Do you remember me?

69 Casamento e Hector


Notas iniciais
Faltam três capítulos para o final. Aproveitem! :D

O tempo não nos poupou. Os dias, meses e até anos se passaram até que por fim Laxus me pediu em casamento. Lembro do quão divertido e atrapalhado foi o dia, com Evergreen gritando tanto que cheguei a ficar com zumbidos no ouvido.

Com lágrimas nos olhos, eu abracei Laxus, sussurrando o tão esperado “sim” em seu ouvido. Ele me tirou dos seus braços e me beijou na frente de todos que estavam presentes, sem se importar de estarmos em um lugar público.

Planejar o casamento e nossa vida a dois foi difícil e trabalhoso. Laxus comprou um lote em um condomínio da cidade e não demorou para que começássemos a construir uma casa só para nós dois. Mesmo com Eleonor protestando, nós finalmente a aposentamos e ela só se acalmou quando prometi que cuidaria de Laxus.

Foi divertido escolher os móveis, vidros, piso, tinta e até mesmo a piscina para instalar na casa. Nosso casamento estava marcado para outubro e mesmo com os problemas e enrolação dos pedreiros conseguimos terminar nossa casa a tempo.

As passagens para a nossa lua de mel na Itália já estavam compradas e iríamos embarcar no dia seguinte à cerimônia. Nos casamos um dia antes no civil, tendo Evergreen aos surtos e Yakumo e Eleonor aos prantos. Muitos amigos de Laxus e alguns novos amigos que eu fiz na faculdade foram convidados para a cerimônia e no dia, confesso que minha ansiedade estava a mil.

Noivas e noivos tem o dia especial separados até a noite da celebração. Laxus estava em um SPA e eu estava em outro. Cabelo, unha e até mesmo maquiagem foram aplicados em mim. Meu terno branco estava impecável e não pude deixar de rir quando percebi que meu cabelo estava penteado como a Princesa Elsa com uma trança. Todo meu rosto estava visível com minha franja jogada para trás, conforme Laxus já dissera que gostava.

Eu estava agitado, nervoso. Meu coração batia a mil e por várias vezes tive vontade de chorar. Já éramos casados, mas depois da cerimônia, aquilo seria oficial perante a sociedade. Lembro que o início da cerimônia estava marcado para as 19:00 hs e com uma hora de antecedência eu estava pronto. Evergreen, Yakumo, Eleonor e até mesmo Elfman já tinham ido para a igreja e um motorista iria me buscar no SPA para me levar. Aguardei pacientemente, até que um homem apareceu e se apresentou como motorista. O cumprimentei e o segui, sentindo o coração se agitar mais no peito. Eu quase tive um surto de felicidade naquele dia.

Caminhei com ele até o carro e ele abriu a porta para mim. Era uma limusine branca e eu entrei, arregalando os olhos ao ver quem estava dentro. A porta da limusine se fechou e eu engoli em seco, vendo Hector Dreyar sentado na minha frente.

– Ora, ora... pensei que você usaria um vestido, mas esse terno realmente combinou com você. – ele disse com deboche, antes de se sentar ao meu lado, puxando meu rosto. – Você é realmente obediente Freed Justine, mas me diga, por que não me convidou para a cerimônia? Isso foi bem rude da sua parte.

Acabei por engolir em seco, sentindo suas mãos apertarem meu queixo. A sensação de euforia despareceu e em seu lugar o medo tomou conta. Meu coração começou a apertar e eu o olhava sem entender do porquê ele estaria ali.

– Sei que tivemos nossas divergências, mas não posso perder o casamento do meu único sobrinho, não é?

– Por favor Hector.... – eu já tinha lágrimas nos olhos e tremia de desespero. – Você já tem o que queria... não tem motivos para vir atrás de nós.

– Você não me interessa e para ser sincero sua presença me enoja. Já parou para pensar que se eu sumir com você hoje vou evitar que Laxus grite para a sociedade que se tornou gay? Seria tão simples e tão .... rápido....

Sua voz ameaçadora não impediu que lágrimas escorressem pelo meu rosto e eu solucei já mordendo meus lábios. Hector sorriu daquela forma demoníaca, antes de fazer um barulho com os lábios, demonstrando que não queria murmúrios da minha parte. Se aproximando mais, ele levou o rosto até meu pescoço, puxando minha cintura com uma mão ao ver que eu iria me afastar.

– Você sabia que.. — ele beijou meu pescoço e eu virei o rosto para o lado contrário, apertando os olhos de medo. — ... há muitos anos atrás, quando um camponês se casava, ele devia deixar que o nobre se deitasse com a noiva após o casamento, como prova de devoção?

Suas palavras só me deixavam mais aflito e meu coração começou a bater forte apenas de imaginar que ele poderia me forçar mais uma vez. Me perguntava quando Laxus sentiria minha falta.

– Bom, eu já provei de você uma vez, mas não vejo por que não fazer de novo, não é mesmo? Não se preocupe Freed, você irá se casar, mas primeiro vou me divertir com você e assistir Laxus te procurar. Isso com certeza vai ser divertido...

Suas palavras me apavoraram ainda mais e eu tentei reagir, recebendo um tapa no rosto. Nos poucos segundos que precisei para me recuperar, Hector me puxou pelo cabelo com força, colocando uma arma sobre a minha barriga. Eu ainda estava zonzo quando ele levou os lábios até minha orelha, gargalhando e debochando do meu desespero.

– Tente fazer alguma gracinha e eu te mato Freed. Lembre-se que posso fazer você desaparecer de forma que Laxus nunca vai saber o que realmente te aconteceu.

Notas finais
Eu ia fazer um casamento feliz, mas aí lembrei do Hector :B Não briguem comigo galera. Sou uma boa pessoa :D Vai dar tudo certo, tenham fé.... ou não. Imagem: http://36.media.tumblr.com/f4234b1938360058d0fee60beb6e4b99/tumblr_nh28t5XccL1tch967o1_500.jpg