Do not be a princess.

21 Little tinghs.


Notas iniciais
Estamos na reta final eim galera !! Me parte o coração :") Mas tudo q é bom acaba :)

Minha respiração ficou desregular, me apoiei na escrivaninha e senti um leve enjôo. Joguei o jornal no chão e senti vontade de chorar. Passei a mão nos meus cabelos quase desmanchando o coque bem feito, olhei para o chão. Eu não vou ficar aqui mais nem um segundo se quer. A briga deles é comigo.

Passos largos e firmes estavam definindo que estou determinada. Chamei minha mãe para um canto. Seria mais fácil falar com ela do que com meu pai. Ele vem escondendo isso de mim ! Não é justo, ele deveria ter me falado que enquanto eu estou aqui há um quebra pau em Unya. Depois escreveria uma carta explicando o porque de eu estar indo embora.

– Mãe. — A puxei para o canto. Ela olhou para mim preocupada pela urgência na minha voz. — Eu preciso ir para Unya. Agora !

– Como assim ? — Ela sorriu, mantive meu olhar duro. Seu sorriso se desmanchou. — Você leu o jornal, não foi ?

– Sim. E você faria o mesmo que eu. — minhas lágrimas voltaram. — Agora me deixe ir.

– Por mim tudo bem, você iria agora. Mas, o seu pai... Um casamento se baseia em falar tudo um pro outro.

Eles poderiam brigar por minha causa. Não, a última coisa que quero é mais brigas por minha causa. Engoli a seco e fui até onde meu pai estava. Ele estava em pé, as pessoas que passavam por ele o reverenciavam.

– Pai, eu li o jornal e quero ir para Unya. — Eu disse o puxando para atrás de uma pilastra. — Tenho q vê-lo.

– Tudo bem. — Sua resposta saiu como um suspiro.

Me surpreendi. Tudo bem que depois que o resgatamos ele se tornou muito mais flexível, mas achei que ele ia ser um pouco mais relutante. Aliás meu pai sempre se opôs a tudo o que eu disse. Juntei as sobrancelhas confusa.

– Não temos ninguém por aqui que pilote. Então vai ter que ir até o aeroporto pra saber se tem algum avião pra lá.

Assenti e nos abraçamos. Ele conversou com um dos poucos guardas. Minha mãe me abraçou também e pediu que eu ficasse bem. Fui até o meu quarto e fiz minhas malas, nada mais que o necessária. Me encaminharam para um dos carros e seguimos até o aeroporto. Fui pedindo que tivesse algum avião para Unya.

Desci do carro e agradeci. Por sorte havia lugares na segunda classe para Unya, a moça que me atendeu ficou um pouco encantada comigo ali em carne e osso. Isso acontece... Infelizmente. O vôo sairia em vinte minutos e era o último. Não posso descrever a sorte que tive.

Eu estava dentro do avião, as pessoas me olhavam como se eu fosse um pavão albino e algumas até arriscavam sorrisos. Eu sorria de volta na medida do possível. Sentei nas últimas poltronas, me sinto muito mais confortável longe das pessoas no momento. Vesti um moletom que ficou bem estranho por cima do vestido vermelho. Juntei minhas mãos para conter o frio, percebi que minhas unhas estavam pintadas. É estranho essa sensação. Olhei pela janela, o avião passou por uma leve turbulência, mas logo passou. Os fogos apareceram logo em seguida.

– Feliz natal. — Sussurrei para mim mesma e encostei minha cabeça para descansar.

Acordei com outra turbulência. Olhei pela janela e vi a pista. Chegamos, suspirei aliviada. Como é bom poder sair disso. Me levantei e senti minhas costas doerem um pouco. Peguei minha mala de mão e saí do avião. Esperei despacharem minhas malas.

Peguei um táxi até o palácio. O taxista não parou de falar o quanto estava animado por me ter como passageira. Aposto que vai chegar em casa berrando que me viu. Não o culpo e culpo sim a minha maldita fama. Cheguei no palácio que estava sem enfeites nem nada. A cidade parecia estar comemorando, porém não o palácio. Atravessei o jardim e pisei no primeiro degrau que levava a porta principal.

Estava tudo normal até entrar no palácio. Coisas quebradas, vasos despedaçados no chão, paredes picadas, quadros no chão e alguns cantos pareciam queimados. Engoli a seco, algumas criadas vieram correndo felizes ao me verem.

– Graças a Deus que está aqui ! — Uma delas disse quase que chorando.

– Onde está Erick ? — Perguntei de forma doce tentando reconfortá-la.

Elas me direcionaram até a enfermaria. Assim que estava na porta do quarto que ele estava, devia estar dormindo já que são cinco da manhã. Respirei fundo e me perguntei se gostaria de vê-lo no estado que está. Levei minha mão até a maçaneta e a girei. Abri a porta lentamente e entrei pelo pequeno espaço. Olhei para Erick, ele estava acordado, braço quebrado, algumas manchas na pele e o resto não pude ver. Senti meu coração se apertar. Fui até ele e o abracei muito forte.

– Ai ! Veio me matar ? — Ele riu e me abraçou com o braço bom.

– Desculpe, é que eu... — Sorri e levei a mão até seu rosto, está com febre. — Estava com saudades.

Deitei na cama ao lado dele e fiquei ouvindo os seus batimentos cardíaco me deram uma sensação boa de vivência. E então percebi... Eu o amo. Posso não saber várias coisas como sua cor favorita, a comida que mais gosta, o que faz em um dia de neve. Mas sei o necessário para saber que me importo e quero estar junto com ele. Ou então meu coração não bateria tão rápido quando o vi, ou então eu não sairia desesperada de um natal ao lado da minha familia. Ele foi quase morto por minha causa. Não sei se o beijo ou se o espanco por isso.

– Zara eu... — Ele disse hesitante. Meu coração se encheu de alegria e decidi que essa era a hora.

– ...te amo — Completei e percebi que ele falou junto comigo. Selamos nossos lábios como se fosse a última coisa que pudéssemos fazer em nossas vidas.

Não existia nada, nem ninguém que estivesse ao nosso redor. Apenas eu e ele. Sempre.

Notas finais
Que bonito gente. Lindo lindo lindo shauhsua E esse é o fim do natal da Zara, perfeito ? Não não. Comenteeem o que acharam meus amores e suas sugestões de presente para o Erick. Bjoos ❤❤❤💋