Notas iniciais
Nome do capítulo tosco, eu sei. Adiantando a felicidade do feriado huhuhuhu

– La-laxus alguém pode aparecer e nos ver! – o alertei, totalmente envergonhado.

Meu corpo já estava prensado na parede e empolgado com aquilo, Laxus beijava meu pescoço, enfiando a mão por baixo da minha blusa. O som da música era mais baixa dentro do banheiro, mas ainda sim, não seria difícil perceber que algo promíscuo estava acontecendo ali.

– Eu sei, isso não é excitante? – foi a sua pergunta enquanto ele ria. Puxou minha camisa para cima até tirá-la e a jogou no chão assim como fizera com o meu casaco e o dele. Levei os braços até o peito, cobrindo aquela região, virando o rosto para o lado de vergonha.

– Isso não é certo e além do mais, suas amigas devem estar te procurando! – disse sentindo meu coração acelerar. Já imaginava a tremenda confusão que aconteceria se alguém nos descobrisse.

– Você fala demais.

Não houve mais troca de palavras. Os lábios dele se encaixaram aos meus, me fazendo sentir o gosto amargo que a bebida deixara em sua boca. O beijo foi se intensificando aos poucos, conforme sua mão desabotoava minha calça e se perdia dentro da minha cueca, me fazendo gemer baixo. Lentamente, ele puxou minha peça íntima para baixo, até que ela caísse sobre meus pés. Me estimulando, ele começou a morder e distribuir beijos na região da minha orelha, parando ao ver que meu membro despertara, o que não demorou muito.

Encolhido na parede, mantinha minhas mãos tapando meu peito, totalmente envergonhado e ofegante. O lugar era iluminado por luzes azul escuro, que me fazia enxergar muito pouco o rosto de Laxus, mas pude ver que por alguns segundos, ele me observou, antes de sorrir. Seus lábios novamente se encaixaram nos meus e percebi que ele abriu a própria calça, mas dei um pulo de susto quando minha mão foi puxada até seu membro. Tremi por alguns segundos, entendo o que ele queria que fizesse quando mordeu meus lábios. Devagar e sentindo as bochechas queimarem de vergonha, massageei seu membro que assim como o meu, não demorou a despertar.

Excitado, Laxus subia e descia suas mãos pelo meu corpo, até que se abaixou um pouco, antes de segurar em minhas coxas e me levantar. Com medo de cair, levei minhas mãos até seu pescoço e ao perceber o que estava fazendo, tentei me segurar em outro lugar. Me prensando contra a parede, ele sussurrou no meu ouvido que não havia motivos para que eu não o tocasse, antes de fazer seu membro encostar em minha entrada. Apertando minhas coxas, lentamente ele me penetrou, o que não impediu que eu desse alguns gemidos mais altos de dor, afinal, meu corpo ainda não havia se acostumado com aquilo.

Minhas pernas tremiam em suas mãos e ainda mantendo meu corpo prensado contra a parede, ele distribuiu beijos em meu rosto, capturando meus lábios quando meus gemidos ficaram mais baixos. Lentamente, ele começou a se mover, tornando tanto seus beijos e seus movimentos ainda mais urgentes. Gemidos de dor e prazer se misturavam, até que restasse apenas o prazer. Meus mamilos estavam incômodos de tão rígidos e o aperto de suas mãos em minha coxa me deixava ainda mais excitado.

De pé, ele me segurava pelas coxas e eu apoiava o restante do meu peso ao me segurar em seu pescoço. Seu corpo forte prensava meu tronco contra a parede, fazendo com que o contato frio fizesse meu corpo misturar o prazer com arrepios. Sua boca invadia a minha, como se declarasse uma guerra. Gemidos eram abafados entre nosso beijo e o medo de que fossemos pegos dava ainda mais força ao prazer que não demorou para que atingisse seu limite, tanto para mim, quanto para ele. Gemendo um pouco alto, atingi meu limite, recebendo uma estocada forte que me fez tremer ao sentir o prazer de Laxus preencher meu interior. Nosso beijo urgente foi perdendo a voracidade, até que ele desgrudou os lábios dos meus, acabando com aquilo. Me soltando devagar, ele abriu um sorriso largo quando meus pés tocaram o chão, antes de me dar um beijo rápido e levar seus lábios até meu ouvido.

– Seu corpo está virando um vício para mim ...

Não havia como meu rosto ficar mais vermelho e ele voltou a me beijar, ainda apertando meu corpo contra a parede e mantendo suas mãos em minhas nádegas. Um estalo desfez nosso beijo quando outra luz do banheiro foi acesa, deixando todo o ambiente mais iluminado. Envergonhado e ofegante, levei as mãos até o peito e pela minha expressão de pânico, Laxus levou o dedo indicador até os lábios, fazendo um gesto para que eu ficasse quieto.

Rindo do meu medo, ficamos o mais quieto possível, até que a pessoa que entrou no banheiro saiu, deixando a luz acesa. Se abaixando, Laxus entregou pegou minhas roupas e me entregou, tirando a sua camisa branca que ficara suja com meu sêmen e a jogando no lixo. Envergonhado, me virei de costas para me vestir o que o fez rir, antes de sair da cabine. Aproveitando que estava sozinho, me limpei com papel higiênico e me vesti, mas arregalei os olhos ao ver que havia camisinhas penduradas nas paredes da cabine. Finalmente entendi o que acontecia em banheiros de boates.

Quando saí, Laxus estava encostado na pia, de braços cruzados e abriu um sorriso ao me ver. Ainda com a cara vermelha, fui até a pia e comecei a lavar as mãos, sendo puxado para perto dele quando terminei. Novamente ele voltou a me beijar, levando suas mãos até minha cintura ao fazer isso.

– Além de trazer garotas para o banheiro masculino está molestando também?

Nosso beijo foi interrompido e eu arregalei os olhos, antes de direcioná-los para a direção da voz. Vi um homem alto, talvez tão forte quanto Laxus de braços cruzados, rindo de nós. Bickslow sequer foi apresentado a mim e descobri seu nome em meio à conversa. Ele tem o cabelo curto, meio azulado e fica a maior parte do tempo com a língua para fora, algo que eu achei bastante nojento.

– Pensei que não viria hoje. – Laxus riu, antes de me soltar. Eu já desistira de tentar parecer um homem depois de mais um comentário desses. – E ele não é mulher.

– Houve uma mudança nos planos, mas dane-se isso. – ele caminhou até ficar de frente a mim, se abaixando para poder olhar no meu rosto. Eu sou mais baixo que ele e Laxus. – Você pega travestis agora?

Uma pontada de raiva me invadiu, me fazendo esquecer por algum tempo a vergonha dele ter nos visto aos beijos. Laxus começou a gargalhar, antes de me puxar para perto dele.

– Ele é homem Bickslow, só tem o rosto e se veste como uma mulher, só isso.

– Interessante ... – eu me perdia de vergonha e raiva entre os dois, optando por abaixar a cabeça ao continuar ouvindo sua voz. – Você realmente tem muito bom gosto!

Eu não entendi muito bem o que houve ou o que ele tentou fazer, exatamente por estar de cabeça abaixada. Apenas senti o aperto forte da mão de Laxus no meu pulso e ele me puxou até seu corpo, enrolando seus braços em minha cintura quando minhas costas bateram contra seu peito.

– Não pense que vai ser como as outras vezes. – não havia mais ar de graça na voz de Laxus. – Eu não vou dividir ele com você.

– Não seja egoísta! – Bickslow ria e eu o olhava sem entender nada. – Nem mesmo quando ele aprontar? É tão bom castigar seus brinquedos... principalmente quando fazemos isso juntos!

Foi quando eu entendi. Meus olhos se arregalaram e senti um medo enorme ao imaginar o que eles poderiam ter feito com as mulheres que aceitaram o contrato. Estremeci da cabeça aos pés e tive vontade de fugir, mas as mãos firmes de Laxus me mantiveram no lugar.

– Você não vai tocar nele Bickslow.

Um clima tenso se instalou no lugar e ainda assim, me mantive quieto. Laxus me puxou pela mão antes de dizer, um “até amanhã” para ele totalmente seco. Em passos rápidos, ele me puxou de volta a multidão, até que chegamos à porta da boate. O manobrista ao nos ver, trouxe o carro e Laxus lhe deu a gorjeta, antes de mandar que eu entrasse e assim saímos dali.

No caminho de volta, pensava nos inúmeros acontecimentos da noite, tendo vergonha de olhar para Laxus depois do que ocorrera na cabine. Havia sido algo perigoso, aventureiro, mas fora extremamente prazeroso, o que chegava a me assustar. Discretamente, movi meus olhos para ele e percebi que ele estava irritado, provavelmente por causa de Bickslow, de forma que nem notou que eu o observava. Engoli em seco ao ver que ele estava apenas com o casaco preto de couro e com parte do peito exposto. Um suspiro acompanhou meu sentimento de culpa ao perceber no grande pervertido que eu tinha o potencial de me tornar até o fim daquele contrato.

Notas finais
Eu disse que essa fic tem muito lemon. u.u Vi gente confusa e vou explicar de novo: O capítulo da páscoa fez uma pausa na história, não tinha continuidade com o drama. Próximo capítulo terão surtos de alegria e talvez seja postado na sexta -v- Laxus ciumento e pervertido ~adoroooo