Notas iniciais
Oi =) Como vcs podem perceber o nome do capítulo não é Epílogo, isso significa que ainda não é o final. Conversamos lá nas notas finais.

Oito semanas depois

Tony esteve em sua oficina durante toda a manhã, realizou vídeo-conferência com membros do conselho da SHIELD, e delegou Bruce Banner como uma espécie de diretor interino, caso ele não pudesse ir ao QG imediatamente. É claro que Steve Rogers mostrou-se contrário a escolha, mas não pôde fazer nada, a última palavra sempre seria de Tony. Na mansão ele dispunha de todas as ferramentas para monitorar Os Vingadores, esporadicamente saía em missões como Homem de Ferro, e ainda desenvolvia novas tecnologias para a SHIELD. A verdade era que ninguém tinha nada o que falar sobre sua dedicação, mesmo que naquele momento houvesse alguém a quem ele se dedicasse mais.

Como se não fosse o bastante, a Organização estava uma bagunça desde que o Agente Coulson ressurgiu dos mortos sem explicação aparente, depois de muito investigar, Tony descobriu que a ‘morte’ de Coulson foi um pretexto a mais para os heróis lutarem contra Loki na batalha de NY. Coulson acreditava ter se restabelecido numa ilha no Thait, no entanto, nunca saiu da SHIELD, foi a mesma artimanha usada durante os anos em que o Capitão América esteve em coma.

—Aonde a Sra pensa que vai?— Tony perguntou ao chegar à sala e encontrar Pepper.

—À cozinha, estou com fome.— respondeu sem interromper seu trajeto —E antes que você pergunte “Onde está a empregada?” dei folga pra Martha até segunda-feira, você a estava enlouquecendo, e ela estava me deixando maluca. Só não dei um jeito no Jarvis também por que só você sabe programá-lo.

—Mas, anjo...

—Não me venha com anjo, e nem com ‘mas’, Tony, eu não preciso ficar na cama o dia todo, e não preciso que alguém me pergunte a todo o tempo “Se eu estou bem e se eu quero alguma coisa?”, porque eu estou bem, e só quero um pouco de sossego.— Tony havia colocado a empregada e Jarvis para monitorarem Pepper, no começo da semana ela havia tido contrações de Braxton-Hicks, chegaram a acreditar que os bebês nasceriam prematuramente, mas era só um alarme falso —Serão três dias sem a empregada eu vou saber me virar.— respondeu impaciente.

Enquanto caminhava, Pepper mantinha as mãos apoiadas às costas, sua barriga pesava um pouco, estava enorme, 34 semanas, mas segundo a Dra Eva os bebês não nasceriam antes de 37 semanas. Pepper tinha certeza.

—Quer que eu faça alguma coisa pra você comer?

—Foi o Jarvis que avisou pra você subir, não foi?

—Não.— Tony respondeu —Subi porque já havia acabado a vídeo-conferência.

—E como estão os ânimos na SHIELD?

—O Capicolé está bravinho, mas ele tem que entender que a SHIELD não é uma fila de banco ou supermercado, onde o mais velho passa na frente sempre.— respondeu a fazendo rir —São duas da tarde, nós podíamos sair pra almoçar fora, o que acha?

—Acho que eu levaria 1h pra me arrumar.— respondeu ao abrir a geladeira.

—Isso é um não?

—Com certeza é um “Me convide com antecedência da próxima vez”.— ela sorriu irônica.

(...)

Três semanas depois

A 37ª semana estava terminando, e os desconfortos só aumentavam, além disso, era mês de julho, verão, intensificavam os calores, o inchaço nas pernas e nos pés. Mas Pepper não reclamava, estava chegando ao fim, logo veria os rostinhos de seus bebês, não via a hora. O parto estava marcado para o dia 24, meio da semana seguinte, a 38ª.

Alguns dia depois

Durante toda aquela tarde Pepper não parou um só minuto, estava deixando Tony aflito com tamanha hiperatividade, auxiliou Martha na arrumação do quarto dos gêmeos, arrumou as malas que levaria para a maternidade, estava ansiosa, queria deixar tudo pronto, era dia 22 faltavam dois dias. Dois dias, e ela poderia se considerar a mulher mais feliz do mundo.

Ao fim da tarde Pepper estava exausta, por volta das oito da noite já estava em sono profundo. No meio da noite, ela levantou para ir ao banheiro, com o avanço da gravidez ir ao banheiro durante a madrugada havia se tornado algo frequente. Quando voltava para a cama sentiu uma pontada leve nas costas, pouco antes de voltar a deitar sentiu um líquido escorrer entre suas pernas.

—Amor, acorda.— ela o cutucou —Tony...?

—Oi, anjo?— ele murmurou sonolento —O que foi?

—Amor, a minha bolsa acabou de romper.

Ao ouvir aquilo Tony praticamente pulou da cama —Há quanto tempo?!

—Agora— Pepper respondeu calmamente —Não precisa ter pressa, temos tempo, eu acho.— mostrava-se calma, enquanto ele estava agitado, corria de um lado para o outro, logo estava diante dela usando jeans e camiseta —Respira, amor. As contrações ainda não começaram, me faz um favor pega o vestido que eu havia separado e uma calcinha. Deixa tudo em cima da cama.— disse ao caminhar até o banheiro.

—O que você vai fazer?— perguntou apavorado.

—Me lavar, estou toda molhada parece que eu fiz xixi na roupa.

—Pep, nós temos que ir para o hospital.— ele entrou no banheiro atrás dela.

—Eu sei, amor, não se preocupe, os bebês não nascerão no box. Enquanto eu tomo banho ligue para a Dra Eva, diga que estamos a caminho.— ele instruiu —Vá ao quarto dos bebês e pegue as malas.

Pepper não demorou para estar pronta, havia passado 30min, então ela sentiu aquela pontada novamente, agora um pouco mais forte.

—Não sei como você consegue ficar calma.— Tony a ajudava a deixar o quarto.

—Aulas de preparação para o parto.— disse ao entrar no elevador —Mas pelo jeito apenas eu prestava atenção nelas.

Logo estavam fora da mansão, eram por volta de 3h da madrugada as ruas estavam vazias, Tony acelerava, Pepper pedia para ele ir devagar. 15min depois de saírem de casa estavam no hospital.

—Há quanto tempo a bolsa rompeu?— a Dra Eva perguntou assim que os recebeu.

—Há que se 1h— Pepper respondeu.

—Contrações?

—Leves, intervalos de 30min.

—Você disse que as contrações não tinham começado.— Tony disse visivelmente nervoso.

—Se eu tivesse dito você me traria voando, literalmente.— Pepper replicou.

—Temos tempo ainda.— disse a Dra Eva —Vou levar você para a sala de preparação.— no caminho a dra explicou os procedimentos, fora pega de surpresa. Pepper trocou de roupas, e Eva fez alguns exames nela —Sei que havíamos marcado a cesária, mas você já tem seis dedos de dilatação, mais quatro e nos poderemos realizar parto normal.

—Não é arriscado?— Tony mostrou-se receoso.

—O primeiro bebê já está encaixado, praticamente pronto para vir ao mundo. A decisão é sua, Virginia.— Eva explicou.

—Acho que é isso o que eles querem.— disse Pepper.

—Tem certeza?— Tony perguntou.

—Absoluta.— Pepper respondeu.

—Boa escolha.— Eva sorriu —Vou reunir uma equipe, não estava preparada, preciso pelo menos de um pediatra.— informou —Até a hora em que eu voltar as contrações ficarão mais intensas e menos espaçadas.

Uma hora depois as dores eram insuportáveis, as contrações vinham a cada 5min.

—Respira.— Tony disse ao beijar a testa de Pepper —Pode apertar a minha mão.

—Puta merda!— Pepper gritou ao sentir outra contração —Eva!

—Ela já vai voltar, Pep.

—Vocês Stark.— Pepper disse entre dentes —Nunca agem como o planejado, é impressionante, vocês já nascem assim, não é?— Tony não pôde não deixar de rir das observações dela.

—Estou de volta, Virginia, não consegui falar com o pediatra da minha equipe e tive que recorrer a um amigo.— Eva informou.

—Com tanto que ele seja competente e ajude a Pep e os bebês.— Tony disse com dificuldade, Pepper apertava a sua mão cada vez mais.

—Ótimo, pode entrar, Dr Chase.

—O Robert?— Pepper perguntou.

—Ele não, você não.— Tony manifestou-se.

—Qual é o problema aqui?— Eva perguntou.

—Nenhum!— Pepper disse ofegante —Tony não é hora pra isso. Ele sim. Por favor, me levem para a sala de parto.

Em menos de 5min Pepper estava pronta, Tony estava a seu lado, segurava sua mão que suava mais a cada nova contração. A Dra ajeitou Pepper na cama, apoiou suas pernas nos estribos.

—Vamos, Virginia, empurre.— instruiu a Dra Eva. Pepper o fez. Gritava, ofegava, empurrava. —Mais uma vez.— Pepper fez força. Mais uma, duas...cinco vezes, e logo se ouviu o choro do primeiro bebê —Nasceu a princesa de vocês.

Chase pegou a tesoura e deu nas mãos de Tony para que ele cortasse o cordão, depois pegou o bebê e entregou a uma enfermeira que a limpou superficialmente e a enrolou num lençol.

—Deixe-me vê-la.— Pepper pediu assim que a enfermeira terminou os procedimentos —Ei, pequena— Pepper beijou o a cabecinha da bebê —Pode para de chorar, princesa, mamãe está aqui. Olha, amor, ele é perfeita.— Pepper chorava. A menina tinha a pele clara como a sua, alguns poucos fios de cabelos claros em sua cabeça, seus olhos eram de uma cor ainda indecifrável.

—Dê-me a bebê, mamãe, seu trabalho ainda está longe de terminar.— disse a enfermeira.

—As contrações vão voltar aos poucos.— informou a Dra, pode levar até 30min para o nascimento do menino.

—Não é perigoso esperar?— Tony perguntou.

—Tudo está sob controle.— informou a Dra. Não tiveram que esperar muito, logo as contrações estavam de volta. Fortes. —Vamos, Virginia, ele está numa posição diferente, pode demorar um pouco mais, mas você já sabe o que fazer.

—Empurrar!— Pepper disse ao fazer força.

—Isso, Virginia, vamos.— disse o Dr Chase.

—Só um pouco mais de força, meu anjo.— Tony beijou a testa dela —Um pouquinho mais.

Cerca de 20min depois do primeiro, o segundo bebê Potts-Stark chegava ao mundo, chorando muito mais alto. Tony cortou o cordão novamente e logo o príncipe Stark estava nos braços de sua mãe.

—Oi, pequeno.— Pepper disse entre lágrimas —Que pulmão potente você tem. O menino também tinha a pele clara, no entanto, seus cabelos eram um pouco mais escuros, seus olhos eram grandes, azuis, Pepper viu imediatamente, ele não tirava os olhos dela.

—Agora nos vamos limpa-lo.— a enfermeira informou ao pegar o bebê.

—Parabéns, Ginny, eles são lindos.— disse Robert —Vou realizar os primeiros exames neles e logo eles estarão com você no quarto.— ele informou —Parabéns, Tony.

—Obrigado, Dr Chase.— Tony assentiu.

—Parabéns, Virginia.— a Dra Eva afagou os cabelos suados dela —Você foi muito valente, uma verdadeira heroína. Eles são um casal lindo.

—Os mais bonitos que você já trouxe ao mundo, tenho certeza.— Tony disse convencido.

—Agora vamos preparar você para ir para o quarto, logo eles estarão lá também.— informou a médica antes de se afastar para dar as coordenadas à equipe.

—Acho que agora você pode estrear aqueles charutos.— Pepper disse a Tony.

—Como você está?— perguntou ao beijar-lhe os lábios.

—Muito cansada, mas imensamente feliz. Completa. Acho que é essa a palavra.— ela respondeu —Me sinto completa.

—Obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo.— deu outro beijo nela.

—Amo você.— disseram um para o outro.

(...)

Pouco mais de 45min depois, Pepper estava no quarto, já passava das sete da manhã, Tony havia ligado para os padrinhos logo eles estariam no hospital. A Dra Eva chegou ao quarto acompanhada de uma enfermeira, que instruiu Pepper na hora da primeira mamada. Os dois mamaram ao mesmo tempo, um em cada seio, às vezes Pepper fazia umas caretas.

—Dói?— Tony perguntou.

—É suportável, uma sensação indescritível.— respondeu sorrindo.

Os bebês se alimentaram por muito tempo, não foram levados para o berçário, Pepper tinha a vantagem de ficar com eles o tempo todo.

—Em 48h vocês poderão ir para casa.— a Dra Eva informou —Vantagens do parto normal.— ela sorriu.

—Ele é um garotão, não é?— Tony comentou com o bebê em seus braços.

—Se é, 49cm, 2.950g. A menina tem 45cm, 2.800g.— informou a Dra —Acho que vocês já podem decidir os nomes.

—Vamos decidir.— Pepper disse enquanto segurava a menina, que tinha os mesmos olhos que ela. Ambos tinham. O desejo de Tony havia sido atendido. Eva deixou os quatro a sós.

—Benjamin.— Tony disse enquanto ninava o bebê —Benjamin Potts-Stark.

—O que houve com Thomas Edward? Não era o seu favorito?— ela perguntou.

—Mudei de ideia. Não é, Benjamin?— o bebê sorriu nos braços dele, então Tony teve certeza de ter feito a escolha certa.

—Benjamin Anthony Potts-Stark.— Pepper não havia dito a ele, mas pretendia dar seu nome ao bebê, e já que ele escolheu ela logo pensou numa adaptação.

—Não escolheria melhor.— ele disse —Benjamin e...?

—Olivia.— ela disse —Olivia Grace Potts-Stark.— Pepper decidiu —Acho que ela gostou do nome.

—Nome de princesa.— Tony sorriu.

Ouviram batidas na porta do quarto e quando autorizaram a entrada lá estavam Lauren, Paolo, Rhodes e Carol.

—Meu Deus, coração, eles são lindos.— Lauren disse.

—E apressados.— Pepper observou.

—Você reparou que eles nasceram exatamente um mês antes do seu aniversário?— Lauren lembrou.

—Nem preciso mais de presentes esse ano.— disse Pepper.

—Eles parecem muito mais com a Pepper do que com você, Tony.— Rhodey comentou.

—Eu acho que o menino tem um “Q” de Tony Stark.— disse Lauren.

—É uma pena o seu afilhado ter pego no sono, ele é muito mais bonito acordado.— disse Tony entregando o bebê nos braços de Lauren.

—Não vai dizer que ele é um mini-Tony de olhos azuis?— Lauren perguntou.

—Certamente.— disse Pepper —Porque alguma coisa minha ele tinha que ter.

—Ela é linda também, posso?— Carolina pediu a bebê e Pepper a entregou —Ela é muito parecida com você, Pepper.

—Talvez signifique que ela tenha o gênio do pai.— Paolo comentou.

—Então eu devo estar perdida, certeza que a pressa foi toda dela, afinal, ela nasceu primeiro.— comentou —E não dormiu até agora.

—Quanto tempo de diferença de um pro outro?— Carol perguntou.

—Olivia é 22min mais velha, mas o Benjamin é 4cm maior que ela.— Pepper respondeu.

—Amei os nomes, coração.— Lauren comentou.

—São lindos mesmo.— disse Carol.

—E o parto foi difícil?— Lauren perguntou.

—Nós vamos deixar vocês falando sobre esse assunto e vamos dar um passeio.— Tony comentou.

—Pepper, por favor, não assuste a Carol, ok?— Rhodes pediu.

—Pode deixar.— Pepper disse —Vou ser tão positiva que ela vai querer fazer um assim que vocês chegarem em casa.— ela riu.

(...)

48 horas depois

Era por volta de 11h da manhã de sexta-feira, fazia um dia ensolarado em Malibu, Pepper estava pronta para deixar o hospital com os seus gêmeos, havia optado por um vestido bege com detalhes em preto e branco. Vestiu Benjamin e Olivia com macacãozinhos brancos, o dele com desenhos em azul e o dela em rosa. Ele havia ido dormir em casa.

—Vim me despedir dos meus pacientes favoritos.— a Dra Eva disse ao entrar no quarto —E lembrá-la de que você precisa escolher o pediatra. Algumas mães optam pelo pediatra que auxilia no parto, mas percebi que há algo estranho entre vocês.

—O Dr Chase está fora de questão. O Tony morre de ciúmes dele, Robert e eu fomos namorados.— Pepper explicou.

—Melhor evitar desavenças, então. Com certeza você vai encontrar um bom médico.— disse a Dra Eva —Que as minhas outras pacientes não ouçam, mas talvez eles sejam mesmo os bebês mais bonitos que eu já trouxe ao mundo.

—Sou suspeita pra falar, mas também acho.— Pepper sorriu —Mas com certeza você diz isso porque não fez os próprios partos.

—Realmente, meu Henry e minha Alexia eram lindos.— Eva sorriu —Ainda são.

—Não é estranho isso de acordar de madrugada pra trazer o filho dos outros ao mundo? Acho que não sobra muito tempo para os seus, não é?

—Henry já tem 11, Alexia tem 7. Os vi dar o primeiro passo, nascer o primeiro dente, a primeira palavra, não perdi nada. Quando cada um deles era pequeno eu diminuí o rítimo de trabalho. Hoje faço o possível para estar em casa para colocá-los para dormir. Ser mãe e ter uma profissão é saber se adaptar. Mas quando o seu marido conhece e entende o seu trabalho é muito melhor.

—Seu marido é médico também?— Pepper perguntou.

—Odontologista, os horários dele são muito mias flexíveis..— Eva respondeu —Com certeza você já o viu pelo Centro Clínico, o consultório dele fica há alguns passos do meu.

—Prontos para ir pra casa?— Tony perguntou ao entrar no quarto interrompendo a conversa delas.

—Faz algum tempo.— Pepper respondeu —Porque você demorou tanto?

—Eu estava no meio do caminho quando a Lauren ligou para me lembrar de colocar as cadeirinhas no carro.— sorriu sem graça —O carro que eu estava dirigindo nem tinha espaço pra elas, tive que pegar o seu.

—É amor, a vida de playboy acabou mesmo.— Pepper brincou —Chega de carros esportivos e velozes.

—Bem-vindo ao mundo adulto, Sr Stark, é uma droga, você vai adorar*.— a Dra Eva brincou ao colocar uma mão no ombro dele —Agora que vocês têm todos os meios para deixarem o hospital, acho que é hora de dar adeus pra eles e até logo para você.— disse para Pepper.

—Prometo que quando for me consultar levo eles para você ver.— disse Pepper.

—Vou aguardar.— Eva disse ao se despedir.

—Eles estão dormindo?— Tony perguntou.

—Estão, mas não vai demorar 30min estarão acordados, hora do almoço.— Pepper informou.

—Hoje eles almoçarão em casa.— Tony beijou Pepper, pegou as malas e levou-as para o carro, ao voltar ao quarto pegou Olivia, enquanto Pepper levava Benjamin.

Tony havia estacionando no estacionamento privativo do hospital, queria evitar os jornalistas, mas quando saíram havia pelo menos meia dúzia de repórteres e paparazzi esperando. Seguiram para o carro sem dar declarações. Pepper colocou Benjamin no bebê-conforto certificando-se de que ele estava mesmo seguro, enquanto Tony fazia o mesmo com Olivia.

—Sra Stark, você foi vista pouquíssimas vezes durante a gravidez, porque esconder da imprensa o fato de serem gêmeos?— uma jornalista assuntou.

—Ninguém nunca me perguntou se eram gêmeos. Apenas especularam.— Pepper respondeu, ao entrar no carro.

—Na verdade não eram gêmeos, é que o hospital está fazendo promoção.— Tony zombou antes de entrar no carro também.

No caminho até em casa Tony dirigiu devagar, Pepper jamais havia o visto dirigir tão vagarosamente, mas ela sabia o motivo. O cuidado dele com os bebês era notável.

—Chegamos.— Pepper disse ao entrar na mansão.

—Eis a casa de vocês, bebês, aqui vocês vão crescer e o papai vai ensinar uma porção de coisas.— Benjamin resmungou no colo dele —O que foi? Você não acredita?— Tony fez carinho na bochecha rosada do bebê —Seu pai tem muita coisa pra ensinar, principalmente pra você. Afinal, além de ser um Stark, você tem olhos azuis, isso é um ímã de garotas.

—Você não vai transformar meu filho num galinha, Anthony Stark. Ah, mas não vai mesmo.

—É brincadeira, amor.— Tony a beijou, agora foi a vez de Olivia resmungar.

—É hora do almoço.— Pepper lembrou —Vamos levá-los para o quarto.— quando entraram no quarto os quadros sobre os berços já tinham os nomes deles —Ficou lindo. Quando você colocou?

—Ontem, aliás, pedi pra Martha limpar tudo novamente.— ele informou ao tentar colocar Benjamin no berço, mas o garotinho chorou.

—Ele é como um reloginho, é hora de comer, não de dormir.— Pepper riu —Consegue segurar os dois?

—Acho que...— Pepper colocou Olivia nos braços dele também —...Olha, consigo.

Pepper sentou-se à poltrona e pegou a almofada que ajudava a manter a postura correta dos bebês durante a amamentação e então ajeitou-se.

—Me de um— Tony entregou Benjamin primeiro, era o que mais resmungava —Agora ela— logo os dois bebês estavam mamando.

—Vai ser sempre assim, os dois ao mesmo tempo?— ele perguntou ao sentar-se à poltrona ao lado.

—A Eva falou que no começo é assim, eles estão muito ligados ainda, os horários são os mesmos, mas com o tempo cada um vai tendo a sua rotina.— explicou Pepper.

—Não dói mesmo quando eles sugam?

—Eles são mais carinhosos que você.— ela brincou —Amor, agora é sério, precisamos procurar um pediatra.

—Quem é o pediatra da Emma?

—O Robert, porque quando a Lauren voltou da Itália...

—Que seja.— Tony interrompeu a história.

—Tudo bem mesmo? Eu posso procurar outro...

—O destino colocou o Dr Chase na sala de parto, anjo, vamos aguentá-lo até os gêmeos entrarem na adolescência.

—Você às vezes é tão sensato que assusta, quando você abandona seu lado passional é surpreendente.— Pepper comentou.

—Mas antes eu preciso conversar com esse tal Robert Chase, ele vai ter que parar com essa intimidade de Ginny pra lá, Ginny pra cá.

—Acho que te elogiei cedo demais.— ela revirou os olhos.

—Só quero garantir um pouco de profissionalismo, imagina as crianças com, sei lá, cinco anos e o Dr Chase te chamando de Ginny. Eles vão querer saber por que, e você vai dizer: É que a mamãe namorou o médico de vocês nós viajávamos pra surfar juntos.

—Vou dizer: A mamãe tinha uma vida antes do papai, mas só agora ela está completa, porque ela tem vocês e o seu pai ciumento.— ela provocou.

—Não é ciúme, é...

—Já disse que te amo?— o interrompeu.

—Hoje ainda não.

—Amo você.— disse e Olivia resmungou em seu colo —Está vendo? Ela acabou de dizer que te ama também, o Benjamin também te ama.

—Eu também amo vocês, e você está me distraindo.— ele disse —Mas, sobre o...— tentou continuar, mas Pepper o interrompeu novamente.

—Vou te amar mais se você for lá embaixo pedir pra Martha preparar strogonoff de carne pro almoço. Estou com desejo.

—Os bebês nasceram, isso significa fim dos desejos.— ele lembrou.

—Desejo reprimido.— ela gracejou

—Nossa conversa ainda não terminou— Tony deu um beijo breve nela e deixou o quarto.

(...)

Pepper havia se dedicado aos bebês o dia inteiro, Tony também. Passava um pouco das sete da noite, era cedo para dormir, porém estavam cansados. No quarto dos bebês havia um sistema monitorado por Jarvis, eles seriam vigiados frequentemente, era uma babá-eletrônica à La Tony Stark, se um dos bebês precisasse logo um deles ou os dois estariam lá. No quarto do casal ambos já estavam prontos para dormir, aninhados um ao outro como na maioria das noites.

—Foi difícil dormir sem você aqui.— ele disse se aconchegando a ela.

—Agora você viu como eu sofro quando você não está.— Pepper replicou —Eu estava bem acompanhada nas duas noites na maternidade, mas senti a sua falta.— ela virou para olhá-lo.

—Ainda bem. Espero continuar tendo a mesma importância na sua vida.

—Lembra da resposta que eu te dei ainda na sala de parto quando você me perguntou como eu me sentia?

—Você disse que se sentia completa.— Tony respondeu.

—Só me sinto completa porque tenho você, e eles. Vocês três são a minha vida, seu bobo.— Pepper beija o peito nu dele e o envolve com seus braços.

Tony lhe dá um beijo suave na testa, e corre uma trilha de beijos até os lábios de Pepper —Obrigado.— ele diz.

—Pelo quê?— sussurra contra os lábios dele.

—Por me fazer completo também.— Tony responde e a toma noutro beijo.

Notas finais
Os bebês Potts-Stark são fofolindos, né? *A Frase que a Dra Eva fala pro Tony é baseada nessa cena de Friends http://www.youtube.com/watch?v=WdLnlcSgFQk Bem, como disse lá em cima ainda não é o final, pensei em postar mais ou menos uns 5 capítulos com o começo dessa nova rotina do casal(com passagens de tempo até os 5 anos dos gêmeos), afinal, me dediquei tanto aos vilões e as intrigas, né? Além do mais, a história não terá continuação, e não queria que ela terminasse assim. Espero que vocês aproveitem os próximos capítulos e continuem acompanhando, favoritando, recomendando(pq não?). Achei que esse seria o último capítulo do ano, mas já comecei um novo então pode ser que eu poste até quarta-feira. Esse sim será o último do ano. Beijos.