Do you remember me?
1 Contrato
Notas iniciais
a Hinata-sama que nunca me abandona,
A Karen Juvia que me ameaça no face
e a Linda da Broken Diamond que me ama -Q
A rainha do Fraxus (me achei agora) está de volta.
Say Yey -Q
Eu lembro do dia em que o vi. O dia em que ele surgiu diante dos meus olhos.
Os burgueses daquela escola estavam me batendo, como faziam a cada dia e nem mesmos os professores se importavam com o que ocorria ao estudante bolsista. Aquele que estava ali por caridade e exigência do governo. Meu braço, quebrado no dia anterior por eles, latejava dentro do gesso, enquanto eles distribuíam chutes por todo o meu corpo. Gemendo de dor e aos prantos, tentava proteger minha cabeça, recebendo golpes fortes, até que tudo parou. Escutei alguns barulhos e me assustei ao ver aquelas que me batiam, caindo e cuspindo sangue no chão.
- Sumam. – Foi a primeira e única coisa que ouvi dele, antes de levantar a cabeça e ver o rosto do meu salvador. Os garotos que me batiam se puseram a correr, enquanto gritavam de medo.
Aliviado, virei-me para agradecer, mas fiquei receoso ao vê-lo com um taco de beisebol na mão. Ele se manteve sério, apenas me observando, antes de virar as costas e me deixar ali.
Foi a primeira e última vez que vi ... Laxus Dreyar.
-x-
Minhas mãos trêmulas seguravam o contrato e o resultado do exame de sangue. Continuava pensando se aquilo era realmente uma boa ideia, mas há meses estava tentando resolver minha situação financeira sem atrapalhar meus estudos. Eu precisava de dinheiro. Precisava manter meu minúsculo apartamento e pagar as despesas da minha faculdade. O semestre começara há um mês e eu não tinha um livro sequer. A geladeira da minha casa estava vazia e há dias tudo o que tinha para comer era macarrão instantâneo. No bolso, tinha alguns trocados para a passagem que por sinal, era a rapa da minha caixinha reserva. Não havia mais outra saída, não outra que me concedesse dinheiro sem prejudicar os outros.
Interrompendo meus devaneios, desci do ônibus e me coloquei a caminhar por diversas quadras. Não tinha dinheiro o suficiente para pagar outra condução, o que me obrigava a caminhar por mais de sete quilômetros. Conforme caminhava, a paisagem do centro se modificava, transformando a agitação do comércio em grandes apartamentos luxuosos. Não tinha vergonha das minhas roupas, mas o olhar de algumas pessoas que passavam me condenavam, como se soubessem o que estava prestes a fazer.
- Boa tarde jovem Freed! – disse o recepcionista do prédio. – Está atrasado ...
- Desculpe ... posso subir pelo elevador? – disse me curvando, em sinal de respeito a uma pessoa mais velha. Eu não podia ter todo o luxo do mundo, mas ao menos educação, podia me orgulhar de possuir.
- Mas é claro! É o último andar! – ele sorriu gentilmente, antes de me mostrar por qual elevador deveria ir.
Dentro do elevador, sentia meu coração bater forte. Eu o veria novamente. Mal podia acreditar. Por muito tempo, desisti de encontra-lo, mas devido a uma peça do destino, ele apareceu novamente... para me salvar.
Mesmo empolgado com a ideia de vê-lo mais uma vez, ainda tinha medo. O que estava a fazer não era algo digno, mas foi a única solução que havia encontrado. Por noites revirei na cama, pensando e repensando na proposta que recebera. Não havia outro jeito e eu mesmo sabia disso.
“Não há outro jeito” ... pensei e respirei fundo, tentando em vão me acalmar ao sair do elevador. Alguns passos e alcancei a porta dele. Estiquei a mão e encostei à madeira, antes de respirar fundo mais uma vez e bater.
Demorou cerca de um minuto até que ele abrisse a porta. Seu rosto demonstrava claramente que ele havia acabado de acordar e um olhar irritado moldava seus olhos. Involuntariamente levei as mãos em frente ao meu corpo, antes de me desculpar.
- Quando foi que eu disse para você vir aqui? – ele não era nada educado em sua fala e eu tinha certeza que teria certa dificuldade para conviver com isso.
- Boa tarde senhor Dreyar. Você disse para que eu viesse hoje às 14:00. Já são 14:10 .. estou atrasado! Me desculpe ...
Ele jogou a cabeça para trás, demonstrando claramente seu cansaço, antes de passar as mãos na cabeça. Fez um sinal para que eu entrasse e assim o fiz. Ele fechou a porta atrás de mim e pediu, não, mandou que eu me sentasse no sofá, antes de sumir para dentro de outro cômodo.
Nervoso, segurava a alça da minha bolsa lateral como se minha vida dependesse disso, observando o lugar. O espaço ali era cem vezes maior que meu apartamento. Os móveis cheiravam a novos e com certeza eram caríssimos. Tudo ali me impressionava, mas a tv gigante pendurada na parede me fez duvidar se era tão grande quanto uma tela de cinema.
- Você leu todo o contrato? – ele voltou, com o rosto lavado e roupas casuais. Quando me atendera na porta, estava de pijama.
- S-sim ... – respondi. – Também trouxe os resultados do exame.
Ele sequer respondeu. Apenas esticou a mão para que eu entregasse. Notou que eu estava tremendo ao pegar a carta e apenas arqueou uma sobrancelha, antes de dar um riso sem graça. Sinceramente, sentia que acabaria em depressão se ficasse com ele pelo tempo que o contrato estipulava.
- Parece que está tudo certo com você. Já transou com alguém antes?
Engasguei. Como ele conseguia fazer uma pergunta daquelas tão normalmente. Apenas de ouvir a palavra “sexo” minhas bochechas coravam, quanto mais dizer abertamente sobre o assunto. Vi seus olhos me instigarem a responder e sem conseguir falar direito, apenas neguei com a cabeça.
- Nem mesmo com uma mulher?
Outra pergunta extremamente desnecessária. Meus exames estavam na mão dele, provando que não possuía nenhuma doença venérea, o que importava se eu já havia feito com uma mulher ou não? O próprio contrato já citava a minha virgindade como requisito, então pra que me envergonhar com perguntas? Queria saber se eu era gay mesmo ou bissexual? Sem coragem de expressar qualquer coisa, eu neguei novamente, mantendo meus olhos para o chão. Minhas mãos já começavam a suar.
- Então você é gay mesmo?
“Homossexual”, repeti em mente. E acenei que sim. Queria afundar a cara no chão e nunca mais tirá-la de lá.
- Chega a fazer sentido. Você parece ser mulher ... – ele jogou o contrato e os exames na mesa, antes de se sentar no sofá. Ao que parece, percebera que valia a pena desperdiçar tempo comigo. – Então ... tem alguma dúvida sobre o contrato?
- E-eu não entendi a parte em que dizia que era necessário ser estéril ... – disse tentando cortar aquele clima pesado e ignorando seu comentário sobre minha aparência.
Ele deu uma risada, atraindo minha atenção para seu rosto, o que funcionou.
- Aquilo é válido apenas para mulheres. Seria nada agradável se alguma ficasse grávida de mim. Como você é homem, não terei esta preocupação, o que é perfeito.
Abaixei a cabeça novamente, ainda apertando a alça da minha bolsa. Estava desconfortável e envergonhado com aquela situação, mas sempre que sentia que iria sair correndo dali, repetia para mim mesmo que era a única solução.
- Quero lhe lembrar que a partir do momento que me entregar este contrato assinado, terá de pagar uma multa alta caso queira quebra-lo um dia. – ele tornou a pegar os papéis, procurando o valor estipulado pela multa.
- Um bilhão de dólares. – respondi.
- Isso mesmo. Vejo que realmente leu ... – ele cruzou os braços e estreitou ainda mais os olhos. Um sorriso diabólico surgiu em seu rosto, me desafiando. – Então, posso validar este contrato?
Era a hora da verdade. A hora de aceitar ou rejeitar algo que mudaria toda a minha vida. Pensei na minha situação financeira e na minha faculdade de medicina. Não havia outro jeito. Não havia outra solução que me permitisse estudar e ganhar dinheiro ao mesmo tempo. Meu coração galopava no peito e por mais que meu coração dissesse que não deveria vender meu corpo, meus lábios responderam pela razão.
- Sim senhor. Co-como o próprio contrato cita no final ... minha existência pertencerá ao senhor a partir de agora.
Notas finais
Então, como está? Preciso melhorar? Está bom? Digam humanos >:
Para os fãs de dark lemon ... se preparem hohoho
Mais capítulos virão ♥
Fale com o autor