Notas iniciais
Eu estou um caco. Faculdade e trabalho estão me matando. Desejei a semana inteira poder escrever mais e vou ver se consigo fazer isso no domingo. Sábado eu tenho aula. Me matem. Enfim, chega de chorar.... vamos ao que interessa!

Não consegui sequer cochilar naquela noite. Desconfortável, tentava evitar me mexer, mas até mesmo minha respiração incomodava. Nas minhas nádegas, duas marcas vermelhas latejavam e por muito pouco não viraram um corte em formato de “x”. Porém, não me atrevi a nem mesmo ver a situação em que estavam.

Logo meu relógio despertou. De pijamas, pois fui obrigado a me trocar no dia anterior, arrastei meu corpo de leve pela cama, sentindo as bochechas esquentarem antes de soltar um gemido. Não poderia ir para a faculdade naquela situação, mas estava sendo obrigado.

– O que está fazendo na cama ainda? Levante!

Juro pela minha alma, que se eu não precisasse de dinheiro sairia dali e chamaria a polícia, mas como já ressaltei, não tenho uma família que possa me ajudar e muito menos riqueza para pagar uma multa de um bilhão. Com dificuldade, coloquei uma perna para fora, me apoiando na parede, mas senti aquela coisa tocar algum ponto dentro de mim e perdi a força nas pernas, antes de gemer. Felizmente, Laxus amparou meu corpo.

– Essa sua expressão envergonhada ... é tão excitante.... – uma risada baixa saiu de seus lábios e ele levou umas das mãos até minhas nádegas, apertando-as até que eu gemesse novamente.

Sem um pingo de delicadeza, ele me virou e me jogou na cama, antes de puxar minhas calças e cueca para baixo. Apertei o lençol na cama, quando ele tirou aquele pênis de borracha de dentro de mim, tendo por segundos a esperança de que já havia sido punido o suficiente durante a noite.

– Por favor Laxus ... eu não dormi a noite inteira por causa disso ... – choraminguei, tentando engolir minhas lágrimas de humilhação. – Eu não vou conseguir sair de casa com isso.

Mais risos.

– Devia ter pensado nisso antes de ficar flertando ao invés de vir para casa. – ele forçou novamente aquela coisa dentro de mim, pouco se importando com meus gemidos de dor. – Ficará com isso até às cinco e meia, quando colocar os pés aqui dentro. Se chegar às cinco e trinta e um, vou arranjar um brinquedinho maior para você.

Afundei a cabeça na cama, apertando os olhos para que algumas lágrimas escapassem dos meus olhos. Aquilo era humilhação demais. Percebi que ele se afastou quando ouvi um barulho na porta e Laxus exigiu que eu estivesse na cozinha em quinze minutos para tomarmos café.

Passando a mão no rosto, me levantei com dificuldade, antes de caminhar para o guarda roupa e escolher uma camisa de mangas compridas azul claro, uma calça jeans e um par de all star. Me vestir foi como um castigo ainda pior que levar chicotadas na bunda. Ainda estava ferido por dentro graças a sua arrogância e ele ainda aparece com aquela coisa de silicone para enfiar dentro de mim.

Caminhei com dificuldade até a porta e levei a mão até a maçaneta. Era terrível admitir, mas aquela coisa, de alguma forma, causava prazer em meio à dor. Sabia muito bem que minhas bochechas vermelhas não expunham apenas a vergonha, mas resquícios involuntários do meu corpo que me faziam tremer ante ao leve prazer.

– Está tudo bem Freed? – disse Eleonor, que preparava a mesa para o café da manhã. Ao lado dela, Laxus lia um jornal e ao perceber minha chegada, começou a rir como aqueles playboys de escola debocham de um garoto nerd.

– Sim eu estou bem ... – era difícil caminhar com aquilo dentro de mim, mas fiz meu melhor para disfarçar perante Eleonor, que tinha, mais uma vez um olhar preocupado. Antes mesmo que ela dissesse alguma coisa, Laxus puxou uma cadeira ao lado dele.

– Sente-se aqui, ao meu lado.

– Me sentar? – eu quase gritei. Havia feito isso para calçar os sapatos e por pouco não fiquei mais excitado.

– Sim. Você não vai comer em pé. – aquele sorriso odioso ficou mais largo. – Vamos, venha cá.

Me senti com hemorroidas e ao mesmo tempo ser estimulado ao colocar as nádegas na cadeira. Abaixei a cabeça e trinquei os dentes a fim de refrear um gemido. Respirei fundo para me recompor, mas cada mínimo movimento fazia aquela coisa se mexer dentro de mim.

Eleonor se manteve calada, enquanto tomávamos café. Minhas bochechas se mantinham quentes e Laxus uma vez ou outra levava a mão até minha coxa, apertando-a. Aproveitou de um momento em que Eleonor foi meu quarto arrumar a cama para me beijar e apertar minha coxa até que eu gritasse de dor. Logo ela voltou e foi ele que se levantou, rindo mais uma vez antes de nos deixar sozinhos.

– O que ele colocou em você? – ela se aproximou de mim, me segurando pelas mãos, assim que viu que ele não escutaria sua voz. – Tem algo dentro de você não é?

Minhas bochechas queimaram e tive vontade de correr, de tanta vergonha. Imaginei que ela tivesse visto aquela situação diversas vezes e respirei fundo, antes de direcionar meus olhos para o seus.

– S-sim... – tive vontade de chorar e solucei. Ela passou os braços envolta de mim, me abraçando, antes de me dar um conselho. – Ele te vigia e se você tirar será pior. Obedeça filho ... obedeça sempre ou vai acabar como várias mulheres que já passaram por aqui.

Solucei mais uma vez, antes de encostar a testa em seu ombro. Ela beijou o topo da minha cabeça, logo antes de Laxus aparecer e fazer um sinal com a boca, indicando que ele estava ali.

– Pare de incomodá-la e venha. Vou te levar à faculdade a partir de hoje.

Abaixando a cabeça, me levantei com dificuldade, chegando a mancar de uma forma que não fazia aquilo ser menos torturante. Sequer tive coragem de olhar para trás e me despedir dela, pegando minha mochila que ficara jogada no sofá no dia anterior. Segui Laxus até o elevador, apressando meus passos para não receber mais broncas. Logo chegamos ao seu Porsche e sentei no banco ao lado do motorista.

O carro saiu da garagem e seguiu o caminho para onde estudava. Estar sentado já era incômodo, mas a cada lombada, soltava um gemido que divertia o homem ao meu lado. Não demorou para que chegássemos até o campus e antes mesmo que pegasse minha mochila, ele cochichou em meu ouvido.

– Não se atrase.

Assenti e desci do carro, andando com dificuldade pelo campus até minha sala de aula. Dave estava sentado sobre uma mesa e veio andando até minha direção. Vi que seu sorriso se desfez ao me ver mancar e sendo atencioso como sempre, amparou meu corpo.

– O que houve?

Eu ofegava. Com a agitação dentro do carro, me questionava como ainda não estava com um volume nas calças. Ainda era doloroso, mas a sensação de prazer ganhava em disparada, me deixando desconcentrado.

– Eu corri demais....- menti, antes de me sentar na cadeira e refrear mais um gemido.

– Mentira. – Laxus tinha razão, eu era péssimo nisso. — O que você tem?

– Por favor Dave, não me pergunte ... mas não se preocupe, logo vou ficar bem!!

Por minutos, horas, a cada segundo, Dave me questionava. Queria saber por que estava corado, por que estava com olheiras, por que ofegava .... eu apenas me calava e abaixava a cabeça, deixando-o ainda mais preocupado. No intervalo do almoço tentei sair da sala sem ajuda, mas por pouco não caí no chão. Gritando que eu devia esperar por ele, Dave me ajudou a chegar até a lanchonete, onde pedi alguns salgados para viagem. Logo após compra-los, Dave me puxou até uma parte mais isolada, antes de me questionar mais uma vez o que estava acontecendo.

– Estou com hemorroidas! – foi a resposta mais plausível que encontrei para lhe dar, apesar de ser algo que nunca admitiria ter. Achei que ele fosse rir, mas Dave se manteve sério.

– Desculpe, realmente fiquei preocupado. Você está ofegando e às vezes geme do nada. – trinquei os dentes ao ouvir aquilo, pelo visto, não estava conseguindo disfarçar bem. – Quer que eu compre algum remédio?

– Já estou tomando, obrigado! – sem graça, fiz o meu melhor para me sentar em um banco, antes de tirar duas coxinhas do pacote e começar a comer.

– Se precisar, sabe que basta me pedir, certo?

– Sim ... obrigado Dave!

Um sorriso fraco foi minha resposta e ele suspirou. Sentou-se ao meu lado, ainda com aquela expressão preocupada e me abraçou. Minhas bochechas coraram ainda mais. Comecei a me sentir excitado com aquele simples abraço e o empurrei devagar, ofegando ainda mais.

– Não é só hemorroidas que você tem. – ele disse preocupado, me ajudando a levantar. – Vem vou te levar a enfermaria.

– Não precisa, eu to bem. – disse com dificuldade para falar, rezando em pensamento para que meu corpo não manifestasse a excitação que estava sentindo.

Durante o restante do almoço e da aula, meu dia foi uma verdadeira tortura. Dave me ajudava a andar, mas percebi que minha proximidade com o corpo dele piorava as coisas, me deixando excitado. Tive que correr diversas vezes ao banheiro e ficar lá até que meu membro voltasse ao normal. No fim do dia, eu havia passado boa parte da tarde dentro do banheiro.

– Quer carona até em casa? – Dave bateu à porta do banheiro, enquanto eu respirava fundo do lado de dentro para que meu corpo voltasse ao normal. – Aleguei que iria demorar um pouco e que já estava melhor. Demorou um tempo para convencê-lo de que estava bem e ele finalmente ir embora.

Esperei por vinte minutos depois que ele saiu e comecei a andar o mais rápido que conseguia. Com dificuldade, cheguei ao ponto de ônibus e praticamente lutei para conseguir entrar no veículo lotado. As pessoas se espremiam dentro do ônibus e esbarravam em mim, piorando ainda mais minha situação. O caminho normalmente demorava trinta minutos, mas pareceu duas horas, tamanho meu sofrimento. Logo chegou o meu ponto e tive de lutar mais uma vez para descer. Andei por duas quadras, apressando o passo ao ver que o tempo estava acabando. Cheguei à portaria e disfarcei minha situação ao gentil porteiro, antes de entrar no elevador. Chegando ao andar, corri mais uma vez até a porta, escancarando-a, antes de me jogar para dentro.

– Parabéns. – sentado em uma poltrona, Laxus estava com os braços cruzados, rindo da minha cara. — São cinco e vinte e cinco..

Respirei aliviado, antes de fechar a porta. Coloquei minha mochila no chão e antes mesmo que pensasse em ir para o quarto, ele tornou a me chamar. Minhas bochechas ardiam, tamanha vergonha e eu sabia que minha correria resultara na nítida excitação entre minhas pernas a qual tentei esconder com minhas mãos.

– Agora venha cá.

Levantei os olhos até ele e senti minha espinha congelar. Em suas mãos, havia uma mordaça de couro e na poltrona ao seu lado, um par de algemas. Ele mordeu o lábio inferior, antes de fazer um gesto com as mãos para que eu me aproximasse. “Obedeça sempre” soou em minha cabeça, me lembrando dos conselhos de Eleonor. Minhas pernas começaram a se mexer e com dificuldade caminhei até meu dono, certo que, aquele objeto dentro do meu corpo seria o menor dos meus problemas naquela noite.

Notas finais
Eu vou começar a contar quantos "coitado do Freed" sai em alguns reviews. É sério, me sinto uma sádica fazendo tanta maldade :X Mas enfim, eu gosto. E to cheia de ideias. Antes que algum corno venha me dizer que isso é de 50 tons de cinza, já aviso que a ideia do consolo partiu do mangá A Toy of Sadist, algo assim... não lembro o nome... E por favor.... Freed gosta gente. GOSTA. O próximo capítulo eu dei as tripas nele e só vai ser postado na semana que vem. Me desculpem, mas eu não estou tendo tempo para escrever :T Os reviews eu vou responder no domingo. Obrigado a todos, de coração :3