árvore e Laxus me puxou para seu colo. A chuva caía sobre nós, mas em momento algum isso nos incomodou.
Meu rosto foi puxado em sua direção e Laxus meu deu um beijo leve, antes de enlaçar meu cabelo com suas mãos. Sua boca logo tratou de me deixar marcas, as quais ele chamaria depois de "marcação de território". Sua mão livre amparava minhas costas e me senti ainda mais excitado ao sentir seu membro pulsar entre minhas nádegas.
– Você é meu, Freed! — ele sussurrou em meu ouvido antes de me abraçar. Senti seu membro forçar minha entrada, soltando um gemido alto de tesão com aquilo.
Não havia medo. Não havia vergonha que me impedisse naquele momento. Havia apenas... a luxúria. Luxúria a qual Laxus me ensinara e... me aprisionara.
Seu membro aos poucos foi me adentrando. Sua boca alternava dos meus lábios para meu pescoço. Senti uma mistura de dor e desejo que quase me fez atingir meu limite quando ele chegou ao fim.
A chuva continuava. Em alguns pontos da paisagem ainda havia a luz do sol, mas a água nos deixava ensopados, molhados pela chuva e pelo desejo. Minhas mãos seguravam seus ombros, enquanto água escorria por nossos corpos. As mãos de Laxus alternavam da minha nuca para as costas, deslizando com mais facilidade por conta da água.
– Vamos, mexa esses quadris para mim.... — ele sussurrou em meu ouvido, me deixando ainda mais vermelho do que estava.
Descendo as mãos para minha cintura, ele moveu meus quadris em movimentos circulares, fazendo com que eu gemesse de prazer. Minha mente ficava em branco a cada segundo e não pensava em nada, nem mesmo na minha vergonha. Mordendo os lábios, comecei a repetir o movimento com os quadris, recebendo como apreciação, vários e vários chupões em meu pescoço.
As mãos de Laxus logo subiram novamente, apertando de leve meus mamilos. Um gemido abafado escapou da minha boca e não demorou para que sua boca se conectasse à minha novamente. Minhas mãos enlaçavam seu pescoço enquanto eu rebolava sobre seu membro, sentindo o meu latejar mais forte pouco a pouco.
A chuva continuava, facilitando o atrito de nossos corpos, enquanto fazíamos sexo em meio à floresta. Não demorou para que eu atingisse meu limite, soltando um gemido alto de prazer, antes de quebrar nosso beijo tão necessitado. Laxus terminou logo em seguida, preenchendo meu interior, antes de deixar uma pequena ferida em meus lábios com uma mordida.
Suspiros pesados escapavam de nossas bocas. A água da chuva escorria por nossos corpos e aos poucos, retirava a sensação quente que o sexo deixara. Me segurando como quem segura uma criança, Laxus se levantou e me girou. Prensando-me contra a árvore a qual ele estava encostado, voltou a me beijar, descendo suas mãos até minhas nádegas, antes de apertá-las com força. Sabia que os desejos de Laxus não se saciariam tão facilmente e logo, tive a certeza.
Seus dedos deslizaram da minha bunda até minha entrada. Soltei um gemido de dor ao sentir ele enfiar quatro dedos em mim e o empurrei, na verdade, tentei empurrá-lo. Laxus mal se moveu e levou os lábios até meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha. Desconfortável, comecei a me debater e segurei sua mão, tirando-a de mim.
– Isso dói! Pare com isso!! — gritei enquanto o empurrava. Laxus apenas riu e voltou a se aproximar.
– Sempre dói no início, mas logo você vai gostar...
Aquela risada maldita de sarcasmo saiu de sua boca, enquanto ele voltou a me prensar contra a árvore. Minhas costas esfregavam na madeira e a chuva ficava ainda pior, demonstrando que não se tratava apenas de uma simples chuva de verão. O céu ficara completamente nublado, a ponto de deixar a floresta um pouco escura. Um gemido de dor saiu da minha boca quando Laxus voltou a enfiar os dedos em mim e sem pensar, acabei por cometer um dos piores impulsos da minha vida.
Fale com o autor