Do Singular Ao Plural
20 Mas dou-te mais uma vez
Notas iniciais
Ah, que bom que vcs curtiram o capítulo passado, mesmo ele tendo acabado daquela maneira. Nesse capítulo tem uma cena que eu queria escrever desde a outra temporada mas não tive como encaixar, espero que vcs gostem.
O título do capítulo foi inspirado numa música do Marcelo Camelo.
E tem essa música http://www.youtube.com/watch?v=TjTFU1jzuYw do Chico Buarque que ajudou bastante tbm.
Bem é isso, por enquanto.
—Que droga é essa, Tony?! — repetiu impaciente.
—É uma revista! — tentou novamente tirar a publicação das mãos dela.
—Estou vendo, mas, sinceramente, não estou entendendo. Desde quando você lê esse tipo de coisa? Quem te deu isso? — perguntou, depois se deu conta de onde ele havia acabado de chegar —Não precisa responder. Foi ela, não foi? Claro que foi.
Ao ouvir Pepper, começou a pensar nas intenções de Cabe, era isso o que ela queria, envenená-lo. Não teria visto aquela revista se não fosse Bethany, Pepper parecia não fazer ideia de que a publicação existia. Mas a revista existia. E ver Pepper com Chase mexeu com ele de uma maneira que Tony não conseguia lidar.
—Porque você trouxe isso pra casa? Acreditou no que leu, vai perguntar se o bebê que eu perdi era seu mesmo? — jogou a revista contra ele, Pepper estava furiosa.
—Claro que não... — ele passou as mãos pelos cabelos —...Mas essas fotos...
—O que tem as fotos?!
—Esse cara consolando você, tocando em você dessa maneira, qualquer pessoa interpretaria...
—Como traição? Isso é ridículo, doentio. Você veio esfregar isso na minha cara como se eu não tivesse dito a você que encontrei com ele. Eu disse para você que nós tomamos um café. Um café, Tony. — disse irritada.
—Você falou sim, mas omitiu o fato dele ter ficado de chamego com você. Ele não precisava ficar te alisando, você não precisava dar abertura pra que ele chegasse tão perto assim. — sua acusação estava tingida de ciúme.
—Chamego?— perguntou perplexa —Nossa, Tony, ele me alisou muito, você não tem ideia. — soou irônica —Estou cansada. Cansada de ter a minha vida exposta, cansada de ser vigiada, cansada de ter Bethany Cabe envenenando a nossa relação. Mais uma vez nós caímos.
—O que você quer dizer com isso? — questionou ele.
—Ela deve estar esperando você ir agradecê-la por ter aberto os seus olhos, seja lá o que você esteja achando que eu fiz, vá até ela e pague na mesma moeda, certamente é isso o que ela quer.
—Eu não vou atrás dela, sei que é isso o que ela quer. Mas Pep, tenta me entender, não foi a matéria que mexeu comigo foram as fotos. — ele tentou se aproximar, mas ela recuou.
—Não há nada demais, Tony, ainda mais na situação que eu estava vivendo. Pra você ver como essas revistas são manipuladoras, nesse dia eu almocei com a Emily, com certeza havia um paparazzo me seguindo também, mas nenhuma foto minha com ela foi publicada.
—Se fosse ela consolando você eu não me importaria. — ele disse —O que eu não suporto é a ideia de ser ele, seu ex-namorado. Eu fiquei cego de ciúme, fiquei mesmo, porque eu amo você e não suporto a ideia de que ele já teve você como eu tenho. — confessou, pegando-a pela mão e fazendo com que ela se sentasse ao sofá.
—Já contei pra você como terminou. Eu não posso mudar o fato de ter me relacionado com outros homens, você também se envolveu com outras mulheres. Nós estávamos vivendo cada um a sua vida antes de termos a nossa vida juntos. — suspirou ao concluir.
—Mas é diferente, Pepper, as minhas relações foram todas superficiais, nenhuma foi significativa...
—Eu também tive as minhas relações superficiais, Tony, isso não é uma exclusividade sua.
—Tá! — disse impaciente —Mas com esse médico não foi. — dizia sentado diante dela.
—Odeio esse seu lado passional. Não é só do Chase que você tem ciúme é de qualquer homem. Os únicos homens que se aproximam de mim sem que você feche a cara são o Rhodey e o Gilmore. Isso não é saudável, e mostra que você não confia em mim.
—Eu confio em você, mas não nos homens, não nas intenções deles.
—Frase típica de quem não confia. — ela observou —E eu não posso fazer nada quanto a isso, convivo num meio dominado por homens, não vou deixar de ser gentil com as pessoas por sua causa. Não vou deixar de ir as minhas consultas médicas por causa do seu ciúme. Eventualmente eu posso encontrar com o Robert e você vai ter que lidar com isso, meus encontros com ele são menos nocivos pra nós do que os seus com a Cabe.
—A Cabe nem chega perto de mim porque eu não dou espaço pra isso. — ele acusou —Não quero que ele toque em você. — deixou escapar.
—Você não quer?! — levantou perplexa —Quem é você pra não querer que alguém se aproxime de mim ou não? Você é meu marido, não meu dono. Quando nós casamos e eu adotei seu nome, não me tornei uma propriedade sua. — ele bufou diante da observação dela.
—Não foi isso que eu quis dizer. Me expressei mal. — ele levantou.
—Foi justamente isso que você quis dizer. E você tem se expressado mal desde a hora que chegou. — ela acusou.
—Pep...
—Não complica mais, Tony. Nós estávamos tão bem, não vamos estragar mais as coisas. Vamos fazer o seguinte, vamos esquecer, tá? Estou cansada e preciso de um banho, por isso vou subir. Finja que não me viu e será como se a última hora não tivesse existido.
—Pep, eu preciso explicar. Só me ouve. Não me manda embora, não foge. — pediu a impedindo de sair do lugar.
—A gente não precisa mais discutir, isso me desgasta, me faz mal. Por favor? — pediu num tom brando, se desvencilhou dele e caminhou em direção ao quarto.
Ao vê-la se afastar, pegou a revista do chão e voltou para seu carro, Tony não sabia ao certo para onde ir, mas sabia que precisava sair, nem que fosse por algumas horas. Pepper voltou à sala depois de alguns minutos, estava disposta a ouví-lo. Chamou por Tony, o procurou, mas era tarde. As compras que havia feito ainda estavam sobre a bancada da cozinha, guardou-as, esperou por ele, pediu o jantar, aguardou um pouco mais. Acabou sendo vencida pelo cansaço, desistiu de esperá-lo.
Pepper despertou no meio da madrugada, Tony não havia sequer deitado ao seu lado, tentou voltar a dormir e foi então que ouviu um som de piano, uma melodia agradável. Seria Tony? Preferiu não ficar na duvida e foi até a sala onde ficava o instrumento. Os acordes iam ficando mais altos a cada passo que ela dava, então teve certeza de que era ele.
Ficou encostada ao batente da porta apenas o ouvindo, Tony tinha dons que ela ainda desconhecia, tocar piano era um deles. As luzes estavam baixas, e ele estava sentado ao instrumento trajando apenas a calça de seu pijama, não estranhou, costumavam ter algumas roupas no closet de um dos quartos de hóspedes. Pepper não resistiu e caminhou até ele, surpreendendo-o ao sentar-se ao seu lado na banqueta.
—Desculpa por te acordar. — disse ao interromper a música.
—Não para, por favor. — ela pediu.
—Impossível, você me desconcentrou. — ele disse —O que você está fazendo acordada?
—Acordei, procurei você e não encontrei, então, ouvi a música.
—Quando cheguei você estava dormindo. Não conseguia dormir, mas também não queria ir pra oficina.
—Você faz muito isso? Vir pra cá?
—Às vezes.
—Eu nunca ouvi, a não ser naquela semana...— ela disse —Então...qual é a história...com o piano? Você pode me contar? Digo, se você quiser. — disse reticente.
—Sempre tivemos piano em casa...— ele começou —Era uma coisa da minha mãe, eu sempre a vi tocar, desde muito pequeno. Um dia ela começou a me ensinar, e aquele passou a ser o nosso momento, e era realmente especial, porque ela raramente estava em casa, sempre acompanhava o meu pai nas viagens e jantares. — Pepper não dizia nada, apenas o ouvia, precisava aproveitar aquele momento em que ele se abria para ela —Sempre ao sair ela se despedia de mim, quando voltava e ela corria os dedos sobre as teclas do piano na sala, era a maneira dela dizer que estava em casa, mesmo se estivesse dormindo eu a ouvia. Ouvir o piano soar era ter a certeza de que eu não estava sozinho. — ele contava —Quando eu cresci, a situação se inverteu, eu viajava com o meu pai, ia às reuniões coorporativas e ela ficava em casa. Certa vez perguntei se ela não se importava de ficar só, ela me respondeu que não se sentiria sozinha enquanto tivesse o piano e as lembranças que tocar o instrumento traziam.
—Você estava se sentindo sozinho agora? — a resposta dele foi um suspiro —Parece que você só toca quando algo te incomoda ou quando eu não estou presente.
—Quando voce chegou na minha vida eu soube que você não sairia dela tão rápido, e nas noites que você ficava no quarto de hópedes eu estranhamente não me sentia só. Eu sei que você queria outra vida, algo menos complicado, mas não desiste de mim, Pepper...
—Você não está sozinho, você tem a mim, Tony. — afirmou —Voltei pra conversarmos e você não estava mais. Aonde você foi?
—Saí... — respondeu monossilábico.
—Você...encontrou com alguém?
—Você quer saber se eu por acaso traí você nessas horas que fiquei fora? — perguntou ofendido —Não, Pepper, pode ficar tranquila. — ele fez que se levantaria, mas ela colocou a mão na coxa dele o impedindo.
—Não era isso, mas fico feliz por você não ter feito. — ela disse —Queria que você soubesse que eu entendo como as fotos mexeram com você, eu também ficaria enciumada se fosse ao contrário, mas Tony...a gente precisa parar de discutir e brigar por causa de ciúme.
—Depois que nós fizemos amor aquele dia, você disse que queria mostrar que podia me querer tanto quanto eu te quero. Mas Pep, eu não quero que você me queira só na cama, fora dela você vive me afastando, se esquivando, fugindo. Na terça-feira eu me ofereci pra ir com você à sua consulta...
—Eu disse o motivo de não querer você lá. — o interrompeu.
—E eu entendi, só que você foi extremamente ríspida ao me dizer, ultimamente você vive na defensiva comigo, talvez tenha a ver com tudo o que aconteceu, porém você não parecia estar na defensiva com o Dr Chase, e foi isso o que me incomodou.— ele admitiu —Não quero saber sobre o que vocês conversaram, mas fez bem pra você, ele faz bem pra você. Você saiu de casa de um jeito e voltou completamente diferente. Nas últimas semanas eu perdi as contas de quantas vezes ouvi você dizer que queria uma vida normal.
—Tony...
—Me deixa falar... — segurou o rosto dela entre as mãos —Eu não posso te dar essa vida normal, Pep. Mas ele pode, qualquer outro homem pode. E eu tenho medo que você canse. Canse da insegurança, da inconstância e me deixe por essa normalidade. — disse com a voz embargada —E se você desistir e for embora eu... — ela o calou ao encostar seus lábios nos dele —Eu não quero te perder.
Ninguém jamais diria que Tony Stark, um homem tão independente emocionalmente, seria capaz de tais demonstrações de vulnerabilidade. Só Pepper conhecia esse lado humano dele, uma face que ele foi exibindo aos poucos fazendo com que ele o amasse cada vez mais, sentia-se privilegiada por cada particularidade que conhecia dele. Pepper sentou no colo de Tony, ficando de frente para ele.
—Defina normal. — ela pediu olhando-o nos olhos.
—Alguém com uma vida menos complicada, que não tenha uma ex-amante obsessiva, que não quase morra todas as vezes que sai pro trabalho... — Pepper colou os lábios nos dele o calando novamente.
—Coloque na sua cabeça que eu escolhi você. Sabia da bagagem que viria junto com você, sabia o que estava fazendo quando te disse sim. Sabia naquela galeria em Nova York, sabia na varanda aqui em casa e tinha certeza em Míkonos. — dizia com a voz embargada —Você é o homem da minha vida. Eu te disse sim, e assumi o risco, e não há Hammer, Killian, ou seja lá quem for que me fará desistir de você. Qualquer pessoa que sai de casa pro trabalho está sujeito a não voltar mais, inclusive eu. Quem foi que disse que a nossa vida não é normal?
—Você.
—Eu sou uma idiota.— disse fazendo-o esboçar um sorriso —Você também é. Nós somos dois idiotas. Um casal falível que insiste todos os dias, porque já tentou ficar separado e viu que não dá. Eu te amo, e isso é normal pra mim. — afirmou —É o suficiente pra querer estar casada com você, espero que seja o suficiente pra você também. — mal concluiu o que dizia e teve os lábios de Tony nos seus, beijando-a como se a vida dele dependesse daquilo, como se beijá-la fosse tão ou mais importante que respirar, um beijo apaixonado, suplicante. —Não precisa ter medo de me perder, fugi de você por anos, agora eu vou ficar. Vou ficar pra sempre.
—Você não imagina como é bom ouvir isso.— ele disse ofegante.
—Eu estou aqui.— sussurrou contra os lábios dele —Meu amor é teu, você sabe disso, mas posso te dar meu amor mais uma vez, e quantas vezes forem preciso.
—Eu preciso de você.— ele replica.
—Eu também.— há necessidade na voz dela, desejo, querer. Tony levantou e a colocou sentada sobre o piano, os pés dela tocaram as teclas fazendo-as soar descoordenadamente —O que você pretende fazer? — perguntou supresa, ele sorriu baixo depois e desferiu um olhar sexy.
—Tenho algo em mente desde quando você sentou ao meu lado no piano no dia da mudança. — beijou o ombro dela, deslizando a alça da camisola de cetim que Pepper usava.
—Sobre o piano?— perguntou ansiosa.
—Sobre o piano.— afirmou e mordiscou o lóbulo de sua orelha.
Tony beijou-a com força não deixando dúvidas quanto a sua necessidade, Pepper acariciava os cabelos dele, ele foi descendo, deixando beijos suaves ao longo do caminho, queixo, pescoço, colo, deitou-a sobre a tampa do piano e passou a beijar seu ventre. Pepper não conseguia conter o riso conforme ele avançava para baixo, sua barba fazia cócegas mesmo sobre o tecido de sua camisola. Ele parou para olhá-la, seus olhos procuravam os dela e o viram implorar por ele.
Os sons entoados pelas teclas a cada vez que Pepper mexia as pernas, não tinham harmonia alguma, mas para Tony era uma melodia incrível, nunca ouvira nada semelhante. Nada mais belo. Livrou-a da calcinha, e afastou suas pernas. Os olhos dele a devoravam inteira, regou-a com beijos suaves na parte interna de suas coxas, a respiração dela ficava cada vez mais acelerada e ansiosa.
—Beije-me. — ela ordenou, enquanto ele segurava seus quadris.
—Onde? — finjiu-se de desentendido e beijou-a na região do baixo-ventre.
—Você sabe onde. — respondeu. Tony afastou um pouco mais as pernas dela, fazendo com que seus pés corressem pelas teclas outra vez, uma nova melodia foi ouvida. Passou a saboreá-la, sua boca entre as pernas dela, estimulando seu ponto mais sensível. Ela geme levando as mãos aos cabelos dele, e ele não para, sua língua desliza pelo centro úmido deixando-a cada vez mais excitada. Uma tortura doce, requintada, deixando-a a beira do limite. —Oh, Tony, por favor— disse ao sentir o orgasmo crescer dentro de si. Tony penetrou-a com dois dedos, enquanto continuava seu delicioso trabalho com a boca. Alternava a velocidade da prenetração enquanto sua lingua perita fazia languidos círculos no clitóris, então ele parou fazendo-a reclamar, Pepper estava tão perto —Tony...— choramingou suplicante.
—Eu sei, meu amor, eu sei. — ele a ajeitou sobre a superfície do piano, seus pés não tocavam mais as teclas.
Tony tirou sua calça, cueca, subiu no piano, e conectou-se a ela. Pepper enlaçou as pernas nas costas dele, e os braços ao redor de seu pescoço, as mãos mergulhadas em seus cabelos e o beijou. Ele começou a se mover, tentando não machucá-la, não depositava o peso do seu corpo sobre o dela, mas presisava tê-la, estar dentro dela. Pepper arqueou o guadril de encontro ao dele, aumentando a profundidade da penetração, acolhendo-o. Gemia baixo, ofegava e aquele som o deixava louco.
Sentir as unhas dela arranharem seus ombros, descerem por suas costas e chegarem ao seu glúteo o fez querer ir mais fundo, ele grunhia, podia ouvir a si mesmo junto aos suspiros suaves dela a cada estocada. Apoiou sua testa à dela, seus olhos fixos nos dela, suas bocas separadas por centímetros, ofegavam no mesmo compasso, adorava aquela sensação.
—Você é mimha. — ele arfou.
—Sim. — ela sibila —Sua.
A afirmação dela o fez mover-se com mais agilidade, Tony chegou ao clímax, enquanto continuava investindo contra ela. Pepper atingiu o seu orgasmo algum tempo depois, gritando o nome dele, enquanto lágrimas correram pelo seu rosto num clímax catártico.
—Deus, Pepper, eu machuquei você? — sua voz é pura preocupação ao reparar no caminho das lágrimas no rosto dela.
—Não— ela assegurou o impedindo de deixar seu corpo —Estou bem, seu amor me faz bem. Eu te amo tanto, e é difícil encontrar uma forma de exteriorizar.— explicou.
—Às vezes o tanto que eu te amo me assusta também— ele disse —Porque eu não sabia que era capaz de amar assim.— confessou depois a beijou enquanto saía dela. Desceu do piano e vestiu sua calça, Pepper sentou-se e colocou as laças de sua camisola no lugar, depois teve a ajuda dele para descer do instrumento.
—Talvez você não acredite no que eu vou te dizer agora, mas eu nunca me entreguei pra alguém como eu me entrego pra você, nunca foi tão intenso quanto é com você. — ela afagava o rosto dele enquanto corria o polegar por seu lábio. Tony a pegou nos braços e seguiu em direção à suíte. Logo estavam aninhados em sua cama, trocando carícias.
—Acho que você pode devolver a minha calcinha, eu vi você pegá-la.
—Você não precisa dela para dormir. — ele disse.
—Mas eu estou me sentindo vulnerável sem ela.
—Eu protejo você. — espalmou a mão sobre seu delicado traseiro nu.
—Você é um pervertido, Sr Stark, ficou meses confabulando um meio de me pegar sobre aquele piano.
—Você não fica muito atrás, duvido que tenha imaginado o lance do vinho naquele dia.
—Entre uma reunião e outra. — ela garantiu.
—Você não conseguiria se concentrar no trabalho se imaginando fazendo sexo comigo.
—Mas voltando ao piano, foi inexplicável. — beijou-lhe o peito —Sabia que há um filme com uma cena muito parecida?
—Mesmo? Qual filme? — mostrou-se curioso.
—Uma linda mulher.
—Então, nós plagiamos a Julia Roberts e o cara lá...esqueci o nome dele. — disse afagando a cintura dela.
—Richard Gere.— ela disse —Mas acho que fomos melhores do que no filme, então, vamos chamar de adaptação.
—Pep?— beijou os cabelos dela.
—Hum?
—Será que um dia alguém vai fazer um filme sobre mim? — indagou curioso.
—Não sei, por quê? — apoiou o queixo ao peito dele e o encarou.
—Ah, sei lá, fazem filme sobre tanta gente menos interessante.— respondeu —Se fizessem um filme sobre a minha vida quem você acha que me interpretaria?
—Humm, me deixa pensar, tem que ser alguém tão sexy quanto você, o Johnny Depp talvez.
—O Johnny Depp é sexy?
—Você não acha? — ela riu.
—Claro que não! — afirmou —Mas e você, quem você seria? Acho que você seria a Emma Stone...
—Muito nova.— advertiu.
—Julianne Moore.
—Muito velha. — ressaltou.
—Amor, eles nunca dão espaço pra esposa nesses filmes, com certeza vão ressaltar a sua fase polêmica e me deixar de lado, mas talvez eu apareça como sua assistente.— ela observou.
—Sem a Sra Stark o filme não teria graça. — Pepper sorriu com a observação dele —Certeza que o Rhodey seria o Will Smith.
—Meu amor, eles só fazem isso depois que as pessoas morrem e eu não quero que você morra.
—O cara do facebook tem um filme e está vivo.— ele lembrou.
—Você não inventou o facebook.— ela provocou.
—Mas sou o homem de ferro, e isso é muito melhor do que inventar uma rede social.
—Amor, eu juro que criaria o roteiro e escalaria todo o elenco do seu filme, mas agora não dá. Eu preciso estar descansada porque segundo a Lauren a Emma é ligada nos 220.
—Acho que amanhã será um dia divertido, inusitado. Que horas ela vem deixá-la?
—Entre 9h e 10h.
—Jarvis que horas são?
—03:49h, Sr. — Jarvis informou.
—Acho que nós conseguimos ficar acordados por mais meia hora. — ele corria a mão pelo corpo dela sob a camisola, quando Pepper levantou da cama —Ei, aonde você vai?
—Vestir uma calcinha.
—Tão fácil de tirar.— ele deu um sorriso sacana.
—Posso vestir um jeans.— ela rebateu.
—Não precisa vestir nada, eu vou me comportar. Volta pra cá. — correu as mãos sobre o lençol, Pepper fez que não com a cabeça —Por favor?
—Só porque você pediu por favor. — ela deitou, Tony a abraçou e beijou seu pescoço, seus ombros, enquanto suas mãos inquietas a acarinhavam —Amor, não vai rolar.
—20min, por favor?— pediu fazendo com que ela sorrisse.
—Por favor não vale nesse caso. Boa noite, Sr Stark.
—Boa noite, Sra Stark.
Notas finais
Esse lance do Tony imaginar que pudessem fazer um filme com a vida dele foi uma ideia que a Morg teve, mas como ela não atualiza a fic dela nunca, eu pedi pra criar um diálogo com isso. Hahahaha. Algumas adaptações depois, taí. Aliás, Morgana já é praticamente minha co-autora, mas uma ideia que ela me der já pode pedir música no fantástico. Hahahaha.
Capítulo novo só semana que vem tá?
Então tá. Beijos.
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