Do Singular Ao Plural

39 Feriado pessoal


Notas iniciais
Cês não imaginam com quem o Ben vai fazer 'amizade'. Desculpa pq qualquer erro de digitação que tenha passado. Conversamos lá no final, boa leitura.

Fica calma.— Tony disse —Vou me certificar de que ninguém deixe a loja, estou indo até você, talvez o encontre no caminho.— ele tentava manter a serenidade, não podia desestabilizar Pepper —Em que corredor você está?

—Artigos Disney, sei lá, tem umas coisas de princesas.

Sei onde é, acabamos de passar por aí, em alguns segundos estarei aí...

—E se alguém tiver levado ele?— perguntou chorosa quando Tony chegou até ela.

—Ninguém o levou, fique calma.

—Cadê o Ben, mamãe?

—O Ben...

—Seu irmão está brincando de esconde-esconde.— Tony disse antes de Pepper.

—Ele nem me esperou para brincar também.— Liv fez biquinho.

—Você está brincando, vamos procurá-lo? Amor, é melhor nos separarmos novamente.— Pepper assentiu —Tenho certeza de que ele está aqui dentro, nós vamos achá-lo.— disse antes de caminhar para um sentido oposto ao dela.

Alguns corredores longe dali, Benjamin estava fascinado com a quantidade de bonecos de super-heróis que havia naquela loja, dentre eles, uma infinidade de acessórios do Homem de Ferro. Acabou se encantando com uma réplica do capacete, que coincidentemente, estava na sua altura, pegou a caixa a apoiou no chão e tentava abri-la.

—Acho que você não pode fazer isso.— uma mulher disse para ele.

—Posso sim, é do meu pai.— ele respondeu.

—Onde está o seu pai?

—Com a minha irmã, mamãe ficou comigo, vamos escolher um presente pro Samy.

—Não estou entendendo nada, mas acho que você está perdido, vem comigo?— a mulher estendeu a mão para ele.

—Não, mamãe está...— ele olhou para os lados —Cadê minha mãe?— seus olhos encheram d’água.

—Eu vou te ajudar a encontrá-la, está bem? Não precisa chorar.— ela disse passando a mão pelos cabelos dele —Jacke, nós vamos até a segurança da loja, depois você escolhe o brinquedo.— disse para o garoto que a acompanhava —Jacob, por favor?— mostrou-se impaciente.

—Você é mesmo uma chata, não sei por que meu pai me obriga a sair com você.— o garoto que devia ter uns 9 ou 10 anos resmungou.

—Escolhe um boneco e vamos logo.— ela disse.

—Esse do Homem de Ferro, pra coleção.— disse o menino.

—Esse boneco é do meu pai.— Benjamin disse.

—Tudo aqui pelo visto é do seu pai.— o garoto ironizou.

—Esse.— apontou para as mãos do moleque —Aquele, aquele, aquele...

—Como é o nome do seu pai?— a mulher interrompeu quando Ben apontava apenas para bonecos do Homem de Ferro.

—Tony.

—Eu conheço seu pai.— ela sorriu pra ele —Meu nome é...

—Você não vai acreditar nesse pirralho, né? Ele nem sabe idade dele.

—Tenho assim.— Benjamin mostrou três dedos de sua mão direita.

—Não me resta mais dúvidas.— ela disse.

—Ben?!— Olivia chamou do final do corredor —Ali, papai— apontou, a pequena estava montada nos ombros de Tony.

—Amor, achei ele. Quer dizer, a Liv achou.— Tony disse ao telefone —Corredor dos super-heróis.— avisou antes de desligar.

—Ali, meu pai e minha irmã.— Benjamin apontou, enquanto Tony e Olivia caminhavam em sua direção —Papai, essa moça bonita ia me ajudar a achar a mamãe.

—Moça bonita?— perguntou —Ele tem os olhos dela, mas sua personalidade, é impressionante. Como vai, Anthony Stark?

—Mais aliviado agora, Bethany Cabe.— Tony respondeu ao colocar Liv no chão.

—Caraca, o pirralho não estava mentindo, Bethany.— o garoto que acompanhava Cabe estava boquiaberto.

—O nome dele é Ben, seu bobo.— Olivia mostrou a língua.

—O que o papai já disse sobre mostrar a língua?— Tony a repreendeu.

—Em compensação, ela é ela todinha.— Bethany riu —Pelo que pude entender, a Sra Stark perdeu um de seus pimpolhos. Isso é algo que você faria, eu acho.

—Bethany?— o garoto puxou a barra da blusa de Cabe, ela usava jeans e blusa preta.

—Ah, esse é Jacob, filho do Doug.— apresentou o menino a Tony e eles se cumprimentaram.

—Você conhece todos eles, tipo, o Hulk, o Capitão, o...?— Tony aquiesceu pra todas as perguntas do menino —Irado!

Pepper chegou ao lugar indicado por Tony, e nem se quer prestou atenção na mulher com quem o marido conversava ajoelhou-se na altura de Benjamin e o envolveu num abraço.

—Mamãe, tá apertado...— Pepper o soltou para olha-lo —Porque você está chorando?— inocentemente ele perguntou.

—Nunca mais faça isso, ouviu? Quando eu disse pra você ficar perto, é pra ficar perto, quando eu chamar você é pra você parar de correr...

—Amor...— Tony chamou ao vê-la exaltar-se com o pequeno.

—Não era brincadeira de esconde-esconde?— Olivia perguntou.

—Era, princesa, você ganhou.— Pepper disse.

—Lembra quando você me perdeu no shopping, Bethany? Você podia ter dito pra minha mãe que nós estávamos brincando...

—Bethany?— Pepper disse ao reparar nela.

—Ela ia me ajudar a achar você mamãe.— Benjamin comentou.

—Obrigada.— Pepper disse ao levantar —Obrigada mesmo.— agradecia ainda com lágrimas nos olhos, quando Bethany percebeu estava sendo abraçada pela outra ruiva.

—Ok, isso é...estranho.— Bethany descontraiu.

—Desculpe.— Pepper disse ao soltá-la —Foram cinco minutos muito angustiantes, eu me distraí e ele...

—Acontece, amor, crianças se perdem você não ouviu o garoto?— Tony a acalmava.

—Ele é...?— Pepper perguntou.

—Jacob, meu enteado, o perdi há dois anos, ele tinha 7 na época.— Bethany respondeu.

—O Ben tem 3, ele é só um bebê...

—Não sou não.— Benjamin franziu o cenho.

—Vê? Ele nem se abalou, aliás, ele é muito esperto. Os dois são e lindos, parabéns.— disse Cabe.

Tony e Pepper não viam Bethany Cabe há anos, pouco depois de Pepper dar a luz, Bethany foi afastada do Projeto Brave, foi designada para outro projeto, passou alguns meses em Zurique, Suíça, meses depois quando volto firmou seu relacionamento com o Dr Ross, que ainda trabalha no hospital da Base Aérea de Malibu, e agora morava com o marido em Los Angeles.

—Minha mãe ficou de me pegar as duas, lembra?— o enteado de Cabe perguntou.

—Preciso ir, fico realmente feliz em tudo ter terminado bem. Sempre achei que você não combinava com essa função, pelo visto estava enganada. Os porta-retratos espalhados pela sala devem ser ainda mais bonitos do que os de antigamente.— comentou —Foi bom ver você.— Bethany disse pra Tony —Vocês.— corrigiu.

—Obrigada mais uma vez.— Pepper disse.

Bethany despediu-se, seu enteado tirou uma foto com Tony. Quando a ruiva se afastava o sistema de som da loja pedia desculpas pelo travamento das portas automáticas.

—Amor, já pode liberar as portas.— Pepper sussurrou, antes de pegar Benjamin nos braços —Agora você vai ficar aqui, no colo como um neném, você não vai mais fugir de mim.— encostou sua testa à do pequeno e ganhou um beijo.

—Aquela moça tinha o cabelo da mesma cor do seu e da Liv, por isso ela era bonita e boazinha, né?— Pepper apenas sorriu diante da inocente observação de Benjamin, ele jamais saberia que aquela moça tinha sido uma pedra no sapato de sua mãe. Ele acabou levando o capacete do Homem de Ferro, Olivia também escolheu um brinquedo. E, os quarto, agora juntos, voltaram a procurar o presente para Samuel e em menos de 30 minutos deixaram a loja.

(...)

A festa do primeiro ano de Samuel tinha o circo como tema, por isso, sobre a mesa de doces e do bolo havia pequenos palhacinhos, e a decoração espalhada pelo jardim da casa de Rhodes e Carol era muito colorida. As crianças se divertiram muito e, no decorrer da tarde, Pepper tentou abstrair o ocorrido pela manhã, preferiram não compartilhar com ninguém a experiência angustiante que tiveram, apesar de Lauren ter insistido muito.

Tony teve a oportunidade de reencontrar Eric, o irmão de Carol, que abandonou a carreira militar e agora cursava Engenharia no MIT. Pepper reencontrou os pais e as irmãs de Rhodes. O casal Stark paparicou muito seu afilhado e depois de cantarem os parabéns eles deixaram a festa. Ainda precisavam deixar Emma em casa. Assim como os pequenos Stark a garotinha dormia no banco traseiro quando chegou, Lauren teve que pedir ajuda do marido para pegá-la.

—Vocês não vão entrar?— Paolo perguntou ao pegar Emma em seus braços.

—As crianças estão dormindo, e eu agora só quero a minha casa.— Pepper respondeu ao descer do carro para dar um beijo na testa de Emma.

—Então tá, nos vemos na semana que vem.— Paolo deixou o jardim frontal de sua casa e entrou com Emma.

—Ceci está melhor?— Pepper perguntou.

—Está...— Lauren afagou os cachos de sua pequena, Cecilia estava com 1 ano e meio, era mais parecida com Lauren, sua pele era mais morena, seus cabelos mais escuros, porém, seus olhos eram castanhos-claro, às vezes ficando tão claros como os de Paolo —Levei-a ao pediatra, depois que vocês saíram, sabe o que são as pintinhas que te mostrei? Catapora. O Ben e a Liv já tiveram, né?

—Já, eles pegaram da Emma, lembra?

—Verdade. Achei que isso estragaria nossa viagem à Napa, mas se todos já tiveram... Você vai deixá-los ir, né?— Lauren perguntou, Pepper olhou para Tony dentro do carro.

—Nós vamos.— Tony afirmou.

—Ah...Juntei os pontos e acho que eu descobri porque você estava com aquela cara mais cedo.

—Duvido.— Pepper disse.

—Só pra você saber, uma vez esqueci a Emma no jornal, Sarah já perdeu os meninos no mercado,... é normal, coração. Qual deles?

—O Ben.— Pepper respondeu —Sabe quem o achou? Bethany Cabe.

—Que ironia do destino. Ela ainda é uma cretina? Tripudiou?

—Não, pelo contrário, foi muito gentil, o Ben adorou ela, porque nós temos a mesma cor de cabelo.— Pepper revirou os olhos —Mas por falar em destino, ele tratou de arrumar um enteado insuportável pra ela. Porém pelo que percebi, ele não mora com o Dr Ross.

—Bom, sorte dela.— disse Lauren —Vou deixar vocês irem, seu marido está com aquela cara de quem está de saco cheio da nossa fofoca.

—Que isso, podem fofocar.— Tony disse irônico.

—Durante a semana fofocamos, almoçamos juntas na segunda?— Lauren perguntou.

—Segunda vou passar o dia em NY. Terça.— Pepper respondeu.

—Terça tem reunião de pauta. Quarta.— definiu a morena —Dá tchau pro Tio Tony, que nem desceu do carro pra te dar um beijo.— Lauren disse para a filha.

—Tchau, meu amor.— Pepper disse para Cecilia —Civello’s na quarta?— perguntou ao sentar-se ao banco do carona novamente.

—Cansei de italiano, quer dizer, restaurante, né? Do meu marido não canso nunca.— Lauren brincou —No dia decidimos.

—Ok.— Pepper disse, Tony acenou e arrancou com o carro, logo estavam fora dos portões da casa de Lauren —Você disse pra ela sobre eu ter perdido o Ben, não disse?

—Claro que não.— Tony respondeu —Amor, é a Lauren, me diz quando você conseguiu esconder algo dela?

—Nunca.— Pepper respondeu.

—Pois é, a Lauren é o seu Rhodey.— Tony disse, Pepper sorriu concordando.

Ao chegar em casa banharam os gêmeos e os colocaram para dormir. Banharam-se, assistiram a um filme e, por volta das onze, foram dormir. Tony usava uma regata preta e calça cinza, Pepper um baby doll branco de algodão. Ela estava deitada com a cabeça ao peito dele. Ele acariciava as costas dela.

—Amor, você acha que um dia ele vai esquecer que eu o perdi?

—Ele nem se deu conta do que aconteceu, e nem a Liv. A única pessoa que vai sofrer se ficar remoendo isso é você.— Tony disse —Você não foi a primeira, nem será a última mãe a passar por isso.

—E se nós não tivéssemos o encontrado, se...?— ela engasgou com as palavras.

—Nós o encontramos. Ele está bem, seguro, dormindo a alguns metros de nós.— Tony beijou os cabelos dela, Pepper suspirou —A única coisa que vai acontecer de amanhã em diante é que ele vai ficar andando pela casa com aquele capacete horrendo.— ela riu —A minha armadura não é tão feia quanto essas réplicas que vendem por aí não, é?

—Olha, não sei, mas acho que o recheio da armadura original ajuda muito.— ela brincou —Espero que o Ben nunca queira usar a armadura de verdade.

—Sinceramente, também espero. Mas o que eu posso fazer, se ele me idolatra?— gabou-se.

—Você é o herói dele.— Pepper disse —Nosso herói.

(...)

Era por volta das 22h de segunda-feira, Pepper e Lorelai estavam embarcando de volta para Malibu depois de um dia intenso de trabalho. Almoço com executivos, reuniões durante todo o dia, e um jantar em que Pepper quase não prestou atenção. Antes de sair de manhã apenas beijou seus pequenos na testa, não os viu acordados, não os ouviu o dia todo.

—Estranhei quando você mandou o motorista vir para o aeroporto, achei que só voltaríamos amanhã, afinal, você estava em casa.— Lorelai disse ao afivelar o cinto.

—Eu sei que ficaríamos bem instaladas na Torre Stark, mas a minha casa é onde o meu marido e os meus pequenos estão.— Pepper respondeu —E tenho certeza que você não queria dormir longe do Jack.— Lorelai apenas sorriu concordando.

Ao chegarem ao aeroporto em Los Angeles, Lorelai pegou um táxi para casa, Pepper fez o mesmo. Era por volta da 1h da manhã quando a ruiva enfim pisou na mansão, ainda na sala tirou os sapatos, deixou sua pasta sobre o sofá. Ao entrar na suíte, deparou-se com Tony dormindo na companhia de Benjamin e Olivia.

Tony estava no centro da cama, a cabeça apoiada ao travesseiro, Benjamin estava espalhado, a cabeça apoiada ao bíceps do pai, uma das pernas sobre a barriga dele, a outra um pouco flexionada. Olivia estava de lado, passando o braço sobre o peito de Tony, o braço dele passava ao redor dela, a segurando. Pepper observou a cena por algum tempo, pegou o celular de Tony sobre o móvel e tirou uma foto, já que o seu telefone tinha ficado em sua bolsa na sala.

Tomou um banho e vestiu uma camisola, ao sair do closet, decidiu que, por mais que não quisesse, precisava tirar as crianças de sua cama, ou não haveria espaço para ela lá, eles estavam cada dia maiores. Primeiro lidou com Ben, pegou-o no colo e o levou para seu quarto, o pequeno nem se moveu estava em sono profundo, deitou-o, cobriu-o e deu-lhe um beijo na testa. Pegar Olivia foi mais complicado, assim que Pepper a afastou de Tony a pequena resmungou.

—Shiii, é a mamãe, meu amor.— Pepper sussurrou, Liv envolveu os braços ao redor do pescoço dela. Ao colocá-la na cama, Pepper teve que ficar cantarolando por alguns minutos até que a pequena caísse novamente no sono.

—Achei que você não voltava hoje.— Tony murmurou ao vê-la entrar na suíte.

—Tecnicamente, hoje já é amanhã visto que passa da 1h.— Pepper replicou ao deitar-se —Desculpa por não responder as ligações, hoje o dia foi...— Tony a calou com um beijo.

—Que bom que você voltou pra dormir comigo.— sussurrou contra os lábios dela.

—Você não parecia estar sentindo minha falta, encontrei outra ruiva nos seus braços, que decepção.

—Ela era linda e se jogou na minha cama, como eu poderia resistir?— ele perguntou, Pepper riu.

—Eu não tinha nada seu pra usar em NY...— virou-se de costas, Tony passou a mão por sua cintura, encaixando seu corpos —...E não há camiseta de banda de rock que substitua a sensação de estar assim.— Tony beijou os cabelos dela.

Na manhã seguinte, Pepper tentou levantar, porém, Tony que já havia despertado a segurou junto a si.

—Onde você pensa que vai?— ele perguntou.

—Trabalhar.

—Ah, mas não vai mesmo, não enquanto as crianças não acordarem, ontem elas passaram o dia perguntando por você e pedindo pra eu ligar.

—Eu vi as mensagens durante o voo, eles te atrapalharam durante o dia, né?— ela perguntou.

—Eles nunca atrapalham, são meus assistentes favoritos, mas eles sentem sua falta.

Pepper rolou na cama e pegou o celular dele sobre a mesa de cabeceira, ligou na empresa e informou que não iria trabalhar —Decretei Feriado Pessoal, Richard e Lorelai segurarão as pontas hoje, satisfeito?

—Muito, ficarei mais satisfeito se aproveitarmos o tempo até as crianças acordarem.— soou malicioso.

—Xadrez, gamão, ou jokenpo? O que você quer jogar pra passar o tempo?— ela perguntou.

—Strip Poker, sem baralho.— respondeu e num movimento rápido estava em cima dela, beijando-a com urgência. E continuou a beijá-la, até que ela mal podia respirar. Beijos de puro desejo, exigentes que fizeram seu corpo ansiar por mais.

—Amor...amor...amor...— murmurava contra a boca dele, até que ele se afastou —A porta está aberta.— disse ofegante.

Tony levantou da cama e foi se certificar de que a porta estivesse trancada —Onde nós paramos?— lentamente ele caminhava de volta à cama, livrou-se de sua camiseta branca antes de juntar-se a Pepper novamente.

Conforme ele subia a mão por sua coxa, deixava-a ofegante, ansiosa. A persiana semiaberta dava ao quarto uma iluminação especialmete sensual. Ela estremeceu ao sentir o dedo dele roçar o limite de sua calcinha, ele gemeu em sua boca e ela sentiu uma estranha satisfação, afastou um pouco mais as pernas dando-lhe passagem, sentindo o corpo viril sobre o seu. Tony deslizou os dedos para o interior da lingerie tocando as dobras úmidas do sexo de Pepper.

—Hummm.— gemeu junto aos lábios dele.

Ele não parou de beija-la, acariciá-la, começou com um ritmo lento, explorando sua intimidade com os dedos, o desejo aumentava queimando dentro dela. Pepper inalava o cheio dele, adorando-o, retribuía seus beijos com força, totalmente entregue a onda de prazer que se apoderava dela. Quando Tony enfiou dois dedos dentro dela, Pepper resfolegou, os dedos dele entrando e saindo, o polegar massageando o clitóris com uma pressão contínua, deixando-a a beira de seu limite.

—Está pronta para mim?— sua pergunta prometia algo intenso que Pepper não podia definir, mas ela jamais o negaria.

—Sempre.— ela sibilou.

Tony sorriu, ostentando um sorriso provocante em seu rosto perfeito. Ele a beijou no rosto, nos lábios, pescoço, ao beijá-la nos ombros desceu as alças finas da camisola de seda lilás que ela vestia, exibindo seus seios para poder beijá-los também. Desceu correndo beijos pela barriga, baixo-ventre, livrou-a de sua calcinha. Beijou-lhe na parte interna de ambas as coxas, e ela gemeu por antecipação, sabia aonde ele chegaria. Logo ele estava com a boca em seu sexo, deixando-a ainda mais molhada, excitada. Saboreou-a, estimulou-a, fazendo com que uma nova onda crescesse dentro dela. Pepper chegou ao clímax e Tony absorveu cada gota de seu prazer.

—Você tem o gosto tão bom, anjo.— disse enquanto subia beijos pelo corpo dela —Tão doce.— beijou-lhe os lábios, Pepper o envolveu num beijo ardente e logo era ela quem estava sobre ele —Você adora ficar por cima, não é?— perguntou enquanto a ajudava com a camisola embolada em sua cintura.

—Amo.— respondeu ao sentir a seda deslizar por seu corpo, inclinou-se para beijá-lo, um véu de cabelos cor-de-fogo caiu em torno deles.

—Mas vamos fazer do meu jeito.— com um jogo de corpo ele estava sobre ela novamente.

—De qualquer maneira isso vai ser bom.— sorriu contra os lábios dele.

Pepper correu as unhas pelas costas dele até chegar ao elástico da calça de pijama cinza que ele usava, sua única peça de roupa. Tentou livrá-lo da calça com as mãos, então envolveu as pernas ao redor dele e usou os pés como auxílio para empurrá-la.

—Esperta.— ele a beija liberando sua ereção e a penetra.

Pepper geme, seus quadris colidem em movimentos exigentes no início, e depois vagarosos vai-e-vem, como se todo o mundo estivesse desacelerando. Toda a urgência das preliminares deu lugar a um ato sexual languido, delicado, toques suaves, línguas explorando bocas sutilmente, doces sensações. Gemidos ininteligíveis foram proferidos entre palavras de carinho. Depois de vários muitos de prazer chegaram ao orgasmo, juntos, ainda beijando-se, respirando com suas bocas muito próximas.

—Fazer amor com você é sempre uma surpresa.— ela sussurrou.

—Boa ou ruim?

—Ótima.— ela respondeu —Quando você perguntou se eu estava pronta eu pensei “Sexo selvagem matinal”, então você tornou tudo tão doce e delicado. Nada é previsível com você.— ele a beijou na testa —Tá, isso é previsível, e eu adoro.

Depois de alguns minutos trocando carícias eles se amaram outra vez, e novamente no chuveiro. O feriado pessoal da Sra Stark havia começado bem.

Por volta das 9h da manhã, estavam sentados à bancada da cozinha tomando café. Quando Olivia surgiu usando seu pijama com as princesas Disney fazendo careta estampadas na camiseta.

—Mamãe!

—Bom dia, princesa.— Pepper desceu do banco a pegou no colo e ganhou um beijo.

—Papai não ganha beijo?— Tony perguntou.

—Você já ganhou beijo de boa noite, papai.

—Mas o papai precisa de um beijo e bom dia também.— Pepper aproximou Olivia de Tony e ela deu-lhe um beijo —Está com fome?— Liv assentiu —O que você quer?

—Bife, batata frita e arroz— Olivia respondeu.

—Tá, a gente pode comer isso no almoço, agora é hora do café. Escolhe outra coisa?

—Cereal com iogurte de morango pode?

—Isso pode.— Pepper colocou Olivia sentada ao banco e foi ao armário pegar as coisas para o café.

Diferente de Pepper, nenhuma das crianças tinha intolerância a morangos e derivados, Tony certa vez cogitou que nem ela poderia ter mais, já que depois da exposição ao extremis algumas coisas em seu organismo haviam mudado. Porém, Pepper escolheu não fazer o teste, podia degustar tantas outras frutas e sabores, morangos não faziam falta.

—Mamãe!— Benjamin gritou. Ele surgiu na cozinha usando o capacete do Homem de Ferro.

—Bom dia, meu herói. Tira isso e vem dar um beijo na mamãe.

—Bom dia, mamãe.— ele disse ao beijá-la —Hoje é sábado?

—Não, por quê?— Tony perguntou.

—Mamãe não foi trabalhar.— Ben respondeu —Cadê a Jud, quero café?

—Mamãe está de folga hoje, e deu folga pra Jud, e vou te dar seu café.— Pepper respondeu.

—Eba! O que é folga?— ele perguntou escalando o banco junto a bancada, sob a supervisão de Tony.

—É quando a pessoa não precisa trabalhar e pode ficar em casa.— Pepper respondeu.

—Papai está de folga todos os dias.— Olivia comentou fazendo Tony e Pepper rirem.

—O caso do papai é diferente, quando ele não está viajando, ele está em casa, lá em baixo, trabalhando, por isso vocês não podem ir lá sempre.— Pepper explicou.

—Mas ele deixa, não é papai?— Benjamin perguntou, Tony assentiu.

—O Jaja sempre leva a gente também. Bom dia, Jaja, já acordou?

—Bom dia, Sweet Cherry, estou sempre acordado.— Jarvis respondeu.

—Ele não a chama mais de Srta Stark?— Pepper perguntou.

—Reprogramei, era formal demais.— Tony respondeu —Então, amigão, o que você quer comer?— perguntou para Benjamin.

—Quero pão com queijo quentinho e suco de laranjas.

—Suco o papai já fez, pão quentinho a mamãe faz.— disse Pepper.

Tony e Pepper terminaram seu café, enquanto as crianças tomaram o delas. Depois subiram e trocaram de roupa. No almoço o cardápio foi escolhido pelos pequenos, a vontade de Olivia precisou ser adequada a vontade de Benjamin, que queria lasanha, acabaram comendo bife à parmegiana, com arroz e batatas assadas. À tarde eles correram no jardim, desenharam sob o guarda-sol, brincaram na piscina.

—Acho que vai chover.— Pepper disse ao ver uma nuvem escura no céu.

—Melhor entrarmos.

—Não papai.

—Só mais um pouquinho, papai, por favorzinho.— Olivia reforçou o pedido do irmão.

—Eu não sei com quem ela aprendeu fazer esse bico ao dizer “Por favorzinho, papai”— Tony disse para Pepper.

—Não foi comigo.— Pepper se defendeu.

—Hum-rum.— ele pigarreou. Os quatro ainda estavam na piscina, Tony estava sentado na borda, com Pepper em pé entre suas pernas, e embora as crianças nadassem bem, afinal foram acostumados com a água desde muito pequenos, estavam no raso. Logo começou a chover fraco, pequenas gostas de chuva caíam sobre eles. —Começou a chover, vamos?

—Chuva é o que?— Olivia perguntou.

—Água que cai do céu.— Pepper respondeu ao sair da piscina.

—E piscina é um monte de água dentro do chão, a gente pode ficar.— Benjamin concluiu.

—Não podemos, por uma série de fatores que não dá pra explicar agora. Ok?— Tony disse ao pegá-lo —E mesmo que não tivesse começado a chover, o sol já está indo embora.

—Pra onde o sol está indo?— Olivia perguntou ao enfiar-se no roupão.

—Pra um lugar onde o dia esteja começando.— Tony respondeu.

—A gente pode ir pra lá também?— Ben perguntou.

—O único lugar aonde você vai agora é o chuveiro.— Pepper respondeu.

—Quero banho de banheira.— Olivia disse —E depois sorvete. Pode?

—Pode?— Tony perguntou, Pepper deu de ombros —Pode!— ele disse e as crianças comemoraram.

As horas que se seguiram eles passaram na sala de tv, as crianças tagarelaram, tomaram sorvete, e assistiram desenhos. Tony e Pepper discretamente namoraram sentados ao tapete, enquanto a chuva fina escorria nos vidros das janelas. Por volta das nove as crianças foram colocadas para dormir. Pouco depois das dez o casal Stark já estava novamente em sua cama.

—Você precisa levar o biquíni que usou hoje à tarde pra nossa viagem no final de semana.— disse ao beijar o pescoço dela.

—Não era um biquíni era um maiô, seu pervertido.— ela disse —E eu não vou levar uma mala enorme pra passar 24h em Vancouver. O que menos usamos na casa do lago são roupas, principalmente roupas de banho.

—Verdade.— afagou o ventre dela concordando.

—Por falar na casa do lago, sei que é nosso lugar especial, mas nós precisamos levar as crianças pra conhecer.

—Um dia.— ele sussurrou.

Após as onze, a chuva fraca do começo da noite se transformou numa tempestade, com direito a raios e trovões. No terceiro trovão a porta do quarto de Tony e Pepper foi aberta e as crianças pularam na cama deles.

—Até que eles demoraram.

—Sabia que eles viriam. Eles sempre vêm.— Pepper disse —Eu fazia o mesmo quando era pequena.

—A chuva tá fazendo muito barulho, mamãe, não dá pra dormir.— disse Olivia —A gente pode ficar aqui?

—Pode?— Pepper perguntou para Tony que mostrou-se indiferente —Pode.— ela afirmou.

—Boa noite, papai. Boa noite, mamãe. Te amo.— disse Olivia.

—Ama o papai ou a mamãe?— Tony perguntou.

—Os dois.— a pequena respondeu, fazendo carinho no rosto de Tony —Boa noite, Ben.

—Diz boa noite pra sua irmã.— Pepper disse pra Benjamin.

—Boa noite, Liv. Boa noite, papai. Boa noite, mamãe. Amo todos.— disse quase sem pausas —Amanhã é domingo?— Benjamin perguntou, Pepper balançou a cabeça negativamente —É dia de folga?

—Também não, amanhã a mamãe precisa trabalhar. A Jud vem cuidar de vocês, será um dia normal.

—Não gosto de dia normal.— ele resmungou.

—A mamãe também não gosta de nada normal, por isso ela tem vocês e o papai, nenhum dia é normal ou igual.— Pepper disse, Ben afundou seu rosto no colo dela, ela apoiou o queixo na cabeça dele e Tony a observava —Amo você.— ela sussurrou. E ouviu um “Eu te amo mais” em resposta.

Os Stark haviam compartilhado um dia atípico, incomum e especial. Estavam cansados e felizes. Os dois pequenos se aconchegaram entre seus pais, logo os quatro pegariam no sono, a chuva continuaria lá fora pela noite toda. E ao acordar na manhã seguinte Pepper descobriria que, ao contrário do que ele imaginou na noite anterior, sua cama ainda tinha o tamanho ideal para acomodá-la junto aos três amores de sua vida.

Notas finais
Olá, queridas leitoras que ainda me aturam. Curtiram o capítulo? Então, eu terminei de escrever esse capítulo ontem e já comecei o epílogo, com uns trechos que eu tinha salvo nas notas do celular (é que as vezes as ideias vêm nas horas mais impróprias e o celular tá quase sempre à mão), então, comecei a escrever, e acho que não tá com cara de epílogo, talvez não seja. Não sei se isso é bom ou ruim. Vou terminar o capítulo, ler, e depois decido o que fazer. Desculpa a demorara pra atualizar (e pelo capítulo imenso) é que não tá 'fáceo'. Obrigada por acompanharem. Até o último ou penúltimo. Beijos.