Do you remember me?
54 Aniversário - Parte 3
Notas iniciais
Ainda nos braços de Laxus, arregalei os olhos, antes de dar um sorriso. Envergonhado, apertei meu rosto contra seu peito e uma de suas mãos subiu para minha nuca, afagando meus cabelos. Meu coração batia forte e eu realmente desejava ter algo com ele naquele momento, mas não teria coragem de dizer que queria. Colocando a mão sobre seu peito, eu o empurrei devagar o suficiente para que eu conseguisse olhar para seu rosto. Via em seus olhos que ele esperava uma resposta minha e até tentei falar alguma coisa, porém a vergonha e a timidez me fez abraça-lo forte novamente, apertando o rosto contra seu peito para esconder a vermelhidão que eu sabia que existia nas minhas bochechas.
Rindo, ele me abraçou forte, dando um beijo no topo da minha cabeça. Tombando o corpo, Laxus me deitou sobre o colchão, acariciando meu rosto, antes que seus dedos se movessem para meus lábios.
– Não se preocupe eu entendi a mensagem. – ele deu outra risada, ainda mantendo um sorriso no rosto. – Se eu fizer algo que não goste é só me dizer ok? Não precisa ter medo.
Brasas ardiam no meu rosto e eu assenti. Vi Laxus jogar o tronco para cima, ficando de joelhos com meu corpo entre suas pernas enquanto desabotoava sua camisa. Ao nosso lado, a lareira nos mantinha aquecidos, sendo também a única fonte de luz naquele quarto escuro.
Não demorou para que ele novamente ficasse de quatro sobre mim. Suas mãos frias abriram o casaco de esqui e não demorou para que ele o jogasse de lado. Por baixo eu usava uma blusa fina de mangas compridas, a qual foi puxada, saindo do meu corpo quando estiquei os braços para cima. Minha pele pálida ficou exposta, assim como o peito de Laxus. Os músculos estavam bem definidos em seu abdômen e não pude deixar de notar as tatuagens em seu peito. Eu já havia visto elas antes, mas naquele momento e com a luz da lareira, pareciam ainda mais bonitas.
– Calma ... não precisa ter vergonha.... – ele disse ao me ver levar as mãos ao peito. Algo que era comum da minha parte, mas percebi que eu fazia isso quando estava muito envergonhado ou com medo. Sempre que eu me sentia ameaçado eu protegia a única coisa que eu tinha: meu coração.
As mãos frias de Laxus tocaram as minhas, puxando-as devagar. Apertei os olhos, sentindo o ar entrar e sair rápido dos meus pulmões, mas senti meu corpo relaxar quando Laxus levou o rosto até meu peito, dando um beijo leve naquela região e em seguida beijar minhas mãos. Me conduzindo, ele levou as minhas mãos até seus ombros, demonstrando onde elas deveriam ficar.
Um beijo foi depositado na minha bochecha e aos poucos Laxus foi descendo seus beijos. Passou pelo meu pescoço, os quais ele deu vários chupões fortes, me fazendo arrepiar. Sua boca não demorou a descer, me fazendo morder os lábios quando ele alcançou um dos meus mamilos, sugando-o com vontade. Ele ficou um tempo trabalhando com a boca ali, me fazendo arrepiar e a gemer baixo quando sua mão fria apertou os bicos do meu peito. Descendo a boca, ele me fez arquear o corpo conforme ele descia até meu umbigo, o qual ele mordeu a ponta. Me atrevi a olhar para baixo e nossos olhos se encontraram. Um sorriso pervertido estava moldado em seu rosto, enquanto entre seus dentes da frente a pele da ponta do meu umbigo era castigada.
Minhas mãos apertaram o lençol quando ele deslizou a língua para baixo e seu rosto se levantou apenas para que suas mãos abrissem a minha calça, tirando-a do meu corpo ao puxá-la por minhas pernas. Já havia um volume na minha cueca e não pude evitar de jogar a cabeça para trás quando sua língua deslizou pelo meu membro ainda preso pela cueca.
Envergonhado, levei as duas mãos ao rosto quando ele puxou minha cueca para baixo, deixando meu membro livre para que ficasse ereto. Seu polegar foi levado até minha glande, fazendo movimentos circulares, enquanto sua boca tratou de castigar minha virilha com chupões e algumas mordidas. Eu já arfava e mexia as pernas sentindo seu dedo tocar numa parte tão sensível do meu corpo. Estava prestes a chegar no meu limite, quando Laxus parou o que estava fazendo e novamente ficou ajoelhado sobre o colchão.
Ofegante, abri uma fresta entre meus dedos para ver o que ele fazia, sentindo meu desejo aumentar ao ver ele abrir o botão da própria calça. O tecido caiu sobre suas coxas e pude ver que assim como o meu, o membro dele estava sendo massacrado dentro da cueca. Ficando de pé, ele chutou o tecido da calça, antes de abaixar sua cueca, deixando seu membro livre. Chutou sua peça íntima, assim como fizera com sua calça, levanto a mão até seu membro que já tinha veias grossas dilatadas sobre a pele.
– Não se preocupe, eu vou ser gentil com você.
Assenti, voltando a tapar o rosto quando ele se ajoelhou, antes de deitar sobre mim. Seu membro úmido e duro encostou na minha barriga e senti ele se ajeitar sobre meu corpo, até que seu membro ficou próximo ao meu. Um gemido escapou da minha boca quando sua mão direita envolveu nossos membros juntos, masturbando-os e sua outra mão puxou uma das minhas mãos do meu rosto, me fazendo olhar para ele.
Sem dar atenção para meu rosto no momento, Laxus novamente voltou a sugar meus mamilos, dessa vez com mais força. Por ser mais alto que eu e para que nossos membros ficassem unidos em suas mãos, ele tinha que ficar abaixo da altura do meu rosto. Minhas unhas cravaram sobre seus ombros e eu joguei a cabeça para trás, soltando gemidos mais altos, esquecendo da possibilidade de que alguém poderia me ouvir.
Meus gemidos ficaram mais altos, até que eu arqueei o corpo, sujando meu abdômen e de Laxus com meu prazer. Laxus não demorou a atingir seu limite após isso e depois de parar de gemer, pude ouvir sua respiração pesada, recebendo uma leve mordida no ombro quando ele deixou nossos abdomens ainda mais sujos.
Assim como eu, Laxus ofegava. Sorrindo, ele ajeitou o corpo, levando as mãos em minhas coxas antes de me beijar. Puxou minhas pernas mais cima, me fazendo enroscar o corpo dele, tirando o pouco fôlego que eu ainda tinha com seu beijo carregado de desejo. Tentando vencer minha vergonha, tirei minhas mãos de seu ombro, subindo-a até seus cabelos e os puxando devagar, conforme ele já demonstrara que gostava. Nossas bocas se conectavam e por fim eu quebrei aquele beijo para poder respirar, escutando uma risada dele, antes de receber um beijo na bochecha.
– Não sei se estou disposto a te dar um intervalo. Com esses gemidos que você tem minha vontade é de deixar você cada vez mais excitado.
Mesmo envergonhado, eu dei um sorriso, que foi respondido com um selinho rápido. Ele iria abaixar o rosto novamente, quando segurei em seu cabelo e puxei seu rosto para iniciar outro beijo. Minhas mãos apertaram o cabelo dele forte demais e ele levou a mão até a minha, segurando-a antes de começar a rir entre meu beijo.
– Calma...- eu continuava a beijá-lo e ele afastou o rosto um pouco. – Eu sou um pouco sensível amor e tenho certeza que você não vai me querer se eu ficar careca.
Meu coração já estava batendo feito um louco, mas acho que fiquei mais balançado com o fato dele ter me chamado de “amor” do que preocupado com a minha gafe. Ele riu e eu soltei o cabelo dele. Até pensei que tinha cortado o clima quando o vi se levantar, mas Laxus me estendeu a mão e eu me levantei, ficando sentado assim como ele. Fazendo um sinal com as mãos, ele me mostrou que eu deveria me sentar no colo dele e assim eu fiz, totalmente desajeitado.
Eu tinha vergonha de olhar para ele, então apenas passei as pernas ao redor do colo dele e joguei meu corpo para cima ao segurar em seus ombros, mas os soltei depois de subir em seu colo. Se Laxus não tivesse me segurado, eu teria caído de costas no chão, pois minhas pernas escorregaram de uma vez só do corpo dele.
Ele começou a gargalhar e com vergonha eu apertei meu rosto contra seu peito, novamente ajeitando minhas pernas. Eu parecia um sapo que esqueceu de pular e tentava escalar uma parede. Levando a mão até minhas costas, Laxus me puxou e me deu um beijo no topo da cabeça, ainda rindo.
– Você é mais desastrado do que eu pensava! – ele debochou, bagunçando meu cabelo. – Vou te mostrar como se faz. — levando as mãos até minhas pernas, ele as posicionou. Pegou minhas mãos, rindo ao me ver totalmente sem graça e levou até seu pescoço, segurando meu queixo para me dar um selinho. – Viu é assim que você fica firme no meu colo, entendeu?
– S-sim. Me desculpe... – respondi sem graça e ele levou as mãos nas minhas costas, voltando a me dar outro beijo.
– Não se preocupe com isso. Com o tempo você vai ficar craque em sentar no meu colo!
Levei novamente as mãos até o rosto e ele riu, segurando minhas costas para que eu não caísse. Me apertou contra seu peito e afagou meus cabelos com uma mão, me mantendo firme em seu colo com a outra.
– Onde estávamos mesmo? – ele sussurrou no meu ouvido. – Ah sim, eu me lembro! – segurando meu queixo, ele voltou a me beijar, fazendo uma corrente de prazer subir pelo meu corpo ao apertar minhas nádegas.
A luz da lareira iluminava nossos corpos ou melhor, a dança entre eles. A boca de Laxus violava a minha e eu retribuía seu beijo, mesmo de forma tímida.
Minhas mãos puxavam seu cabelo devagar, enquanto as suas subiam e desciam pelas minhas costas. Seu membro ereto se esfregava no meu, fazendo com que apertássemos mais o corpo contra o do outro. Segurando em seu pescoço, Laxus aproveitou a liberdade em suas mãos para levar a mão até minhas nádegas e apertá-las.
– Quero entrar dentro de você. – ele sussurrou ao quebrar nosso beijo e creio que não seria possível que eu ficasse mais vermelho. – Posso?
O olhar dele era diferente. Não era só pela excitação, mas desde que saímos do prédio em que ele trabalha, Laxus me olhava diferente. Seus olhos tinham ternura e mesmo eu vendo um pouco de receio nele, conseguia perceber que havia algo bom ali. Eu o olhava normalmente, mas naquele momento íntimo eu mal olhava para o rosto dele por causa da vergonha.
Tudo que eu consegui fazer foi assentir. Eu o queria. Eu o desejava e podia afirmar isso com toda a certeza do mundo naquele momento. Me vendo tão sem jeito, ele me chamou pelo nome, até que eu olhasse para seu rosto e assim o fiz. Havia um sorriso pervertido ali, mas seus olhos me olhavam com ternura. Ainda olhando nos meus olhos, ele levantou meus quadris e o posicionou sobre o seu membro. Senti a ponta úmida de sua glande forçar passagem pela minha entrada e respirando fundo, permiti que ele começasse a me adentrar.
Minhas unhas cravaram em seus ombros mais uma vez e conforme ele ia mais fundo eu arranhava mais a sua pele. Gemidos manhosos e de dor escaparam da minha boca e próximo ao final, ele soltou meus quadris, deixando que o peso do meu corpo terminasse aquela penetração.
Doeu, mas senti a ponta do seu membro tocar em algum ponto sensível dentro do meu corpo. O prazer anestesiou a dor e um gemido de prazer escapou da boca de Laxus, que levou as mãos até meus quadris, movimentando-os em círculos, como se eu estivesse rebolando sobre seu colo. Joguei minha cabeça para trás de prazer e sua boca foi de encontro ao meu pescoço, deixando mais marcas ali.
– Aaah.... você é tão apertado Freed... – ele disse entre seus gemidos e sentindo seu membro pulsar dentro de mim, fez com o meu latejasse também.
Sem coragem de responder aquilo, eu resolvi fazer o mesmo que ele fizera comigo. Dei beijos e leves chupões em seu pescoço, continuando a puxar seu cabelo de leve. Laxus não aguentou se manter “gentil” como ele disse que seria e logo começou a movimentar os quadris, segurando o meu para dar estocadas fortes.
No início foi doloroso, mas logo eu estava gemendo como um louco novamente. Meu membro balançava entre nós, enquanto o de Laxus entrava e saía com afinco de dentro de mim. Laxus apertava meus quadris, beijava e lambia meu pescoço, aumentando mais a força do seu corpo que batia contra o meu. Os gemidos, tanto os meus, como os dele, ficaram mais altos até que eu atingi meu limite, espremendo o membro de Laxus no meu corpo e fazendo com que ele preenchesse meu interior.
Minhas mãos desceram para seus ombros e eu ofegava muito quando ele me deu um beijo. Jogando minha franja já molhada pelo meu suor para trás, Laxus abriu um sorriso, antes de me dar um beijo rápido. O corpo dele sequer suara com tudo aquilo.
– Eu quero mais... – ele falou baixo, subindo seus beijos até o lóbulo da minha orelha, trabalhando com os lábios naquela região. – Quero muito mais....
Um gemido de prazer escapou da minha boca e ele novamente uniu os lábios ao meus. Tombando o corpo, ele voltou a me deitar no colchão, deitando por cima. Nosso beijo se aprofundou mais e eu senti uma de suas mãos massagear meu membro o que me fez levar as mãos até suas costas, arranhando-as. Em seguida nossos lábios se separaram e eu lhe dei leves mordidas no pescoço, fazendo com que Laxus mordesse os próprios lábios.
Aumentando os movimentos de sua mão, logo eu estava excitado novamente e soltando gemidos roucos e baixos perto do seu ouvido. Com isso, não demorou para que ele ficasse empolgado também, fazendo com que sua enorme ereção deslizasse pelo meu umbigo.
– Vou te pegar agora de um jeito que há muito tempo tenho vontade de pegar.
Sem entender eu apenas olhei para seu rosto, já ofegante e todo suado. Com um sorriso pervertido, Laxus pegou minha cintura e virou meu corpo, me orientando no que deveria fazer até ficar na posição que ele queria. Afundei o rosto no colchão de vergonha quando ele levantou meus quadris, me fazendo ficar ajoelhado com o traseiro para cima. De joelhos, ele chegou atrás de mim e posicionou seu membro na minha entrada, forçando passagem até que meu corpo cedeu.
Um gemido manhoso escapou da minha boca quando ele chegou ao fim e para me torturar, ele forçou mais seus quadris, indo mais fundo dentro de mim. Suas mãos apertavam meus quadris com força, mas qualquer sensação que não fosse prazer desapareceu quando ele começou a se mover para frente e para trás, sempre colocando mais força para seu membro ir mais fundo dentro de mim.
Minhas unhas começaram a rasgar o lençol enquanto ondas de prazer subiam pela minha espinha. Nossas respirações pesadas e o barulho dos nossos corpos se chocando preencheram o ambiente silencioso e eu cheguei a ponto de babar de prazer. O cheiro de sexo estava impregnado no ar e eu me entreguei àquela luxúria quando Laxus tombou o corpo e começou a dizer coisas vergonhosas no meu ouvido.
Uma mordida foi dada no lóbulo da minha orelha quando ele atingiu seu limite e um jato quente jorrou dentro do meu corpo, fazendo com que meu membro ereto tivesse alívio ao atingir o meu limite também.
Exausto, deixei meu corpo cair de bruços na cama, virando o rosto na direção de Laxus quando ele se deitou ao meu lado. Dessa vez ele estava suado e o brilho da lareira deixava o suor na pele dele ainda mais charmoso, mais atraente, como se ele tivesse passado óleo no corpo todo. Um sorriso de satisfação estava estampado na cara dele e mesmo com vergonha, eu sorri de volta para ele.
Nenhuma palavra foi trocada naquele momento. Laxus puxou um grosso cobertor sobre nossos corpos e me puxou para mais perto ao passar um braço por minhas costas. Virando o corpo de lado, eu arrastei o corpo para mais perto, até ficar na altura de seu peito. Eu ainda me recuperava do último êxtase quando Laxus puxou meu queixo devagar para que eu levantasse o rosto e ele me desse mais um beijo.
Teríamos ficado mais tempo ali nos amando se o telefone de Laxus não começasse a tocar.
Inicialmente ignoramos o barulho do celular, dando continuidade aos nossos beijos. A ligação caiu e o telefone voltou a tocar novamente. Ignoramos, mas na terceira ligação Laxus perdeu a paciência e se levantou, pegando o telefone em meio à suas roupas jogadas no chão. Ele atendeu nervoso, mas ao ver que era Eleonor que estava ligando, ele pediu desculpas pela forma que falou e começou a falar normalmente com ela. Apenas naquele momento eu me lembrei da festa surpresa.
– Sim, Fred está comigo. Aconteceu alguma coisa?
Vendo Laxus falar no celular eu levei as mãos à cabeça. Não podia crer que eu realmente me esquecera da festa. Aproveitando que ele estava distraído, me levantei do colchão e corri para o banheiro, fechando a porta para tomar um banho rápido. Precisávamos voltar o mais rápido possível ou Yakumo iria me matar.
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