Do Singular Ao Plural
13 Pelos ares
Notas iniciais
Mas daqui pra frente acho que a história começa a se desenrolar de fato.
Eu não tinha um nome pra esse capítulo, daí lembrei de uma frase de uma música da Ana Carolina, que diz o seguinte "Notícias Populares, voam pelos ares".
E é mais ou menos disso que esse capítulo se trata. Notícias e Especulação.
Desculpem qq erro de digitação e/ou concordância.
Fez um dia de domingo ensolarado em Malibu, e Tony e Pepper aproveitaram que Sarah e Charlie já estavam na mansão, e acabaram convidando Rhodey e Carolina, Lauren e Paolo para passarem o dia lá também. Almoçaram e se divertiram a tarde toda na área da piscina.
—Agora entendo o motivo de vocês quase não irem à Nova York, esse lugar é incrível.— Charlie comentou.
—Vocês têm que voltar com os meninos, qualquer dia.— Pepper falou.
—Vocês já pararam pra pensar que daqui algum tempo o silêncio da casa será quebrado por choro de bebê?— Sarah perguntou, sentada a uma espreguiçadeira sob o guarda-sol.
—Eu não vejo a hora.— Pepper sorriu, estava sentada à beira da piscina com os pés dentro d’água —Mas falta muito ainda.
—Chega de brincadeirinha, vamos jogar valendo dinheiro.— Tony disse roubando a atenção, ele jogava Pôquer com os rapazes sob outro guarda-sol.
—Já dissemos não, Anthony, perché insistir nisso?— Paolo perguntou.
—Perché dinheiro move o mundo, italiano, você devia saber já que a sua mulher é colunista de economia.— respondeu irônico.
—Não me envolva, estou de folga hoje.— Lauren disse ao sair da piscina com Emma.
—Se todo mundo topar eu jogo— Rhodes falou —Aposta mínima de 10 dólares, só por diversão.
—James, vocês meninos não sabem só brincar, sem que as coisas fiquem sérias?— Carolina perguntou, sentada numa espreguiçadeira ao lado de Sarah.
—Ninguém vai jogar valendo dinheiro, caso encerrado.— Pepper se pronunciou.
—Isso mesmo. Ouçam a Femme Fatale.— Lauren ironizou.
—Que história é essa?— Pepper perguntou confusa.
—Pelo jeito você não fez questão de ler sobre a noite de ontem, né?— Lauren perguntou —Tony, por favor, nos arrume um dispositivo com acesso a internet.
Todos foram para o interior da mansão, na vidraça da sala Tony projetou uma das muitas matérias sobre a noite da comemoração de seu aniversário, escolheu a que leria por causa da foto, onde ele aparecia cantando para Pepper.
—"Na noite passada, Tony Stark comemorou mais um ano de vida, com uma festa diferente das quais o playboy costumava proporcionar. O local escolhido foi um bar, até então, pouco badalado chamado Jolly Roger, que reserva as noites de sábado para apresentações de karaokê. Stark estava na companhia de amigos e da esposa. Por falar nisso, Virginia Potts Stark foi, certamente, o destaque da noite. A sempre discreta Sra Stark abandonou a postura séria e fez jus ao apelido que tem, mostrou-se uma verdadeira Femme Fatale. Trajando um sexy vestido de couro, ela fez uma interpretação sensual da canção Fever especialmente para o marido. Ao final da noite, Tony Stark dedicou duas canções para a esposa que voltou ao palco para receber a homenagem. Pouco mais de dois meses do anúncio do casamento, o casal ainda parece em lua de mel. Fontes revelaram que Virginia não teria ingerido bebida alcoólica durante toda a noite, o que reforça os rumores da gravidez, ainda não confirmada pelo casal, surgidos há algumas semanas. Existe mesmo um herdeiro Stark a caminho? Só o tempo dirá. Para conferir os dotes vocais do casal basta clicar no link.”— Tony terminou de ler —Amor, eu adorei isso de Femme Fatale, sério é muito sexy, quando estivermos sozinhos a gente conversa melhor sobre isso.
—Não tem graça.— ela disse —Estou imaginando os olhares na empresa.
—Imagina os estagiários todos te desejando?— Lauren provocou.
—Não gostei dessa parte, Jarvis, tire esses vídeos do ar agora!— Tony ordenou.
—É uma missão impossível.— observou Carolina.
—Nada é impossível pro Jarvis.— disse Tony.
—Deixa de ser besta, Tony, não há nada demais.— Rhodes comentou.
—Você estava linda, Pepper, não há nada com o que se preocupar.— disse Sarah.
—É, eu estava me divertindo, e não devo satisfações a ninguém.— Pepper concluiu.
—Não se preocupe, Sra Stark, já existiram vídeos piores do Sr Stark na internet, com o tempo tudo é esquecido.— Jarvis se pronunciou fazendo todos rirem.
(...)
Na segunda-feira o dia de Pepper na empresa corria tranquilamente, e ao contrário do que ela pensava ninguém mostrou estranheza quanto a sua exposição na internet, não diretamente, pelo menos, mas certamente houve comentários entre os funcionários pelos corredores. Quando retornou do almoço logo Lorelai foi procurá-la.
—Sra Stark, a Vogue deseja marcar uma entrevista com você.— Lorelai informou.
—Informaram sobre o conteúdo da entrevista?
—Falaram algo sobre o “Papel da nova mulher na sociedade e como conciliar a vida profissional e pessoal”, mas com certeza, eles querem uma exclusiva sobre a sua gravidez.— Lorelai constatou —Devo retornar recusando?
—Acho que não há necessidade de retornar, o silêncio serve como recusa.— Pepper respondeu.
—Você sabe que a Vogue foi só a primeira, não é? Até o final da semana outras publicações ligarão, se você não se pronunciar os papparazi não sairão do seu pé.
—Eu sei, vou falar com o Tony sobre isso, mas certamente ele dirá: Vamos organizar uma coletiva.— Pepper disse fazendo Lorelai rir.
Na mansão, Tony estava na oficina quando Jarvis informou que o Secretário de Defesa estava a procura dele. Disse ao AI que deixasse o homem entrar, fechou o seu projeto e subiu em direção à sala, ao chegar deparou-se com o Major Nathan Carter com um porta-retratos em sua mão, provavelmente, o mesmo que faltava no móvel ao lado do homem.
—Secretário?— Tony chamou ressabiado.
—Sr, Stark.— disse colocando o objeto de volta ao lugar e foi até Tony para cumprimentá-lo —Desculpe a intromissão.— disse com um aperto de mão firme —Não resisti ao ver de perto uma imagem da sua esposa que nunca tivesse sido publicada na imprensa. Ela é mesmo muito bonita e muito talentosa.— Tony franziu o cenho —Eu vi os vídeos da comemoração do seu aniversário. Parabéns.
—Obrigado, mas o Sr veio aqui pra falar comigo ou ver fotos da minha esposa?— perguntou sem rodeios.
—Eu vim falar com você, podemos nos sentar?
—Claro.— Tony apontou o sofá —Mas então?
—Bethany me contou sobre o contratempo que vocês tiveram, e que você a afastou do projeto...
—Eu ia mesmo falar com você— Tony abandonou o tom formal —Agora que o projeto de fato foi iniciado e que há uma equipe médica monitorando os voluntários, não acredito que a participação da Agente Cabe seja de grande valia.
—Sempre ouvi dizer que você era uma pessoa difícil de lidar e que é do tipo que trabalha sozinho, mas o voto de confiança que lhe foi dado foi uma ordem direta do presidente dos Estados Unidos.
—Diga ao presidente que eu agradeço a confiança...
—Mas para dar início ao projeto— o major o cortou —Um agente do governo teria que supervisioná-lo e Bethany Cabe voluntariou-se espontaneamente. Não me importa quais são os seus problemas pessoais com ela, o fato é que ela é de extrema confiança.
—Extrema confiança e péssimo caráter.— Tony rebateu.
—Nós departamento de defesa entramos num consenso sobre isso e definimos uma condição para afastar Bethany Cabe.
—Não gosto de trabalhar sob condições, mas agora fiquei curioso. Qual é a condição?
—Que nos forneça as identidades de todas as pessoas que se autodenominam super-heróis que você tem conhecimento.— o major Carter respondeu.
—Isso não tem o menor cabimento.— Tony mostrou-se indignado.
—Nós já procuramos a SHIELD, mas eles não nos forneceram nada sobre a identidade dos super-heróis, e como você é o único que nós conhecemos sem máscara viemos até você.
—Qual é o interesse na identidade dos super-heróis?
—O ministério da defesa deseja realizar um cadastro dos super-humanos, para fins de controle, nada demais.— informou o major —E para que quando precisarmos, sabermos onde procurá-los.
—Bem, se você sabe que a SHIELD existe, você com certeza sabe que é essa organização que nos acionará quando o mundo precisar, foi assim da última vez, e será assim se houver necessidade.— Tony disse veementemente.
—Mas você sabe as identidades secretas deles?— o major mostrou-se curioso.
—Não Sr, nós nos vimos uma única vez, fizemos o que tínhamos que fazer a cada um continuou com a sua vida. Acaso acha que nos encontramos aos finais de semana e fazemos churrasco, secretário?
—Não é isso, nós só...
—Vocês só não fazem o trabalho que deveriam fazer e agora são dependentes do ‘Grupo de esquisitões’ como o Sr mesmo nos chamou uma vez.
—Mas nós não podemos lidar com forças hostis alienígenas como as que invadiram Nova York da última vez, vai chegar um dia que o mundo será novamente ameaçado por essa gente.
—E você acha que um cadastro de super-heróis será útil de que maneira?
—Nós poderemos rastreá-los, talvez.
—Vou lhe dar um conselho, Major Carter, cuide dos seus soldados, faça o seu trabalho e deixe a SHIELD fazer o dela.
—Eu vou informar o presidente quanto a sua posição, e enquanto isso Bethany Cabe continuará no projeto Brave.— o major declarou.
—Mas diga a sua agente para ela colocar-se no lugar dela, ou então a situação ficará insustentável e, não sou eu quem perderá caso o projeto com o soro seja interrompido.
—Eu sei disso, antes de passar aqui fui à base e vi a evolução do estado dos soldados apesar das poucas sessões de tratamento.— o major declarou.
—E mesmo sabendo disso ainda tentou impor condições?
—Um soldado sabe quantas batalhas precisa travar até dar-se por vencido.— informou o major.
—Considere a sua batalha perdida.— disse Tony.
(...)
Ao final da tarde, Pepper saía da empresa, e enquanto caminhava até o estacionamento externo foi surpreendida por uma jornalista em especial.
—Sra Stark.— chamou a voz feminina despertando a atenção de Pepper, ao virar ela viu o rosto conhecido.
—Christine Everhart.— Pepper mostrou-se incomodada —O que deseja?— perguntou ao continuar o seu caminho.
—O meu editor pediu que eu ligasse para agendar uma entrevista, mas tenho certeza que você não negaria um favor a uma velha conhecida, então decidi vir pessoalmente.— a loira andava atrás de Pepper.
—Eu não tenho nada a declarar, nenhum assunto que seja de interesse público, Srta Everhart.— Pepper disse antes de abrir a porta de seu automóvel.
—E sobre a gravidez?
—A minha vida diz respeito a mim, como eu disse não é de interesse público.— Pepper respondeu.
—Então você confirma a gravidez?— a moça não tirava o gravador de perto de Pepper.
—Passar bem, Srta Everhart.— Pepper entrou em seu carro e arrancou.
Ao chegar em casa e foi direto tomar um banho, ao sair, foi ao closet escolher algo confortável pra vestir, acabou escolhendo um vestido leve. Jarvis informou que Tony estava na academia, e ela foi ao encontro dele. Ao chegar, deparou-se com Tony socando um saco de boxe.
—Como foi o seu dia?— ele perguntou quando a viu.
—Bom, mas a imprensa começou a sondar a respeito da confirmação da gravidez e você não imagina quem veio me procurar.— ele mostrou curiosidade —Christine Everhart da Vanity Fair.— ela continuou.
—O que ela queria?— perguntou caminhando na direção dela.
—Uma exclusiva é claro. Eu não respondi nada, mas com certeza ela publicará algo.— entregou-lhe a toalha e a garrafinha de isotônico.
—Porque não revelamos logo, marcamos uma coletiva e contamos.— ela riu quando ele disse isso, já havia previsto essa resposta.
—Eu não queria dizer nada antes do terceiro mês.— sentou-se ao sofá.
—Por quê? Que diferença faz o tempo de gestação?— ele sentou ao lado dela.
—Não faz diferença, mas é que até o terceiro mês a incidência de...— ela não conseguiu continuar, sua voz embargou —...se a imprensa souber e eu...vai ser muito mais difícil superar.
—Você não vai precisar superar nada, porque ele está aqui— colocou as mãos na barriga dela —E ficará aqui até a hora de nascer. Nós o ouvimos, ele está bem, ele é um Stark. E daqui a pouco não dará pra esconder que ele está a caminho.
—Vamos falar com a imprensa.— deu-se por vencida.
—Eu estava brincando quando falei da coletiva.— ele disse.
—Que seja uma coletiva, pelo menos fazemos de uma vez só. Sexta-feira é um bom dia?
—Na sexta você já terá 10 semanas, acho um bom dia.— ele disse.
—Desde quando você conta as minhas semanas de gestação?— perguntou surpresa.
—Desde quando eu ouvi você dizer 3 semanas.— ele respondeu.
—Você é o melhor marido do mundo, sabia? Eu amo você.— ela o abraçou.
—Eu amo você também.— afagou as costas dela —Mas eu estou suado, e você está muito cheirosa, não deveria estar me abraçando.
—Eu não me importo.— replicou ainda abraçada a ele —Amor, me atentei a uma coisa agora, se nós nunca falamos sobre o bebê como a Cabe sabia, foi você quem contou?
—Claro que não, mas ela andou fuçando a sua vida, por seu uma agente ela tem certa familiaridade com programas espiões, com certeza invadiu seus dados médicos e...
—A Cabe pesquisou sobre a minha vida com qual intuito?
—Saber mais sobre você, acho que ela julgou que encontraria algo sobre você que eu ainda não soubesse e acabou quebrando a cara.
—Patética. Essa atitude baixa dela não me surpreende em nada, com certeza foi ela quem vazou os rumores sobre a gravidez.
—Pepper os rumores podem surgir até das recepcionistas do centro clínico.— disse com sensatez e ela o encarou —Não me olhe assim, não estou defendendo a Cabe, mas são hipóteses.
—Tá bom, chega de falar disso. E o seu dia como foi?— ela perguntou depois de muito tempo.
—O Secretário de Defesa esteve aqui.— revirou os olhos.
—Pra falar sobre você ter demitido a Cabe?— mostrou-se curiosa.
—Em partes, mas não consegui me livrar dela ainda.— Pepper bufou —Porém tenho certeza que eles a tirarão do meu caminho em breve, e eu não vou mais bobear pra que ele tenha motivos pra vir aqui, tá?
—Tá, mas você falou em partes, o que mais ele queria?
—Saber a identidade dos super-heróis.
—Pra quê?!— Pepper juntou as sobrancelhas em dúvida.
—Segundo ele, para efetuar um cadastro e conseguir rastrear os heróis caso o mundo precise novamente.
—Você disse algo?
—Claro que não, as pessoas sabem quem eu sou, porque eu quis que o mundo soubesse, mas respeito quem deseja guardar a sua identidade em sigilo.— ele disse —E você...
—Eu não sou uma super-heroína.— disse o fazendo rir.
—Eu sei.— ele a beijou —Mas é esposa de um super-herói e se por acaso alguém abordar você a esse respeito você não sabe as identidades de ninguém.
—Ninguém, só da agente Romanoff e do seu ‘psicanalista’ que dormiu durante a sessão.— ela riu.
—O Banner é um charlatão, mas pra todos os efeitos você não o conhece.
—Ok, só conheço o melhor dos heróis, e tenho a sorte de dormir com ele.— ela disse —Mas agora ele precisa ir tomar um banho para que nós possamos jantar.
(...)
Depois que a assessoria de imprensa das Indústrias Stark informou os jornalistas sobre a coletiva que Tony e Pepper organizariam eles pararam de ligar e importuná-la. Na quinta-feira Tony passou o dia em seu laboratório, não se dedicava ao Brave, mas as pílulas do anticoncepcional que Pepper tomava antes da gravidez, desde quando a Dra Eva Zambrano informou-o da suspeita de placebo ele ficou com uma pulga atrás da orelha.
Tony pegou as amostras dadas pela Dra, encontrou uma cartela ainda intacta no banheiro em meio as coisas de Pepper, além disso, foi a uma farmácia comprar outra cartela, tinha 3 amostras do mesmo remédio, só que fabricados e distribuídos em lotes diferente.
Analisou cada amostra individualmente, isolou componentes e, por fim, chegou ao mesmo resultado. O Pregnancy Less era ineficaz. Imediatamente ligou para a médica de Pepper para informá-la de sua descoberta e perguntar se ela havia obtido alguma resposta do Ministério da Saúde, mas Eva revelou que não. Tony decidiu que precisava fazer algo, ele mesmo enviou um comunicado ao Ministério da Saúde em Washington contendo todos os dados das experiências feitas por ele durante o dia todo, na esperança de que os responsáveis fossem informados e punidos.
Depois de horas, Tony subiu para a sala e desfrutava de uma dose de uísque sentado ao sofá quando Pepper chegou.
—Descobri como você engravidou.— ele disse.
—Achei que você já soubesse como um bebê era concebido, afinal, fazemos isso há anos, e antes de mim você fazia com outras mulheres.— ela ironizou.
—Estou falando sério, Pep.— ele disse e ela percebeu que era mesmo sério, então se sentou —Você estava tomando placebo. Você e uma porção de mulheres pelo visto, e isso deve vir a público para que seja reparado, pra que as pessoas possam recorrer a outro método contraceptivo ou outra pílula fabricada por outra empresa.
—Mas não é você quem deve fazer isso, a Eva já disse que acionou o órgão de fiscalização, e...
—E nada foi feito até agora, eu falei com a Dra Zambrano hoje, esse fato precisa ser exposto, amor, as mulheres, tomam pílula por um motivo, controle de natalidade, se esse controle é ineficaz elas precisam saber, nem todo mundo quer ser mãe. Nem todo mundo reage bem a uma gravidez inesperada.
—Eu sei, eu vi.— ela disse —Mas as mulheres que já estão grávidas não podem desengravidar.
—Mas temos que pensar que se trata de uma indústria farmacêutica renomada, podem haver falhas em outros medicamentos, não só nos anticoncepcionais.
—O que você pretende fazer?— perguntou ressabiada.
—Ainda não sei, mas algo precisa ser feito.
—Você não pretende expor isso amanhã, né?
—Claro que não, Pep, que ideia.
(...)
Na sexta-feira, Pepper vestiu-se de maneira simples, sempre escolhia algo clássico quando precisava falar com a imprensa, optou por um vestido envelope preto e branco, enquanto Tony vestiu um jeans escuro, camisa branca um blazer cinza-azulado risca de giz e seus inseparáveis tênis. Em sua sala na empresa, Pepper andava de um lado para o outro esperando que Lorelai os autorizasse a ir até a sala de imprensa.
—O que foi?— ele perguntou.
—Não sei...é só, a última vez que nós dois estivemos juntos naquela sala, nós afirmamos que a nossa relação era estritamente profissional. Lembra?
—Lembro.— ele disse.
—E agora, pouco mais de três anos depois.— ela colocou as mãos sobre a barriga —A nossa relação evoluiu.
—Nós pluralizamos.— caminhou até ela e a envolveu num beijo.
—Vocês já...— Lorelai abriu a porta e os interrompeu —Desculpe.— disse sem graça —Errr, vocês já podem ir.— ela informou.
A sala de imprensa estava um tanto cheia, a maioria dos jornalistas eram mulheres, claro que Christine estava entre elas. Diante delas, um par de poltronas dispostas para que Pepper e Tony sentassem, fariam as perguntas que quisessem durante 30min. O casal tomou o seus lugares e Lorelai deu o aval para que a imprensa se manifestasse, mas antes Pepper diria algumas coisas.
—Confesso que é estranho marcar uma coletiva por esse motivo.— Pepper começou —Mas desde segunda-feira, venho sendo sondada por um motivo específico, e como não é algo que se possa ocultar por muito tempo decidi revelar, não por obrigação, eu não acho que a minha vida pessoal seja tão importante assim, eu não sou uma celebridade, longe disso, mas sei que vocês não sossegariam enquanto nós.— deu a mão para Tony —Não nos pronunciássemos, e prefiro assim, é mais fácil falar com vocês ao mesmo tempo, do que ter a minha intimidade invadida, seja no estacionamento da empresa ou chegando ao consultório da minha médica.
—Resumindo tudo o que ela disse: Sim nós teremos um bebê.— Tony se pronunciou.
—Vocês oficializaram a relação pelo fato dela estar grávida?— uma jornalista perguntou.
—Claro que não.— Tony respondeu —Nós já estávamos juntos há 3 anos, era normal que a nossa relação evoluísse.
—Você está grávida de quantos meses?— perguntou outra jornalista.
—Dois meses e meio.— Pepper respondeu. A partir desse momento responderam perguntas banais, como se Pepper deixaria a presidência da em empresa após o nascimento do bebê, nomes favoritos, preferência por menino ou menina, ou se era apenas um bebê. —Se houvesse mais de um bebê aqui, eu já teria barriga saliente, eu acho.— Pepper brincou.
—Vocês planejaram?
—Não, não foi planejado, na verdade foi um susto.— Pepper respondeu.
—Estamos em 2013, existem dezenas de métodos contraceptivos e você quer que nós acreditemos que você engravidou sem querer?— Christine Everhart perguntou em tom descrente e acusatório. Anos passaram e a moça ainda parecia não ter superado a desavença com Pepper.
—Não entendo o seu tom Srta Everhart, eu respondi uma pergunta, e qualquer pessoa com o mínimo de instrução ou curiosidade saberia que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. No entanto, não estou pedindo para que você ou qualquer pessoa nesta sala acredite no que eu estou dizendo, mas peço que a Srta me respeite.
—Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz...— Tony se intrometeu —E quando a pílula não possui nem 20% de eficiência, fica meio impossível evitar uma concepção.
—Nos diga qual é esse remédio, como o Sr pode ver a maioria de nós aqui é mulher e podemos estar consumindo o mesmo medicamento.— disse uma jornalista.
—É o anticoncepcional...— ele olhou para Pepper e ela balançava a cabeça negativamente numa súplica silenciosa —...Pregnancy Less das Indústrias Oscorp.— ele informou, Pepper colocou as mão na testa e baixou a cabeça.
—O Sr está insinuando que um medicamento produzido por um dos maiores laboratórios farmacêuticos do país é ineficaz?— perguntaram.
—Eu estou afirmando.— respondeu seguramente —O Pregnancy Less é ineficiente, as autoridades competentes já foram informadas disso, e eu, sinceramente, não entendo como esse medicamento ainda não foi tirado do mercado...
Manhattan — Nova York
Na sala da presidência das Indústrias Oscorp, Norman Osborn encerrava uma vídeo conferência com alguém do ministério da saúde.
—Nós estamos fazendo de tudo pra que as queixas da associação de medicina não cheguem ao alto escalão, mas Sr, ontem recebemos um documento em nome de Anthony Stark com a mesma denúncia, ele ainda enviou análises de amostras do medicamento. Stark tem contatos aqui, ele está produzindo um projeto com o Governo...
—Se o Stark se colocar no meu caminho eu dou um jeito de tirá-lo, a minha empresa não pode sofrer investigação, seria minha ruína...
—Sr Osborn.— interrompeu a secretária.
—Sim, Srta Hand?
—Acho que o Sr deveria ligar a tv. Anthony Stark está agora em Malibu falando sobre a Oscorp.— informou Victoria Hand.
Norman ligou a tv de plasma em seu escritório e passou a assistir a entrevista de Tony e Pepper que já tinha evoluído para outro contexto.
—Sr Stark o que o fez desconfiar da eficácia do medicamento?
—Bem, a minha esposa engravidou mesmo o consumindo regularmente, no início foi um susto como ela mesma já informou, e agora com o acompanhamento médico, descobrimos que ele não foi a única a engravidar mesmo tomando o remédio, que por coincidência era o mesmo.
—Há quanto tempo você consumia o Pregnancy Less, Sra Stark?— perguntou um jornalista.
—Há um ano, mais ou menos.— Pepper respondeu.
—Como o Sr pode garantir que é uma falha do medicamento e não das consumidoras?— outro jornalista perguntou para Tony.
—Eu analisei três cartelas do medicamento, com datas de validade e lotes diferentes, todas eram ineficazes, o que me fez chegar a essa conclusão.
—Mas o Sr não acha que fiscalizar medicamentos é uma obrigação do ministério da saúde?
—Acho sim, o ministério foi avisado da suspeita, mas nada foi feito. E algo precisa ser feito, anticoncepcionais estão sendo adulterados, e, com isso novas vidas serão geradas, mas e se outros medicamentos estiverem sendo adulterados também e pessoas morrerem por isso?
—O que faremos agora, Sr?— perguntou o homem em videoconferência com Osbron.
—Maldito Stark.— Norman socou a própria mesa ao desviar o olhar da tv.
Notas finais
A roupa que o casal usa na coletiva é essa http://media4.onsugar.com/files/2013/04/17/632/n/1922398/ff091e11c76bc063_ps.preview/i/Gwyneth-Paltrow-Robert-Downey-Jr-Promote-Iron-Man-3.jpg
Bem, pelo moço que aparece no final do capítulo cês já podem imaginar quem é o vilão da história, né? Quem lê quadrinhos, ou já teve curiosidade de pesquisar sobre o nosso herói sabe que ele dá trabalho. As coisas vão ser adaptados para o contexto da fic, espero que os fãs de hq não me odeiem. Mas eu queria trazer um vilão que nunca tivesse sido explorado numa fanfic, pelo menos nas que eu já li.
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