Do not be a princess.

1 Problems of a Princess


Notas iniciais
Uma história apenas, que não tem o objetivo de ser tão grande. Boa leitura

Você deve estar pensando : Que problemas uma princesa pode ter ? Uma crise por repetir os sapatos ? Ou já sei, demorar a achar o primeiro amor! Não, é muito mais que isso. Sou treinada desde que nasci para ser um exemplo de mulher. Aquela mulher que todo homem quer ter por perto e todas as outras mulheres querem ser como ela. Na verdade, ser princesa é apenas interpretar um personagem durante toda a sua vida. Sim, temos roteiros e nossa aparência sempre deve ser calma, passando tranquilidade.

Uma princesa não eleva o tom, uma princesa é sempre educada, uma princesa apoiará sempre seu príncipe, uma princesa não pode rir alto, uma princesa encara seus problemas, uma princesa é amigável, uma princesa é humilde, uma princesa trata bem suas damas de companhia/criadas, uma princesa isso, uma princesa aquilo... Por que de todas as meninas do mundo logo eu tive que ser a princesa ?

Ser uma princesa não é um conto de fadas como todos pensam. Ser uma princesa não é apenas um rosto bonito com roupas, joias e sapatos elegantes. Não quero ser uma princesa! Aliás, abomino essa palavra mais que todas. Sou um ser humano, acho que devo rir alto e deixar transparecer toda a minha raiva quando for necessário. E sabe o que está acontecendo no momento? Eu estou sendo vendida. Exatamente, como uma mercadoria. Vendida para o príncipe de Unya! Ele precisa de alguém para se casar e assim o seu pai passar a coroa adiante. Olhei para Amy, minha criada e minha melhor amiga. Ela estava animadíssima vendo fotos dele em meu notebook.

— O príncipe Erick é tão... — Ela disse apaixonada.

— Pejorativo. — Completei acariciando minha gata Prue.

— Zara Alexandra Hochscheidt, atual princesa de Ganzer e futura rainha de Unya. Sinto-lhe informar, mas o príncipe Erick Schaefer é o maior gostosão. — Amy imitou Klaus, nosso informante.

— Amélia Jasmine Zardres, isso não vai rolar. — Eu disse a imitando. Ela me deu língua.

— Ele é tão gato. É uma pena eu não estar em seu lugar. — Cruzou os braços e fez bico.

— Não deveria estar tão interessada. E o soldado Becker? — Eu disse a provocando, ela corou e sacudiu a cabeça.

— Olha princesa, está na hora de se aprontar para o café da manhã. Sua mãe, seu pai e alguns convidados estão à sua espera. — Amy disse enfatizando bem a palavra "princesa". A fuzilei com os olhos

— Temos visitas?

A loira sorriu maliciosa. Fui até o banheiro, tirei meu roupão e entrei na banheira relaxando os músculos. Deveria ter, ao todo, quinze criadas, mas depois de muito conversar com meus pais consegui que apenas deixassem Amélia e Marie cuidando de mim. Marie não cresceu no palácio, veio para cá depois de ser demitida de uma família amiga da nossa. Gosto de tê-las como minhas confidentes e pessoas que posso contar tudo. Apesar de Marie ser nova no palácio, cultivamos uma amizade rapidamente. E eu quero que Marie fique com o guarda Ethan Carver. Assim como fiz com que Amy e Ash namorassem. Eles são tão lindos juntos, e eu sei que Marie é caidona por Ethan. Sim, gosto de ser um cupido nas horas vagas.

— Olha pra isso ! — Disse Amy na janela que ficava acima da minha banheira.

Odeio e amo essa janela, ela sempre se mantém fechada após um paparazzi tirar uma foto minha lendo um pacote de absorventes. Eu amo pelo mesmo motivo delas, se você olha nessa hora da manhã os guardas estão se exercitando sem camisa. Que foi? Também sou humana!

— Ai, olha o meu Ash. — Amélia disse se derretendo.

— Fecha isso — Eu disse rindo de sua reação. — Daqui a pouco o país inteiro saberá como são meus peitos.

Hoje elas me arrumaram muito, além do que estou acostumada. Me trouxeram até um vestido novo que elas fizeram ontem. Deixaram meus cabelos castanhos presos de lado e com leves ondas. Toda vez que eu perguntava o que estava acontecendo, as duas se olhavam e caíam na gargalhada. Desci emburrada por ter que usar saltos logo de manhã. Eu pretendia me empanturrar de panquecas, até que vi minha mãe no corredor; Suas mãos estavam uma em cima da outra como se estivesse carregando um recém-nascido. Ah não, quando ela está assim quer dizer que devo entrar em meu personagem. Ergui o queixo, ajeitei minha coluna e sorri delicadamente.

— Aqui está. Bom dia querida. — Mamãe disse abrindo os braços e me recebendo em um curto abraço.

Assim que olhei para trás tive um choque, minha expressão por fora estava calma, mas por dentro eu estava desesperada. Erick Maximilian Schaefer, e ao seu lado Rei Adam e a Rainha Raquel. Meu pai estava comentando algo sobre mim, com o mesmo sorriso plastificado de minha mãe. Eu só iria conhecê-lo no dia do casamento, que seria daqui a um mês exatamente. Erick é tão bonito quanto nas fotos que achei na internet. O que está pensando Zara? Você o odeia! Ah, eu não devia odiá-lo, meus pais que aceitaram isso. Argh, mas ele aceitou, ele poderia ter feito uma seleção ou sei lá.

Durante o café da manhã inteiro eu passei apenas concordando com a cabeça e sorrindo. Comi alguns pedaços fatiados de maçã. Fiquei encarando a torta de limão, ela estava me chamando eu juro! Ambos os pais falavam da qualidade dos filhos. Erick uma vez ou outra opinava sobre alguns assuntos, permaneci calada apenas concordando com suas decisões.

É muito melhor ser príncipe, a educação que ele recebem é totalmente diferente da nossa; São criados para governas um país, e nós, para apoiá-los. Depois desse casamento Unya e Ganzer se uniriam, se tornando apenas um governo para ambos os países. Era a paz que todos tanto pediam, o necessário a ser feito.

— Querida, que tal uma volta no jardim com o príncipe Erick? — Meu pai "sugeriu" sorrindo, aquilo era uma ordem. Obrigada papai, me jogando na cova dos leões. Balancei levemente a cabeça concordando.

Descemos pelo grande salão e passamos pelos corredores calados, meu braço estava segurando o dele. O jardim era o único lugar onde não haviam tantos guardas e por isso se tornou meu lugar favorito. Depois de trocar algumas frases com Erick, vi que ele é totalmente engomadinho.

— Senhorita, seus jardins são deslumbrantes. — Disse com um sotaque engraçado.

— Obrigada príncipe Schaefer. Deverá ficar maravilhado na primavera. — Respondi no mesmo nível de educação.

— Isso só pode ser uma piada. — Ele disse caindo na gargalhada quando chegamos em uma fonte. Erick se sentou no banco e começou a rir loucamente. O pior era que sua risada é contagiante. — Ok, eu estava brincando. Não falo assim. — De repente seu sotaque desapareceu.

— Como? — Perguntei já ficando com raiva, mas tentando me manter calma.

— Ah qual é, saia do personagem. Estamos entre... noivo e noiva ? — Quando abri a boca para falar ele me interrompeu. — Tudo bem, não precisa falar que me odeia e que nunca se casaria comigo. Eu também nunca casaria contigo.

— O que? — Não controlei meu tom de voz e o elevei. Por acaso esse idiota está me dando o fora?

— Calma você é muito linda e gos...- O fuzilei com o olhar. Ele pigarreou. — Formosa.

— Eu não sou só isso. — Cruzei os braços e juntei as sobrancelhas. — E também não sou uma ferramenta para unir países.

— Bom, agora você é. E eu também sou, estamos no mesmo barco, vamos nos ajudar. — Ele sorriu de um jeito magnífico que fez minhas pernas tremerem levemente. Zara! Controle-se, é apenas um príncipe, sabe negociar.

— O que você sugere Senhor Schaefer ?

— Primeiramente, vamos ser amigos. — Ele disse sorrindo amigavelmente. Amigos? Arqueei as sobrancelhas. Seria meu primeiro amigo tirando as minhas criadas.

— Tudo bem. — Eu disse hesitante.

— Amigos se chamam pelo primeiro nome, entendeu Zara? Inclusive, é um nome interessante. Gostei.

— O que mais? — Revirei os olhos.

— Bom, tenho uma namorada. E eu realmente não estou pronto para deixá-la agora.

— Por que não fez uma seleção? — Perguntei sentando um pouco, com meus pés doendo. Malditos saltos!

— Fui obrigado a aceitar. Acha que é a única sem livre arbítrio? — Seu tom era debochado, o que me fez deixar escapar uma risada. — A questão é, minha namorada está mais ciumenta que nunca.

— E porque não explicou pra ela sobre sua falta de livre arbítrio, gênio?

— Expliquei, mas ela não acreditou. E preciso que você me ajude. — Erick se virou para mim e segurou minha mão, puxei de volta em um reflexo rápido.

— Por que eu faria isso?

— Imagino que também tenha um namorado. — Respondeu calmo e quase que pausadamente.

Não tenho namorado, nunca tive um. Se eu falar que não tenho Erick vai me achar uma careta idiota, ou pior, que estou me guardando pra ele. Na verdade nunca nem sequer beijei. Legal, dezoito anos e nunca beijar ter beijado alguém. Vou falar a verdade.

— Tenho. — Disse quase que automaticamente, me arrependendo em seguida.

— Ótimo, qual o nome dele?

— Qual é o nome dela? — Rebati, ele sorriu se dando por vencido. Na verdade, fiz isso para ganhar tempo.

— Trudie.

— Joshua. — De onde tirei esse nome? Não tem nenhum Joshua.

— Onde ele mora?

— Aqui, onde mais seria ? Ele é um dos guardas...

— Espera, você nunca saiu daqui ? — Erick perguntou incrédulo.

— Claro que já, meus pais me levam em suas viagens... — Indaguei o fazendo cair na gargalhada novamente.

— Não acredito que você não foge.

— Até por que é super fácil fugir de um palácio onde se é vigiada 24 horas por dia.

— Não se esqueça que fui criado da mesma forma que você. É só subornar os guardas... Mas então, acordo feito. — Erick estende sua mão para mim.

Ponderei por alguns segundos e segurei sua mão firmemente, logo depois voltamos para o palácio da mesma forma que saímos. Fiquei sabendo que só o veria no dia do casamento. Preciso urgentemente achar um Joshua.

Notas finais
E então o que acharam ? Continuo ? Por favor se você der sua opinião será melhor pra mim