Do Singular Ao Plural

35 Formas, aromas, causas, sintomas,...amor


Notas iniciais
Esse capítulo é especial pra quem queria ver os Stark lidando com todas as dores de cabeça que bebês podem trazer. Hahaha. Quero agradecer as recomendações da Allissa e da Jaíne, obrigada pelas palavras, meninas. Quero agradecer também a recomendação da Thaisinha que foi postada no domingo, mas qdo eu atualizei o capítulo passado ainda não tinha sido aprovada pela moderação. Não preciso nem dizer que amei, né? Saber que eu tenho leitoras fiéis que estão acompanhando desde a temporada anterior me deixa tão feliz. Obrigada. Vamos ao capítulo, acho que essa música (https://www.youtube.com/watch?v=AC3jJ6wKUZk) meio que tem a ver com as próximas linhas

Três semanas depois

Os primeiros dias dos bebês em casa foram de adaptação, tanto para eles quanto para seus pais. Ao completarem uma semana as visitas começaram, apareceram os Gilmore, Hogan e a namorada, Sarah veio de Nova York para vê-los, os pais de Rhodes vieram de São Francisco, até os pais de Carolina fizeram questão de visita-los.

Haviam passado três semanas, os Stark estavam completamente entrosados. Era por volta de quatro da madrugada, o choro de um dos bebês começou a ecoar no quarto do casal.

—Amor, é a Olivia, e é a sua vez.— Pepper o cutucou.

—Como você sabe?— Tony murmurou sonolento.

—Porque fui eu quem levantou da última vez.— Pepper respondeu.

—Não, amor, como você sabe que é ela?— questionou ao sentar-se na cama.

—O choro é diferente, é fácil de distinguir.— ela respondeu.

—Pra mim é igual.

—Está cada vez mais alto, Tony, ela vai acordar o Benjamin.

—Estou indo.— disse ao levantar. Ao chegar ao quarto constatou que era mesmo Olivia quem chorava —O que foi, princesa?— perguntou ao tirá-la do berço, achou que apenas pegando-a no colo o choro cessaria, mas estava enganado —Filha, você vai acordar seu irmão, vamos sair daqui.— Tony saiu do quarto dos gêmeos e desceu em direção à sala, fazia calor, então foi até a varanda, ninou a bebê por algum tempo enquanto ouviam o som das ondas batendo nas rochas na encosta da mansão, quando ela pereceu ter pegado no sono novamente ele voltou, porém, ao pisar na sala, Olivia retomou a choradeira, retornou para a varanda, mas o choro não passou —Você deve estar com fome, mas eu não...

—Sr Stark...— a voz de Jarvis reverberou na sala —...A Sra Stark pediu para o Sr verificar a fralda da pequena Stark.

Tony seguiu a recomendação de Pepper foi ao quarto dos gêmeos e ao colocar Olivia deitada sobre o trocador ela magicamente parou de chorar parecia adivinhar que Tony iria limpá-la.

—Que não seja cocô.— disse ao abrir o macacão amarelinho que Olivia usava —Ufa.— suspirou ao deparar-se apenas com uma fralda molhada. Lembrou-se das instruções que Pepper deu a ele para quando fosse trocar os pequenos e logo a bebê estava seca novamente —Essa história de fralda noturna é balela, ou talvez você faça xixi demais, Olivia Grace.— disse ao pega-la nos braços. Tony segurou-a contra seu peito até que Olivia pegou no sono.

—Gastar dinheiro com fraldas noturnas com ela e desperdício.— Pepper murmurou quando Tony voltou para cama e a envolveu com seus braços —Dois xixis e ela não suporta usar fralda alguma.

—Não sei por que você me manda levantar se fica monitorando quando estou com eles.— disse antes de beijar o pescoço dela.

—Pra você aprender, oras.— ela disse preguiçosamente.

(...)

Na manhã seguinte Pepper acordou cedo, por volta das 7h já estava de pé, precisava tomar banho e fazer a primeira refeição do dia antes que os gêmeos acordassem. Sua rotina agora girava em torno deles, vivia de acordo com seus horários. Depois de tomar seu café ela foi ao quarto dos bebês, eles estavam acordados, porém estavam quietos. Banhou cada um deles, passou protetor solar e vestiu-os com roupas leves, iria levá-los para tomar sol no jardim até pos volta das 9:30h.

Depois do almoço receberam a visita de Carolina e Rhodes, já era de se esperar, as madrinhas dos bebês não podiam ter uma folga que logo estavam na mansão Stark, Pepper não poderia ter escolhido melhor.

—Acho que ainda não inventaram cheiro melhor do que cheiro de bebê.— Carolina disse ao pegar Olivia nos braços.

—Também acho, sempre amei o cheirinho dos bebês das minhas amigas, mas não há nada melhor do que o cheiro do seu bebê.— disse com Benjamin em seus braços.

—Você e o Tony são incríveis.— Rhodes riu.

—Obrigada.— Tony disse irônico.

—É sério, vocês são incríveis.— Rhodes repetiu —Vocês acham que as pessoas têm de fazer as coisas só porque vocês fazem.

—Eu não estou entendendo.— Carol disse.

—Nem eu.— Pepper reiterou.

—Quando vocês enfim começaram a namorar, o Tony vivia insitindo pra que eu arrumasse uma namorada também, agora que vocês tem filhos ficam insistindo pra nós termos filhos também.

—Ei, Rhodey, não precisa surtar, ter filho é bacana.— Tony disse pondo a mão no ombro do amigo.

—Não duvido que seja, mas nós casamos há seis meses.— Rhodes lembrou —Não estamos com pressa, não é amor?— Carolina assentiu e Pepper começou a rir.

—O que é engraçado?— Carol perguntou.

—O Tony surtava assim também sempre que eu falava sobre filhos.— Pepper respondeu.

—Não surtava não.— Tony defendeu-se.

—Ah, surtava. Lembro-me de uma vez que você me perguntou se casamento era sinônimo de procriação?— Rhodes riu —Agora tá aí, todo bobo. Eu tenho pelo menos umas dez fotos no meu telefone dos gêmeos fazendo careta, todas mandadas por ele, parecem sempre a mesma careta, só mudam as roupas.

—Nossa, Rhodey, como você é insensível.— Tony disse.

—Insensível mesmo, amor.— Carolina disse —Pode mandar as fotos pra mim, Tony.

—Olha, acho que só a paternidade muda um homem. Quando a Lauren ainda estava em Roma ela me mandava fotos da Emma, eu as mostrava pro Tony e o discurso dele era o mesmo que o seu, Rhodey.— disse Pepper —Mas quanto as fotos, veja essas que eu tirei no jardim esta manhã.

Pepper entregou seu telefone para Rhodes e havia algumas fotos mais recentes, eles apareciam de chapéu e óculos escuros.

—Você á mais criativa do que o Tony.— Rhodes sorriu e mostrou as fotos para Carol.

—Deixe-me ver?— Tony pediu e Rhodes entregou-lhe o telefone.

Tony riu. Benjamin usava chapeuzinho azul, Olivia vermelho, ambos estavam com os óculos aviador de Pepper —Como eu não vi isso?

—Foi pouco antes de você nos encontrar no jardim.— Pepper respondeu.

—Vocês parecem estar se virando bem sem babá.

—Carol, você não tem ideia de quão bonzinhos eles são, só resmungam quando estão com fome e com a fralda suja.— Pepper respondeu.

—Olivia reclama mais quando está com a fralda suja.— Tony reiterou.

—Fora isso, eles não têm do que reclamar, sempre tem um colo pra eles.— Pepper concluiu.

—Resumindo: eles são os bebês mais mimados da Califórnia.— Rhodes provocou.

—É porque eles são os mais bonitos também.— Tony rebateu.

—Até nós termos os nossos.— Carolina entrou na onda de provocação.

—Por favor, se esforcem para fazer uma menina. Vou ensinar umas coisas ao Benjamin e seria ótimo ter alguém para ele treinar.— disse Tony.

—Esse mini-Stark não vai chegar perto da minha filha.— Rhodes disse exaltado, fazendo todos na sala rir.

—James, é brincadeira do Tony.— Carolina gargalhava.

—Seu instinto paternal já é bem aflorado, Rhodey.— Pepper também ria —Talvez esse bebê Rhodes não demore tanto assim.

(...)

Três meses depois

Os avanços no comportamento dos bebês eram notórios, eles ainda eram bastante ligadados, com certeza essa ligação seria para o resto de suas vidas. Porém, com quase quatro meses cada um já tinha o seu ritmo, já não mamavam mais ao mesmo tempo e já dormiam quase durante toda a noite. Naquela noite Tony e Pepper deram banho nos bebês e os colocavam para dormir, cada um estava diante de um berço ninando um bebê.

—Ela está cada dia mais parecida com você.— Tony disse ao reparar em Olivia encostada ao peito de Pepper —O cabelo dela está cada vez mais ruivo.

—Ela nasceu quase careca, lembra? Agora ela tem alguns cachinhos. Deus, como o tempo passa, semana que vem eles fazem quatro meses.

—Enquanto isso, o cabelo do Benjamin não escurece nunca, vocês falam que ele parece comigo só pra me agradar, a verdade é que os dois se parecem mais com você do que comigo.

—Ele é a sua cara, Tony, tem horas que ele entorta a boquinha e fica igualzinho a você. E quando ele sorri? É igual. Além do mais, o cabelo dele já é castanho, não precisa ser escuro como o seu.— Pepper disse —Boa noite, princesa da mamãe.— sussurrou ao colocar Olivia no berço.

—Mês que vem vamos levá-los para conhecer a Torre Stark.— disse ao pôr Benjamin no berço, mas continuou acarinhando as costas do garotinho.

—Antes disso precisamos contratar uma babá.— Pepper lembrou —Talvez duas.

—Babá? Você não disse que só volta de vez pra empresa quando eles completarem 6 meses?

—Disse, e vou.— ela garantiu —Mas já temos que contratar, para eles irem se acostumando com a babá.

—Eu posso cuidar deles, eles não dão trabalho.— Tony disse.

—Realmente, eles dão menos trabalho do que você me dava anos atrás, sei que você seria ótimo, mas vai precisar de ajuda.— Pepper disse —Uma babá, e não se fala mais nisso.

—Tudo bem.— levantou as mãos em rendição —Vamos falar de outra coisa.

—Você quer conversar sobre o quê?

—Sobre como você está linda e...— ele se aproximou dela —...Como eu quero beijar cada parte do seu corpo.

—Sobre os beijos...— ela envolveu os braços ao redor do pescoço dele —...Fazer é melhor do que falar, mas não aqui. Leve-me pro nosso quarto, pra sala, pra varanda, qualquer lugar menos no quarto dos bebês.— Tony a pegou nos braços e saiu do quarto.

—Acho que nós vamos passar por todos esses lugares que você sugeriu, afinal, os bebês já dormem a noite toda.— disse ao encostá-la contra a parede no corredor, Pepper mantinha as pernas presas ao redor dele —Alguma objeção?

—Nenhuma.— ela o beijou apaixonadamente —Essa noite eu sou sua, toda sua.— voltou a beijá-lo.

—Acho que vamos começar aqui mesmo no corredor.— ele disse sofregamente, Pepper sorriu.

Pepper mostrou-se um pouco insegura com as transformações ocorridas em seu corpo pós-gravidez, ainda não havia conseguido voltar a sua antiga forma, afinal, foram dois bebês e ainda não havia passado 4 meses, mas os elogios de Tony a respeito de sua aparência só a estimulavam, aguçavam sua libido. Aos poucos o casal também retomava a sua rotina.

(...)

Dois meses depois

Seguindo recomendações do pediatra Pepper começou a complementar a alimentação dos bebês, já era para ter começado há um mês, mas teve receio de que quando eles começassem a se alimentar de outras fontes não quisessem mais o leite materno, amamentá-los ainda era o momento em que ela mais se sentia conectada a eles, no entanto, estava prestes a voltar ao trabalho e sabia que não conseguiria mais manter tal vínculo por muito tempo. Estava na varanda, sentada numa banqueta alta diante dos bebês que estavam na cadeira de alimentação.

—Já tendo DR com eles, o que foi que eles aprontaram? Deve ter sido algo muito sério.— Lauren gracejou ao chegar à varanda.

—Hora da papinha.— respondeu —A babá está preparando. Oi meu amor.— Pepper desceu da banqueta para abraçar Emma.

—Dinda vocês já compraram mais brinquedos?— a garotinha perguntou —Aqueles brinquedos dos nenéns eram muito chatos, e eles colocam na boca.

—Amor, aqueles brinquedos são mesmo para eles segurarem e colocarem na boca. Eles só brincam com eles por enquanto, porque eles ainda são nenéns, você acha chato porque e uma mocinha.

—Quando a Cherry vai ser uma mocinha?

—Que história é essa de Cherry, Emma?— Lauren perguntou.

—O padrinho chama a neném assim.— Emma respondeu.

—Chama?— Lauren perguntou para Pepper.

—Às vezes, ele sempre disse que se ela nascesse ruiva a chamaria de Cherry.— Pepper revirou os olhos.

—É fofo.— Lauren comentou.

—Ela tem 6 meses e ele já não mais a chama pelo nome...

—Você raramente a chama de Olivia.

—Pelo menos o apelido tem a ver com o nome, o que ele deu não. Quando ela tiver 10 anos os jornais a estarão chamando de Cherry Stark também.

—Paciência, eles não te chamam de Pepper Potts até hoje? Pelo menos os apelidos combinam com vocês.

—Sra Stark, as papinhas dos bebês.— disse a babá.

—Obrigada, Judith.— Pepper agradeceu. Judith era morena, cabelos e olhos muito escuros e pele clara, tinha 28 anos e, surpreendentemente, Pepper não mostrava-se insegura ao ter uma empregada tão bonita andando pela casa quando ela não estivesse —Amor, agora a dinda vai dar comida pros nenéns, tá?— Emma assentiu a Pepper a colocou no chão.

—Cadê meu padrinho?

—Na oficina, se você quiser a Judith te coloca no elevador...

—Eu sei apertar o botão dinda, meu padrinho me ensinou.— Emma disse e correu para o interior da mansão.

—Eu olho pra ela e fico os imaginando assim independentes.— Pepper disse —Não sei como vou reagir quando um deles disser: Não precisa, mamãe, já sei fazer sozinho.— Pepper pegou um dos potinhos de papinha e começou a dar para Olivia, pediu que Lauren desse ao Benjamin.

—Você tem pelo menos dois anos até esse estágio, fique tranquila.— Lauren a acalmou —Porém, sinto falta de tê-la nos braços sem ela reclamar, por isso eu e Paolo voltaremos a tentar. Na verdade não voltaremos, porque ela veio por descuido, mas estamos planejando, afinal, mês que vem faço 38 e no seguinte Emma completa 3 anos.

—Posso ser madrinha do futuro bambino?— Pepper perguntou.

—Claro.— respondeu —Se você estiver querendo que minha irmã não olhe pra minha cara nunca mais. Sabe por quanto tempo a Julia ficou brava quando eu dei a Emma pra você batizar? Além do mais, porque você seria madrinha dos meus dois filhos, se eu só sou madrinha de um dos gêmeos?

—Ok, você venceu.— Pepper respondeu.

Quinze minutos depois os babadores dos gêmeos estavam imundos, as primeiras colheradas de papinha foram cuspidas, mas depois pareceram se acostumar com o novo sabor. Benjamin pareceu gostar mais do que Olivia. Enquanto comiam eles tagarelavam a sua maneira, há quase um mês começaram a balbuciar os primeiros “mama”, “papa” e outros sons. Pepper e Tony sabiam que aquilo não significava nada grandioso, porém, fizeram uma farra ao ouvir as primeiras “palavras” dos gêmeos.

—As caras da Livie no começo foram muito engraçadas.— Pepper riu.

—Ela não curtiu muito, você vai precisar testar outros legumes, complementar com frutas.— disse Lauren.

—Estou fazendo isso desde o começo da semana.— Pepper replicou.

—Em compensação o Ben adorou, não é comilão da dinda?— Benjamin sorriu com o rosto sujo.

—Faz ele sorrir novamente, preciso registrar.— Pepper disse ao sacar o celular do bolso de seu short jeans —Pronto. Agora faz a Liv sorrir também.

—Sou palhaça agora?— Lauren franziu o cenho.

—Por favor?— fez bico, Lauren apenas conseguiu um sorriso tímido de Olivia, mas a mãe ficou satisfeita —Obrigada.— Pepper sorriu.

—Eles estão tão lindos, tão espertos.— Lauren disse ao pegar uma toalhinha para limpar os rostos dos bebês que reclamaram quando a morena os limpou.

—Devagar, Lauren.

—Isso é manha, coração.— disse ao livrá-los dos babadores sujos —Não é, meus lindos?— Benjamin riu novamente —É nessa segunda que você volta ao trabalho?— perguntou ao entregar Ben para Pepper.

—É sim.— Pepper suspirou.

—Não é o fim do mundo, coração.— disse ao pegar Olivia —Vem, marrentinha da titia, seu pai errou no seu apelido, você é ardida como a sua mãe.

—Não fala assim com ela, você sabe que ela é risonha.— Pepper repreendeu Lauren —Pega o Ben e me dá ela.— trocaram de bebês —Ela está manhosa desde ontem. Teve uma febrezinha, quase liguei pro Robert, mas consegui reverter. Ela não pode gripar logo na semana que eu volto pro trabalho.

—Na idade que eles estão tudo indica que seja o primeiro dentinho, Emma ficou chatinha assim também.

—Será?— Pepper passou o dedo indicador levemente pela gengiva de Olivia, a menina resmungou —A gengiva dela está inchada.

—Dente, com certeza.

—O que eu faço?— Pepper perguntou apreensiva.

—Nada, a febre vai aparecer e sumir até o dente nascer, é só ficar atenta. E a manha tende a aumentar.— Lauren avisou.

A conversa das duas foi interrompida pela garalhada de Emma, ao pararem na porta da sala viram a garotinha chegar até elas montada nas contas de Tony.

—Diz pra dinda porque nos subimos.

—Pra tomar sorvete!— Emma exclamou.

—Nada de sorvete, mocinha, você nem almoçou ainda.— Lauren disse para a filha.

—Acho que nós podemos resolver isso, quer almoçar com o padrinho?— Tony olhou para Emma sobre o ombro —A gente toma sorvete de sobremesa.

—Quero!— Emma exclamou. Tony voltou para o interior da mansão abandonando as mulheres e os bebês na varanda.

—Nem fomos convidadas pro almoço, viu?— Pepper perguntou para Lauren.

—Vi que vocês estão estragando minha filha.

—Vocês não, o Tony.— Pepper defendeu-se, mesmo sabendo que foi ela quem habituou Emma —Vamos almoçar?— desconversou ao entrar em casa.

Ao final da tarde Paolo foi à mansão para buscar Lauren e Emma. Com o passar das horas, Olivia foi ficando cada vez mais manhosa e chorona, Pepper a monitorava a todo instante. À noite, deitou em sua cama para fazê-la dormir, acabou dormindo também. Acordando apenas durante a madrugada com o choro de bebê.

—Tony, é o Ben.— ela disse.

—Só pode ser, a Liv está aí ao seu lado.

—Você o deixou sozinho?

—Você dormiu, eu tentei levá-la, mas ela resmungou, então a deixei aqui mesmo...Vou ver o Ben.— Tony levantou e foi ao quarto dos bebês, logo voltou com Benjamin em seus braços —Amor, ele está febril.— Pepper logo levantou e pegou o bebê dos braços de Tony.

—Ah não, Ben, você também não.— disse aflita, colou sua bochecha a dele, levou a mão à sua testa —É, ele está quentinho. Vou dar a ele o mesmo remédio que dei pra Liv e torcer pra febre ceder. Está no armário do banheiro, pega pra mim.

—Será o dente também?— Tony perguntou entregando o remédio à Pepper.

—A gengiva dele está normal.— ela constatou —Mas a Olivia começou assim também. Não precisa chorar, meu amor, vai passar.— dizia o balançando em seus braços, enquanto o bebê balbuciava sons desconexos. Pepper segurou Benjamin e Tony pingou algumas gotas do remédio em sua boca, o fazendo chorar ainda mais —Pronto acabou.— o bebê roçou o rosto sobre o tecido da camisola branca que Pepper usava —Ei, calma.— ela sentou à poltrona e começou a amamentá-lo —Verifica a Livie.— pediu a Tony.

—Sem febre.— disse ao repousar a mão sobre a testa da bebê. Pepper suspirou aliviada.

Depois de mais de uma hora monitorando Benjamin, a febre do bebê havia baixado. Olivia dormia tranquila esparramada pela cama do casal.

—Repara na folga da sua filha, tomando conta da nossa cama.— Pepper riu —Espaçosa como você.

—Vou levá-la pro berço.— ele tentou pegá-la da cama.

—Sei que o que eu vou sugerir é errado, mas eles não podem ficar só essa noite?— Pepper perguntou ao levantar da poltrona com Ben.

—Claro.— Tony deu um beijo casto em Pepper e outro na cabeça de Ben —A cama é grande, onde dormem dois, dormem quatro.

—Obrigada.— Pepper sussurrou.

Meia hora depois os quatro Stark estavam em sono profundo dividindo a mesma cama.

(...)

O final de semana passava e o primeiro dente de Olivia começou a aparecer, dois dias depois o de Benjamin também nasceu. Pepper, que voltaria para a empresa na segunda-feira, acabou voltando na quarta. Sua mesa agora tinha um porta-retratos com uma foto dos bebês, esteve concentrada durante todo o dia, participou de reuniões, assinou contratos. Porém, agora faltavam apenas alguns minutos para que ela deixasse a empresa, não via a hora de voltar para casa.

—Chefe, posso entrar?— Lorelai perguntou ao bater na porta.

—Pode, mas eu não sou mais sua chefe.— Pepper riu.

—Você vai ser sempre a minha chefe e minha amiga.— Lorelai replicou ao entrar na sala com um envelope nas mãos —Por isso vim convidar você para o meu noivado.— entregou o envelope preto com um laço dourado para Pepper.

—Você vai casar?!

—Primeiro vou noivar.— Lorelai respondeu —Mas pela produção que a minha mãe está armando, não duvido que tenha um padre no meio da sala quando e descer as escadas.— disse fazendo Pepper rir.

—Também não duvido.

—Brincadeiras a parte.— disse Lorelai —O convite é pomposo, mas é apenas um jantar. Meus pais, os pais do Jack, vocês. E nós, os noivos. Antes que você me pergunte: Por que eu estou te convidando? Se não fosse a sua amizade, minha mãe ainda repudiaria o Jack, tudo mudou depois que você e o Tony a convidaram para aquele aniversário no Jolly Roger.

—Daqui dois meses.— Pepper disse ao ler o convite —Claro que nós vamos.— Pepper sorriu.

—Obrigada, chefe.— Lorelai abraçou Pepper antes que e ruiva pudesse corrigi-la —Agora sobre trabalho, vou começar as entrevistas para sua nova assistente semana que vem. Sei que já deveria ter começado, mas não queria contratar ninguém sem que você acompanhasse o processo.— Pepper assentiu.

—Podemos entrar?

—Tony?— Pepper perguntou ao vê-lo na porta entreaberta.

—Nós viemos buscar a mamãe no trabalho.— Tony disse ao entrar na sala segurando um bebê-conforto em cada mão. Olivia usava uma tiara vermelha de tecido e um macacção branco com cerejas, Benjamin um com listras horizontais verdes e azuis. Colocou-os sobre um sofá que ficava na sala de Pepper.

—Meu Deus, como eles estão lindos. Me deixa pegar um?— Lorelai deu um grito efusivo ao vê-los

—Primeiro eu.— disse Pepper —Porque a mamãe morreu de saudade o dia todo.— ela soltou Benjamin e o pegou, Tony soltou Olivia e a colocou nos braços dela também, os bebês imediatamente deitaram as cabecinhas nos ombros dela. —Que delícia esse abraço duplo, pelo jeito a saudade é recíproca.— disse amorosa.

—Duvido que queiram vir no meu colo. Mas tudo bem, bebês, não vou atrapalhar.— Lorelai fez carinho nos dois.

—Pelo menos deem um sorriso pra tia Lorelai pra ela ver o dente de vocês.— Pepper disse enquanto Lorelai ainda brincava com eles, Benjamin sorriu, Olivia continuou na dela.

—Que sorriso lindo, Ben.— Lorelai comentou —Enquanto isso, Olivia não está nem aí pra mim.

—Benjamin é esperto, ele sabe que tem que sorrir para mulheres bonitas.— Tony comentou, Pepper fechou a cara, Lorelai riu.

—Talvez seja isso.— disse a moça —Ainda tenho uns relatórios para concluir com meu pai, preciso voltar. Até amanhã.— disse para Pepper —Até mais.— disse para Tony e os bebês e deixou a sala.

—Nós chegamos há quase uma hora, mas por onde passávamos, parávamos. Todo mundo queria vê-los.— Tony explicou —E o Happy disse que na próxima vez eles terão que usar um crachá.— soou irônico.

—O que foi aquele comentário sobre mulheres bonitas?

—Foi brincadeira, anjo.— parou diante dela —O papai não vai ganhar beijo, carinho, e um “Oh, quase morri de saudade”?

—Um beijinho só.— Pepper respondeu.

—Só um?— ele fez bico.

—É o que você merece, por incentivar meu filho a ser um cafajeste.—disse depois de beijá-lo —Vamos pra casa filhotes, a mamãe vai beijar muito vocês até a hora de dormir, vocês merecem.— disse para provocar Tony.

—Não precisa colocá-los de volta no bebê-conforto, eu os levo e pego a sua bolsa também.— Tony disse.

—Viram?— Pepper perguntou para os gêmeos —O papai está se esforçando para ganhar beijos antes de dormir.— piscou para Tony e deixou a sala. Ele fez o que se propôs a fazer e a seguiu em direção ao elevador.

Notas finais
É isso, meninas. Por enquanto. Final de ano as coisas ficam meio corridas, então vou parar por aqui. Vou tirar umas semaninhas de folga, tá =) Quero desejar um Feliz Natal e um Ano Novo espetacular pra vocês. Em janeiro volto com capítulos novos e o desfecho da história. Beijos e até logo =)