Do Singular Ao Plural
22 New York, New York
Notas iniciais
Enquanto umas abandonam, outras aparecem, e a Poison Ivy com comentário no último capítulo, vocês não fazem ideia da alegria que eu sinto quando leio que não descaracterizo os personagens, principalmente o Tony.
Dito isso vamos ao capítulo.
Outra semana começava. No dia anterior Tony esteve numa missão em Washington, a embaixada alemã nos Estados Unidos sofrera um ataque terrorista durante o encontro entre o presidente dos EUA e a Primeira-ministra da Alemanha. Mais uma vez o ataque foi frustrado, Tony e Rhodes salvaram o dia, literalmente. E como agradecimento o Presidente convidou-os para um baile que aconteceria naquela semana em Nova York, era um evento anual, que comemorava o dia da independência. Tony não teve a oportunidade de conversar com Pepper sobre o convite, quando em casa chegou, ela já dormia.
Como na maioria das manhãs Pepper acordou e deixou-o dormindo. Ela seguiu seu ritual matinal, ao vestir-se optou por uma saia lápis azul, camisa branca, blazer preto e scarpins pretos. Antes de deixar o quarto aproximou-se da cama a fim de despedir-se de Tony, sentou-se ao lado dele e curvou-se para beijar seus lábios, ao se aproximar, notou um pequeno corte em avançada cicatrização no supercílio esquerdo, com certeza resquício do dia anterior.
—Não perde a mania de abrir o capacete antes da hora.— sussurrou, passando o dedo levemente pelo local.
Graças ao extremis as marcas das missões tornaram-se menos frequentes, a capacidade de regeneração dos tecidos era surpreendente. O upgrade era notável, Pepper era testemunha disso, na verdade, só ela é Rhodes sabiam o que Tony possuía o vírus em estado puro e estável em seu organismo. O domínio da tecnologia, a regeneração celular, a inteligência ainda mais aguçada, Tony tornara-se mesmo super. Embora tivesse superado a perda do bebê uma dúvida ainda martelava na cabeça de Pepper: Até onde o extremis afetaria os genes de um herdeiro Stark?
(...)
No final da tarde Rhodes foi até a mansão, Tony insistira tanto para que ele visse a armadura Máquina de Combate que criara, que por fim rendeu-se.
—Ela é incrível mesmo! — exclamou —Mais leve que a minha.
—E mais bonita. — Tony completou.
Era uma armadura com um grande poder de armamento, porém, parecia mais enxuta do que a primeira armadura Máquina de Combate, as cores eram as mesmas, um cinza-grafite, mas agora com alguns detalhes cromados em cinza também.
—Pinta ela com s cores do Patriota? — Rhodes pediu ao sair da armadura.
—O Patriota de Ferro não é original, Rhodey. É um hibrido de Homem de Ferro com Capitão América. Você é o Máquina de Combate e sabe disso. — Tony argumentava.
—O Patriota é uma adaptação. — Rhodes rebateu.
—O Patriota foi uma tentativa desesperada de acalmar os ânimos durante os ataques do “Mandarim”. Aquela armadura é praticamente uma sucata, acha que eu não sei que ela ainda é aquela que o Hammer apresentou durante a Expo Stark? Para piorar agora ela tem aquela decoração bizarra, esse apelo nacionalista barato, você prefere ser uma adaptação quando pode ser original.
—A mudança não depende só de mim, Tony, eu sou um representante das Forças Armadas Americanas.
—Mas é você quem se arrisca, então, tem o direito de escolher que armadura usar.— Tony replicou —A nova Máquina de Combate estará a sua disposição, quando você decidir. — ele acionou o dispositivo e a Máquina de Combate voltou para o local onde ficava guardada.
—Prometo pensar nisso...
—Tenente-coronel, a sua namorada perguntou se o Sr ainda demorará? — a voz de Jarvis ecoou na oficina.
—Droga, esquecia da Carol.
—Ela está aí? Porque você não desceu com ela? — Tony perguntou.
—Porque eu sei que a única mulher que entra aqui é a Pepper.
—Que besteira.
—Alguma mulher além da Pepper já veio aqui? — Rhodes perguntou.
—Não. — Tony respondeu.
—Então.
Quando Tony e Rhodey chegaram à sala, Pepper estava sentada ao sofá conversando com Carolina, ela parecia ter acabado de chegar.
—Porque vocês deixaram-na sozinha?— a ruiva perguntou.
—Quando eu desci achei que não fosse demorar.— Rhodes respondeu.
—Eu nem sabia que ela estava aqui.— respondeu Tony —Olá, Tenente Castro.
—Sem farda. — ela observou. Carolina usava jeans, scarpins caramelo, e um blazer casual sobrepondo uma camiseta branca.
—Olá, Carolina, como vai? — Tony reiterou.
—Muito bem, Tony, obrigada.— ela respondeu —Porque você demorou tanto?— dirigiu-se a Rhodes.
—Tony estava me mostrando uma armadura nova.— Rhodey respondeu.
—Outra, Tony?
—Não pra mim, Pep, pra ele.— Tony explicou.
—Eu e Carol íamos a um restaurante depois daqui, vocês querem ir?— Rhodey mudou de assunto.
—Você paga?— Tony perguntou zombeteiro.
—O milionário aqui é você.— Rhodes respondeu.
—Mas é você quem está convidando.— Tony rebateu.
—Só quis ser educado.— Rhodes disse.
—Eu pago!— Pepper disse pondo um fim na discussão —Se for esse o problema.
—Vocês dois parecem crianças.— Carolina observou.
—Você vai assim?— Pepper perguntou ao notar que Tony vestia uma regata branca e uma calça simples.
—Preciso de uma ducha rápida, 5min.— Tony respondeu e foi em direção à suíte.
Os casais jantaram num restaurante pouco badalado, mas com um serviço incrível, que ficava no centro de Malibu. Mesmo com o pouco movimento do local, Tony não escapou dos flashes e do assédio.
—Sempre me lembro de agradecer por não saberem que eu sou o Patriota, saio com a minha namorada...— Rhodey beijou o rosto de Carol —...Janto tranquilo.
—Mesmo que as pessoas soubessem quem você é o assédio não seria tão grande, o Patriota não é tão legal quanto o Homem de Ferro.— Tony observou ao sentar-se —Mas se você voltasse a ser o Máquina...
—Mesmo que eu fosse o Máquina de Combate. — Rhodes o cortou —Não exporia a minha identidade.
—Como você fica tranquila com ele voando por aí, naquela coisa?— Carolina perguntou para Pepper —Cada vez que o James sai eu surto um pouco.
—Não fico tranquila— Pepper respondeu —Porque não é só voar na armadura, há muitas outras complicações.
—Voar na armadura é muito mais seguro do que naqueles aviões que vocês da força-aérea pilotam.— Tony disse à Carol —E nós lidamos bem com as complicações.— beijou o rosto de Pepper.
—Não vamos discutir isso agora, está bem?— Rhodes interveio —Então, e o evento em Nova York?— mudou o assunto.
—Que evento?— Pepper olhou para Tony.
—Um baile beneficente em comemoração ao 4 de julho.— Tony explicou.
—4 de julho ainda não passou?— Pepper perguntou fazendo todos rirem.
—É quinta-feira.— Carolina respondeu.
—Nossa, junho foi tão intenso.— Pepper observou —Acho que vivi 1 ano em 1 mês.
—Nós te entendemos, Pepper.— disse Rhodes —Espero que vocês decidam ir, eu e a Carol vamos. — ele afirmou.
Ao deixarem o restaurante, cada casal seguiu o seu rumo. Tony dirigia de volta para casa com os olhos fixos na estrada.
—O que foi?— Tony perguntou quando Pepper repousou a mão sobre a coxa dele.
—Nós vamos a esse baile,...quer dizer,...se você for eu posso ir?— Pepper assuntou.
—Claro que você pode ir.— ele tirou uma das mãos do volante e colocou sobre a dela —Só vou se você for, você sabe que eu odeio esse tipo de evento social.
—Eu acho que quero ir, há tempos não vamos à Nova York.— disse Pepper —Mas não quero que você se sinta forçado a ir.
—Temos alguns dias pra entrarmos num acordo, hoje ainda é segunda.— Tony observou e voltou a prestar atenção no caminho.
Algumas horas depois estavam prontos para dormir, Tony vestia a calça de seu pijama e nada mais, Pepper vestia uma camisola champanhe. Ela deitou a cabeça ao peito dele e com os dedos acariciava o local onde ficava o reator.
—Sem sono?— ele perguntou.
—Não, por quê?
—Você ficava concentrada nessa área quando tinha dificuldade pra dormir, lembra?
—Verdade, mas era diferente.— ela respondeu.
—Um beijo pelos seus pensamentos.— Tony disse quando ela silenciou e continuou a correr os dedos pelo seu tórax.
—Um beijo...— ela o beijou —...E os meus pensamentos ficam comigo. Boa noite.— ela virou para o outro lado.
—Pep...? — ele apoiou o queixo ao ombro dela —O que está havendo? De manha eu senti que você me analisava enquanto eu dormia, agora isso.
Ela voltou-se para ele novamente —É que...é incrível não ter um resquício, uma cicatriz...todas as vezes que você se fere. Hoje de manhã havia um pequeno corte na sua sobrancelha, agora não há mais.
—Você sabe o motivo.— disse ele.
—Extremis, eu sei.— ela passou a mão pelo rosto dele e deu-lhe um beijo casto —Sobre hoje de manhã...eu não estava te analisando, estava te admirando.
—Me admirando? — ele arqueou uma sobrancelha em descrença.
—Sim, eu também gosto de te ver dormir.— ela respondeu —Mas agora sou eu quem precisa dormir.— Pepper pediu que Jarvis diminuísse a luz e virou de costas para Tony, que envolveu a cintura dela com o braço, beijou-lhe o ombro exposto e murmurou um boa noite —Boa noite.— Pepper respondeu.
A terça-feira passou tranquila, na quarta, Pepper chegou à empresa e seguiu direto para uma reunião. As Indústrias Stark eram o único nome em Energia Autossuficiente no mercado e outras empresas mostravam-se interessadas, Tony e Pepper sabia que chegaria a hora em que a tecnologia se expandiria, por isso, havia um projeto prévio da construção de outras torres, que seriam ao mesmo tempo filiais das Indústrias Stark e difusor de energia para as regiões onde estivessem instaladas, mas isso lavaria tempo, talvez anos.
Pepper voltou para a sua sala, sendo seguida de perto por Lorelai —Chefe,...eu...queria te pedir uma coisa.— a assistente disse reticente assim que Pepper acomodou-se em sua cadeira.
—Queria ou quer?
—Quero.— Lorelai corrigiu.
—Peça.
—Quero saber se eu posso emendar o feriado? Eu queria muito viajar com o Jack e a família dele e...
—Tudo bem.— Pepper afirmou —Eu vou à Nova York amanhã e só volto no domingo, por falar nisso, preciso avisar seu pai.— Tony e Pepper entraram em acordo sobre a viagem na terça à noite —Mas mesmo que eu fosse ficar aqui, passar um dia sem assistente talvez não fosse nenhuma catástrofe.— observou.
—Você é a melhor chefe do mundo.— Lorelai foi até Pepper e deu-lhe um abraço efusivo —A melhor!
—Ok, Srta Gilmore, me deixe respirar.— Pepper brincou —Agora vá avisar o seu pai sobre a sua e a minha viagem.
Manhattan – Nova York
Indústrias Oscorp
Norman estava na imponente sala da presidência das Indústrias Oscorp, encontrava-se em pé, apoiando os quadris na mesa de mogno, atrás dele uma janela com vista panorâmica exibia o pôr do sol. No monitor de TV diante dele, conversava com um engenheiro bélico, na verdade, o homem com quem Norman mantinha contato nos últimos dias era o que Tony chamava de ‘pirata’, um bandido adquiria armas por meios subversivos para vender ao mercado-negro ou para construir algo ilegal e mais nocivo.
—Você tem certeza que quer algo nesses moldes?— o pirata argumentava por estranhar os pedidos de Osborn.
—Absoluta certeza.
—Ok. Em 24h o protótipo estará pronto para uso. Com o tempo e, de acordo com os seus propósitos, nós iremos aprimorá-lo.
—Ótimo.— Norman concluiu a chamada.
—Posso entrar?— Victoria perguntou depois de bater duas vezes na porta.
—Já está dentro.— Norman respondeu ao vê-la pela porta entreaberta.
—Isso acaba de chegar.— Victoria caminhou até ele e entregou-lhe um envelope requintado.
Antes de abrir o envelope, Norman olhou sua cúmplice de cima a baixo, Victoria usava um tailleur azul-marinho que moldava seu corpo, ela disfarçou e ajeitou os óculos no rosto fingindo não reparar no olhar dele.
—Convite para um baile beneficente...— Osborn disse ao abrir o envelope —...Amanhã no MET.— jogou o convite sobre a mesa com desdém.
—Você vai, não é?— a morena perguntou.
—Claro que não, que absurdo eu ser convidado para um evento desse porte com 24h de antecedência.— mostrou-se furioso.
—Norman, nesse momento você não pode dar-se ao luxo de ser orgulhoso, não esqueça que a empresa acabou de sair de um escândalo. Faria bem para sua imagem e para imagem da Oscorp que você apareça num evento desse tipo, acho que você deve até doar certa quantia para seja lá qual for a instituição beneficiada com esse evento.— Victória aconselhou, pensativo ele passou uma mão pelos cabelos acobreados —Você deve ir.— ela disse ajeitando a lapela do paletó dele.
—Amanhã é 4 de julho, não é?
—Sim, por quê?
—É o dia perfeito para o surgimento de um novo herói.— Norman divagou.
—Esse herói já existe, Norman.— disse por saber as intenções dele.
—Mas ele não tem um rosto, nenhum desses heróis têm, e eu posso ser qualquer um deles.
—Menos o homem de ferro.— Victória alfinetou.
—E essa é a melhor parte, eu desmoralizo o herói e o homem debaixo da armadura.— sorriu maldosamente —Preciso fazer alguns contatos...prepare o meu smoking.— ele ordenou.
—Isso é tudo?— ela perguntou, ele aquiesceu. Victória girou nos calcanhares e quando estava prestes a deixar a sala ouviu Norman chamá-la.
—Prepare o seu vestido de gala, Srta Hand.— ele piscou para ela.
Torre Stark
Tony e Pepper chegaram a Nova York no final da manhã de quinta-feira, a Torre Stark estava impecavelmente arrumada e a dispensa estava abastecida para o final de semana prolongado. Pepper tinha uma secretária de confiança que cuidava do local na ausência deles. Levaram suas malas direto para o quarto. A suíte da Torre Stark lembrava muito a da mansão em Malibu, paredes claras, janelas panorâmicas, uma poltrona num canto próximo à janela, alguns objetos de decoração e uma cama king size.
—O que faremos até à noite? — ele perguntou com um sorriso sacana no rosto a empurrando em direção à cama.
—Posso imaginar o que está passando pela sua cabeça. Mas eu estou morrendo de fome. — disse sob ele.
—Eu também, mas estou com mais vontade de fazer amor com você nessa cama do que de comer.— ele atacou a boca dela com um beijo intenso e luxurioso, em nenhum momento ela pensou em ceder a ele.
—Depois.— disse o empurrando para o lado —Você sabe que eu fico mal-humorada quando estou com fome. E sexo é o que eu menos estou pensando agora.
—Nossa, Pep, você é tão romântica chega a ser tocante.— ele sentou.
—Você está dizendo isso porque usou o termo fazer amor e eu sexo?— ela indagou —Pode ter certeza que se eu cedesse não haveria nada de amor, seria algo unilateral, então porque não usar a palavra certa?
—Você venceu.— ele levantou da cama —Mas esteja ciente de que é feriado, até anoitecer a cidade estará um inferno, vai ser impossível achar mesa num restaurante a essa hora.
—Eu sei disso, nós demoramos mais de 1h do aeroporto até aqui, mas eu não disse para nós sairmos, só disse que estou com fome.— ela levantou —Antes que você diga alguma coisa...eu cozinho.— disse ao passar por ele.
Pepper foi para a cozinha e preparou uma salada, que além das verduras tradicionais também levava cubos de queijo braço, crutons, tomate-cereja e peito de frango desfiado.
—Confesso que enquanto assistia você preparar essa salada não levei muita fé, mas está mesmo boa.— Tony elogiou.
Pepper realmente não gostava de cozinhar, mas, não gostar não significava que ela não soubesse, porém, quando ela se propunha a fazer era sempre dedicada, mesmo que fosse algo trivial.
—Você sabe que eu possuo muitos talentos.— ela disse antes de sorver um gole do vinho branco —Mas eu adoro quando consigo te surpreender fazendo coisas simples.
Eles terminaram o almoço e juntos ajeitaram a cozinha.
—Sobremesa?— ela perguntou.
—Você.— ele respondeu.
—Uau, você é direto.— ela sorriu, o jogo de sedução entre eles havia durado o almoço todo —Onde foi parar aquele romantis...
Tony a calou com um beijo urgente, sua boca se movia sobre a dela fazendo com que ela desejasse mais do que um beijo. As mãos dela foram diretamente para os cabelos dele, passeando pelos fios grossos. Antes que ela se desse conta estava sentada sobre a bancada com ele entre as suas pernas.
—Porque você faz isso comigo?— ele perguntou ofegante.
—Talvez eu goste de testar a sua paciência.— ela segurou o rosto dele entre as mãos e o beijou.
—Você é terrível.— ele mordeu levemente o lábio inferior dela —Não sei o que fazer com você. Na verdade eu sei.— a pegou nos braços, sua intenção era chegar ao quarto, mas a necessidade era tanta que eles acabaram fazendo amor no sofá da sala.
Tony adorava observa-la pós-orgasmo, a feição relaxada, seus olhos azuis brilhando sob as pálpebras semicerradas, a boca entreaberta buscando ar, sentia-se pleno em saber que ele era capaz de deixá-la extasiada. Nunca se preocupara com o prazer das mulheres com as quais fazia sexo, até o dia em que fez amor com Pepper pela primeira vez, viu que uma relação bilateral era muito melhor, muito mais gratificante.
—Estou com sono.— ela sussurrou deitando a cabeça ao peito dele.
—Temos algumas horas até nosso compromisso.— ele afagou as costas dela.
—Humm— murmurou beijando o pescoço dele —Tinha sorvete de doce de leite de sobremesa.
—Mesmo? Achei que a história da sobremesa era provocação.— ele disse envolvendo os braços ao redor dela.
—Você é um sacana.— ela pegou a camiseta dele e vestiu, saiu do colo dele e vestiu a calcinha.
—Aonde você vai?— ele perguntou se recompondo.
—Vem pro quarto comigo?— estendeu a mão.
—Depois eu sou o sacana.— disse com um sorriso nos lábios.
—Não é pra isso, seu pervertido. Só quero que você me abrace até eu cochilar.— ela explicou —Romantismo, lembra?
Três horas depois Pepper despertava sentindo o braço de Tony envolver sua cintura, sua mão repousava sobre seu ventre, e a respiração quente dele em seu pescoço. Ela levou uma mão à nuca dele acariciou seu cabelo, ouvindo-o ronronar, fechou os olhos e sorriu, adorando aquele raro momento.
—Você tem um cheiro tão bom— murmurou quando ela virou-se de frente para ele e afundou o rosto da curva do seu pescoço —Quero ficar nessa cama com você o feriado todo.
—Se fosse pra ficar na cama podíamos ter ficado na Califórnia.
—Estou me sentindo tão bem. Acho que podemos tornar esse cochilo da tarde um hábito.
—Meu amor, às vezes nós não conseguimos dormir juntos nem durante a noite. Por falar em noite...— ela o beijou e começou a se arrastar para fora da cama —....Preciso escolher um vestido para usar essa noite.
—Ainda está cedo, pra que a pressa?
—Porque se eu não começar a procurara um vestido, terei que sair com essa camiseta do...— olhou para a camiseta pra ver qual banda a estampava —...The Clash?— ela arqueou uma sobrancelha por saber que se tratava de uma banda britânica.
—London Calling é um clássico.— ele se arrastou até a beira da cama e sentou —Só que eu jamais deixaria você entrar no elevador usando apenas essa camiseta.— disse olhando-a sobre o ombro direito, levantou-se e seguiu para o banheiro.
Por volta das nove da noite, Tony já estava pronto. Estava na sala a espera de Pepper. Quando a sua segunda dose de uísque terminou ele foi ver o motivo de Pepper estar demorando tanto. Chegou à suíte e Pepper estava olhando pela janela. As luzes da cidade brilhavam diante dos olhos dela, a vista da Torre Stark era incrível o prédio ficava no coração de Manhattan.
—Podíamos passar o natal aqui esse ano.— falou baixo sem desviar o olhar da janela, quando o sentiu se aproximar.
—Esse assunto surgiu,...por quê?— mostrou-se curioso a abraçando pelas costas.
—Sei lá.— ela deu de ombros —Me peguei olhando pela janela e imaginei a neve caindo. Podíamos convidar nossos amigos.
—É uma ótima ideia, mas vamos deixar pra falar do natal em novembro, ok?— virou-a de frente para si e olhou-a dos pés à cabeça —Você está linda!
Pepper usava um longo vestido preto com um corte ousado, um tecido nude nas laterais dos seios dava a impressão que a peça era mais reveladora do que realmente era, um cinto dourando marcava a cintura. Ostentava em suas orelhas um par de brincos em forma de gota, seus cabelos estavam presos num coque assimétrico.
—Você também está muito bonito. — ela ajeitou a gravata dele —Você fica uma coisa de smoking.
—Uma coisa?
—Um coisa deliciosa. — deu-lhe um beijo suave nos lábios, para não borrá-lo com batom.
—Pare de me provocar, Sra Stark. — disse ele —Vamos, o Rhodey ligou há algum tempo, ele já havia deixado o hotel.— ele deu a mão para ela e guiou-a para fora do quarto.
—Porque será que o Rhodey e a Carol não aceitaram o nosso convite para ficar aqui?— ela perguntou ao entrarem no elevador.
—Não sei, mas se eles estivessem aqui nós não teríamos transado no sofá. — disse irônico.
(....)
A fachada do MET exibia uma decoração exageradamente nacionalista, as cores da bandeira americana estavam por toda parte. Repórteres aglomeravam-se diante de cada carro que parava em frente às escadarias, a caminho do museu Rhodes avisou Tony que a notícia da presença do presidente havia vazado, e nenhum dos dois julgava que aquilo fosse seguro.
Tony e Pepper saltaram do luxuoso automóvel, posaram para os fotógrafos e continuaram seu caminho, mal tiveram tempo de circular pelo salão, quando ouviram uma voz familiar.
—Quase não acreditei ao te ver entrar, precisava ver de perto para ter certeza.— disse a voz feminina.
O casal virou-se tendo a certeza de quem se tratava, Bethany Cabe sorriu para eles. A noite estava apenas começando.
Notas finais
Tenho muitos planos pra esse baile, cês não fazem ideia.
Até qualquer dia.
Beijos.
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