Do you remember me?
55 Babaca
Notas iniciais
Laxus ficou extremamente emburrado quando eu pedi para voltarmos para casa. A intenção dele era que ficássemos no chalé até o dia seguinte e sem dúvidas, fazendo mais sexo.
Com cara fechada, ele dirigia pela estrada e estando do lado dele eu não tirava os olhos do relógio que já marcavam 21:00 horas.
Ao que parece, Eleonor foi bem discreta na ligação dela e provavelmente ligou para saber onde estávamos. Ela deve ter inventado uma história boba, pois Laxus até o momento não desconfiara de nada, só estava claramente chateado.
– Er... Laxus... desculpa se atrapalhei algo... é que amanhã você precisa trabalhar e eu não queria que você se prejudicasse por minha causa... – inventei uma desculpa, chegando a gaguejar para falar.
– Se você não estava gostando do que estávamos fazendo era só ter me dito. – ele respondeu, sem tirar os olhos da estrada.
– Não foi por isso não! – respondi no impulso, sentindo as bochechas corarem por lembrar de tudo que fizemos.
– Você não sabe mentir Freed. Se não quer que eu toque em você basta me dizer.
Silêncio. Eu não sabia o que dizer e também não queria que ele ficasse chateado comigo. Entendia sua situação e eu não podia simplesmente dizer a ele que havia uma festa surpresa em casa, mas também não sabia mentir. Por fim resolvi contar a verdade, mas incompleta.
– Tem um motivo para estarmos indo para casa. – resolvi voltar a falar, brincando com a cordinha do capuz do meu moletom.
– E qual seria? – ele questionou.
– Não vou te contar. Eu quero te mostrar e só dá para fazer isso indo para casa. – respondi virando o rosto na direção oposta a ele, olhando para a janela. Meu rosto estava vermelho e na minha cabeça se passava tudo o que havia acontecido entre a gente. Tudo fora tão bom e prazeroso.... aquilo tudo me deixava confuso.
Um suspiro pesado escapou da boca de Laxus e não falamos mais nada durante o trajeto. Eram quase 22:00 horas quando ele estacionou o carro na garagem e mais do que depressa eu saí do carro, esperando por ele do lado de fora.
Ainda com cara de desgosto, ele saiu do carro e eu deixei que ele fosse na frente, tapando a boca para que ele não me visse rir apenas por imaginar a reação que ele teria. Procurou pelas chaves no bolso, destrancou a porta e ao abrir alguém dentro da casa acendeu as luzes.
– SUPRESAAAAAA!
Todos gritaram em conjunto. Evergreen, Yakumo, Eleonor e para minha surpresa Bickslow estava ali. Havia outro cara de cabelos brancos de cara emburrada que olhava para Laxus como se quisesse mata-lo.
– Por que demoraram tanto?! Eu estou morta de fome e louca para encher a cara. – Evergreen disse pegando uma garrafa de vodka e saltitando para perto do homem de cabelo branco. – Ah Freed vem cá! Quero te apresentar meu namorado Elfman.
Silêncio. Eu olhei para Laxus que ainda continuava emburrado e Yakumo só olhava a tudo. Bickslow pegou uma bandeja de salgadinhos e começou a comer, enquanto Eleonor, tratou de encher os copos com sucos e bebidas.
– Muito prazer! – disse com um sorriso torto e o homem fixou os olhos no meu pescoço.
– Por que está com chupões no pescoço?
Levei a mão no impulso ao pescoço, vermelho de vergonha. Laxus riu e me puxou até que minhas costas batessem contra o peito dele. Yakumo ficou de pé em segundos e me puxou para o lado dela, apontando o dedo para Laxus e intercalando para Elfman.
– Vocês dois parem de palhaçadas. É uma festa seus imbecis. Só se divirtam e se peguem depois.
– Pelo jeito Laxus gosta de homens também, devo tomar cuidado. – Elfman debochou fazendo gestos com as mãos.
– Depois de ficar com a sua cara “garota” – Laxus fez um sinal de aspas com as mãos. — qualquer um passa a gostar de comer rabo.
O que se seguiu a seguir foi uma confusão tremenda. Elfman partiu para cima de Laxus, só parando porque Bickslow o segurou. Yakumo começou a xingar os dois, enquanto Eleonor olhava estática a tudo aquilo. Bickslow gargalhava enquanto segurava Elfman e eu e Evergreen ficamos imóveis, nos sentimos tremendamente humilhados pelo que Laxus falara.
Por fim, a festa não rendeu. A própria Evergreen pegou na mão de Elfman e saiu arrastando ele para fora. Yakumo falou tantos palavrões que eu me senti até atordoado. Bickslow pegou uma garrafa de vodka, as chaves do carro de Laxus e saiu também ainda rindo. Para Eleonor só restou pegar carona com Yakumo, saindo sem dizer uma palavra sequer.
Sozinhos, eu apenas dei as costas para ele e comecei a juntar os docinhos, salgadinhos e até mesmo o bolo para guardar, tremendamente nervoso. Ainda de cara emburrada, Laxus veio na minha direção e pela primeira vez na vida eu tive uma ação impulsiva da qual eu não me arrependo.
Irritado, enfiei a mão no bolo, jogando um pedaço na direção dele que acertou em cheio sua cara. Laxus cambaleou e eu comecei a jogar os docinhos, salgadinhos, tudo que estava perto das minhas mãos naquele momento. Por fim, ele conseguiu chegar perto e me segurou, não impedindo que eu esfregasse minha mão suja de bolo na cara dele.
– Babaca!!! – gritei a plenos pulmões na cara dele, antes de puxar meus pulsos e sair das mãos dele, caminhando em passos pesados até o quarto.
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