Do Singular Ao Plural

38 Oração ao tempo


Notas iniciais
O capítulo tem esse nome porque o que mais tem tido nesses últimos capítulos é isso: passagem de tempo. Desculpem qualquer erro ortográfico e/ou de concordância. Terminei o capítulo agorinha. Nos vemos nas notas finais.

Três semanas depois

—Então o que é?— Tony perguntou ao encontrar com Rhodes no corredor do hospital naquela tarde de setembro.

Nas primeiras ultrassonografias que Carol realizou para saber o sexo do bebê ele estava sempre numa posição ruim, sua médica sugeriu outros métodos, mas o Casal Castro-Rhodes preferiu ser surpreendido. O que deixou Tony e Pepper ansiosos sem saberem se seriam padrinhos de um menino ou uma menina.

—Vocês tem também.— Rhodes respondeu.

—Nós temos um menino e uma menina, Rhodey, não tem graça. Diz logo!— Pepper exaltou-se e uma enfermeira que passava fez sinal para ela falar baixo.

—É um menino!— Rhodes exclamou e, novamente, a enfermeira teve que intervir —Logo vocês o verão.— o novo pai coruja disse com um largo sorriso.

Meia hora depois Carol já estava instalada no quarto com seu pequeno rebento em seus braços.

—Diga olá pra dinda, pequeno Samuel.— Carol sussurrou ao segurar a mãozinha do bebê.

—Oi, Samuel.— Pepper segurou os dedinhos dele —Ele é lindo, Carol, parabéns.

—Meu príncipe.— ela sorriu.

—Ele é mesmo bonitão, Rhodey, parabéns. Mas o nosso acordo era um princesa pro meu príncipe, esqueceu?— Tony perguntou.

—Não me lembro de acordo, só me lembro de deixar claro que nenhum Stark chegaria perto da minha filha, caso eu tivesse uma.— Rohdey respondeu —Mas já que você insiste em unir as nossas famílias, Samuel pode ser mais que um primo/amigo pra Liv...

—Nem pensar, se esse moleque se engraçar pro lado da minha Cherry eu esqueço que sou o padrinho e dou uns bons sopapos nele. Eu e o Ben.— disse seriamente.

—Nossa, quando vocês dois vão crescer, hein?— Carol perguntou.

—Nunca.— Pepper respondeu.

(...)

Seis meses depois

Era final da tarde de sexta-feira, Tony estava em seu laboratório, havia acabado de voltar do County General Hospital em Los Angeles, durante os últimos anos o tratamento com o Brave deixou de ser uma exclusividade de oficiais e ex-oficiais das forças armadas, qualquer cidadão tinha acesso aos benefícios do soro e, sempre que podia, Tony fazia questão de acompanhar os progressos, além disso, era ele quem ainda produzia as dosagens do soro. Mesmo depois de anos ainda não havia confiado em nenhum laboratório farmacêutico para reproduzir o Brave, depois de tudo o que aconteceu com Pepper era difícil confiar. Por falar em empresa farmacêutica, as Indústrias Oscorp abriram falência após Norman ser desmascarado, depois de dois anos na Prisão de Segurança Máxima do Pentágono Osborn suicidou-se. Tony não escondeu seu alívio ao saber da notícia, seu medo sempre foi que um dia por algum motivo Norman saísse da prisão e fosse atrás de sua família. Quando soube da morte de Norman fez questão de certificar que era mesmo ele, desde então, Tony passou a realmente dormir tranquilo.

(...)

No sábado, Carol passou à tarde na mansão com Pepper, sempre recorria a amiga quando tinha dúvidas a respeito dos cuidados com o bebê, podia recorrer à sua madrasta, que sempre fora como sua mãe, ou à sua sogra, mas a ruiva estava mais próxima e acessível.

—Eu sei que às vezes abuso...— Carol disse enquanto trocava a fralda de Samuel.

—Não é abuso, é meio que o meu dever de madrinha te auxiliar, sei como é difícil não saber como lidar com eles, e no meu caso eram dois. Se não fossem as dicas da Lauren, certamente, eu piraria.— Pepper riu.

—Como é voltar pro trabalho?— Carol perguntou ao pegar o filho no colo —Consegui mais um mês de afastamento da base e estou angustiada com a ideia de deixá-lo com a babá.

—O primeiro mês é muito ruim, você conta as horas pra voltar pra casa, mas com o tempo você se acostuma e ele também, né, Sam?— Pepper brincou com o bebê e ele sorriu.

—Amo essa minha dinda.— Carol disse ao ver o filho gargalhar com Pepper.

—Tenho muita saudade dos meus nesse tamanho, independência é uma droga.— Pepper disse ao pegar Samuel.

—A Liv e o Ben já estão grandinhos, talvez seja a hora de encomendar outro.— Carol disse ao jogar a fralda suja no lixo do banheiro, depois voltou para arrumar a bolsa de Sam.

—Aos 39, Carol, tá maluca? Não.— disse Pepper —Eu já tenho um de cada, está ótimo. Mas você ainda pode encomendar outro daqui uns dois anos.

—E a nossa intenção.— Carol respondeu.

Ao verem Carol voltar com Samuel para a sala, os gêmeos abandonaram Emma e foram ao encontro dela. A morena sentou-se ao sofá e logo seu filho passou a ser paparicado. Emma, que brincava com Benjamin e Olivia, permaneceu onde estava entretida com os brinquedos.

—O Samy pode dormir aqui hoje também?— Benjamin perguntou.

—Ainda não, amor, ele é muito pequenininho pra dormir longe da Tia Carol.— Pepper respondeu.

—Então dorme aqui também, dinda.— Olivia prontamente resolveu o problema.

—A dinda agradece o convite, mas não pode dormir aqui hoje. Daqui a pouco o padrinho estará aqui para nos levar pra casa.— Carol respondeu.

Ao ver Emma caminhar até a varanda, Pepper rapidamente foi até a garotinha. —O que está acontecendo com a princesa da dinda?

—Quero ir embora, dinda, liga pro meu pai?— Emma pediu com a voz triste.

—Você acabou de chegar, princesa. Nós não combinamos que você dormiria aqui com o Ben e a Liv?— Pepper perguntou afagando os cabelos de Emma.

—Combinamos. Mas todo mundo só quer brincar com o bebê. Gostava mais de vim na sua casa quando você era só minha dinda.— Emma desabafou.

A atitude de Emma estava clara. Ciúme. Pepper havia enfrentado o mesmo problema com os gêmeos meses atrás, nem ela e nem Tony podiam se aproximar de Samuel sem que Liv e Ben fizessem uma cena. O ciúme também fez com que Emma e Olivia se estranhassem ao disputar a atenção de Tony. Pepper sentou-se numa cadeira na varanda trazendo Emma ao seu colo.

—Meu amor, lembra quando o Ben e a Liv nasceram e todo mundo queria brincar com eles e segurar no colo?— Emma assentiu —Foi a mesma coisa com a sua irmãzinha, e com você. Todo mundo gosta de ficar perto de um bebê, ainda mais quando a gente ama...

—Você ama o Sam?— Emma perguntou.

—Claro, e amo você também.— Pepper afirmou —E olha que legal, eu sou mamãe de uma menina e um menino, e dinda de uma menina é um menino. Ainda tem outra coisa...

—Que coisa?— Emma perguntou.

—Você foi o primeiro bebê da dinda.— Pepper respondeu —E agora já é uma mocinha, quantos anos mesmo você vai fazer?— Emma mostrou uma mão cheia —Mamãe já comprou o vestido do seu aniversário?

—Já, é lindo.— respondeu animada —Minha festa é da Minnie, você vai, né?— Pepper assentiu —Meu padrinho também, a Cherry, o Ben. A Tia Carol e o bebê podem ir também.

—Todos nós vamos, meu amor.

—Te amo, dinda.— Emma disse ao abraçar Pepper —E não precisa mais ligar pro meu pai.

Quando Pepper voltou com Emma para a sala, as duas encontraram Olivia novamente com a atenção voltada para seus brinquedos espalhados pelo chão.

—O Sam não sabe brincar de boneca...— Olivia disse assim que viu a mãe —Ele baba no cabelo dela.

Emma ajoelhou junto aos brinquedos e ali ficou com Olivia, a sentar-se novamente ao lado de Carol, Benjamin ainda conversava com Samuel.

—Não, Sam, na boca não. Esse aqui é o boneco do meu pai.— disse Benjamin.

—O que houve lá na varanda?— Carol perguntou para Pepper.

—Ela só estava carente de atenção.— a ruiva respondeu —Como todo italiano a Emma é passional.— Pepper brincou.

(...)

Seis meses depois

—Desculpem, mas não tenho autorização para deixá-los descer.— a voz robótica de Jarvis ressoou dentro do elevador assim que as crianças embarcaram.

—Precisamos falar com o papai, Jarvis.— disse Benjamin —Ele deixa a gente descer...

—Ele está trabalhando, Pequeno Stark.

—Por favorzinho, Jaja.— Olivia interveio com seu jeito doce de tratar o AI, Jarvis começou a descer o elevador logo em seguida.

Na oficina, Tony já havia aberto e fechado projetos da SHIELD e feito pequenos reparos na última armadura que usara, por mais que fosse um homem de família e soubesse das suas responsabilidades não podia evitar de, às vezes, envolver-se em algumas missões principalmente as de cunho ideológicos ou políticos. O Homem de Ferro ainda estava vivo em Tony Stark. Agora ele estava no final de uma vídeo-conferência com Maria Hill.

—As armas que a Agente Romanoff pediu já foram desenvolvidas, acabei de enviar o projeto.— Tony informou.

—Ok, Diretor. Boa tarde.— Maria respondeu —Ah, Diretor, seus filhos estão atrás de você.— a agente informou antes de encerrar a chamada.

—Moça chata. A gente ia dar um susto em você, papai.— disse Benjamin.

—Não seja por isso.— Tony virou de costas novamente

—BU!— eles gritaram.

—Oh, que susto!— Tony disse ao virar-se.

—Não teve graça.— Olivia cruzou os braços.

—Não mesmo.— Tony concordou —A agente Hill estragou tudo.

—Moça bonita chata.— disse Benjamin, ele tinha desenvolvido o costume de chamar as Agentes Hill e Romanoff de “moça bonita” quando eventualmente as via. Seu hábito causou uma leve discórdia entre Tony e Pepper, a ruiva acreditava que o marido incentivava seu filho a chamar as agentes assim, mas não era o caso.

—Pelo menos agora você acha ela chata, precisamos contar isso pra mamãe.— disse Tony —Mas afinal o que vocês fazem aqui?

—Podemos ligar pra mamãe? A gente quer pizza.— Olivia fez biquinho.

—Mas o que a mamãe tem a ver com a fome de vocês, desde quando ela virou motogirl?

—O que é isso?— Benjamin perguntou.

—Moça que entrega pizza.— Tony respondeu.

—Hum.— murmurou absorvendo a informação —Jud disse que a gente só vai comer pizza se a mamãe e você deixar.— Ben informou.

—Não me lembro de ter deixado vocês comerem pizza.— Tony coçou o cavanhaque.

—Por favor, papai, deixa.— Olivia pediu.

—Deixo, agora vamos perguntar pra mamãe.

Indústrias Stark

Na empresa, Pepper conversava com Lorelai, as reuniões com a Sra Potter, como a ruiva fazia questão de sempre reafirmar por descontração, estavam cada vez mais frequentes. Há 4 meses Lorelai casou-se com Jack, e ao voltar de sua lua de mel, começou a ser preparada para assumir a cadeira de vice-presidente no lugar de seu pai, os acionistas a consideravam jovem demais para o cargo, porém, aos 28 anos, Lorelai Gilmore Potter era mais competente do que a maioria deles. Seria uma transição difícil, mas Pepper estava acostumada a lidar com a hostilidade dos executivos da Stark e havia se transformado numa espécie de mentora de Lorelai. Richard Gilmore dedicara-se por anos às Indústrias Stark, foi um dos primeiros a apostar na empresa e adquirir ações, quando Howard Stark ainda presidia a empresa, Obadiah Stane ainda parecia ter escrúpulos, e Tony Stark não queria saber de nada daquilo. Gilmore era testemunha ocular dos progressos da Stark, e de quanto tudo naquele imponente prédio empresarial havia evoluído desde que Virginia Potts tomou as rédeas. Agora era hora de aposentar-se.

—...Isso é tudo, Sra Potter. Na segunda vamos à Nova York pra uma reunião, não esqueça.— Pepper disse ao concluir.

—Não vou esquecer.— Lorelai garantiu.

O visor do notebook de Pepper começou a indicar uma nova chamada de vídeo, ela achou estranho, já não era mais horário de expediente, já havia até mesmo dispensado sua assistente. Mas ao pensar um pouco mais se deu conta de que só poderia ser uma pessoa, três pessoas, na verdade.

Oi, mamãe!— ela foi saudada ao abrir a video-chamada.

—Oi, amores da mamãe...

—Vou indo, tá? Manda um beijo meu pra eles, e bom final de semana.— Lorelai disse ao se despedir.

—Tia Lory está mandando beijo.— Pepper avisou.

Cadê ela?— Ben perguntou, Lorelai posicionou-se ao lado de Pepper para que pudesse ser vista por eles —Oi, Tia Lory. Beijo. Tchau, Tia Lory.— ele disse as fazendo rir.

—Oi, beijo e tchau.— Lorelai respondeu —Segunda as 7h no hangar.— reconfirmou com Pepper juntou seus documentos sobre a mesa, colocou-os em sua pasta e deixou a sala.

—Tia Lory foi embora e a mamãe já está indo também.— avisou —Cadê o papai?

Ele pediu pra não dizer que ele está escondido aqui atrás.— disse Liv, ela e o irmão estavam sentados à cadeira de Tony.

—Oi, amor.— Tony disse ao surgir atrás deles —Eles adoram essa coisa de vídeo-chamada, jé percebeu?— Pepper sorriu concordando.

—E então, qual é o motivo da chamada?— ela perguntou.

Jud disse que nós só vamos comer pizza se você deixar.— disse Benjamin —Você deixa? Diz que sim.

—Hoje é sexta-feira, acho que é dia de comer pizza.— Pepper respondeu e eles comemoraram —Mas a mamãe também quer, então me esperem chegar em casa...

Você pode vim logo?— Olivia perguntou.

—Agora.— Pepper disse —Mamãe vai desligar, tá? Amo vocês.

Nós três?— Tony perguntou.

—Os três.— ela afirmou ao mandar um beijo —Até já.— Pepper encerrou a vídeo-chamada, juntou as suas coisas e deixou a empresa.

Mansão Stark

—Mas é claro que vocês estavam lá embaixo, os procurei pela casa toda, até o Jarvis avisar.— a babá disse assim que os pequenos voltaram para a sala.

—Mamãe deixou, Jud.

—Deixou o quê, Ben?— a babá perguntou.

—Deixou a gente comer pizza.— disse Olivia —Ela disse que sexta-feira é dia de comer pizza, então nós vamos comer toda vez que for sexta-feira.

—Com certeza não foi isso o que ela quis dizer, mas que bom que ela deixou.— a morena sorriu.

Meia hora depois Pepper chegava à mansão, e teve uma recepção efusiva —Imagino o motivo de estar sendo tão bem recebida... Oi, amor.— deu um beijo casto em Tony, que estava sentado ao sofá. —Mas antes de comermos a mamãe precisa de um banho e vocês também.— ela disse.

—Tomei banho ontem.

—Precisa tomar banho todos os dias, ou você será um pequeno príncipe fedido. — Tony puxou Ben ao seu colo e bagunçou seus cabelos.

—Na verdade eles tomaram banho há uma hora.— a babá lembrou.

—Quero tomar banho de novo com a minha mãe.— Olivia manifestou-se.

—Ok. Então as meninas tomam banho e os meninos pedem a pizza.— disse Pepper.

—A gente concorda com essa função, Ben?— Tony perguntou e Benjamin assentiu —Feito. Não demorem nesse banho ou vocês ficarão sem pizza.

—Está na hora da Jud ir embora, mereço um beijo?— perguntou, as crianças correram até ela e beijaram-na no rosto e despediram-se —Até segunda, Sr Stark, Sra Stark.

—Bom final de semana, Srta Flores.— Tony disse cordialmente.

—Bom final de semana, Judith.— Pepper sorriu, a moça deixou a sala —Vamos logo tomar banho, ou nós ficaremos sem comida, você ouviu o papai— ela pegou a pequena em seu colo, Olivia envolveu os braços e as pernas ao redor da mãe —Meu Deus, você está muito grande e pesada acho que a mamãe devia ter tirado os sapatos antes de te pegar.— Pepper resmungou ao caminhar em direção ao elevador.

Pouco mais de meia hora depois, as garotas chegaram à sala de tv, Tony e Benjamin haviam colocado quatro pratos e copos sobre a mesa de centro. Pepper usava um short jeans e camiseta azul, Olivia um short amarelo e camiseta rosa, ambas estavam com seus cabelos presos num rabo de cavalo.

—Vocês estão cheirosas.— disse Benjamin.

—Você é bem filho do seu pai mesmo.— Pepper sentou-se sobre uma almofada ao lado do pequeno e beijou-lhe os cabelos.

—Quero pizza de queijo.— Olivia disse ao sentar-se —E suco de uva.

—Pedido atendido.— Tony disse ao servir a pequena.

Todos foram servidos, comeram, conversaram, e o assunto principal era o primeiro aniversário de Samuel, as crianças estavam ansiosas para a festa. Depois de pouco mais de uma hora os pequenos já travavam uma batalha com o sono. Seus pais os pegaram e os levaram para o quarto, embora já estivessem com 3 anos ainda dividiam o mesmo quarto. Tony e Pepper concordaram que só os separariam ainda pequenos se um deles manifestasse o desejo de ter um quarto com uma decoração diferente. O quarto deles ainda era igual a quando ambos nasceram, só que agora havia mais brinquedos e camas no lugar dos berços. Trocaram as roupas dos pequenos vestindo-os com pijamas confortáveis.

—Não quero dormir, papai.— Benjamin resmungou.

—Isso é irônico, visto que você está praticamente dormindo.— disse Tony.

—O que é irônico?

—Quando você diz algo como se estivesse brincando. Amanhã o papai explica melhor, agora durma.—Tony disse ao cobri-lo —Boa noite, amigão.

—Boa noite papai.— Benjamin murmurou.

—Pare de brigar com o sono, mocinha. Amanhã quando vocês acordarem nós vamos comprar o presente do Sam, tá?— Pepper disse para Olivia

—Mamãe, a Emma vai ao aniversário do Sam amanhã?— Liv perguntou.

—Claro, que vai.— Olivia sorriu —Mas você tem que dormir pra amanhã chegar logo. Feche os olhos, princesa. Boa noite.— Pepper sussurrou.

—Boa noite, mamãe.— Olivia respondeu.

Como em todas as noites cada um deles ganhou dois beijos de boa noite na testa. Pepper acendeu a luz do abajur, apagou a luz do quarto e deixou a porta semiaberta antes de saírem.

—Como é bom suco de uva de adulto.— Pepper disse ao sorver um gole de vinho. Depois de colocarem as crianças pra dormir voltaram para a sala, sempre evitavam beber na presença deles.

—Já pensou em misturar vinho com uísque?

—Uísque com vinho?— ela arqueou uma sobrancelha em descrença.

—É, assim.— ele levou sua mão à nuca dela e trouxe a boca dela junto a sua, antes de tomá-la ele a provoca, mordendo levemente seu lábio inferior, fazendo com que ela diga seu nome baixinho, depois a beija apaixonadamente, seus sabores se misturam.

—Gostei dessa mistura.— disse contra os lábios dele —Tem um sabor incrível.— ela sorriu.

—Por falar em vinho.— Tony deu um gole em seu uísque —Decidiu sobre semana que vem, eles vão pra Napa com a Lauren e o Paolo?

—Eles nunca dormiram longe da gente, e se eles estranharem?

—Tenho certeza de que eles dormirão melhor do que você, eles adoram os padrinhos e as meninas.— Tony argumentou.

—Não sei...— Pepper disse reticente.

—O que aconteceu com aquela ideia de criarmos os filhos para o mundo e não pra nós?

—Isso é lindo só na teoria.

—Está na hora de pôr em prática. Tenho certeza de que eles não vão estranhar, não vão chorar, se fosse cada um pra um lado talvez acontecesse, mas eles estarão juntos.— Tony ainda argumentava.

—Talvez você tenha razão, vamos fazer uma experiência.— Pepper concordou.

—E, acho que, não necessariamente precisamos ficar em casa, inclusive já tenho uma ideia para o nosso final de semana sem filhos.— Tony sorriu ao dar outro gole em seu uísque.

—Com certeza você tem.— ela disse —Por isso insistiu tanto. Qual é o seu plano sórdido?

—24h na casa do lago. Eu e você, você e eu. Vamos no sábado à tarde e voltamos no domingo.

—Bom, pelo menos não ficamos mais ilhados lá. Os telefones funcionam.

—Isso é um sim pro meu plano sórdido, Sra Stark?

—Com certeza, Sr Stark.— ela o beijou novamente.

(...)

No dia seguinte as crianças acordaram eufóricas, Pepper as arrumou e os quatro saíram em direção a Los Angeles, comprariam o presente de Samuel e depois passariam para pegar Emma, Lauren não iria à festa, apesar de ter sido convidada, Cecilia havia acordado febril.

A loja de brinquedos em que entraram era enorme, e para o desespero de Pepper cada um quis escolher um presente diferente. Tony foi para um setor com Olivia, e Pepper foi para outro com Benjamin. Combinaram de ligarem assim que um deles já tivesse comprado o brinquedo.

—Esse!— Benjamin disse ao pegar um brinquedo.

—Deixa a mamãe ver— pegou a caixa das mãos dele —Esse não pode, tem pecinhas pequenas o Sam pode engoli-las. Tem que ser outro.

—Tá.— ele disse ao correr para o final do corredor.

—Ben, volta aqui, já disse pra você ficar perto da mamãe. Benjamin?!— Pepper chamou ao ir atrás dele, mas o garotinho fez a curva no corredor, ela o seguiu, mas não o encontrou. Chamava por ele, porém Benjamin não respondia, cruzou alguns corredores o procurando em silêncio —Você viu passar por aqui um garotinho?— resolveu perguntar.

—Sra passaram uns dez garotinhos por aqui, no último minuto, isso é uma loja de brinquedos.— um pai impaciente respondeu grosseiramente.

Mesmo tendo sido estúpido, Pepper acreditou que o homem estava certo, além disso, ele segurava firmemente a mão de seu filho. O filho daquele homem estava seguro, o dela não, estavam numa loja enorme que parecia mais cheia a cada minuto. O desespero tomou conta dela, sacou o celular da bolsa e ligou pra Tony.

Já?

—Amor, eu perdi o Ben.

Você tá brincando, né?— Tony perguntou.

—Não.— ela respondeu com a voz embargada —Estou desesperada...

Notas finais
*Como as opiniões para o bebê Castrhodes ficaram divididas resolvi que seria um menino. *Acho o ciúme da Emma perfeitamente normal. *Por mim, jantava pizza toda sexta ou sábado =) *Acho que uma loja de brinquedos deve ser legal, eu queria um climinha tenso e precisava de uma desculpa. Hahaha. No próximo capítulo vcs descobrirão a razão. Agora faltam dois capítulos. Comentem. Beijos.