Do Singular Ao Plural
19 O tal casal
Notas iniciais
Capítulo pra quem tava com saudade de momento Pepperony e hot pepperony (talvez esse seja o hot mais ousado que eu já escrevi, peço desculpas antecipadamente pra quem não curtir)
A música do capítulo é essa http://www.youtube.com/watch?v=OI9AMfGZ0Uo (tbm dá nome ao capítulo,pq eu tava com preguiça de pensar em algo melhor)
Vejo vocês nas notas finais
A quarta-feira havia sido corrida para Pepper, dezenas de relatórios para ler, projetos para aprovar e depois do almoço houve duas reuniões, esse era o saldo do dia, agradecia por ele estar acabando. Ao ouvir seu celular tocar e ver que era Lauren, atendeu prontamente.
—Coração, preciso falar com você. Posso ir até aí? — Lauren perguntou sem rodeios.
—Eu estava de saída, você não prefere ir em casa?
—Tudo bem. — Lauren respondeu.
—Estou saindo da empresa agora, em 20min estarei em casa. — Pepper informou encerrando a ligação.
Pepper ficou curiosa com o telefonema da amiga, Lauren não parecia aflita, então, não poderia ser nada de grave. Talvez quisesse apenas conversar. Logo juntou as suas coisas e deixou a empresa. Ao chegar em casa a ruiva foi direto para seu quarto tomar um banho rápido, informou a Jarvis que deixasse Lauren entrar, quando ela chegasse. Ao sair do banho Pepper vestiu um short jeans e uma blusinha preta de alças finas, havia prendido os cabelos num coque frouxo e deixou-os assim.
—Emma, não mexe nisso! — da escada Pepper ouviu a voz de Lauren.
—Hey, olha quem veio ver a dinda! — Pepper despertou a atenção da garotinha que correu de encontro a ela —Meu amor, que saudade de você. — Pepper apertou Emma em seus braços.
—Também. — disse Emma.
—Você também estava com saudade da dinda? — perguntou e Emma balançou a cabeça positivamente —Quando foi que ela começou a falar bem assim? — Pepper sentou-se ao lado de Lauren.
—Bem é exagero seu, mas faz um tempinho, ela tem um ano e cinco meses, coração. Daqui a pouco está morando sozinha. — Lauren observou, Pepper franziu o cenho —Não duvide, ele é precoce.
—Mas então, fiquei preocupada com o seu telefonema. Preocupada não, curiosa. — disse Pepper.
—Paolo cismou que eu preciso me instalar num lugar meu...nosso...
—Ele quer que você deixe o apartamento? Mas e você, você quer sair de lá? — Pepper perguntou ao colocar Emma novamente no chão.
—Não, eu não quero sair de lá, é perto do jornal, o bairro é incrível, e me lembra o apartamento de Nova York.
—É por isso que eu amo aquele apartamento. — Pepper sorriu.
—Eu sei disso. — disse Lauren —Mas o Paolo veio com uma conversa de mudar pra cá, ficar mais aqui e menos em Napa, ele disse que está estudando propostas de expansão nos negócios, ainda não sei o que significa. No entanto, ele disse que vem esse final de semana para irmos à Los Angeles vermos algumas casas.
—Los Angeles fica há minutos daqui. — Pepper encolheu os ombros, e voltou a dar atenção para Emma que fuçava num móvel próximo.
—Eu disse que não precisava ir com ele, mas ele insiste e eu detesto quando ele começa a xingar em italiano, tenho vontade de bater nele. — disse entre dentes —E depois ele começa a fazer chantagem emocional dizendo que eu não ligo pra ele, que não quero ele perto, e aí ele começa a fazer declarações no mesmo idioma e eu derreto. — Pepper ria da maneira como a amiga falava.
—Italianos são bastante passionais, não é?
—Você não imagina o quanto. Então eu concordei em ir com ele à Los Angeles,...bem,...talvez leve o sábado inteiro, e seria cansativo para a Emma, eu sei que esse não é o melhor momento para te pedir esse favor, mas...
—Você quer que eu fique com ela? Lauren, esse rodeio todo é pra isso? Eu fico com ela, vou adorar ficar com ela, não é Emma?
—Não! — Emma fez bico.
—Essa foi uma das primeiras coisas que ela aprendeu a dizer, mas nem sempre significa ‘não’. — Lauren explicou —Está tudo bem mesmo? Eu a deixaria com a babá, mas ela está de licença pela semana toda, pegou uma virose.
—E o que você tem feito com a Emma durante esses dias?
—A levei para a redação, as estagiárias cuidavam dela enquanto eu estava em reunião, mas eu já fechei a coluna dessa semana, e só volto ao jornal na segunda. — explicou —Coração, não quero te dar trabalho. Parece meio insensível da minha parte te pedir isso depois de tudo o que você passou, mas eu só tenho você aqui.
—Está tudo bem. — Pepper disse num tom apaziguador.
—E o Tony? — perguntou ressabiada.
—Ele vai adorar também, e a Emma se dá muito bem com ele.
—Então, tudo bem. — Lauren sorriu —Onde ele está?
—Não faço ideia. — Pepper respondeu —Mas daqui a pouco vou pedir o jantar, já está me dando fome. Você e Emma podiam jantar aqui.
—Mamãe, com fome. — Emma disse.
—Acho que sua afilhada já aceitou seu convite. Mas eu vou cozinhar, nada de pedir.
—Você ainda acredita que pode cozinhar? — Pepper tirou sarro.
—Não só posso como cozinho. — Lauren levantou do sofá —Vem, Emma, vamos invadir a cozinha da dinda.
Uma hora depois Tony chegava em casa e as meninas comiam sentadas à bancada na cozinha. —Cheiro bom, alguém resolveu cozinhar para as visitas? — Tony deu um beijo casto em Pepper, cumprimentou Lauren e pegou Emma que jogou-se nos braços dele.
—Amor, você sabe que eu evito cozinhar, não cozinho nem pra você, e não preciso fazer média pra Lauren — Pepper respondeu —Foi ela, e está incrível, é lasanha. Prova. — Pepper deu um pouco para Tony. —Bom, não é?
—Muito bom. — disse depois de engolir —Ou talvez eu esteja com fome.
—Então pode comer, não precisar ter vergonha, finja que está em casa. — Lauren brincou.
Tony entregou Emma para Lauren e serviu-se —O que vocês estão bebendo?
—Suco de uva. — Lauren respondeu.
—Vinho. — respondeu Pepper.
Tony também se serviu de vinho e sentou fazendo companhia a elas. Depois do jantar, Lauren foi embora, Emma estava caindo de sono, e certamente dormiria assim que o carro começasse a se movimentar. Pepper voltou para o interior da mansão e encontrou com Tony sentado ao sofá degustando uma taça de vinho, sentou-se ao lado dele.Tony colocou a taça sobre a mesa de centro ao lado da garrafa, e puxou Pepper em seu colo.
—Lauren, pediu que eu ficasse com a Emma no sábado, algum problema pra você? — perguntou afagando os cabelos dele.
—Não,...mas...e você? Ela é um bebê, você fica bem com isso depois de tudo? — mostrou-se receoso, Pepper deu de ombros —Então, tudo bem.
—Pensei em você o dia todo, sabia?
—Também pensei em você...no banho...e durante o dia inteiro. — disse próximo ao ouvido dela.
—Posso imaginar o motivo. — beijo-lhe, ele retribuiu o beijo sorrindo contra os lábios dela, uma de suas mãos vagava pela parte interna da coxa dela com um destino certo —Tony... — interrompeu o beijo e o encarou.
—Acho que nós podíamos continuar de onde paramos de manhã. — beijava-lhe o pescoço enquanto invadia seu short com dedos hábeis.
—Você quer mesmo continuar? — disse sentindo um calor crescente em seu corpo.
—Pergunta retórica, Sra Stark. — mordiscou-lhe o lóbulo da orelha.
—Vamos para o quarto. Mas será a minha maneira. — ela disse. Tony não se fez de rogado, adorava quando Pepper tomava as rédeas da situação. Ela então bebeu o restante do vinho em sua taça e a encheu novamente —Vem. — ela chamou.
Chegaram ao quarto trocando beijos apaixonados, enquanto Pepper fazia o possível para não derrubar o conteúdo de sua taça pelo caminho. Tony andava em direção à cama quando ela o puxou e o empurrou contra a poltrona e tirou os tênis e as meias dele.
—A sua maneira— lembrou com um sorriso sacana. Pepper colocou a taça sobre um móvel próximo, e reclinou um pouco a poltrona, montou no colo dele e o beijou avidamente, tirou a camiseta que ele vestia, enquanto Tony corria as mãos pelas pernas dela, subindo em direção à cintura. Enfiou as mãos por entre a blusa dela e tentava tirá-la quando Pepper o impediu —Suas regras...
—Quem disse que há regras? — ela tirou a blusa e mordiscou-lhe o lábio inferior, Pepper pegou a taça de vinho sorveu um gole, deu outro a ele depois o beijou, seus lábios tinham o mesmo gosto e era bom, inebriante. Seus seios expostos pressionavam contra o torso másculo.
—Eu só quero beber as coisas assim daqui pra frente, café, vinho...seja o que for. — Tony disse com a respiração pesada, haviam afastado as suas bocas para tomar ar, mas seus olhos estavam presos um no outro.
—Tenho uma ideia melhor, jamais daria para fazermos isso em público— Pepper riu ao inclinar mais a poltrona.
—Wow! Não sabia que dava pra fazer isso com a poltrona! — exclamou surpreso.
—Os móveis dessa casa foram escolhidos a dedo, meu amor. — deslizou a mão livre pelo tórax dele.
Com Tony praticamente deitado, ela derramou uma pequena quantidade do líquido sobre o peito dele e o bebeu, depois espalhou beijos pelo peitoral e repetiu o ato enquanto ouvia respiração de Tony ficar cada vez mais carregada. Descia por todo o abdome, derrubando pequenas quantidades de vinho tinto sobre ele e sorvendo o líquido que escorria sobre a pele morena. Logo ela já não estava mais sentada. Ajoelhada diante dele, ajeitou o encosto da poltrona para que ele pudesse assistir o que aconteceria a seguir, olhando para ele desabotoou sua calça e abriu o zíper, Tony elevou um pouco os quadris e a auxiliou a livrá-lo do jeans escuro e da boxer cinza.
Tony estava completamente nu diante de Pepper, a mercê dela, seu membro ansiava por toque. O toque dela. Sabendo disso a ruiva o pegou envolvendo os dedos ao redor daquela parte do corpo dele que parecia ter vida própria, fazendo-o gemer rouco e sibilar o nome dela entre os dentes cerrados. Ela começou a deslizar a mão sobre ele, da base à ponta, torturando-o.
—Minha nossa.— fechou os olhos e disse ofegante quando Pepper acelerou os movimentos, arqueou o corpo diante daquela carícia mais brusca, jogando a sua cabeça para trás. Ela ficava cada vez mais excitada ao contemplar o prazer dele, por saber que era capaz em despertar os sentimentos mais primitivos nele. —Gosto quando você me toca assim. — ele ofegava.
—Eu sei. — ela disse —Você não viu nada ainda. — disse numa promessa lasciva, sem qualquer restrição. Os olhos dele cheios de desejo estavam fixos nos dela quando Pepper colocou os lábios sobre a glande e lambeu a região, passou a trabalhar com uma mão e a boca por toda a extensão dele num vai e vem vagaroso.
—Deus, Pepper... — disse com dificuldade enfiando os dedos por entre os cabelos dela. Ela logo aumentou o ritmo e o chupava com vontade, enquanto ele proferia palavras desconexas. As mãos de Tony ficaram mais firmes nos cabelos dela, esse era o sinal de que estava chegando ao seu limite —Amor...eu...vou...— Pepper não parou diante do anuncio dele continuou sugando-o e, soltando um palavrão, Tony chegou a um orgasmo intenso.
Pepper ficou em pé, curvou-se na direção dele apoiando as mãos em suas coxas e beijou-lhe os lábios tomando-lhe o fôlego que ainda restava. Beijou-lhe o pescoço, a clavícula e o peitoral. Sentiu as mãos de Tony em sua cintura, logo ele estava abrindo o curto short jeans que ela inda vestia, a peça deslizou por suas pernas um pouco antes da calcinha.
—Eu ainda fico impressionada com a sua destreza ao me despir. — ela disse montando no colo dele novamente.
—Posso beber o restante do vinho daquela taça em você? — ele perguntou com uma ponta de dúvida.
—Seria interessante. — ela mordiscou o lábio inferior, seus olhos azuis refletiam luxúria. Tony deitou-a sobre seus joelhos segurando as costas dela com uma das mãos, pegou a taça com a outra e despejou o vinho sobre os seios dela, depois sorveu o líquido até a última gota, sugou cada mamilo sensível fazendo Pepper arquejar. Sentou-a, e colocou a taça vazia sobre o móvel próximo. —Beber vinho agora tem um novo significado pra mim. — ela disse envolvendo os braços ao redor dos ombros dele.
—Eu preciso estar dentro de você. — disse de modo urgente.
A ereção de Tony fazia-se presente novamente, ele a segurou pelos quadris levantando-a, apoiando os joelhos de cada lado do corpo dele, Pepper facilmente deslizou sobre seu pênis, ela gemeu diante da sensação familiar de tê-lo dentro dela. Por instinto ela começou a mover os quadris, não pensando em nada além do que sentia naquele momento. Mesmo que não conseguisse discernir o que sentia, era uma confusão de sentimentos, amor, carinho, necessidade, paixão e desejo. Muito desejo.
Com uma das mãos no ombro dele e a outra em seu joelho, Pepper arqueou o corpo, enquanto ondulava sobre dele. Cavalgando-o, literalmente. Tony agarrou os quadris dela, seus músculos abdominais se contraíam a cada balanço dela, Pepper se remexia com mais vontade enquanto seus corpos brilhavam, úmidos de suor. Quando o orgasmo começou a se formar ela passou a chamar por ele, como se clamasse para ele vir junto com ela, a pernas dela tremiam involuntariamente, Pepper chegava ao ápice, gritou e estremeceu num orgasmo intenso que explodiu de encontro a libertação de Tony.
—Deus, Pepper, eu amo quando você dita o ritmo.— ele confessou enquanto ela diminuía o compasso —Não quero levantar daqui tão cedo. — disse com a respiração sôfrega quando ela desabou sobre ele.
—Não me importo de passar as próximas horas assim, atrelada a você. — ela o beijou.
—Eu ia querer começar tudo de novo. — sorriu contra os cabelos dela.
—Você não cansa? — ela perguntou recobrando o controle de sua respiração —Eu não sei se eu teria forças.
—Acho que precisamos de um banho. Um banho inocente. — tentou esclarecer, mas ela sabia que não havia nada de inocente na proposta.
—Se você me carregar para esse banho. — ela sorriu.
Tony reuniu suas forças e, com ela ainda ligada a ele, caminhou para o banheiro. Minutos depois estavam na cama. Vestindo apenas uma calcinha preta de algodão, Pepper estava deitada sentindo os dedos dele correrem suas costas nua.
—O que é isso? — ele perguntou ao passar os dedos sobre a região lombar dela.
—Adesivo anticoncepcional.— respondeu enquanto ele continuava acariciando a pele clara.
—Isso funciona?
—Espero que sim. — respondeu —Se você continuar nesse embalo, logo eu estarei dormindo. — referia-se aos carinhos dele.
—Eu sei. — ele sorriu —Mas é difícil manter as minhas mãos longe de você.
—Hoje...de...manhã, na...oficina...eu podia ter ficado,...mas não fiquei porque...eu não me sentia pronta. Eu não me sentia desejável até perceber que você ainda me desejava.
—Eu nunca vou deixar de desejar você...
—Deu pra perceber. Mas não me sentia segura naquele momento. Eu queria mostrar que podia te querer tanto quanto você a mim.
—Você conseguiu. — beijou os ombros dela —Como se sente?
—Embriagada...e feliz.— respondeu fazendo-o rir —Eu amo você. Sei que às vezes eu sou complicada, mas eu amo...
—Eu sei. — colocou os dedos nos lábios dela —Amo você também. — a beijou.
Pepper estava sonolenta, Tony a puxou sobre seu peito e beijou seus cabelos que exalavam um aroma doce, não demorou muito, ela dormia protegida pelos braços dele.
(...)
Na sexta-feira Pepper foi para empresa e deixou seu marido dormindo. Por volta das 11h da manhã recebeu uma mensagem em seu celular, ao olhar viu que era de Tony.
Tony: Almoço às 13h?
Pepper: Claro! Onde?
Tony: Não pensei. Pego você às 13h, então decidimos.
Pepper: Ok. Até daqui a pouco. Amo você.
Tony: Também amo você.
Acreditando que as mensagens haviam encerrado Pepper deixou o celular sobre a mesa e voltou a dar atenção ao seu computador, não demorou muito ouviu o sinal sonoro de mensagem.
Tony: O que você está vestindo?
Ela apenas revirou os olhos e ignorou a mensagem.
Acabaram indo almoçar num restaurante italiano, já estavam comendo a sobremesa, um tiramissu que estava delicioso, segundo Pepper. Durante todo o almoço tentou não lembrar que em alguns minutos Tony estaria na companhia de Bethany Cabe. Sempre soube lidar com os fantasmas das ex-amantes de seu marido, mas Cabe era algo real, nocivo, e Pepper não fazia ideia de por quanto tempo ainda teria de lidar com ela.
—Acho que eu preciso fazer compras. — disse tentando afastar seus pensamentos.
—Compras? — arqueou uma sobrancelha.
—É, biscoito, chocolate, essas coisas de criança...
—Amor, a Emma é um bebê, não sei se ela come essas coisas, acho melhor você perguntar pra Lauren o que ela costumar dar pra ela.
—Preciso saber se ela tem alergia a alguma coisa. — Pepper falou.
—Isso é muito importante. — ele ressaltou —O almoço foi uma delícia, amo ficar com você, mas eu preciso ir...
—Você tem horário?
—Não, mas quanto antes eu chegar lá, mais cedo eu volto para casa.— Tony fez sinal para o garçom que veio à mesa trazendo a conta.
Deixaram o restaurante, Tony foi até a empresa para deixar Pepper depois seguiu para seu compromisso. Chegou ao hospital da Base e foi direto até a ala onde estavam os pacientes mais delicados, que haviam começado o tratamento com o Brave na última vez que ele esteve lá, como esperado os progressos eram notórios. Administrou uma nova dose do soro nos soldados e foi para a ala semi-intensiva onde ficavam os soldados que já estavam com o tratamento avançado. Ao chegar deparou-se com o Major Carter, Bethany Cabe e o Dr Ross próximos a porta.
—Desculpe-me, Major, mas ainda não entendo porque você quer amostras sanguíneas dos voluntários. — dizia o Dr Ross —Enquanto você não me der uma razão convincente não poderei ajudá-lo.
—Mesmo que ele apresente uma razão convincente você não vai ajudá-lo. Esse não é o departamento dele. — Tony os surpreendeu —Qual é o seu problema, Carter?
—Eu quero saber com o que estamos lidando. — respondeu.
—Você sabe com o que lidamos, eu apresentei o projeto, você estava lá. Esqueceu?
—Porque apenas você manipula as doses do soro? O que há de tão especial nele? O que você esconde?
—Não responderei nenhuma das suas perguntas. O importante é a reabilitação dos soldados, não é? Já são mais de 10 reabilitados em pouco mais de três meses, essa é a única coisa que deveria te interessar. — Tony disse ríspido.
—Acho que vocês devem conversar em outro lugar. — observou o Dr Ross —Num outro momento talvez.
—Não há nada o que conversar. — disse Tony. Bethany não dizia nada, apenas observava, mas estava claro no semblante dela que ela também não estava entendendo as atitudes e o interesse repentino do Major Carter. —Tenho trabalho a fazer, se não se importam. — disse pedindo passagem. Depois de cuidar dos soldados, Tony conversou privadamente com o Dr Douglas Ross, e o instruiu a não atender nenhum pedido do Major Carter antes de consultá-lo. —Por mais autoridade que ele possa ter, a autoridade no Projeto Brave seu eu. — deixou claro.
Tony sabia que a quantidade de extremis presente no Brave era tão ínfima que seria impossível isolar o vírus para usar para qualquer outro propósito, mas a atitude do Major deixou-o desconfiado. Sabia que as intenções dele não eram boas. Deixava o hospital duas horas depois de chegar, caminhava em direção ao seu Audi quando deparou com Cabe encostada a um carro ao lado do seu.
—Quero que você saiba que eu não tenho nada a ver com as atitudes do Carter, e não tenho ideia do que ele pretende. — ela logo disse —Só sei que ele anda bastante estranho.
—Você não é a primeira a me dizer isso.
—Acho que você terá chance de sondar o Carter, parece que vão remarcar a viagem à Florida...
—Quando?
—Na próxima semana, se tudo correr bem...
—Está muito em cima, tenho que falar com a Pep...
—Pedir autorização para fazer o seu trabalho, Tony? Afrouxe essa coleira que ela colocou em você, pelo amor de Deus. — Bethany provocou.
—Cale a sua boca, Cabe. — ele acionou o alarme do seu carro.
—Nós temos soldados de verdade que lutaram em guerras de verdade, e você larga seu projeto por causa da sua mulher. Você tem nas suas mãos uma tecnologia que pode redefinir conceitos médicos e científicos, mas se recusa a compartilhar.
—Será compartilhado, na hora certa, com as pessoas certas. — ele disse —Eu e minha esposa passamos por um momento complicado, e eu não me importo se você acha que eu abro a mão das coisas por causa dela. Saiba que eu abriria mão de qualquer coisa por causa dela. — ele entrou em seu carro.
—Não precisa se preocupar em deixar a primeira dama sozinha, ela parece ter quem a console na sua ausência. — destilava o seu veneno, ele demonstrou não entender o que ela dizia —Você não lê revistas, não é, baby? — Bethany perguntou, tirou de dentro de sua bolsa uma revista e jogou sobre o banco do carona —As fotos estão incríveis, boa leitura. — mandou um beijo para ele, quando Tony arrancava com seu carro.
Tony dirigiu por alguns quilômetros sem conseguir se acalmar, Bethany Cabe tinha o dom de tirá-lo do sério. Chegou em casa e estacionou, olhou para o banco do carona e viu a revista jogada, tentava ignorar, mas não conseguia. A curiosidade o estava vencendo.
—O Sr acaba de receber uma mensagem de texto. — Jarvis informou através do sistema de som.
Bethany Cabe: Estarei a disposição caso você queira dar o troco nela.
—Troco? — Tony pensou em voz alta com o celular em sua mão, depois associou a mensagem com a revista.
Pegou a publicação que tinha o sugestivo nome de Gossip na capa havia uma foto dele ao lado de Pepper no dia da coletiva do anúncio da gravidez, mas a chamada da matéria foi o que atraiu sua atenção “Herdeiro Stark?”, questionavam.
Ao folhear as páginas leu sobre a gravidez, as suspeitas da imprensa, e sobre a falha do anticoncepcional, até chegar às fotos tiradas no dia em que deixaram o hospital depois do aborto. Falavam também sobre a rápida recuperação de Pepper e sua volta ao trabalho, mas as últimas páginas da matéria foram as que mais chamaram atenção, eram imagens de Pepper com o Dr Chase na lanchonete do centro clínico. Transformaram um simples café, num caso de adultério, enfatizaram as imagens em que Chase aparecia afagando o rosto e as mãos de Pepper e um abraço, provavelmente na hora de se despedirem “...houve um herdeiro, mas talvez não fosse um Stark” eram as últimas palavras da matéria.
Tony ficou cego. Saiu de seu carro e subiu para o interior da mansão. Não acreditava no que estava escrito, mas ficou desconfortável com as insinuações e as imagens de Pepper na companhia de Chase. Precisava abstrair, porém estava furioso demais para dirigir poderia fazer uma besteira. Necessitava de uma dose de uísque. Sempre ajudava. Quando Tony chegou à sala, Pepper estava sentada ao sofá livrando-se das sandálias, o viu passar como uma bala em direção ao bar. Enquanto ele nem a notou.
—Ei, o que está acontecendo? — perguntou preocupada, ele não respondeu, então ela foi até ele —O que foi? — insistiu.
—Nada! — respondeu um tanto agressivo fazendo Pepper estranhar, eles estavam bem até onde ela se lembrava.
—O que é isso na sua mão? — olhou para a revista, ele nem lembrava de ter saído do carro com ela.
—Não é nada. — respondeu —Vou me livrar disso. — deu as costas para ela.
—Se por causa disso que você está assim, eu quero ver. — ela tomou a publicação da mão dele e começou a folheá-la.
—Me devolve isso, Pepper? — deu alguns passos na direção dela enquanto ela recuava.
—Não! — respondeu, passou os olhos por tudo atentando-se às imagens —Que droga é essa?!
Notas finais
Ah...peguei pesado na hot scene?
Beijos.
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