Do you remember me?

48 Amigos ao meu lado


Notas iniciais
Pessoal, desculpa a demora para responder. O pau já ta quebrando na vida e na faculdade. Me desejem sorte e mais inspiração!!

– Laxus... por que Freed está aqui?

Evergreen correu até onde eu estava, quase se jogando em cima de mim para me abraçar. Yakumo perdeu todo o ar de suas gargalhadas, esfregando o rosto enquanto o questionava. Ela com certeza ficara sabendo sobre meu desaparecimento e pela sua reação, percebi que ela não sabia que Laxus havia me levado.

– Eu o trouxe para cá. — ele respondeu, pegando um pedaço de pizza no meu prato e colocando na boca.

– E pela situação posso dizer que não foi por vontade própria. Não é mesmo Freed?!

Os dois olharam para mim e Evergreen me empurrou para olhar no meu rosto. Sem saber o que fazer ou mesmo dizer, apenas virei os olhos para o lado, fechando os punhos sobre a mesa.

– Você é retardado por acaso?? — desta vez quem gritou foi Evergreen, fazendo monção de que iria bater em Laxus, mas Yakumo a segurou e eu podia ver que ela continha para não voar em cima de Laxus também.

– Vieram aqui só para importunar ou vieram trabalhar? — Laxus cruzou os braços, agindo, mais uma vez, como se tudo aquilo não fosse um problema.

Houve silêncio e eu olhei a tudo aquilo quase imóvel. Laxus as encarou demonstrando impaciência e Yakumo teve que sacudir Evergreen algumas vezes para que ela se acalmasse antes de soltá-la. Eu não as culpo por suas reações. Qualquer um que descobre que alguém foi sequestrado perde a cabeça.

– Você tem ideia de quantas pessoas estão procurando por ele e que o que você está fazendo é crime? Sequestro e cárcere privado. Você mofaria na prisão por isso, ainda mais nesse país. — Yakumo respirou fundo, mas sua raiva ainda era visível. — Laxus... o que você está tentando fazer?!

– Estou tomando conta dele e garantindo que ninguém além de mim vai tocar nele. –ele respondeu, cruzando os braços.

– Laxus Dreyar com ciúmes. Não pensei que fosse viver para ver ele ser tão estúpido e se tornar um criminoso por isso! Para quem dizia que iria morrer numa cama cercada de prostitutas vejam só. Resolveu sequestrar a única pessoa que lhe conquistou!

Arregalei os olhos quando ouvi Yakumo debochar dele daquele jeito. Me atrevi a olhar para Laxus e vi ele desviar o olhar ao perceber que eu o encarava, chegando a ficar com a cara vermelha. Laxus era capaz de ficar envergonhado?

– Não te interessa o que eu faço. E se as duas não vieram aqui para trabalhar peço que sumam da minha casa.

– Então traga a porra do computador e vamos trabalhar. — Yakumo praticamente rosnou para ele, antes de puxar uma cadeira e sentar em frente a mim cruzando as pernas e os braços. Ela olhava Laxus com uma fúria que chegava a me dar medo.

Vendo aquela confusão toda, resolvi me levantar e sair dali, mas Yakumo segurou minha mão enfaixada e fez um sinal com a cabeça para que eu ficasse sentado. Laxus deu um suspiro e foi para o quarto e enquanto ele pegava o notebook, Evergreen sentou do meu lado e como sempre, começou a me fazer perguntas. "Está tudo bem?", "O que aconteceu?", "O que houve com sua mão?". Várias perguntas e em vez de respondê-las eu abaixei a cabeça, levando as duas mãos até o rosto.

– Freed me diga. — dessa vez quem resolveu falar foi Yakumo. — O que esse imbecil está fazendo com você?

Sequer tive a chance de responder.

– Estou garantindo que ninguém além de mim vai tocar nele, já lhe disse isso. — Laxus voltou com o notebook e praticamente o jogou na frente de Yakumo. — Freed por favor, vá para o quarto. Durma um pouco, você parece exausto.

– Ok. — respondi, já me levantando. Não quis nem mesmo me despedir de Yakumo e Evergreen, entrando no quarto de Laxus e fechando a porta.

A minha vida parecia uma repetição. Eu ficava deitado na cama, pensando em um milhão de coisas sem conseguir dormir. Normalmente havia silêncio, mas podia ouvir Yakumo, Evergreen e Laxus discutirem e gritarem uns com os outros. Inicialmente foi por minha causa, depois por causa do trabalho e quando terminaram, voltaram novamente à minha causa. Eles gritavam, batiam em mesas e eu respirava fundo, pedindo a Deus forças para não chorar. Por fim, Yakumo e Evergreen foram embora, avisando que voltariam no dia seguinte e iriam conversar comigo. Laxus não disse mais nada e tudo que eu pude ouvir foi uma porta batendo e depois de alguns minutos a porta do quarto foi aberta.

Debaixo dos cobertores, eu apenas movi meus olhos para quem entrava no quarto, desviando o olhar quando percebi que era Laxus. Suspirando, ele passou por mim, entrando no banheiro. Fechei os olhos e procurei respirar fundo, pedindo a Deus que se lembrasse de mim, antes de dormir em meio as minhas orações.

–

Meu sono foi pesado e eu percebi que havia dormido demais quando me levantei. Sonolento, caminhei até a cortina do quarto, abrindo-a e dando de cara com um sol forte de meio dia. O céu azul e o sol deixavam toda aquela paisagem pintada de branco ainda mais bonita e confesso que deixei um sorriso se formar no meu rosto ao ver aquilo.

– Já faz muito tempo que eu não lhe vejo sorrir.

Com a mesma facilidade que meu sorriso se formou, ele se desfez. Antes que eu percebesse Laxus entrou no quarto e quando ouvi sua voz, ele já estava perto de mim. Bagunçou meu cabelo com uma mão, enquanto a outra segurava uma xícara de café quente, bebendo um pouco enquanto me via ajeitar meu cabelo. Rindo, ele colocou a xícara sobre uma cômoda, levando as duas mãos até meu rosto, antes de me beijar. Tentei me afastar, mas ele levou a mão até minha cintura, aprofundando mais aquele beijo.

– Vocês ficam tão bonitos juntos!

Movi meus olhos na direção da voz e Laxus parou de me beijar, olhando na mesma direção que eu olhava. Sua mão ainda mantinha meu corpo grudado ao seu, mas não me impediu de correr na direção de uma das melhores pessoas que havia conhecido. Abracei Eleonor forte, enquanto ela ria, dizendo que sentira minha falta.

– Resolvi chamar Eleonor para te fazer companhia e para nos ajudar a manter a casa limpa. Ela vai ficar aqui com você enquanto eu estiver trabalhando.

– Você está tão magrinho Freed! Vou me encarregar de lhe deixar bem nutrido novamente. — ele passava a mão nas minhas costas, enquanto eu ainda a abraçava, segurando lágrimas. Meu coração batia forte no peito enquanto minha mente dizia que era difícil acreditar que ela realmente estava ali.

No restante do dia nós dois conversamos muito. Com Laxus dentro de casa, ela não me fazia muitas perguntas, falando mais sobre notícias, filmes, vários assuntos diferentes. Animado, eu prestava atenção em tudo que ela falava, me agarrando a oportunidade de ver outra pessoa que não fosse Laxus.

Ela chamou minha atenção para minha pele pálida, dizendo que eu estava desnutrido. Fez diversas coisas gostosas para que comesse e preparou um suco de maracujá para que eu tomasse. Eu me senti bem pela primeira vez em dias. Risadas, abraços e até mesmo meus curativos ela me ajudou a trocar. Conversamos o dia todo sobre vários assuntos e bastou que Laxus fosse tomar banho para que ela começasse a questionar.

– Freed como você está? Sabe... com tudo isso.. — ela ficou com uma expressão de pesar enquanto falava, cortando o clima de risadas que eu estava antes.

– Eu não sei dizer ... é muito difícil até mesmo para entender... — senti minha voz fraquejar enquanto falava sobre aquilo. Me incomodava apenas lembrar da minha situação naquela casa.

– Eu sei e imagino, mas Freed ... — ela olhou na direção da porta do banheiro para se certificar de que Laxus não estava saindo. — Parece que Laxus realmente gosta de você.

– Desculpa Eleonor, mas eu não consigo acreditar nisso. — respondi entre suspiros, dando um fraco sorriso para ela. Eu já pensara no que ele havia me dito, em toda aquela história de ficar comigo, mas o peso de suas ações erradas destruía as chances de que pudesse acreditar.

– Depois que ele voltou da viagem.. sem você... ele começou a agir de modo estranho. Parecia sem lugar, sem chão. Laxus já dorme pouco, começou a dormir menos ainda, bebia muito, além de chamar várias mulheres diferentes numa só noite para lhe fazer companhia. Porém, ele não suportava ficar muito tempo com nenhuma delas. — ela tocou na minha mão ferida com uma mão e a outra segurou meu queixo delicadamente. Ela queria que eu olhasse nos olhos dela enquanto ela me contava essas coisas. — Eu vi Laxus Dreyar enlouquecer por causa de uma pessoa e esta pessoa é você Freed.

Sem conseguir acreditar, desviei meu olhar e toquei a mão dela sobre meu queixo, até que ela entendeu que eu queria que me soltasse. Sorrindo para mim, ela voltou a me abraçar, dessa vez forte, antes de dizer mais uma vez que Laxus me amava. Afundei meu rosto em seu ombro, pedindo em pensamento que ela apenas me levasse embora dali.

Notas finais
Laxus corado deve ser uma coisa tão fofa :3 Freed ainda não está aceitando sua condição galera, mas logo ele aceita. Não sei dizer se eu aceitaria virar uma prisioneira na casa do cara que diz gostar de mim... mas enfim... Próximo capítulo será o momento de esclarecimentos!!