Notas iniciais
Eae pessoas! Fiquei tão satisfeita com os comentários (os quais irei responder na sexta) que resolvi postar mais um capítulo, dessa vez, mais curtinho. Boa leitura!

Seis e meia. Seis e meia foi o horário que consegui chegar ao prédio. Sequer cumprimentei o porteiro, correndo até o elevador. Praticamente esmurrei o botão até o último andar daquele prédio altíssimo. Seis e trinta e cinco da tarde abri a porta do apartamento, sentindo o ar faltar ainda mais ao ver Laxus sentado na sala, com o telefone em mãos.

Parecia estar fazendo o pedido do nosso jantar e me lançou um olhar irritado ao ver que eu entrara. Enquanto ele estava ocupado, corri para meu quarto, tirando minha mochila e meu celular do bolso. Enviei um pedido de desculpas para Dave por mensagem e disse que explicaria tudo depois. Guardei meu celular e voltei para a sala, quase batendo o corpo contra o de Laxus por voltar correndo.

– Me desculpe! Eu tive que fazer um trabalho e quando voltei para cá fiquei preso no trânsito. – disse engasgando pela falta de fôlego, antes mesmo que ele questionasse meu atraso.

– Aham ... – ele cruzou os braços na minha frente. – Por que não fez o seu trabalho aqui?

– Eu tinha até às oito horas para enviar, mas fiquei desesperado por ter esquecido do trabalho. Me perdoe, foi realmente um equívoco da minha parte!

– Tenho duas perguntas ... – ele nunca dizia meu nome, sempre usando verbos para se referir a mim. Ele estava irritado, mas eu não sabia dizer se era por minha causa. – Irei lhe fazer e quero que me responda, sem rodeios. A primeira ... por que saiu correndo esta manhã?

Arregalei meus olhos. Sequer pensara em uma resposta para aquele questionamento que era óbvio que ocorreria, pois meu dia foi uma tremenda correria. Gaguejei ao começar a falar, mas ele me cortou logo de início.

– Não minta para mim. Já percebi que você é um péssimo mentiroso. Estou lhe alertando que estou irritado e acho que na noite passada lhe fiz entender o que acontece quando não me agradam, certo?

Minha bunda dolorida era uma perfeita afirmação, acompanhada das pequenas feridas e marcas espalhadas em meu corpo. Respirei fundo, tentando colocar os pensamentos em ordem e fazer a verdade soar menos complicada possível.

– E-eu fiquei assustado depois do que houve noite passada ... – respirei fundo para não chorar ao lembrar da humilhação da noite anterior.

– Sabe que as coisas foram daquela forma porque não me obedeceu, não é mesmo?

– S-sim ... – a cada questionamento me encolhia mais e antes que notasse, estava abraçando meus próprios braços. A vontade de chorar só aumentava e ele continuava a falar com seu tom irritado, me assustando cada vez mais.

– Há duas formas de você cumprir este contrato. Obedecendo, me tirando qualquer motivo de lhe machucar, ou me irritando, me dando total liberdade para lhe torturar como eu quiser. A escolha é sua. – ele puxou o meu rosto para cima, fazendo-me olhar nos olhos dele. – Agora outra pergunta. Qual é o seu nível de relacionamento com Dave Cartland?

Meus olhos se arregalaram. Como ele sabia sobre Dave? Ele estava me espionando? Com certeza estava. Aquilo era crime... bem, o que eu estava fazendo também não era certo, mas ... eu simplesmente não podia acreditar. Em que nível de restrição estava preso àquele homem?

– So-somos apenas amigos ... – meu coração já estava disparado de novo e minhas mãos começaram a suar. Ele seria capaz de me bater?

– Homens que são amigos não dão cachorro quente na boca do outro e muito menos limpam sua boca com guardanapo.

Me retraí ainda mais e dei um passo para trás, com medo apenas de imaginar que ele estava me seguindo. Ele não gostou nada da ideia e me puxou com força, fazendo meu corpo bater no dele.

– Devo considerar sua tentativa de fuga como um sinal de que são amantes? – o aperto da mão dele em meus pulsos ficou mais forte.

– N-não! Somos amigos apenas! Ele gosta de mim, mas eu nunca o vi de forma diferente. Ele é como um irmão para mim! – acabei por falar tudo no desespero, me arrependendo por citar o interesse que Dave possuía por mim.

– Devo te lembrar que nosso contrato restringe qualquer tipo de relacionamento fora o estabelecido de ambas as partes e quando ocorre, é caracterizando como quebra de contrato...

– E-eu não tenho nada além de amizade com ele, eu juro!

Na minha mente só se passava a ideia de que ele iria me bater. Eu o olhava com medo e isso pareceu diverti-lo, pois um sorriso maldoso surgiu em seu rosto. Devagar, ele puxou meu corpo, até que estivesse colado ao dele e levou a mão até minhas nádegas, apertando-as de leve. Acabei por dar um gemido de dor em um aperto mais forte de sua mão e ele riu, antes de me puxar até o sofá.

Jogando o meu corpo sobre as almofadas, ele se deitou sobre mim e começou a me beijar, enfiando sem cerimônia alguma, a mão em minha calça e cueca. Tentei escapar daquilo, mas Laxus apertou forte meu membro, me fazendo sentir dor até que eu aquietasse.

– Eu vou lhe causar dor até que entenda que sou seu dono, Freed Justine.

Foi a primeira vez que ele disse meu nome, interrompendo o beijo e os movimentos de sua mão. Não foi como o conto de fadas que sonhei que seria a anos atrás. Eu estava sendo mais uma vez molestado e ele continuava a me estimular com seu beijo promíscuo e sua mão nem um pouco lenta. Poucos segundos depois, me desfiz em suas mãos e dei um gemido de prazer antes de sujar tanto suas mãos quanto minha própria calça.

Limpando sua mão em minha blusa, mais uma vez ele riu, ficando de pé. Deitado de barriga para cima, apenas o observava, tentando recuperar o ar e colocar os batimentos cardíacos em ritmos normais. Me encolhi no sofá, fechando o zíper da minha calça.

– Espero que tenha entendido. – caminhou até uma escrivaninha e de lá tirou um chicote preto curto, daqueles que são usados em cavalos. — Agora ... – aquele sorriso maldoso ficou ainda maior do que antes, se é que é possível. — ... como devo lhe punir pelo seu atraso?

Notas finais
Laxus é stalker e ponto final. Está mais do que certo em vigiar a fonte de prazer dele u.u E o Freed, vai ser um brinquedinho nas mãos dele por um tempo, até gostar do negócio -v- Um obrigado especial a todas e todos que comentaram o último capítulo. Quase surtei aqui no domingo *0* E só para constar, ninguém ainda acertou a punição hahahaha Vocês tem mais uma chance u.u Até sexta ;)