Do you remember me?
53 Aniversário - Parte 2
Notas iniciais
Durante o almoço, Laxus estava meio calado, mas procurei puxar assunto com ele. Para meu espanto, ele respondeu todas as perguntas que eu fazia, me esclarecendo várias coisas as quais eu sempre tivera dúvidas.
Descobri que ele era dono de uma das maiores empresas do mundo, sua formação acadêmica em engenharia e também descobri que ele já fizera medicina. Descobri que assim como eu, ele não tinha família e que Eleonor, Yakumo e Evergreen era o mais próximo que ele tinha do gênero. Eu fiz muitas perguntas. Questionei a maioria das coisas que me vieram à cabeça e por fim, ele já estava rindo das minhas perguntas.
– Você é bem curioso e eu não imaginava que você conseguisse conversar comigo sem ficar com as bochechas vermelhas.
Acabei por me silenciar com aquilo, abaixando a cabeça de vergonha. Laxus gargalhou e disse que eu estava ficando vermelho, antes que eu levasse as duas mãos ao rosto.
Depois que saímos do restaurante, no qual eu comi horrores, perguntei a ele onde ele queria ir. Era o dia dele e nada mais justo que ele escolhesse onde poderíamos ir. Abrindo um sorriso, ele falou o nome de um lugar e eu apenas assenti, dizendo a ele para irmos logo. Animado, Laxus segurou na minha mão e me puxou enquanto corríamos para o carro dele.
Ficamos por quase uma hora dentro do carro até chegarmos a outra cidade. Com um lago gigantesco, não pude deixar de admirar a paisagem toda branca. Laxus bagunçou meu cabelo com uma mão, mantendo a outra no volante enquanto o veículo dava a volta ao redor do lago, chegando até um chalé.
Descemos do veículo e enquanto eu observava a paisagem, Laxus trancou o carro. Ele parou ao meu lado e fez um comentário sobre a paisagem o qual eu só concordei sem prestar atenção no que ele falava. Meus olhos se mantinham fixos nos vários chalés, neve, pinheiros, árvores e até mesmo o lago que era iluminado pelo sol fraco.
Pegando na minha mão, Laxus me levou até um chalé maior, onde várias pessoas estavam comendo, conversando, cantando e algumas se preparavam para esquiar. Conversando com uma moça na recepção, ele alugou dois equipamentos de esqui e ela nos deu uma chave para um chalé.
Em silêncio, eu apenas observava ele conversar com as pessoas, não entendendo nada do que ele falava. Apenas o segui quando ele me puxou pela mão, caminhando em passos rápidos atrás dele, até que entramos em um dos chalés.
O ambiente era quente e pude ver uma lareira num canto do cômodo, tendo uma cama de casal próxima a ele. As paredes eram feitas de toras grossas de madeira, dando aquele ar gostoso e rústico ao ambiente.
– Vamos esquiar um pouco? – ele questionou, tirando seu terno e já vestindo roupas mais quentes para aquele ambiente.
Apenas assenti, já sentindo o coração disparar no peito com o ânimo de uma criança. Eu sempre quis esquiar um dia e confesso que cheguei a pensar que aquilo seria um sonho impossível. Me virando de costas, tirei a minha roupa, me vestindo o mais rápido que pude.
Esquiar não é tão fácil como se parece. Eu mal saía do lugar e Laxus tentava em vão, me ensinar. Demorou horas, mas por fim eu consegui começar a me mover e a deslizar sobre a neve. A sensação é realmente maravilhosa, apesar do vento frio castigar a pele do rosto. Laxus esquiava normalmente, demonstrando que era algo que estava acostumado e por diversas vezes ele impediu que eu caísse no chão. Estava adorando tudo aquilo e para me tirar da neve não bastou que ele me chamasse para dentro do chalé, precisou que eu caísse sobre uma pedra e como sempre, me machucasse.
Foi um ralado simples, mas Laxus ficou extremamente nervoso e praticamente me arrastou para dentro. Por cair na neve, acabei me molhando um pouco e quando entrei no nosso chalé já tremia o queixo de frio. Laxus pegou o colchão da cama e o colocou em frente a lareira, mandando que eu me sentasse. Em seguida, jogou um cobertor grosso sobre meus ombros e o eu me encolhi, chegando mais perto da lareira. Enquanto isso, ele pegou uma caixa de primeiros socorros e pegou alguns medicamentos, antes de limpar a ferida e fazer um curativo pequeno nas costas da minha mão.
– Desculpa, eu não queria estragar o dia. – falei enquanto ele enrolava a bandagem na minha mão. Realmente me sentira mal depois de vê-lo tão nervoso.
– Está tudo bem e não se preocupe com isso. Me desculpe por te arrastar para cá. Eu realmente me assustei ao te ver caindo. – ele terminou o curativo e juntou as coisas, guardando tudo de volta na caixa.
– Foi só um ralado, não precisa se preocupar. – respondi ainda sem graça pelo o que havia acontecido.
Laxus suspirou e deu um fraco sorriso. Se sentando ao meu lado, ele me surpreendeu ao escovar os nós dos seus dedos frios na minha bochecha. Nossos olhos se encaram e não demorou para que ele aproximasse o rosto do meu, não recebendo resistência nenhum da minha parte para me dar beijo. Seus lábios se encaixaram sobre os meus, fazendo movimentos que me fizeram apertar a barra do cobertor que eu segurava. Mesmo que ainda eu estivesse confuso com tudo o que estava acontecendo, meu corpo e mente o desejava imensamente.
– Eu não quero que se machuque Freed. Seja mais cuidadoso, ok? – ele disse depois que nosso beijo chegou ao fim.
Mordendo os lábios inferiores, eu apenas assenti. Eu já não tremia de frio, mas ainda sentia a minha blusa gelada por estar molhada. Nesse momento eu nem me lembrava mais da festa surpresa. Eu só queria e pensava naqueles lábios que conseguiam me enlouquecer. Como se pudesse ler meus pensamentos, Laxus tornou a se aproximar, entrando para debaixo do cobertor comigo, antes de me beijar.
Fechei meus olhos, esquecendo do mundo naquele momento. Apreciando algo que eu confesso já ter sonhado há muito tempo. Um beijo carinhoso daquele que eu sempre admirara e sempre quisera que fosse meu. Sendo ousado, Laxus segurou minha coxa, me puxando para seu colo. Nossos lábios se desgrudaram e eu senti meu rosto esquentar, antes que ele desse aquele sorriso que eu tanto gostava. Distribuiu beijos pelo meu rosto, me apertando sobre seu peito antes de me abraçar.
– Eu quero fazer amor com você.
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