Notas iniciais
Obrigada a quem comentou e gostou da fic. Mas infelizmente como eu disse no inicio, não quero que ela se torne uma coisa muito grande :(

1 MÊS DEPOIS

Nunca estive assim tão... perfeita. Em nenhum dos meus vestidos me senti como estou nesse. Fiquei a manhã inteira andando pelo palácio e na maior parte do tempo no jardim. Era como se eu pudesse pegar um caminho para a floresta e sumir do mundo. Infelizmente isso não é possível. Como uma princesa preciso enfrentar meus problemas com toda a classe. Hoje com certeza seria a minha maior interpretação, a obra-prima talvez. Darei meu máximo para fingir estar muito feliz com o fim da trégua de dois países inimigos por anos.

Amy e Marie puseram a tiara e o véu, ajeitaram meu cabelo pela última vez e vestiram o bolero que seria apenas para a cerimônia. Amy limpou uma lágrima que insistia em cair. Marie e Amélia eram minhas madrinhas, fiz questão disso. Aliás, eram as únicas pessoas na qual eu concederia tal cargo. Minha mãe ficou um pouco triste ao saber que eu não tinha amigas, como se não soubesse disso.

— Bom, agora você vai ir embora... — Amy tentou continuar mas foi invadida pelo choro. A abracei. — Eu nunca vou te esquecer, você sempre será minha irmã de sangue azul.

— Vai ficar tudo bem. — Me virei para encontrar seus olhos cor de anil. Puxei Marie para um abraço também. — Vou vir visitar vocês sempre que puder. E ligarei todos os dias. E juro que levaria vocês para Unya comigo. Mas não posso separá-las de quem está destinado para as duas.

— Princesa. — Klaus bateu na porta. — Está na hora.

Dei uma boa olhada em todo meu quarto pela ultima vez e depois me retirei, pronta para o que me esperava. Desci a escada até o salão principal, estava atrás das portas e poderia entrar a qualquer minuto. Tinham tantos jornalistas de jornais e emissoras de tv que foi difícil pensar. Os flashes estavam do lado de fora, e não poderiam me pegar. Meu pai surgiu ao meu lado e me estendeu seu braço.

Se eu estava feliz? Não, não era dessa forma que pensava no meu casamento. Apesar que de alguma forma, eu sempre estive preparada para esse momento. Acho que minha vida será assim, de chá com as rainhas de outros países, de não ter privacidade alguma, nunca ter uma noite de núpcias com a pessoa que eu amo. Ai meu Deus! Eu vou morrer virgem. Se ao menos tivesse um Joshua. Como que deve ser Trudie?

Balancei a cabeça e ouvi a orquestra. Me segurei ao máximo no braço do meu pai, como se fosse cair a qualquer momento. Haviam muitas câmeras, mas nenhum flash. Agradeci mentalmente. Meu pai me entregou para Erick, seus cabelos loiros escuros estavam perfeitamente alinhados. Fiquei recitando meus votos em minha cabeça.

Uma hora e meia de ladainha. Estava chegando a hora do beijo. Minhas mãos estavam suando mais do que o normal. Suspirei e me virei para Erick, após falar seus votos totalmente vazios, qualquer pessoa poderia enxergar que isso aqui não é como planejávamos.

— Erick Maximillian Schaefer, como meu esposo, prometo honrá-lo e apoiá-lo. Serei seu braço direito e a mulher que sempre desejou. De agora em diante amo você e o povo de Unya.

O padre falou aquelas coisas de casamento e nós nos "aceitamos". É agora, prendi a respiração.

— E como prova da união, pode beijar a noiva.

Ele me olhou como se dissesse "Relaxe". Soltei o ar. Erick se inclinou levemente e encostou seus lábios nos meus e ficou assim por cinco segundos. Não senti nada, nenhuma borboleta no estômago ou formigamento, apenas a textura de seus lábios nos meus. Então este foi meu primeiro beijo; Sem sentimento e obrigatório.

Os aplausos vieram do salão inteiro. Caprichei no sorriso e fizemos o trajeto de volta. Parecia que eu já havia caminhado quilômetros. Um fotógrafo apareceu e começamos uma seção de fotos de todos os jeitos. Larissa, uma de minhas tutoras nos preparou. Tentávamos ser convincentes, e ao mesmo tempo, nos convencer.

— Agora vocês irão se expor para o povo de Ganzer. Quero sorrisos e lembrem-se, estão casados e apaixonados um pelo outro.

A multidão veio a loucura, eram tantos cartazes sinalizando que o povo de Ganzer nos abençoava. No final nos despedimos de nossa família e nos encaminharam para o jatinho particular. Tirei o bolero e o véu. Meus olhos marejaram ao ver todos ficando cada vez menores, até desaparecer entre as nuvens. As pessoas que me protegeram todos esses anos e cuidaram de mim com um zelo enorme, estava os deixando. Como eu poderia retribuir? Apenas distribuindo um pouco do meu amor. Espero muito que Amélia e Ash fiquem juntos e felizes. Marie e Ethan algum dia vão se declarar, já que ela estava chorando em seu ombro a hora em que eu parti. Elas tem o livre arbítrio que eu não tive. Erick tocou em minha mão.

— Está tudo bem? — Disse evidentemente preocupado.

— Sim. — Menti com a voz embargada pelo choro.

— Sei que não sonhou com isso, nem eu. Apenas... — Tentou encontrar as palavras certas para me confortar, e ao não conseguir suspirou triste. Onde está aquele cara confiante que conheci a um mês? — Sinto muito.

— Eu entendo, você não tem culpa.

Paramos em um aeroporto e um carro nos levou até um barco. Chegamos em uma ilha onde só havia uma mansão. Fiquei um pouco maravilhada e com medo. Não tinha nenhum guarda. Já estava de noite e estava totalmente cansada. Erick me pegou no colo com uma facilidade que parecia que eu tinha o mesmo peso de uma pena. Me assustei de início, mas depois sorri sonolenta.

— É pra dar sorte. — Ele disse subindo e me deixando em frente a porta. — Você é bem baixinha sem seus saltos. — Me provocou.

— E você parece um pinguim de terno. — Alfinetei de volta. Erick fingiu estar ofendido. — Tudo bem, eu gosto de pinguins.

— Boa noite, Zara. — Riu e depositou um beijo em minha bochecha.

— Boa noite. — Sorri involuntariamente.

Entrei no quarto que tinha cores neutras bege, marrom e branco. Uma tv gigante, video-games e em cima da cômoda fotos de nossas famílias. Em uma das fotos estávamos eu e Amy no salão das mulheres de cabeça para baixo no sofá e fazendo caretas. Tínhamos 15 anos, uma semana depois disso a Marie chegou em minha vida. Tirei o vestido e pus no closet. Tomei um banho quente rápido e tirei minha maquiagem.

Ao abrir a mala quase gritei. Ainda mato Amy e Marie! Só haviam roupas provocativas. A mais decente que tinha era um short de um palmo. Peguei uma camisola qualquer e me aninhei na cama, em poucos minutos adormeci totalmente.

Um feixe de luz veio bem nos meus olhos, os abri lentamente e espreguicei. Virei para o lado e me surpreendi ao ver Erick, gritei. Me levantei e procurei alguma coisa para me cobrir.

— O que? — Erick disse assustado. — Ah, é só você. Eu trabalhei até tarde, me deixa dormir um pouco.

— Você é um pervertido! — O acusei.

— Fala sério. — Ele jogou a cabeça para trás, vi que estava apenas de boxer branca. — A gente casou. E eu já vi tudo mesmo. Deveria usar aquelas camisolas do século XIX. — Deitou sorrindo malicioso.

— Ah você não vai dormir não. Não são quartos separados? — Disse indo para o seu lado e o cutucando.

Em um movimento brusco Erick me deito na cama, ficou por cima de mim e segurou meus dois pulsos com uma mão enquanto a outra se apoiava no colchão. E me beijou, na verdade comeu a minha boca basicamente. Não como na primeira vez, agora usando a língua e tudo o que tinha direito. Fiquei estática.

— Pronto, agora me deixa dormir. — Rolou para o lado e voltou para seu sono.

Fiquei um tempo parada incrédula do que acabara de fazer. Levantei ainda atônita e confusa. Erick estava com um parafuso a menos? E a Trudie, vou esperar ele acordar realmente para me explicar. Vai que tem outro surto desses. O pior de tudo é que meu corpo reagiu positivamente...até demais.

Notas finais
Então é isso aí, espero que tenham gostado. Comentem se quiserem alguma melhoria. Por que eu preciso saber se estão gostando ou não.