Do not be a princess.
18 Rebel essence.
Notas iniciais
Os dias passaram voando. Que bom que a rainha Raquel me ajudou, se não fosse por isso, acho que eu teria desmoronado. São muitas coisas para ver. Flores, cor das mesas e cadeiras, comida, enfeites e etc. Eu já estava arrancando os cabelos. Mas acho que deve ter ficado bom. Pelo menos pra rainha Raquel está ótimo. Se ela aprova, quer dizer que deve estar bom mesmo.
Hoje eu vou fugjr do palácio para me comunicar diretamente com os rebeldes e saber quais são os problemas por fora desses muros gigantes do palácio. Nunca fiz isso, estou um pouco nervosa. Preciso saber o que realmente acontece. Marie não me disfarçou. Estou de calças jeans, uma blusa de lã, touca e os óculos que Erick me deu no nosso encontro. Um dos carros pretos parou me esperando. Entrei nele sem hesitar. O motorista me cumprimentou e me levou direto para Ortanze.
São horas daqui até lá, saí de casa dez da manhã e cheguei as quatro da tarde. Isso só procurando o covil deles. Estou sem guardas, isso quer dizer que vim em paz. Me conduziram até uma das salas. O lugar era subterrâneo e tinha vários compartimentos. Entrei no que parecia ser do chefe deles. Era um cara que devia ter por volta de 27 anos e uma mulher ao seu lado um pouco mais jovem. Acho que são casados ou não sei, mas vi uma aliança.
– Ora, ora. — Disse ele sorrindo sarcástico. Me ofereceu uma espécie de morango. Aceitei. — Pode se sentar. Veio sem seus cães raivosos hoje ?
– Não preciso deles. Não há o que temer por aqui. — Eu disse arqueando uma das sobrancelhas e sorrindo de lado.
– Que bom. Estava apostando meus dedos que aquele vídeo seu era faixada.
– Nada meu é faixada. — Eu disse fria.
Tudo bem que isso é um pouco mentira. Não posso falar que sinto medo deles, ou então meu plano vai por água abaixo. Mas se levar em conta as coisas que eu faço por obrigação são faixada, mas as espontâneas não. Então me conveci a acreditar que isso é verdade. Respirei fundo e continuei.
– Bom, vamos ao principal assunto. Por que vocês estão fazendo justiça ? — Perguntei apoiando meus cotovelos no meu joelho.
– Por que vocês não fazem justiça !
– Eu faço. O rei Adam faz. O Erick faz. A rainha Raquel faz. — Eu disse com os dentes trincados.
Será possível ? Unya é um ótimo país com um governo maravilhoso. Infelizmente seu povo é mal agradecido. Eu vim aqui disposta a ouvi-los e saber dos problemas que enfrentam. Mas eles não devem enfrentar nada. Meu rosto queimou de raiva.
– Você acha que estar na frente de um país é fácil ? Você acha que a vida de uma família real é apenas comer até explodir e gastar até que seu povo esteja pobre. Estou nisso aqui à muito mais tempo que você e sei como é difícil ! — Me exaltei. — Então não me venha falar asneiras no meu ouvido como se ninguém naquele palácio se esforçasse para o bem estar das pessoas. — Bati na mesa e ele recuou. Parecia assustado. — Hum, parece que a sua valentia se foi não é ? O problema é o que ? Falta de policiais ? — Perguntei para a mulher.
– S-Sim. — Ela disse com os olhos arregalados.
– Tudo bem, eu vou mandar vir guardas. Se vocês não acabarem com isso aqui... Eu acabo do meu jeito.
Dei as costas pra eles e fechei a porta atrás de mim. Eu estava assustada comigo mesma. Entrei no carro e procurei não dialogar muito com o motorista. O trajeto de volta levou apenas duas horas, já que agora ele cortou caminho e não precisávamos perguntar nada à ninguém. Cheguei no palácio assim como saí. Ninguém deu minha falta nem nada, só Marie e Amy.
Assim que pus o pé no meu quarto elas me bombardearam com suas perguntar. A única pessoa que sabia de tudo era Erick. Ele insistiu para que fosse junto, mas eu neguei. Uma estava preparando meu cabelo e a outra minha maquiagem. Amélia não precisa me preparar, mas parece que ela gosta, não sei.
– Então você botou a maior moral e eles ficaram com medo ? — Marie perguntou rindo. — Sabia, cachorro que muito late não morde.
– Espero que seja assim. — Eu disse apreensiva.
Estou sim com medo de eles atacarem novamente. O bom é que meu pai vai para Unya depois do baile. Pedi que levasse Marie, Amy, Ethan e Ash sem eles saberem. Não quero mais que ninguém corra perigo. Se eu pudesse mandava Joshua também. Daqui a pouco seria a hora do baile. Estou nervosa também com as primas de Erick, não as conheço, mas vi que elas adoram festa. E não sei se o baile será divertido pra elas.
Estou de coque, um vestido longo dourado e sapatos brancos. Não dei muita idéia para minha aparência. Alguém me conduziu até a escada principal e holofotes se acenderam. Eu odeio isso. Não gosto de ser o centro das atenções, onde está a rainha ? Ela não deveria estar ao meu lado ? O tipo de mordomo ajeitou minha coroa.
– Sorria princesa...
Odeio essa frase mais do que aparecer para opúblico como o foco para todas as atenções. Quando me falam isso parece que sou uma marionete que precisa sorrir e ser amável sempre. Ainda mais porque carregava a palavra princesa. Por que não um "Sorria Zara ?". Eu já deixei bem claro que me chamem pelo nome. Ainda sim sorri contra minha vontade e desci as escadas. As pessoas que estavam ali aplaudiram e no de repente a rainha apareceu do mei lado.
Me senti um pouco enjoada, minha cor deveria estar esverdeada. Estou suando frio. Não é possível que isso seja por nervosismo. Parecia que eu estava prestes a vomitar, manti o sorriso. Minha vista ficou turva, não direi muito tempo. Minhas pernas vacilaram e eu caí. Consegui ver as pessoas vindo em minha direção e depois apaguei.
Fale com o autor